Don't Stop Dream
4 O Webberley College recebe LINDOS alunos novos.
Notas iniciais
Nem me lembro de ter dormido, apenas do sonho. Estava no mesmo lugar fantasmagórico que estive no outro sonho. Não havia mais Dementadores. O céu continuava escuro, e como não havia nada para me assustar eu segui em frente, foi quando uma voz me parou.
_Amy, o que você está fazendo?! Sai daí. A gente tem que ir embora! gritou uma voz um pouco rouca.
Eu conhecia aquela voz. Me virei e o vi. O menino que me deu uma bolada no parque. Ele estava sujo e machucado e segurava uma espada. Tentei falar alguma coisa, mas não consegui.
_ACORDAAA MEDUSAAAAAAAA, temos que ir para a escola! disse Louis me acordando.
Ele estava em cima de mim e segurava meus ombros me balançando.
_ Ta, ta Louis. Estou acordada! disse, tirando o de cima de mim.
_ Mas que sacrifício para te acordar. Você está atrasada disse ele se sentando na cama. Ele já usava o seu uniforme da WC e suas malas já estavam na porta prontas para serem tiradas.
Olhei para o relógio, 6:40h. O ônibus que levaria os alunos para WC sairia 7:00.
_Meu Deus como eu estou atrasada! disse, dei um pulo da cama, pequei meu uniforme e corri para o banheiro Louis, vai tomar café, vou tomar um banho rápido disse eu, de dentro do banheiro.
Ouvi o barulho da porta. Tomei meu banho o mais depressa que pude e me vesti. Coloquei as malas ao lado das malas de Louis para que o papai pudesse pega-las. E desci para tomar café.
_ Vovó? falei, assim que a vi tomando café ao lado de Louis como está o vovô?
_ Esta bem, minha querida disse ela gesticulando para que eu pudesse sentar ao seu lado deixei ele dormindo para que eu pudesse me despedir de vocês.
_Amy, você tem dormido demais. Se perder a hora na escola vai se encrencar advertiu meu pai.
_Eu sei pai, eu vou fazer o possível para não perder a hora disse, um pouco sem jeito.
Eu nunca fui de dormir muito. Os sonhos que eu tive eram muito estranhos, não entendia o motivo deles. Parece que eles queriam me mostrar alguma coisa.
Tomamos nosso café e papai colocou as nossas coisas no porta malas. Vovó seguiu conosco para o centro de Londres, onde todos os anos, dois ônibus da WC pegavam os alunos que moravam por essa região. Quando chegamos os ônibus já estavam lá, mas nenhum aluno tinha embarcado. Louis foi correndo para o seu grupo de amigos e papai tirava nossas malas do caro. Avistei Danielle e quando estava indo na direção dela vovó segurou meu braço.
_Amélia, querida. Posso falar um instante com você? perguntou minha avó.
_ Sim vovó, pode falar. disse e fiz um sinal para a Dani para que ela esperasse.
_Bom, seu avô queria muito estar aqui. Foi ele quem pediu para eu falar com você. disse ela.
_Aconteceu alguma coisa? perguntei. Estava estranhando aquele assunto.
_Seu avô queria lhe entregar isso ela colocou a mão no bolso e tirou de lá um cordão — é muito valioso para ele, sua mãe tinha um igual concluiu ela colocando o cordão na minha mão.
Eu o analisei, era um pequeno circulo dourado, posso compará-lo com uma moeda, só que um pouco maior. Na borda havia algumas palavras, mas eram indecifráveis, pareciam palavras de uma língua antiga. No centro avia o desenho do que parecia ser um anjo. Era lindo.
_Nossa vovó, é muito bonito. Nunca vi mamãe com um cordão disse disse. Busquei em minha mente uma lembrança de minha mãe com esse cordão, mas não encontrei nenhuma.
_Ela achava ele muito valioso, guardava ele muito bem disse ela.
_Esse cordão tem algum significado especial? perguntei. Estava me questionando por que mamãe o considerava tão valioso.
_Ele faz você sempre se lembrar de sua família. Aonde quer que você esteja ele faz você voltar para casa. disse ela.
