Don't Let Me Go

1 Don't Let Me Go


Notas iniciais
olá olá olá
vim mendigar reviews pq eu devo ser uma escritora de merda que nunca ganha reviews.
mas um dia vou ser uma Stephenie Joanna Rick Lauren Meyer Rowlling Riordan Kate da vida. e ai só vou lembrar de quem comentou minhas fics hunf hunf hunf
ONE SHOT ok gnt
boa leitura

Helena encarava a irmã com olhos pidões e de cinco em cinco segundos dava um beijo estalado em sua bochecha enquanto pedia:

–Por favor? Por favor?

Hazel deu alguns suspiros e sorriu com os abraços insistentes da irmã, que também a chacoalhava de um lado para o outro. Ela estava com os dois pés atrás, e um pressentimento ruim que crescia em seu peito, querendo se romper em lágrimas. Querendo ter a irmã com ela e a abraçar segura. Mas talvez o perigo estivesse ali, e ela não podia pensar em ser tão egoísta. Ela devolveu um abraço da irmã e falou:

–Tudo bem, pode ir.

–Ah! Eu te amo! Obrigada! Obrigada!

Hazel riu.

–Agora vá se arrumar, você me fez um café enorme, me acordou as seis e meia da manhã para eu permitir que você fosse e agora que permito você fica me abraçando? Acho que Diego precisa saber que você vai!

–Ah, é verdade! Meus Deuses! — Helena dá um beijo estalado na bochecha da irmã e diz que a ama mais uma vez.

Então deixa Hazel sozinha e se distrair com seu café com leite doce e morno como gosta, como só Helena sabia fazer. Ela suspirou e se odiou por não conseguir negar a felicidade de sua irmã, a pessoa que a fazia feliz. Esperou pacientemente Helena voltar do quarto, depois de ouvir as exclamações da irmã com o namorado, dizendo que estava de pé seu fim de semana juntos.

Helena só voltou depois de ter os cabelos ondulados caídos para trás e puxados com uma tiara branca, fazendo contraste com o cabelo preto, os olhos claros brilhavam em expectativas. E ela estava extremamente linda nas calças jeans velhas e all star surrado, com seu moletom maior do que seu corpo. A mochila preta pendendo do ombro. Sorria.

–Tudo pronto? — Hazel fez o papel de mãe, como havia feito tantos anos e como sentia que perdia as vezes o cargo, pela irmã que a tratava como igual — Está com o celular? Combinações já feitas?

Hazel sentia um nó em sua garganta.

–Está tudo pronto, maninha, celular carregadíssimo para falar com você sempre. E as combinações sei de cor, de trás para frente. Mais uma vez obrigada... Ei, está chorando?

Hazel só percebeu que chorava quando a irmã apontou isso, e correu para lhe abraçar e sussurrar consolos.

–Mana, eu vou voltar logo, e vamos manter contato. Você quer que eu fique? Sei que é ruim quando saio...

–Não, não, Lena — Hazel abraçou forte a irmã e sentiu o cheiro adocicado dela — Vá, sei que está feliz com isso. É só um pressentimento.

–Eu vou ficar — Helena largou tudo o que tinha na cadeira e seu sorriso se desmanchou, ela pegou o celular para avisar o namorado, mas Hazel a impediu e limpou as lágrimas.

–Vá. Por favor. Vou ficar bem.

Helena desconfiou da irmã, mas suspirou, sabendo que ambas eram teimosas e não sairiam do lugar se resolvessem discutir sobre isso. Ela pegou a mochila e ouviu a buzina vindo lá de baixo, ela odiava buzinas e bufou ao ouvir a de seu namorado.

–Ele sabe que odeio isso — Reclamou e depois abraçou a irmã de novo — Vai ficar tudo bem, qualquer coisa eu volto. Na hora.

–Vou sentir sua falta, muito mesmo.

–Eu também, muito, eu te amo — Helena disse já na porta azul.

–Eu também amo você.

Antes de deixar o apartamento que dividia com a irmã ela voltou e arqueou uma sobrancelha.

–Mais?

Hazel sorriu com a lembrança de uma única época doce da infância.

–Mais — Concordou e observou a irmã deixar o lar, ouviu seus passos acelerados pela escada e cuidou pela janela ela cumprimentar o namorado com um beijo e eles se afastarem em um fiat velho. Parecia que um pedaço dela havia sido arrancado e ia junto, e isso de fato aconteceu.

Hazel suspirou e fechou a janela, esta e as outras, trancou a casa toda, então guardou todo o café da manhã elaborado e torceu o nariz para o café preparado pela irmã, seu estômago estava embrulhado e nem que quisesse conseguiria tomar, então deixou o ralo da pia cuidar daquilo, deixou o apartamento com a bolsa da faculdade nos ombros e a mochila para sua troca de roupa antes de ir para o trabalho de meio período. A louça ficou para ser lavada mais tarde.

