Don't Panic!
5 Capítulo 4.5
Notas iniciais
— Pobre menina. Tão nova... — As pessoas rapidamente se curvaram ao receber um olhar do senhor. A pequena garota segurava um pequeno embrulho nos braços, balançava-se devagar para frente e para trás. Para frente e para trás. O senhor sentou ao seu lado.
— Vovô. Onde eles foram? — Ele apertou as mãos sobre os joelhos. Algo subiu por sua espinha, queimando seu peito e garganta ao mesmo tempo.
— O vovô não sabe. — ela levantou a cabeça — Mas ele acredita que... com toda a certeza do mundo, eles vão cuidar de nós. Nós três. — O altar a sua frente fez silêncio, onde antes parecia gritar em seus ouvidos. Apenas o barulho das pessoas ressoava às suas costas. A pequena garota e o senhor, se curvaram lentamente, como em uma pequena faísca de tudo que gostariam de dizer. Tudo que gostariam de ter dito e feito.
— Você é um mentiroso, vovô. — ele assentiu.
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— Ei. — A garota procurou o que atrapalhou seu silêncio. Ela colocou os pés cuidadosamente sobre o galho embaixo do que estava sentada. A voz estava a chamando fazia tempo. Era irritantemente persistente. Quando conseguiu enxergar algo parecido com um cabelo negro, seu pé não tocava mais o galho.
— ...! —
Antes que tivesse a chance de gritar, caiu de cima da árvore para algo macio. O travesseiro resmungou baixinho sobre ter doído, mas começou a rir. A garota sentiu sua face ficar quente e sua testa franzir. Quando ele parou, abriu mais um sorriso.
— O que estava fazendo ali? É perigoso, macaquinha. — Ela fez uma cara mais feia ainda.
— Foi culpa sua. — O garoto concordou, devagar.
— Como seu novo vizinho, prometo compensar. —
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Não conseguiu acreditar. Bom, não queria acreditar. Ele empurrou ela. Mas... A jovem balançou a cabeça. Sua amiga a encontrou no corredor, apenas a abraçou.
Levou algumas ligações, vários pedidos de desculpas. Todos desnecessários, não era culpa dele. O que tinha visto não era verdade, nem um pedaço dela. E a garota realmente o amava. Ela perdoaria, esqueceria e, com o tempo, seriam amigos de novo. Não mais do que isso.
Mas nada acaba tão bem. Um telefonema foi o suficiente.
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