Spencer e Carly estavam sentados no sofá assistindo um programa qualquer. Eram dez horas da noite. Alguém bate na porta e Carly vai abrir. Era Sam.

– Cadê a comida? – Sam correu até a cozinha. Parecia que ela tentava disfarçar de que estava chorando. E Carly conseguiu ver que seus olhos estavam inchados.

Carly percebeu que Sam estava diferente, ela estava pálida. Spencer também estava pálido... E não disse nada com Sam e ela também não disse nada para ele quando entrou.

*Flashback de Spencer

Ele e Sam no quarto dele, conversando, ele com uma cerveja na mão, até que Sam o puxa e o beija. Ele corresponde e a deita na cama, tira a camisa e tira a camisa dela também...*

Spencer balança a cabeça, para espantar aquelas memórias.

– O que foi Sam? – Carly foi até a cozinha, preocupada, com que está acontecendo com Sam.

– Nada. Eu só to com fome! – Sam tem um sorrisinho, mas ele não convenceu Carly.

– Porque você tava chorando? – Carly pegou no braço de Sam.

– Que? Como assim? – Sam ficou vermelha. Talvez de vergonha.

– Seus olhos estão inchados... Foi o Freddie? – Carly estava preocupada.

– Eu e o Freddie já terminamos faz tempo. E não. Não tem haver com o Freddie – Sam sentou em uma cadeira.

– Ah, então você admite que tenha algo errado. – Carly deu um sorriso fraco e se sentou também.

Spencer, vendo aquilo, saiu do sofá e foi para o seu quarto e as meninas só ouviram um barulho de porta batendo.

– Ahhh. – Carly parecia assustada com o som vindo da porta. – Meu Deus! O Spencer não ta bem hoje. O que será que aconteceu?

– Eu... – Sam respirou fundo. – Eu acho que sei o que aconteceu com ele. – Ela abaixou a cabeça e Carly a olhava sem entender nada.

– O que? – Carly riu.

– Eu transei com ele. – Carly cuspiu um pedaço da maça que estava comendo.

– O QUE??? Você ficou louca. Você tem 17 anos e ele tem mais de 30. – Carly se levantou e foi para o sofá com lágrimas no rosto. – Porque não me falou nada. Quando foi isso?

– À um mês e meio. – Sam abaixou a cabeça. – Por isso eu e o Spencer não estamos nos falando mais. – Ela abraçou Carly.

– Sam... Porque isso aconteceu? – Carly enxugou as lágrimas.

– Foi naquela festa... Depois do iCarly. – Sam respirou fundo de novo.

– Por isso vocês sumiram e eu e o Freddie ficamos quase loucos.

– É... Esta mesmo. Então nós conversamos um pouco, ele bebeu e aconteceu. Ele queria e eu também. – Sam começou a chorar e não percebeu que Spencer estava parado perto da escada.

– E agora Sam está grávida. – Spencer interrompeu a conversa e as duas olharam para trás.

– O QUE? – Carly se levantou e ficou desesperada...

– Carly, eu tava... – Spencer estava chorando.

– Bêbado? É eu sei. – Carly foi até onde Spencer estava, perto da escada.

Sam chorava também, até que Freddie chegou.

– Oi. – Ele falou. – O que aconteceu aqui?

– Oi, Freddie, ainda bem que chegou. – Carly o abraçou. – Precisamos contar uma coisa a você.

– Que? Porque eles estão chorando. – Freddie apontou para Sam e Spencer.

– EU VOU SER PAI – Spencer gritou num impulso. Parecia que ele não estava aceitando a situação, mas na verdade... Ele não sabia o que fazer.

– É mais uma pegadinha comigo? – Freddie estava sem reação.

– Nossa, como eu queria que fosse só uma pegadinha. – Sam chegou perto de Freddie e de Carly e os abraçou.

– Como isso aconteceu? – Freddie se sentou.

– Lembra daquela festa, em que a Sam e o Spencer sumiram? – Carly apertava a mão de Freddie.

–Lembro. – Ele pegou a outra mão de Carly.

– Eles foram para o quarto do Spencer. Eles tinham bebido e aconteceu... – Sam estava vermelha de tanto chorar e soluçar. Spencer enxugou as lágrimas e tentou não chorar de novo.

Um dia se passou. Sam dormiu no quarto da Carly, pois não tinha condições de ir para a casa. Ela tinha medo da reação de sua mãe.

No meio da noite, Sam foi ao banheiro. Ela estava muito enjoada. E depois de sair do banheiro foi à cozinha e lá encontrou Spencer sentado na cadeira olhando para o nada. Ela foi à geladeira e pegou um pedaço de pudim e já ia saindo quando ouviu:

– Ei, Sam. Precisamos conversar. – Sam se virou e se sentou em outra cadeira.

