Dont Trust Me
1 Young and Reckless
Notas iniciais
Já no primeiro capítulo têm cenas de sexo e tal, então vocês já vão ter uma idéia do que vai ter pra frente também
Obrigada pra user turnitoff que me convenceu a postar a Don't Trust Me aqui no Nyah, e pra todas as lindas que liam minha fic quando eu postava no fórum.
Hope you girls like it... ;*
-Siegener Straβe, 25, bitte – murmurei séria, enquanto vasculhava em minha bolsa à procura de uma cartela de comprimidos de pigmentação alaranjada. Pedi que ele encostasse o carro em frente à minha casa, lhe entregando uma nota de 20 euros. Não esperei que ele me desse o troco e desci do automóvel, demorando demasiados minutos caçando o maldito controle do portão automático da entrada. Comemorei debilmente ao encontrá-lo, e atravessei o enorme jardim com agilidade. Subi as escadas silenciosamente, evitando encontrar com qualquer alma viva – ou morta – daquela casa, trancando a porta do meu quarto ao alcançá-lo. Chutei meus sapatos e arremessei minha bolsa no centro da cama coberta por um lençol listrado, me despindo de maneira desajeitada e colocando a banheira para encher, enquanto colocava uma música qualquer para tocar. Levei 1 hora e 13 minutos precisos no banho e 47 minutos para me vestir e me maquiar, completando um total exato de 2 horas. Não precisei perder meu tempo ligando para apressar Hayley – ela me mandara uma mensagem monossilábica — já que ela era a que mais demorava em colocar uma droga de roupa no corpo. Não faria tanta diferença, já que nas festas a grande maioria perdia a lucidez e acabava somente de roupas íntimas ou até mesmo sem elas. Liguei para um táxi rapidamente, e desci as escadas apressadas, dando um pulo no banheiro à procura de um novo vidro de Valium para substituir o que havia acabado. Não pude resistir ao ver um recém-comprado Lorazepam. Finalmente estava pronta pra ir, meu táxi havia chegado. Entrei no táxi e vi que o motorista me dava um sorriso malicioso, e olhava admirado para minha casa. Eu o ignorei e dei as coordenadas friamente. A última coisa que eu gostaria seria ser estuprada por um motorista pedófilo cheirando a naftalina. Meu Sidekick tocou dentro da minha bolsa, e eu atendi com reflexos melhores do que eu julgava ter. Era Ashley.-Hey, Ash – eu falei abrindo minha carteira e ficando satisfeita ao ver a quantidade de dinheiro ali. Sempre havia também a opção de meu cartão de crédito, o qual eu nunca tive coragem de testar o limite.-Hey! Você está saindo agora? – ela perguntou ofegante. Com um murmúrio eu confirmei – Passe pra me buscar. Meus pais resolveram ser babacas hoje. -Ok, eu estou bem perto. Kusse – desliguei sem esperar sua resposta. Ela ODIAVA quando eu fazia isso – Vamos desviar o trajeto. Vire à esquerda aqui, por favor – eu falei sem olhá-lo. Ele balançou a cabeça afirmativamente e seguiu o caminho que eu lhe pedi – Pare em frente à casa vermelha – ele me olhou incrédulo, observando o tamanho da casa em que eu pedi que estacionasse. Oh, essas pessoas não nos conhecem. Ashley saiu de sua casa poucos segundos depois, entrando no carro e me inebriando com seu perfume doce extremamente agradável. Ela me cumprimentou com um beijinho no rosto, e passamos a conversar sobre alguns assuntos fúteis e decididamente não adequados a conversar em um táxi. Ainda mais se o motorista for pedófilo. Quando ela passou a detalhar o que aconteceu entre ela e Zac na festa de quarta-feira, eu presumi que o motorista estava prestes a largar a direção para nos agarrar, ou bater uma. Na dúvida, ele continuou dirigindo, ouvindo como Ash era boa com as mãos. Chegamos em frente à casa do Georg onde podia-se ouvir o som alto com uma distância de 3 quarteirões. Eu paguei o táxi, novamente sem esperar o troco. Quando saímos do carro, o motorista nos observou com um olhar extremamente safado, e eu levantei a parte de trás do meu vestido listrado, mostrando-lhe minha calcinha estampada de oncinha. Agora era a hora que ele nos seqüestrava? Não, mas decididamente ele me teria como suas fantasias sexuais durante todo o ano. Ashley deu uma risada alta, se apoiando no meu ombro, e nós atravessamos a porta aberta. Nós pegamos um copo de alguma bebida que eu não tinha a mínima idéia do que podia ser, e continuamos andando – devo acrescentar que tivemos que desviar de muitas pessoas bêbadas que eu não tinha a mínima idéia de quem podiam ser – e chegamos ao jardim do Listing. E o dito cujo estava sentando com uma loira em seu colo, conversando com dois garotos estranhos, que tinham uma grande semelhança. Ashley desviou o caminho, indo falar com uma amiga dela que lutava para abrir uma lata de cerveja. Eu continuei andando, e quando alcancei o Georg, ele delicadamente tirou a loira do seu colo (ela estava com um aspecto péssimo, e sua maquiagem estava começando a escorrer. Típico de um filme trash) e me abraçou.