Hazel entrou no seu fuca verde e rolou os olhos para as brincadeiras da irmã que sempre comentava que o fuca não amadurecia. Hazel ligou o rádio e cantou never say never do the fray, era uma de tantas músicas que ela e a irmã cantavam juntas. E Hazel amava o jeito de Helena, de não ligar para nada e preferir um fuca velho do que um carro esporte. Ela simplesmente não ligava se eram desafortunadas.

Hazel também não.

Pegou a estrada conhecida, para a faculdade da cidade ao lado, Hazel ainda era indecisa, então experimentava aulas de jornalismo como de letras, sem saber ao certo o que seguir, também tentou filosofia. Mas estudar não era algo que ela amasse, então gastava maior parte do tempo nas aulas de filosofia, que eram as que mais a haviam agradado.

Depois de passar por ruas desertas viu o que menos esperava, seu horário já estava apertado e ainda havia um engarrafamento a faixa. O que? Obras na pista de novo? Faziam isso toda a semana e continuava a mesma bosta de sempre.

Quando foi se aproximando percebeu não serem obras, o carro parecia que avançava em uma areia movediça, estava lento e o coração de Hazel batia rápido ao perceber as sirenes da policia e da ambulância, botou mais força no carro, e acabou provocando um amação no carro da frente, que buzinou, e ela quis descer e socá-lo, que ele engolisse a buzina.

Ela se esticou para fora do fuca, ao ver dois carros amassados e um deles ao contrário,e uma figura que caia do carro, enquanto os paramédicos lutavam para tirá-la de lá, que parecia inconsciente.

Hazel largou o carro.

–-----

–Bota música boa, Diego! — Helena fazia beicinho no carro e o namorado gargalhava, apertou a mão dela enquanto avançava com o veiculo.

–Não é porque você não conhece que não é boa, Lena.

–Mas eu quero cantar.

–E eu teria que aguentar isso?

–Ei!

–Eu to brincando. Sabe que acho sua voz linda.

–Seu violão a completa — Disse Helena melosa, aproximando-se para beijar o namorado. Então trocou a música. Retirou o CD e botou o melhor que achou, U2, uma das bandas que eles tinham em comum. Talvez a única.

Mas acidentalmente Helena derrubou o CD dos Beattles no chão, e essa era a preciosidade de Diego que jogou-se para baixo para juntar, e foi seu erro. Ele agarrou o CD e foi alcançar para Helena, mas não teve tempo. Um carro vermelho buzinava a sua frente, e Helena gemia e tapou os ouvidos para abafar a buzina que a deixava catatônica. Diego tentou desviar, mas acabou por piorar as coisas. Um carro amarelo tentava ultrapassar o vermelho e quando Diego desviou do vermelho acabou por se chocar com o amarelo, muito maior e mais potente que o fiat que eles compartilhavam, ele não teve chance, foi jogado para fora do acostamento, apesar de ver que o carro amarelo acabou também do outro lado da pista foi o fiat que sofreu mais danos. Ele capotou e acabou com o capo para baixo. Diego estava consciente e gemia com dor, um caco de vidro perfurou seu joelho e ele se esforçou para o arrancar dali, estava com a cabeça no voltante e consegui arrastar a mão para o compartimento ao lado da porta, onde deixou o celular, para pedir ajuda, ele estava sem sinto e por incrível que parece havia ficado bem... Já Helena pendia inconsciente ao lado, no banco do passageiro. Tinha cacos de vidros em seu rosto angelical, e parecia dormir, mas seus lábios adquiriam uma coloração diferente. O sinto lhe sufocava, pois havia se prendido em seu pescoço, Diego não conseguiu se mover para tirá-lo dela. E sentiu uma culpa ferver dentro de si.

Passaram-se minutos incontáveis de luta para Diego que fazia de tudo para se esticar e mesmo que os cacos ao seu redor começassem a perfurar seu corpo ele se esticava para poder tentar salvar Helena. Ele só foi perceber depois, mas a perna dela estava presa embaixo do banco. Sua respiração estava tão fraca.

Diego já podia ouvir as buzinas, que ele sabia que Helena odiaria, e as quis fazer parar. Não ouvia nada além disso, e pneus deslizando para frear o carro. Foi apenas uma hora depois, talvez tarde demais, que Diego ouvi as sirenes e pode se permitir um suspiro, talvez aliviado, que fez seu peito arder.

–Socorro — Ele guinchou para os paramédicos, policiais e bombeiros. Para quem o pudesse ouvir.

Ele ouviu o trabalho dos bombeiros para desamassar o carro e o tirar de lá, ele queria estar inconsciente, mas brigou consigo mesmo, para permanecer lá, e poder salvar Helena, que parecia desfalecida no banco do carona.