– O que foi? – Ela tentou parecer durona.

– Olha, não tente me intimidar se fazendo de forte. Não se esqueça de que vi você chorando hoje. – Ele falava baixo, mas era um tom intimidador.

– Vai... – Ela iria xingá-lo, mas não conseguiu. – Olha, se não quiser o bebê...

– Eu quero... – Spencer pegou a mão dela. – Eu o quero e muito. E a mãe dele também. – A loira sorriu.

– Eu também quero o pai dele. – Ela se levantou e foi até o outro lado da mesa, onde Spencer estava, e o beijou.

Alguns minutos depois, eles estavam ofegantes, e tiveram que parar o beijo, pois todo ser humano precisa respirar. Spencer colocou as mãos no ombro de Sam e disse:

– E a sua mãe? Ela tem saber sobre isso.

– Depois a gente vê isso. – Ela o puxou e o beijou de novo. – Vamos aproveitar enquanto eu não tenho barriga. – Eles riram. Ele a pegou no colo e a levou para o seu quarto e desta vez ele não estaria bêbado... E tinha consciência do que estava fazendo aquela noite.

Carly acordou e viu que Sam não estava no quarto, mas como eram sete e meia da manhã de domingo, decidiu dormir de novo. Ela rolou de um lado para o outro na cama... Tentando dormir, quando de repente a visão de Sam grávida aparece em sua mente. Carly não conseguia acreditar que séria tia de alguém. E pensou no seu pai. Meu Deus! Quem iria contar ao seu pai de que ele seria avó? Ela tentou não pensar nisso, mas era inevitável e tentou se levantar e ir para a cozinha.

O quarto de Spencer estava claro e Sam acordou com um sorriso no rosto, estava se lembrando do que fizera aquela noite. Ela se virou e viu Spencer dormindo e reparou como o cabelo dele era liso e riu. Decidiu ir tomar banho e ir para o quarto de Carly, para que ela não desconfiasse.

Sam saiu do banho e colocou o pijama que vestira na noite anterior. Foi para a sala e ouviu barulhos vindos da escada. Era Carly.

–Ah, oi Sam. – Carly esfregou os olhos e viu que Sam sorriu para ela.

– Oi, Carly.

– Onde você estava? Acordei e não a vi no quarto. – Carly foi a cozinha e pegou uma xícara de café.

–Er... Eu... Tava... er.. Fui... – Sam estava gaguejando.

– Tava aonde?

– É... Eu fui no banheiro. – Sam disse rápido.

– Ah ta, mas no meu quarto tem banheiro. – Carly olhou desconfiada para Sam. – O que ta acontecendo?

– Nada... Aquele banheiro é melhor. Só isso. – Sam subiu as escadas.

– Foi para o seu quarto me trocar... Ta? – Sam disse.

– Ta... Espera aí vou com você. – Carly colocou a xícara no balcão e subiu as escadas também.

Spencer acordou e viu que Sam já não estava lá mais. Ele sorriu, mas de repente lhe veio a mente o pensamento de que ele iria ser pai... Spencer, assim como Carly, não acreditava no que estava acontecendo. Ele saiu e foi tomar banho. Ele viu que o banheiro estava todo molhado... “Sam tomou banho aqui” pensou. “É a cara dela...” Ele sorriu.

Sam e Carly desceram as escadas com roupas trocadas. Alguém bate na porta.

– Ah, deve ser o Freddie, eu atendo. – Sam foi atender a porta.

– Oi. – Freddie parecia envergonhado em falar com Sam.

– Oi. – Sam foi para perto de Carly. – O que veio fazer aqui?

– Vim falar com vocês.

– À essa hora? – Carly riu.

– Eu não consegui dormir a noite. – Ele se sentou no sofá. Sam fechou a porta.

– Por quê? – Sam se sentou também.

– O que você vai dizer a sua mãe?

– Não sei. E ela também não vai se importar. – Sam deu de ombros.

– É, mas e a Melanie? – Carly falou.

– Eu não vou dizer a ela. – Nesse momento Spencer chegou à sala, mas decidiu se esconder atrás da coluna para ouvir a conversa.

– Por que não vai dizer para ela? – Freddie perguntou.

– Ela é tão certinha... E tudo mais. Ela vai pensar que eu sou uma vadia. – Todos ficaram em silêncio. – E não quero falar nada com a minha mãe.

– Ah. Você vai sim. Esse filho é meu também. – Spencer saiu de trás da coluna e se sentou no sofá também.

–Por que eu contaria a ela? – Sam se levantou e começou a andar de um lado para o outro.