-Katie! Você veio! – ele falou com o som saindo abafado-É claro que eu vim! Nunca perco suas festas – eu disse dando risada – Olá – cumprimentei os garotos desconhecidos que estavam sentados próximos.-Olá – eles responderam ao mesmo tempo-Eu estou bêbada com um só copo ou vocês são parecidos mesmo? – perguntei divertida, fazendo um deles, o garoto com dreads, dar um sorriso.-Somos irmãos. Gêmeos – ele esclareceu, e eu fiz um som surpreso – Tom, prazer.-Prazer é todo meu, Tom. Eu me chamo Katie – apertei sua mão e estendi a mão para seu irmão, que apertou a minha prontamente – E você...?-Bill – o garoto falou nervoso. Ele usava maquiagem e pintava as unhas. Hum, adoro freaks.-Belas unhas, Bill – eu acrescentei e ele deu um sorrisinho convencido. Seu irmão continuava me olhando com atenção. Com atenção para minhas pernas!-Com licença garotos e garota, tem alguém me ligando – eu falei quando ouvi a música do meu celular tocar. Olhei no visor e vi o nome “Yu” piscando. Dei um sorrisinho malicioso para Georg que me olhava curioso, antes de dizer – Opa, agora a festa vai começar. Yu.-Infelizmente, garotos, vocês vão conhecer outro lado da Katie hoje – ele falou dando risada, e eu mostrei o dedo do meio para ele, enquanto atendia. Eu falava rapidamente com Yu, enquanto os gêmeos me observavam e tentavam ouvir o que eu falava. Desliguei o celular logo em seguida, me espreguiçando propositalmente, fazendo meu vestido justo subir. Bill engasgou com sua bebida, tossindo feito um demente e seu irmão passava a língua pelo lábio inferior, mexendo em seu piercing. Eu entendi quem era o homem da relação.-Vida difícil a minha, Georg – disse divertida, jogando meu Sidekick na bolsa.-Claro. Foder com o Yu gostosão é um grande problema pra você – ele falou ironicamente, me fazendo lhe lançar um olhar recriminador. Eu estava prestes a soltar um comentário rude sobre “foder” quando Julie e Hayley chegaram dando risadas escandalosas. Já comentei que eu amo minhas amigas? Eu corri em direção a elas – que já estavam, cada uma, com um copo em mãos também – e nos cumprimentamos rapidamente. Num piscar de olhos eu lhes havia contado sobre Yu e que eu havia pedido para ele trazer alguns amigos pra festa. Ash chegou em seguida, com uma garrafa de vodka na mão, parecendo estar extremamente irritada por algum motivo que até então eu desconhecia.-Zac veio com uma putinha qualquer pra festa – ela falou num tom amargurado, tomando um gole da vodka.-Não se preocupe com isso. Eu posso resolver seus problemas num piscar de olhos. Espere um pouco e Zac vai estar quase de quatro pra você voltar pra ele – eu disse dando um sorriso malicioso, pensando em algo que pudesse ser cruél, humilhante e prazeroso ao mesmo tempo. Automaticamente meus olharem viraram para os gêmeos calouros do colégio. Eu dei um sorrisinho e eu já sabia o que fazer dentro de algum tempo. A festa correu normalmente, com nada de novo. Bebidas, pílulas, erva, orgias, mais bebidas e cada vez mais gente bêbada. Então foi a hora de colocar minha idéia em ação. Pedi para que Julie chamasse Georg para falar algo de extrema inutilidade – ele gosta dessas coisas – enquanto eu ia falar com o freak, deixando seu irmão pervertido sozinho. E era aí que a Ash entrava em ação. Andei até eles e mordi o lábio olhando para o garoto das unhas francesinhas, cujo nome eu não me recordava.-Hey, vem cá – eu o puxei pela mão, e ele deu um sorriso abobado, sendo guiado por mim. Eu o vi olhando pra trás e dando um sorriso para o irmão – Então, você tá sozinho? – perguntei passando a mão em sua camiseta. Ele prendeu a respiração e ficou pálido.