Algumas horas depois, estava no meu jardim com Alice...


– Pai, essas são as mesmas flores que plantamos no feriado?
– Sim, Alice! São lindas, não é?
– Sim! Mas como ainda estão tão bonitas depois de tanto tempo?
– Nós cuidamos bem delas, não acha? Quando precisam de água e luz, fazemos nossa parte.
– E qual o nome dessa flor?
– Filha... Eu realmente não sei! Hahaha!
– Não sabe? Mas você sabe de tudo, papai!
– Haha! Eu só sei do que eu sei. Nada mais! Mas já que não sabemos o nome dessa flor, que tal darmos um nome?
– Eu escolho! Eu escolho!
– Leve o tempo que precisar! São todas suas!
Alice olhava para os lados enquanto pensava. Achava isso tão engraçado...
– Já sei, pai!
– E o nome dado é...
– Laura!
– Laura?
Senti um frio na barriga.
– Sim! Laura! O nome da minha irmã. As flores são lindas como ela, pai! São da cor que ela gostava, não é?
– Sim... Isso mesmo, filha! Realmente... Um ótimo nome! Ela deve estar bem feliz agora, sabe?
– Tenho certeza!
– Sabe o que mais podemos fazer? No final de semana, vamos até a floricultura comprar mais flores sem nome! O que acha? Vamos procurar uma flor linda e colocar o seu nome nela.
– Ótimo, papai!
Alice me abraçou dando risadas. Nunca imaginei que uma simples conversa sobre flores teria um resultado desses...

Laura ainda vivia nos sorrisos de Alice.

...