(Don't) Let Me Go
4 Three Questions
Notas iniciais
Tuesday, 10:09am — Barbara's Point of View
Eu não sei onde estou. Há apenas uma cama, onde estou deitada, um pequeno armário e uma cadeira.
Alguém abre a porta.
Era o rapaz.
Cabelos castanhos, olhos azuis, várias tatuagens. Era bonito pra quem é um assassino.
– Quem é você?
– Sou eu quem faço as perguntas. — sua voz era grossa e séria.
– O que você quer comigo? Por que eu estou aqui?
– JÁ DISSE. EU FAÇO AS PERGUNTAS. — ele elevou o tom de voz.
Ele se aproximou de mim, tentei esquivar. Tentativa falhada. Ele ergueu um pano branco em direção ao meu rosto. Tentei impedi-lo, falhei de novo.
Mais uma vez, apagada.
**
Acordo no mesmo lugar onde desmaiei. Olho em volta e me deparo com o assassino olhando fixamente para mim. Deus, o cafajeste é lindo.
– Acordou, bela adormecida. — ele sorriu sarcasticamente.
– Eu nunca teria dormido se você não tivesse feito isso.
– Uau, ela é estressadinha.
– PELO AMOR DE DEUS, O QUE VOCÊ QUER COMIGO? — perguntei desesperadamente.
– Confidencial.
CONFIDENCIAL? O QUE ELE ACHA QUE EU SOU?
– Você mata alguém estranho, me sequestra e quando eu te pergunto por que você fez isso ainda diz que é "confidencial" e "eu faço as perguntas". Me poupe, se poupe, nos poupe — tirei o lençol que estava em cima de mim e me sentei na beira da cama — EU QUERO IR PRA CASA, SEU IDIOTA.
– Eu preciso saber se você é um deles.
– DELES? ELES QUEM? — fiquei de pé à sua frente.
– VOCÊ SÓ SABE PERGUNTAR? — ele me empurrou de volta pra cama, fazendo-me sentar de novo.
– VOCÊ SÓ SABE FAZER MISTÉRIO?
– VIU. PERGUNTOU DE NOVO. — ele apontou seu dedo indicador em direção a mim e eu fiz cara de deboche. — Tudo bem, eu respondendo suas perguntas. Três, no máximo.
– Por que você matou aquele homem? Por que eu estou aqui? Me deixa ir pra casa. Eu não conto pra ninguém o que vi.
Ele respirou fundo e começou.
– Há seis meses, o meu pai morreu. Éramos apenas eu e ele. Nós só tínhamos um ao outro. — sentou-se na cadeira, encarando o chão. — Ele jogava. Um dia, jogou com um dos homens mais ricos da cidade, e ganhou. Esse homem mandou dois homens até nossa casa... — eu vi uma lágrima escorrer do seu rosto.
Espera ai, sequestradores-barra-psicopatas-barra-assassinos têm sentimentos?
– Um tiro no peito do meu pai e uma facada na minha barriga — ele levantou um pouco de sua blusa, mostrando a cicatriz.
Por mais que ele tenha levantado só um pedaço da blusa, Deus, ele parece ter um belo abdômen.
Foca, Barbara, foca. Ele é teu sequestrador. Foca.
– Eu passei semanas isolado. Afinal, quem iria me visitar? Eu só tinha ele. — deu de ombros. — Até que eu resolvi me vingar. Cada pessoa que estiver relacionada a esse homem, independente que seja inocente, alguém da família, amigos, seguranças, não vai ter vez comigo.
– Os assassinatos. Foi você. É você. — arregalei meus olhos.
– Sim, sou eu. — assentiu.
– Você não sente nada quando mata essas pessoas? E se elas não souberem o que esse tal homem fez?
– Cada vez que eu aperto o gatilho me dar uma sensação de prazer, alívio. — não aguentei e fiquei boquiaberta. — E se elas não souberem, dane-se. Eu não ligo. Elas tem alguma ligação com ele, é isso que importa. Pra ser bem sincero, eu não ligo mais pra nada. Meus sentimentos eram só por um velho que era a única coisa que importava pra mim. Quando ele morreu, tudo que era bom em mim foi junto. Aliás, eu nem sei por que é que eu estou falando essas coisas pra você. Quem é você, afinal? É só isso que eu preciso descobrir. E, qual é teu nome mesmo?
– Por que eu te diria? Você me sequestrou, o mínimo que você deveria saber é meu nome.
– Foi por acaso. Você viu um de meus assassinatos.
– Você tá com o meu celular. Olha nele.
O meu celular tem como tela de bloqueio uma imagem escrito: "Propriedade de Barbara Lauren".
Não perguntem.
Ele pegou a minha bolsa, que estava em cima do armário, e tirou meu celular de dentro.
Meu precioso.
– Barbara Lauren? Bonito nome.
– Qual o teu?
– A sessão de perguntas já acabou. — ele fez um sinal de "acabou" com a mão , fazendo movimentos para a esquerda e para a direita.
– Não, eram três — fiz o número com a mão. — Ainda falta essa.
– Espertinha.
Sou mesmo, obrigada.
– Louis. Louis Tomlinson.
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