-E-eu a-acho que sim, erm – ele gaguejou e pigarreou em seguida, por sua voz ter falhado no fim da frase.-Ok, legal. Escuta, a minha amiga tá super afim do seu irmão, então não os atrapalhe. Pegue minha bebida, e vá comer alguma garota fácil por aí – eu fiquei séria rapidamente, entregando-lhe meu copo de bebida. Ele ficou confuso e as garotas ao meu lado riram da cara patética dele.-Qual o problema dela? – ele perguntou à Hayley se referindo a mim. Ela deu de ombros, dando uma risada escandalosa em seguida.-O meu problema? – levantei a sobrancelha direita, tomando fôlego – Eu sou hipocondríaca; tenho transtorno obsessivo compulsivo de simetria, exatidão e ordem; não como alimentos amarelos; sou bipolar; alérgica a pó, nozes e picadas de abelha; tenho claustrofobia; transtorno de ansiedade e bulimia. Terminei de enumerar, talvez esquecendo algum problema ou outro, e Bill (eu finalmente havia conseguido lembrar seu nome) me olhava assustado. Se ele fosse menos lerdo, eu com certeza foderia com ele. -Amiga, não sabia essa dos alimentos amarelos – Julie disse e Georg deu risada. Para eles que me conheciam, isso era algo natural.- Kat, o Yu chegou! – Hayley falou dando um sorriso malicioso. Eu virei, olhando em direção à porta, tendo uma crise de ansiedade. Eu quase estava arrancando minhas roupas em meio ao jardim. Não que eu fosse desesperada por sexo ou algo do tipo, mas ele realmente me tirava do normal. Aquelas mãos faziam maravilhas. Ele entrou pelo jardim com dois amigos ao seu lado, dando um sorriso largo. Mas minha atenção voltou à sua barriga descoberta (ele estava usando uma camiseta social preta aberta. Se ele queria me provocar, bem, ele estava conseguindo). Não pude deixar de pensar a quão sortuda eu era por poder usufruir de tudo aquilo. Finalmente ele e os amigos chegaram até onde eu, as meninas, Bill e Georg estavam. Cumprimentaram todos educadamente, e eu vi que Julie quase teve um orgasmo ao ouvir a voz de um dos amigos dele. Ela tem esse fetiche estranho por caras com voz grossa. Yu nos apresentou à seus amigos, e descobrimos que o nome do garoto da voz que causava orgasmos na Julie se chamava Kiro. Ela não perdeu tempo, e começou a embebedá-lo, assim ela faria o que quisesse com ele. Até então todos conversavam normalmente, e eu e Yu não havíamos nos tocado ainda. Mas durante a conversa sobre música, ele colocou as mãos na minha cintura, me dando um abraço por trás e alguns beijos em meu pescoço. Eu achei engraçada a reação do Bill, que nos olhava com um olhar de desdém, como se o que nós estávamos fazendo estava errado. Eu cansei de esperar e entrelacei nossas mãos, pedindo licença e indo para a parte interior da casa.-Zimmer – eu falei nervosa, subindo as escadas e o puxando comigo. Não encontrei nenhum quarto desocupado. Todos repletos de casais fazendo coisas que nem mesmo eu imaginaria ver ou fazer. Eu observei o banheiro vazio e não pensei duas vezes antes de puxá-lo para lá comigo.Entramos e eu mal tive tempo de trancar a porta e fui colocada contra a parede com violência. Hum, adoro sexo selvagem. Eu grudei nossas bocas com urgência, puxando suas mechas vermelhas com força, enquanto sentia-o deslizar as mãos para debaixo do meu vestido. Ele puxou a peça para cima, deixando-me somente com meu conjunto de calcinha e sutiã de oncinha. Terminei de tirar sua blusa (ajudou, já que