Quando ele foi ajustado em uma maca e pode perceber o quanto realmente tudo em seu corpo doía, principalmente ao instalarem nele os equipamentos, ele começou a se chacoalhar, mesmo assim, sentia a garganta se inflar, ele queria chorar. Foi seu erro.

–Minha namorada ta lá dentro! Tá inconsciente, tirem ela de lá! — Ele fazia de tudo para poder vê-la, ver o procedimento, foi acalmado pelos médicos que o levaram para ambulância e confirmaram que por ora tudo dentro dele estava bem, então ele se sentou na maca e observou enquanto os médicos faziam os curativos nele.

Helena pendeu para fora do carro, da cintura para cima seu corpo mole e desacordado estava lá, pelo menos não sufocava mais, mas os homens tinham grande trabalho em tirar ela de lá, por causa da perna, ela estava com a cabeça cortada e pelo o que Diego ouviu o pulso mais baixo do que deveria, ele quis lutar e correr até ela, mas já havia feito demais. Aquilo era culpa dele.

Seus olhos estavam vermelhos como quem havia fumado. Ele se esticava na maca e tentava se livrar do aparelho para medir sua pressão. Enquanto encarava o engarrafamento que seguia por toda a faixa até depois da cidade que eles haviam deixado, enxergou uma figura que corria pelos carros, mais rápido do que ele podia acompanhar, mas quando ela se aproximou o suficiente para Diego a reconhecer e perceber seu rosto aflito, já contorcido de dor, ele enfim gritou:

–Hazel!

–-----

Hazel virou o rosto para o som que chamava seu nome. Totalmente assustada ao ver o carro capotado e o corpo de uma garota linda parecida com sua irmã, caído para fora do carro. Quando achou o ponto que a havia chamado, encarou enfurecida Diego e caminhou até ele, quando ele abriu a boca para falar ela lhe acertou um tapa e deixou que suas lágrimas lavassem seu rosto, foi segurada por dois paramédicos, quando fez menção de voar para cima do garoto machucado.

–Como pode?! Irresponsável! Aquela é minha irmã! Eu dei minha vida para cuidar dela! Seu merda! Filho da puta! Se ela morrer eu o mato! Eu juro que o mato!

Ela se debatia para soltar-se das mãos fortes dos paramédicos, enquanto Diego apenas assentiu, e abaixou a cabeça.

–Eu me mataria antes, Hazel, não me perdoou por isso. Sinto muito.

–Nem devia! Era você que devia estar lá! Seu inútil! Porra, me larguem!

Hazel girou para se livrar dos paramédicos e pode ver a figura da irmã mais claramente, o rosto ensanguentado e o cabelo manchado pelo sangue, assim como a tiara que usava. Estavam com todo o cuidado tentando tirá-la dali, e ela não fazia menção de acordar.

Hazel correu até ela ao se livrar dos paramédicos e decidir que Diego seria uma preocupação para mais tarde.

–Helena! — Hazel gritou ao se aproximar, os policias a tentaram impedir, mas ela era aparentemente mais forte que todos juntos. E precisava ficar perto da irmã, os paramédicos disseram que talvez Hazel não voltaria a vê-la.

Ela se jogou no asfalto ao lado do corpo da irmã, enquanto bombeiros lutavam para desamassar o carro e os paramédicos para retirar a garota, alguns trabalhavam na área do carro que já estava ampla o suficiente para entrarem e tentar retirar a perna da garota.

Hazel tocou o rosto da irmã inconsciente e mal sentiu sua respiração, soluçou ao ver o sangue dela em suas mãos.

–Por favor a tirem dali. Devolvam minha irmã, viva, para mim. Por favor, minha irmãzinha. Mais, lembra? Mais? — Hazel se deitou ao lado de Helena e chorou encostada nela enquanto sussurrava 'mais' incontáveis vezes.

Só se levantou quando os paramédicos conseguiram, após muito esforço tirar Helena de lá, Hazel a puxou para seu colo, antes que eles pudessem fazer algo e a beijou no rosto.

–Seja forte, minha garota, você sempre foi. Você vai viver. Vai. Você não vai me deixar. O.k?

Secretamente Hazel esperava a irmã responder um o.k, esperava que milagrosamente ela levantasse e a abraçasse, e que tudo estivesse bem. Mas Helena não fez isso, permaneceu inconsciente, imóvel e gelada. Seria esse o fim?

Os paramédicos levaram a figura imóvel de Helena, deitada em uma maca, para a ambulância. Onde Hazel insistiu em acompanhá-la, onde segurou sua mão a cada segundo, onde esqueceu o ódio doentio que estava sentindo pelo maldito Diego. Ela acompanhou passo a passo o que os paramédicos faziam, os tubos de respiração, o controle com o pulso e pressão, a limpeza dos cortes, o pescoço tratado com um colar cervical, o peito despido do moletom favorito dela, que teve que ser cortado para que ligassem os aparelhos cardíacos e a reanimassem se assim fosse preciso, estava tudo um caos e Hazel não deixou de soluçar por nenhum segundo.