Ela dava aquele sorriso que queria dizer alguma coisa. Eu não entendi muito bem o que ela quis dizer, mas agradeci pelo presente e me despedi. O cordão agora não sairia do meu pescoço. Me despedi do meu pai.
Os alunos já estavam embarcando. Avistei Danielle em uma janela enquanto eu subia para o ônibus. Quando entrei procurei por Louis, ele estava sentado em uma das ultimas poltronas junto com os amigos então, me sentei ao lado de Danielle. A viagem era longa, costumava dizer que WC ficava no fim do mundo. A viajem foi divertida, como todas as outras. No mesmo ônibus que nós estava Matt e Savana, estavam no segundo ano, assim como eu. Pela janela percebi que tínhamos deixado a civilização e entramos nos campos que cercavam a escola. O dono da WC devia ser muito rico, mas eu não o conhecia. O território em volta da escola era extremamente grande e pertencia a uma só pessoa.
De longe avistamos a escola: Uma construção grande e antiga, parecida com um castelo. Um estacionamento com jipes que eram liberados para os alunos para que pudéssemos nos deslocar pelo campus. A lanchonete perto do lago era um dos meus lugares preferidos. Havia bancos e arvores espalhados por todos os lados. Logo atrás do prédio principal, escondido por algumas arvores, encontrávamos outra construção muito grande do mesmo estilo que o primeiro prédio, nosso dormitório. Os ônibus estacionaram enfrente o chafariz que tinha enfrente a sede principal para que pudéssemos descer. Já havia alunos por todos os lados, acho que nossos ônibus foram os últimos. Seguimos para o alojamento, deixaríamos nossas coisas e seguiríamos para o prédio principal onde conheceríamos os alunos novos. Não teríamos aulas hoje, começariam amanhã. Eu e Danielle fomos para nosso antigo quarto. Não estava escrito só os nossos nomes na porta, tinha mais duas meninas com quem iríamos dividir o quarto. Elizabeth H. e Bianca James. Quando entramos a cama das novas alunas já estavam arrumadas. A minha cama ficava ao lado da cama de Dani e do outro lado estavam às camas vazias. Não mexeram em nada que deixamos lá antes de sair de férias, minha parte do guarda roupa estava intocada.
Seguimos para o prédio principal fazendo palpites sobre como seriam as novas alunas. Quando o Sr. Sullivan, diretor da escola, falasse os nomes de nossas companheiras de quarto ele também falaria os nossos nomes e então teríamos que levantar para que as alunas novas pudessem nos localizar e quando a cerimônia acabasse seguiríamos juntas para o almoço. Era uma forma de fazer com que os alunos novos se enturmassem.
Em um canto da imensa quadra, onde seria feita a cerimônia, estavam os alunos novos. Eram muitos e cheguei a conclusão que aquela festividade iria demorar. Sentamos em uma parte da arquibancada e ficamos conversando.
_Esse ano quero bater meu recorde disse Danielle, risonha.
_ Recorde de que? perguntei.
_Olha quantos garotos lindos tem esse ano! Quero cada um deles — disse ela olhando para os alunos novos do outro lado.
_Era só o que me faltava disse. Cruzei os braços e olhei para os alunos antigos que estavam entrando na quadra.
_Amy disse Danielle com uma voz assustada.
_O que foi? perguntei.
Ela não me respondeu, estava olhando fixamente para algum lugar. Segui seu olhar e então o vi. Lá estava ele, no grupo de alunos novos, só que agora não estava mais de regata e todo suado, estava casual, vestindo o uniforme da WC. O menino de olhos azul-cobalto está estudando na mesma escola que eu!
_O carinha do parque disse sem desviar os olhos dele.
_ O que você disse? perguntou Danielle
_ O garoto que você estava olhando, é o cara que me acertou uma bolada no parque, não é? perguntei me voltando para ela.
_Aonde? Eu não estava falando dele disse ela incrédula estava falando daquele morrendo de porte atlético do lado daquele cara que se parece muito com o car... EPAAA! É o garoto do parque! disse ela caindo na real.
_ O que ele esta fazendo aqui?! disse voltando a olhar pra ele.