– Por que ela será avó, e tem direito de saber o que está acontecendo. – Spencer olhou para Carly e Freddie, que concordaram com que Spencer disse.

– NÃO. – Sam gritou.

– O que foi? – Carly se apavorou.

– Acho que vou vomitar de novo. – Ela correu para o banheiro.

– Mas, precisava gritar? – Carly riu.

– Carly, você conhece a Sam, né? – Freddie disse e riu também.

Sam voltou do banheiro e já foi direto para a cozinha.

–Sam! Você acabou de vomitar. – Carly falou tentando ser brava, mas logo começou a rir da situação.

– Ué, eu to com fome. – Ela pegou um pedaço do bolo de chocolate que estava na geladeira.

–Ah, Carly, deixa ela. – Spencer disse rindo da situação.

– Voltando ao assunto Spencer... – Freddie disse. – O que vamos dizer para a Pam?

– Vamos esperar a Sam tomar a decisão de ir falar com ela. – Spencer disse.

– Oh, gente, eu to ouvindo. Ok? – Sam disse lá da cozinha. Todos riram.

– Sam, você precisa falar com a sua mãe. – Carly foi até Sam.

– Não, Shay. Eu não vou. – Sam se sentou em uma cadeira da cozinha.

–Ah, você vai. – Spencer gritou e riu logo depois.

Já eram mais da uma da tarde e todos estavam no sofá assistindo televisão. Até que Sam se levantou dizendo que ia para o estúdio do iCarly.

– Ok, pode ir. – Carly disse sem olhar para Sam.

– Spencer, vem aqui, comigo, um pouquinho? – Sam pegou na mão dele e o puxou.

Carly e Freddie estavam prestando tanta atenção no filme, que nem virou Spencer sair com Sam.

Sam e Spencer entraram no elevador:

– Por que me chamou? – Spencer ainda estava de mãos dadas com Sam.

– Preciso te dizer uma coisa. – Sam abraçou Spencer.

– O que foi? Você ta bem? – Ele parecia preocupado.

– Minha mãe... Ela... Não pode saber disso que ta acontecendo entra a gente. – Sam saiu dos braços de Spencer e olhou em seus olhos. E que olhos.

– Sam... – Spencer respirou fundo. – Ela tem o direito.

–Não, Não tem. – Sam parecia brava. A porta do elevador se abriu e eles entraram no estúdio.

– Me fala, porque ela não deve saber? – Os dois se sentaram no banco do carro do iCarly.

– Ela... Vai. – Escorreu uma lágrima no rosto de Sam. – Ela vai querer que eu faça um aborto.

– O que? Por que ela faria isso? — Spencer estava surpreso.

– Quando eu namorava o Freddie... Ela disse, que se eu engravidasse, eu teria que fazer um aborto. – Sam respirou fundo. – E agora, como é você, e não o Freddie, ela vai me matar, porque você já é adulto. Adulto, não responsável. – Ele riu.

– Então, ela não vai saber. – Ele a abraçou.

– E como vou esconder a barriga? – Ela disse.

– Vem morar aqui em casa. – Spencer beijou Sam.

– Opa! – Freddie e Carly gritaram.. – Chegamos em uma hora errada. Vamos sair aqui. – Os quatro riram. – O que vocês estavam conversando?

– Sam não vai falar com a Pam, se não ela vai querer que Sam faça um aborto. – Spencer abraçou Sam novamente.

– O que? Ela não pode fazer isso. – Carly disse. – Ela não tem direito.

– Mas, vocês querem o bebê? – Freddie perguntou.

– Claro que queremos. – Spencer e Sam falaram juntos.

Eles ficaram conversando até a noite.

Sam recebe uma mensagem no celular. Era de sua mãe.

“Sam, caso for em casa, saiba que só voltarei daqui a três semanas. Vou com o Carter até Vancouver.”

– Quem é Carter? –Carly perguntou.

– O nome namorado dela. – Sam jogou o celular em cima da mesa.

– Ué, mas não era John? – Spencer perguntou.

– Não, esse foi o de semana passada.

Freddie foi para a casa. Sam, Carly e Spencer foram jantar fora e quando voltaram já era quase uma da manhã. Carly amou o restaurante e disse que voltaria lá mais vezes.

– Ei, Sam. Você viu o tamanho da cabeça daquele cara? – Spencer disse quando chegaram em casa.

– Claro... Acho até que ele bateu o recorde. – Os três riram.

– A gente poderia o chamar para aparecer no iCarly algum dia. – Carly falou.

– Ah, e quando Sam não puder fazer mais o iCarly? – Spencer perguntou.

– Oh Meu Deus! Eu me esqueci desse detalhe. – Carly se desesperou. – O que vamos fazer?