ela estava aberta), revelando por completo seu tórax que parecia ser algo irreal. Com os dedos indicadores eu segui o caminho que seu corpo traçava, arrancando seu cinto em seguida. Desci meus beijos para seu abdômen, dando mordidinhas ocasionais.Com mais prática do que eu julgava ter, abri sua calça e ela deslizou por sua perna, e ele tirou-a juntamente com seus sapatos, arremessando-a longe (não que o banheiro fosse gigantesco, mas ainda sim era longe, comparado com a distância entre nós, que era quase mínima). Eu passei a língua pelos lábios, sorrindo maliciosamente, ao ver sua ereção coberta somente pelas boxers pretas. Yu levantou meu cabelo e deu alguns chupões no meu pescoço (aquilo seria difícil de explicar caso algum familiar visse), descendo e passando a beijar o caminho até meus seios, antes cobertos pelo sutiã, que agora já estava jogado em algum canto do banheiro junto à minha calcinha. Ele subiu, e voltou a juntar nossos lábios, enquanto levantava minha perna. Eu entendi aquilo como um sinal, e com um impulso, envolvi minhas pernas ao seu redor, enquanto ele me apoiava pressionada na parede e sustentada em seu colo. Yu se pressionou contra mim e eu gemi mais alto. Quando ele passou a fazer movimentos sugestivos entre minhas pernas, eu perdi a paciência.-YU! ME. FODE. AGORA. – falei pausadamente, quase sem fôlego e sentindo todos os músculos do meu corpo somente pedindo uma coisa.
Com uma mão, ele abaixou parcialmente suas boxers, e eu terminei de tirá-la com os pés (aumentando ainda mais o contato), e em poucos segundos Yu me entregou a camisinha e eu a coloquei o mais rápido possível. Mais rápido que isso foi o impulso que ele deu contra mim, me fazendo gritar de prazer. Ele mantia um ritmo quase doloroso, enquanto eu mordia sem pena seu pescoço e puxava seu cabelo. Eu o sentia aperta minha coxa com força, e aquilo provavelmente deixaria marcas delatoras. Como se eu ligasse pra aquilo naquele momento. Yu gemia alto no meu ouvido, enquanto eu apenas ficava com minha cabeça levemente arqueada para trás, soltando gemidos que aos poucos se tornaram praticamente gritos, que eram abafados pelo som alto que preenchia todos os lugares da casa. Ele repentinamente parou e me desceu do seu colo, me virando de costas e segurando minhas mãos na parede. Se eu pudesse eu teria lhe dado um belo tapa na cara, por ele ter interrompido meu quase ápice. Mas ele pareceu querer me fazer ir a loucura. Yu, sem aviso prévio (tipo: hey, vou te foder forte agora ou algo do tipo), deu uma estocada de uma só vez, me fazendo gritar ainda mais alto do que antes. O ritmo que antes era doloroso, agora estava me deixando quase sem ar. Não demorou muito e eu afundei minhas unhas em seu braço, tendo meu orgasmo. Mais alguns minutos e ele deu um gemido bem alto, jogando a cabeça para trás, e soltando todo o ar existente em seus pulmões. Não sei se aquilo foi bom ou ruim, mas ele me beijou de uma maneira indiferente após o sexo. Não que eu quisesse um beijo romântico ou algo do tipo, mas eu me senti uma boneca inflável. Nos vestimos quase em silêncio, e voltamos para a festa, à procura dos meus amigos.“Oh don\'t mind me I\'m watching you two from the closetWishing to be the friction in your jeans”
Notas finais
Espero que tenham achado o capítulo inicial bem sujo *u* E deixem reviews, porra, senão eu fico bem sad e jogo macumba em vocês, gatas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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