Levados para ala de emergência Hazel foi afastada e não pode aguentar o buraco em seu peito. Ela caiu de joelhos do chão enquanto soluçava para ele, com a sensação de que nunca mais veria a irmã.

Mas não foi assim que o destino quis. Hazel não se levantou do chão, apenas se encolheu mais para aquele frio tão acolhedor como nenhum outro, soluçou para a parede e para tudo, chegou a socar o que havia a seu redor e culpar-se por permitir a irmã que a deixasse.

Então duas horas depois um médico e meia idade, com óculos de tartaruga lhe escorrendo o nariz grande apareceu, com uma prancheta, era o quarto que aparecia em frente a Hazel, e esse ela não quis dar atenção, mas ele a estendeu a mão e quando tentou fazer com que ela falasse ela apenas negou com a cabeça e se deixou ser guiada por ele, aos prantos, para o corredor oeste, onde era mais silencioso do que qualquer ala do hospital e tudo o que se ouvia era irritantes pi pi pi, e cada vez que se aproximava ao fim do extenso corredor, ela sentia mais frio. E sentia que estava sendo levada para ver nada além do que um corpo sem vida de sua irmã.

Mas não. Ela foi conduzida para um quarto antes do fim daquele corredor, e temeu ao entrar. Mas quando ouviu as máquinas que faziam bip, sentiu um pouco de conforto, sua irmã não estava morta, não agora. Quando entrou confirmou o que pensou, a irmã estava com ataduras pelo rosto, mas para ela continuava tão bela, e parecia dormir, calmamente. Os cabelos estavam puxados para trás, lavados, depois de Hazel brigar com eles implorando que não os cortasse, a não ser que quisessem ser processados. O soro caia gota por gota e era transferido para Helena. Estava conectada ao oxigênio com uma cânula que entrava em seu nariz e passava por trás de suas orelhas, usava uma camisola azul do hospital e era tapada até a cintura por um lençol branco, havia um cobertor marrom na poltrona ao lado e Hazel tapou a irmã com ele, o lugar era frio.

–Senhorita, foi necessário reanimar sua irmã, mas agora, ela está bem e ficará bem, estará em observação, mas não foi internada na UTI, ela foi sedada com morfina, e...

Hazel acariciava os cabelos da irmã e limpava as lágrimas que deixava cair nela.

–E...? — Insistiu sem olhar para o médico.

–Sinto que ela perca o movimento na perna esquerda. Pode ser que afete a direita, mas não temos completa certeza...

–Que? — Hazel espantou-se e o encarou com os olhos esbugalhados — Minha irmã ficará paraplégica? O senhor não pode deixar isso acontecer, ela não tem nem dezoito anos ela...

–Por favor, senhorita Levesque, peço que se acalme. Sua irmã pode ter cura é um caso que pode ser tratado com a fisioterapia.

–E custará caro — Hazel suspirou derrotada e sentou-se na poltrona ao lado da cama da irmã.

–Talvez, Srta.Levesque, mas parece que haverá processos por esse acidente não? Pode acabar saindo beneficiada.

Hazel assentiu e assistiu o médico deixar a sala onde ela ficou com a irmã, velando seu sono. Levantou-se e beijou a testa da irmã, então jurou para si mesma protegê-la para sempre, não cometer o erro que cometeu para ela chegar ali.

–Mais. — Murmurou na orelha da irmã.

Os olhos claros de Helena se abriram, o bip acelerou, ela olhou para a luz forte que emanava de cima, depois segurou a mão da irmã, que estava estupefata, e olhou para ela, para sussurrar:

–Mais.



Notas finais
LOST AND INSECURE YOU FOUND ME YOU FOUND ME LYING ON THE FLOUR SORROUNDED SORROUNDED WHY'D YOU HAVE TO WAIT,, WHERE WERE YOU? WHERE WERE YOU? JUST A LITTLE LATE YOU FOUND ME YOU FOUND ME
~para terminar com estilo~
Bem, ficou maior do que eu pretendia, e também não é a melhor q eu já fiz. Acho que Per Sempre e You Found Me acabam com essa fanfic, mas ideia é ideia e isso não se joga fora.
Já tem uma gêmea que NÃO POSTA A FANFIC DAS IRMÃS QUE É UMA IDEIA BOA DO CAPETA E QUE EU QUERO LER!
i've been calling
e eu continuo cantando
eu quero reviws, me deem reviews
principalmente tu mana
SÓ PRA VCS SABEREM OLHOS AZUIS SÃO OS MAIS LINDOS DE TODOS.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!