–Carly, calma. Amanha a gente pensa nisso. Vamos dormir. – Sam e Carly subiram as escadas e se despediram de Spencer.

Carly estava na cama, não conseguia dormir, pensando o que seria do iCarly, quando Sam estivesse com um barrigão. Talvez ela tivesse que parar com o programa por uns tempos. Mas isso, ela não queria... E talvez ela colocasse outra garota no lugar da Sam. Ela ficou acordada até três horas da madrugada.

Eram dez da manhã, quando Carly acordou.

– E ai? Dormiu bem? – Spencer perguntou quando ela chegou à cozinha.

– Não muito. – Ela pegou um pouco de café. – Fiquei pensando no iCarly, quando a Sam... Sabe... Não puder fazer mais o programa.

– Temos que arranjar alguma garota para ficar no meu lugar. – Sam disse.

– É, talvez, mas as pessoas vão querer saber o porquê da Sam não estar no programa. – Carly falou

– É só dizer que ela foi para o reformatório de novo. – Spencer brincou.

– Há há. Engraçadinho. – Sam deu um tapinha nele.

Eles conversaram por um tempo até que Freddie chegou.

– Oi. Do que estão falando? – Ele se sentou no sofá.

– O que vamos fazer quando Sam não puder mais fazer o iCarly. – Carly parecia desesperada.

– Ué, vamos arrumar outra garota. – Freddie sorriu.

– Isso! – Sam gritou. – Três contra um! Vamos arrumar outra garota. – Todos riram da pose que ela fez.

Naquele dia, Sam falou que iria a casa dela pegar algumas roupas. Spencer e Freddie iriam com ela.

– Nossa! Você não arruma seu quarto não? – Freddie falou quando chegaram ao quarto de Sam.

– Não. Porque deveria? Eu vivo na casa da Carly. – Sam pegou algumas roupas no chão e colocou em uma mochila.

Eles saíram da casa de Sam e foram para um supermercado e chegando lá, ela foi direto comprar salgadinhos e outras coisas que ela adora. Spencer ainda não acreditava que seria pai de alguém e não conseguia imaginar a vida dele com um bebê.

– Pronto, já podemos ir. – Sam disse, cheia de pacotes nas mãos. – Ah, Spencer, a Carly ligou. Ela não ta em casa. – Ela disse, já abrindo um pacote de salgadinho.

– Ela foi aonde? – Spencer falou enquanto ele e Freddie colocavam os pacotes no carro.

– Sei lá. – Sam balançou os ombros em sinal de que aquilo não importava para ela.

– Ah. Ok. Vamos embora. – Todos entraram no carro.

– Oh, Spencer, porque você nunca teve um namoro sério. – Aquelas palavras que Freddie pronunciou foi como um soco no estômago de Spencer. – É... Quer dizer... Por que você não fica mais de três semanas com uma garota.

– Ah, Freddie, não vamos falar disso agora. — Spencer disse ligando o carro.

– Por quê? Eu também quero saber. — Sam disse.

– Ah. Ok. Vocês querem saber mesmo?

– Sim! – Sam e Freddie disseram juntos.

– Eu não as suportava. – Eles riram. – Sério. Elas me irritavam. Algumas eram certinhas, outras pegavam no meu pé toda hora.

– Spencer, para ali. – Sam apontou para um banco em uma pracinha cheia de garotas.

– Por quê?

– Eu quero ver uma coisa. – Ela saiu do carro.

Na verdade, Sam viu Ashley. Uma garota que, também, estava grávida e Sam queria lhe perguntar algumas coisas.

– Ah, Oi, Ashley. – Sam tocou no ombro da garota.

– Oi, Sam. – Elas se abraçaram. – O que veio fazer aqui? – Elas se sentaram.

– É... Não sei como te dizer isso, mas... Eu estou grávida também.

– Ah, que bom. Parabéns. – Ashley a abraçou de novo.

– Obrigada, mas, na verdade... Eu não sei o que fazer. – Sam agarrou o braço da amiga. – Eu estou desesperada. Me ajuda.

– Calma. – Ashley riu. – Você já foi ao médico?

– Já. – Sam se acalmou um pouco.

– Quem é o pai?

– O irmão da Carly. – Sam falou, meio sem graça. – O Spencer.

– Perái... Mas ele não é bem mais velho que você?

– É...

Sam explicou a ela o que aconteceu.

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No carro, Spencer e Freddie, não faziam ideia do que estava acontecendo e Sam chegou.

– Bem, agora pode ir Spencer. – Sam entrou no carro e eles foram embora.

– O que foi fazer naquela pracinha? – Spencer perguntou, quando os três já estavam em casa.

– Fui falar com uma conhecida minha. Por quê?

– Ah, nada não. Quem era ela?

