Dont Wake Me
16 Resgatando
Notas iniciais
Resgatando
Rodei por toda a cidade, eu não podia desistir de acha-la, eu não podia desistir, eu não queria desistir, algo me dizia que eu a encontraria , continuei procurando por ela. Voltei novamente para o parque próximo a casa de Bella, fui para o lado onde não havia muito movimento de pessoas, continuei rondando por ali.
— Deus eu sei que nunca fui muito religioso, mas me ajude a encontra-la!
Já estava escuro e estava a ponto de ir para casa e ligar para a polícia, a quem eu queria enganar? Eu não sei onde ela está, nem com quem está, nem se ta viva ou ... não ousei terminar o pensamento, eu não imaginaria minha vida sem ela, mesmo conhecendo ela a tão pouco tempo. Meu coração se apertou com a possibilidade de não vê-la mais, por mais estranho que seja, aquela menina de olhos chocolates me conquistou de uma forma que eu não entendo, a vi tão poucas vezes, mas é como se eu a conhecesse a muito tempo.
Resolvi dá mais uma volta ao redor do parque, se eu não encontrasse nada eu iria pra casa e iria até a polícia. Estava olhando aos redores quando o farol iluminou algo se mexendo na beira da estrada, parei o carro e desci para vê o que era e me deparei com um corpo, todo machucado e ensanguentado, cheguei mais perto e o reconhecimento me bateu, era ela, era minha Bella, ela me olhou e eu vi em seus olhos dor e sofrimento, e depois seus olhos se fecharam, meu coração se apertou e corri para perto dela para vê como estava seus sinais vitais, estavam fracos, provavelmente desmaiou. Peguei meu celular e disquei o número da Alice.
— Alice? — falei.
—Oi Edward, alguma notícia? — ela perguntou.
—Sim Alice, achei Bella e ela está muito machucada, não mexi nela porque não sei qual é sua real situação, mas ela não parece bem, seus sinais vitais estão fracos, então preciso que você venha para cá o mais rápido que você puder, venha de táxi porque preciso que você leve meu carro, irei ligar para a emergência para que venha busca-la para levar ela para um hospital. — falei para Alice que me ouvia calada.
—Edward não podemos leva-la para um hospital, a pessoa que fez isso com ela pode ir atrás dela novamente. — Alice falou preocupada, e ela tinha razão, mas eu não queria arriscar sem saber o que realmente ela tem, então o mais sensato e leva-la para o hospital.
—Alice não se preocupe, irei tomar as devidas providências para que Bella fique no hospital em total sigilo, mas iremos falar com nosso pai, ele poderá nos ajudar com isso.- falei acalmando Alice.
— Isso implica contar tudo a ele não é mesmo? — ela perguntou.
—Sim Alice, tudo que sabemos desde a ligação até o nome do suspeito. — falei pra ela. — Agora venha para cá o mais depressa possível, te mandarei a localização da onde nos encontramos. — Falei desligando e já enviando a localização para Alice e depois ligando para a emergência.
Depois de alguns minutos Alice chegou, seus olhos foram diretamente para Bella que se encontrava no chão enquanto aguardavamos a emergência chegar.
—Meu Deus! — ela exclamou colocando a mão na boca e lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, ela chegou próximo de Bella.
— Não a toque Alice. — Alice me olhou me questionando e eu continuei: — Ela está muito machucada, não sei exatamente em que lugares ela está ferida, então é melhor esperarmos a emergência.
— Tudo bem. — ela falou e se calou ainda olhando pra sua amiga com expressão de dor, meu olhar não deve está diferente do de Alice, tudo que senti até agora desde que a encontrei foi raiva da pessoa que fez isso com ela e dor por vê-la tão machucada.
A emergência chegou e dei graças a Deus por não haver pessoas ao redores para vê o que estava acontecendo, eles a imobilizaram na maca e levaram para ambulância, entrei com os paramédicos e seguimos para o hospital e Alice nos seguiu em meu carro. No caminho liguei para o meu pai e expliquei que eu estava levando uma pessoa e que deveria ficar sob sigilo e falei que depois explicava a ele o porque.
Chegamos no hospital e meu pai já estava nos esperando, ele ajudou os paramédicos a levar Bella para a sala que ela seria atendida, eu fui até a recepção fazer a ficha de Bella, decidimos usar outro nome, já que a pessoa que fez isso com ela poderia procura-la e tentar novamente fazer mal a Bella. Depois de feito a ficha corri para meu consultório para me trocar, depois de feito segui para a sala em que Bella estava sendo atendida, e Alice ficou aguardando na sala de espera.
Tinha uma enfermeira limpando os cortes que tinha no rosto de Bella.
— Como ela está? — perguntei para o meu pai que estava fazendo anotações na ficha de Bella.
—Está estável filho, apesar de todos os ferimentos, os cortes no rosto dela são superficiais e não vai precisar de cirurgia plástica, suas costelas estão trincadas, alguns dentes estão quebrados então provavelmente ela terá que fazer uma restauração dentária, tem muitos hematomas pelo corpo e principalmente na região do tórax, por sorte e por Deus ela não sofreu algo pior que podia ocasionar a morte, e tem mais uma coisa. — meu pai me olhou.
— O que pai? — perguntei preocupado.
— Vamos precisar fazer um exame de violação e estrupo nela. — ele falou.
— Você acha que quem fez isso com ela pode ter... — não consegui terminar, só de imaginar que alguém poderia ter feito uma barbaridade dessa com ela, senti muito ódio e desejei a morte desse demônio.
— Sim filho, é uma possibilidade, mas ainda não entendo como alguém pode ter feito isso com ela, ela não me parece uma pessoa má ou que se envolve com coisas erradas. — ele falou refletindo.
— E acredite pai, ela não chega nem perto de ser má e nem entendo como alguém pode querer tanto o mal dela assim. — falei suspirando e olhando pra bela garota a minha frente, que mesmo com todos os seus machucados continuava linda.
Terminamos os exames e deixamos para fazer o exame de violação e estrupo quando Bella acordasse e decidisse por isso. Deixamos ela sobre o efeito de sedativos para amenizar um pouco as dores que ela provavelmente estava sentindo e para que ela pudesse descansar, amanhã tirariamos os sedativos para que ela pudesse acordar por conta própria.
Fale com o autor