Don't Shoot Me Santa

3 Parte 3 - Miss Atomic Bomb


http://www.youtube.com/watch?v=Qok9Ialei4c

Você estava de pé com suas amigas na rua

Caindo para trás para sempre

Me pergunto o que você veio a ser

Era novo na cidade, o menino com os olhos ávidos

Nunca fui um molenga

Alheio a mentiras das garotas da escola

E quando olho para trás naquelas noites de néon

A cena de couro, a passagem certa

Sinto o calor, vejo a luz

Da senhora bomba atômica

Dando uns amassos, nós temos o rádio ligado

Você vai sentir minha falta quando eu me for

Você vai sentir minha falta quando eu me for

Perseguindo sombras ao luar

Através do deserto em uma noite quente

E por um segundo nós tínhamos ganho

Sim, nós eramos inocentes e jovens

Expulso da noite, bem, você tem um coração tolo

Então você tomou seu lugar, mas a quebra do encanto foi a parte mais difícil

Parece como um punhal enterrado em suas costas

Você corre para se esconder, mas você não pode escapar do segundo ataque

Sua alma era inocente, ela o beijou, pintou-o de preto

Você deveria ter visto seu pequeno rosto, queimando por amor

Segurando por sua vida

Bem, tudo que eu queria era um pequeno toque, um pouco de ternura e verdade

Não pedi muito, não

Fale sobre estar no lugar errado na hora errada

Senhorita bomba atômica

Dando uns amassos, nós temos o rádio ligado

Você vai sentir minha falta quando eu me for

Você vai sentir minha falta quando eu me for

Perseguindo sombras ao luar

E obtendo chances em um noite quente

E por um segundo nós ganhamos

Sim, nós eramos inocentes e jovens

A nuvem de poeira passou, e meus olhos estão claros

Mas às vezes nos sonhos de impacto ainda ouço

Senhorita bomba atômica

Estou aqui

Suor na minha pele

E esse amor do qual cuidei, está se esgotando

Mas estou aqui

E você está muito atrasada

Seu sussurro estático, ele selou nosso destino

É um campo de provas

E você teve uma chance

Em um jogo perdido

Mas você não pode sobreviver

Quando você quer tudo

Há um outro lado

A semana passou correndo. Tanto Alicia quanto Sam passaram a semana cheio de provas, mas no tempo livre, Alicia, principalmente, tentou investigar aquele estranho caso. Procurando pelos símbolos, encontrou a história da cidade: segundo as lendas, tinha sido o local de um clã de bruxas muito famoso, que tinham desaparecido no dia de Natal, em 1890. Ou seja, naquele ano, faria 110 anos do desaparecimento. Eram sete bruxas. O mesmo número de crianças assassinadas.

No dia em que Tommy morreu, foram-se 100 anos da morte das bruxas. Mas fora algumas coisas que claramente batiam, Alicia não conseguia descobrir o que estava acontecendo, e Sam, embora quisesse ajudar ela, estava mais preocupado com suas notas.

A noite de baile seria o oitavo sábado após o Halloween, e Alicia estava se perguntando se haveria outra morte. Ela teve outro problema, no entanto: criada por John junto com dois meninos, ela não tinha ideia do que vestir para o baile. Ela também não tinha amigas a quem pedir ajuda. Então, teve que se virar sozinha e com ajuda da moça da loja.

Na loja, mostravam para ela um monte de vestidos cheio de babados e em cores pastéis, que ela odiou. Sam, estou fazendo isso por você, espero que você fique feliz...

Ela passou duas horas procurando a única loja de vestidos de festa daquela cidade. A maioria das meninas tinha ido a cidades maiores procurar por um vestido, mas não havia mais tempo. Faltava poucos dias para o baile.

Alicia estava quase desistindo quando encontrou. Ela soube assim que viu que seria aquele vestido. Estava no fundo da loja, no meio de um monte de vestidos para mulheres mais velhas. E as vendedoras ainda disseram que ela era “muito jovem” para usar o vestido, mas era lindo. Sam ia ficar de boca aberta. Talvez ela ficasse irresistível para ele...

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23 de dezembro de 2000.

Alicia se trancou no quarto para se arrumar para o baile, e enquanto isso, pensava no caso. Havia bruxas. Bruxas constantemente estavam ligadas a espíritos ou deuses que davam os poderes a ela, e considerado que parecia haver algo ligado ao Natal, poderia ser muito bem um espirito pagão.

Então uma luz se iluminou na sua cabeça. Espíritos pagãos exigem sacrifícios. Talvez já tivesse havido outras mortes. Ela precisava ir na biblioteca. Era seis horas. Só faltava ela por o vestido. Ela tinha menos de duas horas.

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Faltava meia hora para o baile começar, e Alicia tinha sumido. Sam estava sentado na sala, esperando por ela. Já tinha ligado no celular dela várias vezes, e ela não atendia. Sabia que ela tinha comprado até o vestido, então tinha intenção de ir. Estava preocupado que ela estivesse em perigo.

O celular dele tocou.

–Sammy? Estou chegando. Eu sinto muito, mas é que eu acho que resolvi o caso. Ainda falta umas coisas, mas...

–Allie, que tal não falarmos sobre caso hoje? – ele disse, e soou mais rude do que gostaria.