– Ashley, sei lá o que. – Sam se sentou no sofá. – Ela também ta grávida.

– De onde a conhece? – Freddie perguntou.

– Ela já foi para o reformatório várias vezes... E...

– Ah, já sei. Você a conheceu lá. – Eles riram.

Carly chegou:

– Oi.

– Oi. Onde, a senhorita estava? – Spencer brincou.

– Fui ao cinema com algumas meninas. – Ela se sentou no sofá.

– E tinha garotos com você? – Ele brincou e ela riu.

– Não! E vocês, onde foram?

– Na casa da Sam.

– Ah ta. E como foi lá?

–Bom, Mas Sam parou no meio do caminho. – Spencer olhou para Sam.

– Eu fui falar com a Ashley... Aquela do reformatório... Lembra Carly? – Sam perguntou.

– O que tem ela?

– Ela também ta grávida.

– Ah, Não brinca. – Carly colocou a mão sobre a boca. – Sério?

– É... E o filho dela é de um cara que já namorou a minha mãe.

Já eram cinco da tarde e todos estavam no sofá, assistindo um filme. Até que Sam tem que sair para vomitar (De novo).

– Cara, por um momento, esqueci que ela ta grávida. – Freddie disse e riu logo depois.

– Eu também. – Carly falou. – Spencer, e o papai?

– O que tem ele? – Spencer pareia vidrado no filme.

– Spencer! – Ela gritou. – Ele tem que saber que vai ser avô.

– Não, não podemos. Vamos esperar. Vamos... Vamos... Arrumar um jeito. E...

– Esperar Spencer? Esperar? – Carly estava histérica.

– Calma Carly. – Freddie disse, colocando as mãos no ombro da garota.

Ela respirou fundo e disse:

– Ok. Vou tentar me acalmar. – Ela se sentou, comeu um pouco da pipoca que estava em cima da mesinha e na mesma hora saiu correndo gritando.

– Carly! – Spencer e Freddie gritaram.

– O que aconteceu? – Sam voltou assustada do banheiro.

– A Carly teve um ataque de pânico. – Spencer disse, subindo as escadas, mas foi em vão, pois ela fechou a porta na cara dele.

– Ah, então, já estou indo. – Freddie se despediu e foi embora.

Ficaram apenas Sam e Spencer na sala. Eles se sentaram no sofá e continuaram a ver o filme, que era uma comédia romântica- que na opinião da Sam – Era muito chato. Mas Spencer estava gostando. De repente, enquanto via o filme, Spencer o via no filme. Ele via em sua cabeça, o filme em que ele e Sam iriam viver dali para frente.

Ele enlaçou Sam entre seus braços e ela logo dormir sobre o peito dele. Ele a olhava e via o quanto era ela linda e como ele tinha sorte de tê-la.

– Ah, o que aconteceu? – Sam acordou e esfregou os olhos.

– Você dormiu.

– Quanto tempo?

– Dez minutos. O filme nem acabou ainda, podemos terminar de vê-lo no meu quarto. O que acha? – Ele deu um sorrisinho malicioso.

– Claro, Por que não. E como eu disse: Temos que aproveitar enquanto dá. – Ela riu também. – Me pega? – Ela fez biquinho e estendeu os braços.

– Claro, como não pegar uma garotinha como você? – Ele a pegou. – Já percebeu que estamos muito safados ultimamente? – Ele disse a caminho do quarto.

– Ué, mas isso é bom. Muito bom!

Sam e Spencer estavam na cama (fazendo... Vocês sabem o quê) Quando veem Carly entrar no quarto.

– Pelo amor de Deus, gente, são quase seis da tarde. Não podia esperar um pouco? – Ela disse tapando os olhos.

– Você não sabe bater? – Spencer disse, enquanto vestia a calça.

– E você não sabe conter... Seu desejo sexual? – Carly rebateu.

– Ah, Então estamos quites. – Ele estendeu a mão a ela.

– Credo! Eu não vou pegar na sua mão.

Sam estava paralisada embaixo do lençol. Não sabia o que dizer a amiga e apenas começou a rir desesperadamente enquanto os irmãos Shay a olhavam sem entender nada.

–Sam... – Carly começou a rir igual a Sam.

– Carly... É... Se não se importa... Eu quero continuar aqui... – Spencer disse levando Carly até a porta do quarto.

– Ah, Claro... Podem continuar... Eu vou ficar no meu quarto ouvindo gemidos. – Ela disse ironicamente.

– Ok. Então. Pode ir. – Ele a empurrou para fora e trancou a porta.

Carly ficou na porta, mas logo saiu, os gemidos começaram. Ela foi para o quarto.