_Bom, ele esta com o uniforme da escola e junto com os alunos novos. Deve ter vindo aqui para acertar mais uma bolada na sua cabeça! Ah, se toca né Amy! Ele vai estudar aqui disse ela, estava me achando a maior idiota.
_É muita ironia do destino disse, mantendo os olhos fixos nele.
Ele nem se quer olhou para a minha direção, então não percebeu que eu estava ali. A cerimônia começou, Sr. Sullivan fez as apresentações e começou a chamar os alunos novos. Finalmente, nossas companheiras foram chamadas.
_Bianca James e Elizabeth H, primeiro ano ele fez uma pausa lendo em sua folha Suas colegas de quarto são Amélia Cowell e Danielle Calder.
Eu não ia me levantar, mas por algum motivo queria que ele me visse. Levantei junto com Danielle e acenamos para Bianca e Elizabeth, elas estavam vindo para nossa direção quando eu me voltei para ele novamente. Ele me viu! É claro que me viu. Agora ele exibia um sorriso no rosto e olhava para mim, como se estivesse me cumprimentando.
A vez dele chegou, eu finalmente saberia seu nome.
_Mais um menino... Venha cá Sr. Hayes disse o diretor chamando o Sr. Hayes Segundo ano, o Senhor Peter Hayes concluiu ele.
Eu nem prestei atenção no nome dos seus colegas de quarto, o nome Peter Hayes fez ecos na minha cabeça. Ele veio na direção da arquibancada, sentou ao lado de dois meninos que eu nunca vira na vida, devem ser alunos que vão ocupar os alojamentos novos no pavilhão masculino.
A cerimônia acabou e já era hora do almoço. Segui para o refeitório junto com Danielle e as novas alunas. Estava olhando para todos os lados a procura do tal Peter Hayes, mas não achei. Arrumamos nossos pratos e sentamos em um dos bancos do campus. De longe avisto os cabelos pretos de Peter passando pela ponte e atravessando o lago com seus colegas de quarto, estava indo para o outro lado do campus. Lá não era proibido, mas eu queria que ele estivesse dentro do meu campo de visão.
Almoçamos e conversamos bastante. Danielle me chamou para ir com ela mostrar a escola para Bianca e Elizabeth, mas recusei. Elas foram e eu me sentei em baixo de uma arvore e comecei a ler o meu livro.
_Olha, você tem muita sorte de eu não estar com uma bola aqui disse uma voz masculina. Olhei para cima e dei de cara com olhos azul-cobalto me olhando e um sorriso incrivelmente branco a mostra.
_Por quê? Iria me acertar de novo? perguntei desafiadora.
_Era bem provável disse ele se sentando ao meu lado não tive a intenção de te acertar aquele dia.
_Eu sei. Sua bola que gostou muito de mim e veio na minha direção disse rindo.
_ Você sabe que não ele retribuiu o meu riso.
_ Eu sei ri pode ficar tranquilo, não o culpo por não ter mira debochei.
_Está de brincadeira comigo né? Ontem mesmo você me elogiou dizendo que tenho um chute poderoso se gabou ele
_ Realmente, seu chute é muito forte reconheci mas certamente não tem nenhuma mira.
_ Você tem razão disse ele, debochando de si mesmo Bom, vim aqui para me apresentar formalmente, Peter concluiu ele estendo a mão para mim Amélia não é?!
_Sim respondi mas pode me chamar de Amy falei segurando a mão dele.
_ Somos da mesma turma ele soltou minha mão vamos nos ver muito por ai.
_ É verdade, espero não te encontrar com uma bola por ai disse e ele abriu um sorriso.
_Prometo a você que não vou te acertar mais disse ele se levantando Eu vou indo Amy, vou conhecer um pouco da escola com os meninos disse ele apontando para um grupo de meninos em um dos bancos no vemos por ai, tchau. o tchau dele foi um pouco sem jeito.
_Tudo bem, até mais disse.
Observei ele voltando para o grupo de amigos. Aquela pequena conversa com ele me deixou feliz. Depois que ele desapareceu voltei para o dormitório. No quarto, tirei o uniforme e tomei um banho, coloquei uma roupa simples e liguei a TV. Isso era o que eu ia fazer até a hora do jantar.
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