–Ok. Me desculpa. Estou chegando.

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Alicia tinha corrido de volta para o apartamento.

–Eu só preciso trocar de roupa, Sammy, me desculpa mesmo. – ela disse.

Ela se fechou no quarto, e Sam se sentou na porta do quarto dela, assim eles continuariam conversando.

–O que você descobriu?

–Que a cada 10 anos morre uma criança aqui, no dia de Natal. Isso me faz pensar em sacrifício, mas não explica porque tantas crianças estão morrendo agora. Deveria ser só uma, não?

–E se aquilo que encontramos no cemitério era um ritual? Eu estou pensando, alguém pode ter invocado a coisa que está fazendo isso, e assim ter modificado o padrão dele.

–É uma possibilidade. – disse Alicia, e abriu a porta – mas eu imagino que você não queira investigar isso agora, né? Eu só posso esperar que ninguém morra hoje a noite.

–É, eu também. – mas assim que a viu, Sam esqueceu sobre o que estavam falando. Alicia estava linda – usava um vestido vermelho longo e esvoaçante, preso atrás do pescoço, deixando as costas e os braços de fora.

–Como estou? – ela perguntou, dando uma volta.

–Você está... É... Uau. Você está linda. – ele ficou vermelho – vai ser a mais bonita da festa.

Alicia ficou vermelha também.

–Então, vamos indo? – ela perguntou, depois de uns minutos de silencio desconfortável. – já estamos atrasados.

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Como todo baile estudantil, era totalmente brega, cheio de coisas brilhantes e, na opinião de Alicia, feias. E flocos de neve falsos. Sam parou com ela a porta do ginásio e perguntou:

–Então, o que você achou? – Alicia olhou bem para Sam e começou a rir.

–Está uma droga. Minha nossa, tem até neve falsa. Eu poderia viver sem ver isso.

Sam começou a rir também, e passou a mão em volta da cintura dela, levando ela até o salão.

–Eu tenho umas coisas da organização para conferir, você vai ficar bem? – perguntou Sam.

–Eu estou indo com você.

Sam tinha que verificar um monte de coisas, e Alicia o seguiu. Ela nunca soube bem o que ele fazia no conselho estudantil, só sabia que ele fazia parte porque o ajudaria a entrar na faculdade. Agora, o que ele estava fazendo era conferir música e decoração, e a comida. Depois disso, os dois ficaram parados próximos a mesa das bebidas, observando os casais dançarem a música lenta.

Alicia sentia que quase todo mundo olhava para os dois.

–Está tudo mundo olhando para você – falou Sam baixinho.

–Para mim? Eu acho que eram para nós dois.

–Para você. Bem, você é a única usando vermelho aqui.

–É porque eu não quis combinar com a decoração. – ela riu.

Sam sacudiu a cabeça, inconformado e rindo ao mesmo tempo. Mas ela se destacava – era a única que não usava rosa ou cores claras, e também não estava com um penteado elaborado (e meio feio) e sim com os cabelos soltos.

Sam engoliu em seco. Ele tinha convidado Alicia porque precisava estar lá, e precisava de um par, e ela era a única com quem ele gostaria de estar. Mas agora que estavam ali, naquele ambiente tão fora do comum para os dois, ele não sabia muito o que fazer.

–Sammy, você está olhando fixamente para um floco de neve gigante. Eu sei que está ruim, mas não precisa ter medo.

Sam deu risada.

–Não, estou pensando em... Em como é mais fácil falar com você num cemitério do que aqui.

Alicia sorriu.

–Bem, nós sempre podemos ir para lá. Acho que a decoração é mais bonita e a companhia dos mortos é mais agradável.

Sam deu risada, e depois de mais um silencio estranho, ele perguntou:

–Você vai dançar comigo?

Alicia fez uma cara surpresa.

–Dançar? Você não disse nada sobre dançar essa música brega. O acordo era só para eu vir para o baile e... Ah, Sammy, não precisa fazer essa cara de cachorrinho sem dono. Eu estou brincando. É claro que vamos dançar se você quiser dançar.

–Certo. Hm. – ele pegou a mão dela e a levou para pista.

Foi mais fácil do que Sam pensou que seria. Estar junto a ela, ali, seus corpos colados se movendo lentamente, fez Sam se sentir tranquilo. Alicia deitou a cabeça no peito dele. Podia ouvir o coração dele batendo forte, assim como o dela estava. Alguma coisa vai acontecer essa noite, ela pensou.

–Você está finalmente ficando mais alto que eu – ela disse, e Sam estava tão perto que era uma questão de 5 cm até eles se beijarem. O pensamento fez o coração dela bater ainda mais forte. Ele deu uma risadinha, e inclinou mais a cabeça...

Então as luzes piscaram e a música foi interrompida por um forte som de estática. Alicia levantou a cabeça, alarmada, procurando alguma coisa.

–Sam, tem alguma coisa acontecendo.

Ele sabia disso, e nunca odiou tanto o sobrenatural quanto naquele momento. Enquanto ele acompanhava Alicia para fora do salão, só desejou ser mais uma daquelas pessoas que não sabia de nada, que voltaram a dançar assim que a música voltou e as luzes pararam de piscar, como se nada tivesse acontecido. Mas não, ele era um caçador.