Passaram-se três meses e Sam estava grávida de quatro meses e meio e ainda não havia sinal de Pam. Sam estava preocupada, mas não queria que os outros soubessem. Ela reclamava que seus pés estavam inchados. Carly, Freddie e Spencer também estavam preocupados com a mãe de Sam e o que ela faria quando soubesse da gravidez da filha.

– Spencer, vêm aqui! – Sam gritou da cozinha.

– Sam, Eu to no banho, não posso ir aí agora. – Ele gritou do banheiro.

– Hey, parem com a gritaria. – Carly também gritou, descendo as escadas.

Sam tentava se levantar da cadeira, mas seus pés doíam muito e por fim, desistiu.

– Sam, como está se sentido? – Carly perguntou, tentando ter uma conversa com a amiga, que naqueles dias estava com um humor horrível.

– Como você acha? – Sam responder, e definitivamente, ela estava mal-humorada.

– Eu acho que você ta mal. – Carly se afastou de Sam.

Freddie chegou:

–Oi. – Ele falou.

– Shiuuuu. – Carly chegou perto dele. – Ela ta de mal-humor hoje. – Ela sussurrou.

– Ah, como sempre. – Ele se deitou no sofá.

– Hey, eu quero sentar aí. – Spencer tinha acabado de sair do banho e estava só com uma calça de moleton e correu até o sofá. E adivinha o que aconteceu??? Ele caiu e por pouco não acerta Freddie. Todos riram até Sam.

– Eu ainda não sei como você consegue fazer isso. – Carly disse a ele aos risos. – É inacreditável.

– Prática! – Spencer gritou se levantando.

– Spencer, vem aqui, eu quero sair dessa cadeira. – Sam gritou novamente.

– Ok. – Ele foi arrastando os pés e a pegou de cavalinho, mas tava difícil, pois a barriga dela já estava grandinha. – Ai, senta no sofá. – Ele a colocou no sofá.

– Cadê a Emily? – Freddie perguntou. – Já vai começar o iCarly.

Emily Barney foi a garota que Carly escolheu para substituir Sam. Ela fez uma votação no site e mais de mil meninas se inscreveram e Carly escolheu a que parecia mais decente. Era o primeiro programa dela. Freddie e Sam ainda não a conheciam.

Alguém bate na porta e Carly atende.

– Oi, Emily. – As duas se abraçam. – Esse sem camisa é o Spencer e aqueles dois no sofá são Sam e Freddie.

– Prazer em conhecê-los – Ela ficou olhando Sam. – Peraí, ela ta grávida? – Emily apontou para Sam.

– É, ta sim. – Carly disse. – Esse era o segredo.

Parecia que Emily estava assustada. Ela não sabia.

– Cadê o Gibby? – Ela perguntou.

– Ta viajando com alguns primos. – Freddie respondeu.

Emily era bonita, ruiva, olhos castanhos iguais aos de Spencer. Era meio gordinha, mas seu rosto era lindo. Freddie gostou dela e pensou em leva-la para sair.

Começou o iCarly. Sam e Spencer estavam na sala e ela estava com o pé, praticamente, na cara dele. E ele dormindo. O filme era antigo e Sam estava entediada e queria sair do sofá, mas seus pés doíam muito. Então ela pegou um taco de golfe que estava do lado do sofá e lançou contra a cabeça de Spencer, que acordou na hora.

– Ai! Por que você fez isso? – Ele perguntou com a mão na cabeça.

– Eu quero sair daqui. – Ela disse.

– Aonde você quer ir? – Ele disse já a pegando no colo.

– No estúdio do iCarly.

Eles entraram no elevador e chegaram no 3º andar. Carly e Emily estavam vestidas de velhinhos e fazendo careta enquanto Freddie ria em silêncio, segurando a câmera. Spencer se sentou no chão e Sam ainda estava em seu colo.

– Ok... Pessoas da Terra. E chegamos ao final de iCarly por hoje. Até semana que vem e não se esqueçam de mandar comentários sobre o que acharam da Emily. – Carly disse apontando para a Ruiva.

– E... – Freddie estava desligando a câmera. – Acabou.

– Nossa, como é cansativo fazer o iCarly. – Disse Emily bebendo um copo d’água.

–É... Você pode ir se acostumando. – Carly riu. – Ah, agora que vi vocês. – Ela foi para junto de Spencer e Sam.

– A Sam queria vir aqui em cima e eu trouxe ela. – Spencer deu um beijo na bochecha de Sam.

No outro lado do Estúdio, Freddie e Emily estavam conversando.

– E então... Acho que você foi muito bem, substituindo Sam. – Freddie disse, meio sem – graça.

– Obrigada. Eu adorei fazer o iCarly.

– É... Você tem namorado? – Ele estava gaguejando

– Não. E sim, eu quero sair com você. – Ela sorriu. Freddie suspirou aliviado.

Eles combinaram de sair na noite seguinte, no restaurante em que Carly amou.

– Freddie, amei este restaurante. – Emily disse, quando os dois se sentaram em uma mesa.

– Também gostei. Foi a Carly que me recomendou. – O garçom chegou e os entregou o cardápio e eles logo escolheram a comida.

– Mudando de assunto, Freddie. De quantos meses a Sam está grávida? – Ela disse enquanto enrolava o espaguete no garfo.

– Ah, não sei direito. Acho que uns quatro meses.

– E por que o Spencer tem que levá-la de um lado para o outro?

– Ela disse que é porque seus pés doem, mas ela foi ao médico e ele lhe disse que logo essa fase passa. – Freddie também comeu um pouco do espaguete.

– O que você acha da Carly? – Emily perguntou como quem não queria nada.

– Ah... Ela é minha melhor amiga. Eu a adoro. – Ele disse sorrindo.

– Ah! E a Sam? Eu soube que vocês já namoraram.

– Ah, Sim. Mas foi pouco tempo. Eu a adoro também. – Ele sorriu de novo. – Às vezes ela e irrita... Mas eu a adoro. De verdade.

Emily sorriu e perguntou:

– O que fizeram quando ela contou a vocês sobre a gravidez?

– No começo, eu achei que fosse uma pegadinha de mau gosto da Sam. E ai o Spencer disse que ele seria pai e...

– O que? – Ela o interrompeu. – O Spencer é pai do filho da Sam?

– Você não sabia? – Freddie ficou surpreso.

– Não. A Carly não quis me contar quem era o pai.

– Ops! Acho que não devia ter te falado. – Ele saiu correndo.

Freddie foi ao banheiro e lá, ligou para Carly.

– Alô! – Carly atendeu.

– Por que não contou à Emily quem era pai do filho da Sam? – Ele falou quase sussurrando, mas era um tom intimidador.

– Por que eu queria ganhar mais confiança nela e depois falar. Você não falou pra ela né?

– Ai Meu Deus! E agora? Eu falei que era o Spencer...

– Ah não! Vem embora agora. – Ela disse quase gritando e Freddie teve que afastar o telefone da orelha.

– Te vejo depois. – Ele desligou.

– Você está bem? – Emily perguntou quando ele voltou do banheiro.

–Sim. Estou ótimo. Mas tenho que ir embora agora. Eu te deixo em casa. – Ele a ajudou a levantar.

Freddie pagou a conta, deixou Emily em sua casa e foi para o apartamento de Carly.

– Seu Fredorento... Eu vou te... – Sam ia para cima de Freddie, mas Spencer a segurou.

– Eu não sabia. Desculpa. – Ela abaixou a cabeça.

– Não vamos estressar a Sam. Ok? – Carly disse.

– Ok. – Spencer e Freddie concordaram.

– Tarde demais. – Sam gritou. – Agora aquela vaca sabe de tudo.

– Sam... Por favor. Vamos para o meu quarto. – Spencer pegou Sam no colo e a levou.

– O que acha que ela vai fazer? – Freddie perguntou a Carly.

– Eu não sei. Eu não confio nela. E ainda por cima a mãe da Sam não aparece... Eu estou desesperada. – Carly abraçou Freddie.

– Nós vamos ficar bem. – Freddie a apertou mais.

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No quarto do Spencer, ele e Sam estavam conversando.

– Aquele idiota tinha que estragar tudo. – Ela estava com uma tigela de pipoca enorme na mão.

– Calma. Foi sem querer e eu acho que essa Emily não vai fazer nada. Fica tranquila. – Ele pegou a mão dela. – Vamos pensar no nosso bebê. – Ele sorriu.

Sam, assim como Carly, estava desesperada. Sua mãe não aparecia, seus pés estavam inchados e Spencer ainda não contara ao pai da gravidez de Sam. E por mais incrível que pareça, ela sentia falta de sexo, mas tinha medo de fazer, pois sua barriga já estava grandinha.

– Eu vou ficar calma. – Ela disse finalmente. Eles se abraçaram.

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Na sala, Carly tentava ligar para Emily, mas dizia que estava desligado ou fora de área e por fim ela desistiu.

– O que será que ela vai fazer? – Freddie andava de um lado para o outro.

– Não sei... Vamos dormir já está tarde. – Carly disse.

– Ok... Então eu já vou. Até amanhã. – Ele se despediu.

– Até amanhã. – Ela subiu as escadas e foi para o quarto.

Todos estavam na cozinha tomando café quando Freddie chega:

– Oi.

– Lá vem o idiota. – Sam disse ao ver Freddie. – O que vai fazer agora?

– Olha Sam, eu sei que fiz besteira. Mas eu vou dar um jeito de arrumar isso.

– Ah não! Eu não acredito nisso! – Carly se levantou e estava com o celular na mão.

– O que foi? – Sam perguntou, preocupada.

– Olha o que um blog publicou ontem à noite. – Carly deu o celular para Sam.

Ela leu em voz alta.

“Samantha Puckett, 17 anos, uma das apresentadoras de iCarly, está grávida.” – Sam colocou a mão sobre a boca e logo depois continuou – “... Pelo que sabemos ela está de 4 meses e meio e uma fonte nos informou que o pai da criança pode ser Spencer Shay, irmão mais velho de Carly Shay.” – Ela parou de ler e todos estavam mudos, pareciam ter entrado em algum tipo de transe.

– O que vamos fazer? – Carly disse, depois de algum tempo.

– Minha mãe pode ficar sabendo disso á qualquer hora. – Sam colocou as mãos sobre a barriga. – Eu não quero perdê-lo.

– Nós não vamos perdê-lo. – Spencer a abraçou. – Ou perdê-la.

– Aqui gente. Achei outro post. – Freddie estava com o celular de Carly na mão. – “... Ontem à noite, foi dada a notícia de que Samantha Puckett estaria grávida de Spencer Shay.”

– Não! – Sam gritou tampando os ouvidos. – Eu não quero ouvir.

– É melhor mesmo. Deixa isso quieto. – Spencer falou.

De repente, o celular de Sam toca. Ela se desespera e não quer ver quem é. Spencer, então, pega o celular e vê que é Pam.

– Você vai atender? – Spencer lhe entregou o celular e ela respirou fundo.

– Vou. – Ela disse corajosa. – Alô.

Você ficou louca? O que aconteceu? – Pam parecia furiosa.

– Mãe... – Ela tentou dizer.

Mãe, nada. Você tem noção do que fez? Virou a vadia dele.

Você não sabe de nada! – Sam gritou. – Nunca quis saber como eu me sentia. Você disse que voltaria em três semanas e já faz mais de três meses. Eu queria sua ajuda e onde você está? Com seu namorado. Eu cansei disso. – Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Sam... Você não tem condições de manter esse bebê. – Pam falou com a voz trêmula. – E me desculpe por não estar aí para te ajudar.

Onde você está? – Sam perguntou, enxugando as lágrimas.

Em Vancouver. Volto para Seattle amanhã.

– Então amanhã conversamos. – Sam desligou e tacou o telefone, que se partiu em cem pedaços.

Aquela manhã foi difícil, mas pelo menos Sam não estava mais com os pés inchados e podia andar normalmente. Ela e Spencer estavam discutindo o sexo do bebê.

– O que você quer? Menino ou menina? – Sam perguntou, quando ela e Spencer estavam de mãos dadas deitados na cama dele.

– Não sei. Eu vou ama-lo do mesmo jeito. – Ela sorriu.

– Estou com medo. – Sam se sentou.

– Medo do que?

– Do parto, das coisas que acontecerão depois. Tudo.

– Não precisa ficar com medo. Eu estarei com você o tempo todo. – Ele a beijou. – E vai dar tudo certo com sua mãe amanhã.

– Eu te amo! – Ela sussurrou no ouvido dele.

– Eu também te amo. – Ele passou a mão na barriga dela. – E você também, bebê. – Eles sorriram.

No dia seguinte, Sam e Spencer foram falar com Pam. Eles entraram.

Ela estava bebendo cerveja no sofá.

– Oi, Sam. – Ela falou sem olhar para a filha. – sente-se.

– Mãe... – Sam disse se sentando.

– Não diga nada. Eu vou contar a você uma história. Quando eu tinha 17 anos, minha amiga, Anggie, se envolveu com um homem bem mais velho. Ela estava apaixonada e engravidou. Ele não queria a criança, mas ela queria e, no parto, ela não aguentou e ela e o bebê morreram.

– Isso não vai acontecer com a gente. – Spencer falou.

– Como sabem? Ela tinha 17 anos, assim como Sam tem agora.

Sam estava pensativa, olhando para o nada. Em transe. Ela estava realmente pensando no que a mãe lhe disse.

– Sam! – Spencer estalou os dedos na frente dos olhos de Sam.

– Mãe. Eu não vou abortar! – Ela gritou e se levantou do sofá. – Tchau.

– Onde vai morar? – Pam perguntou.

– Na casa do Spencer. – ele e Sam já iam sair.

– Ah é? Então não pise mais nessa casa. A partir de hoje você não é minha filha! – A mãe da loira gritou, quando os dois bateram a porta.

– Vai ficar tudo bem. – Spencer falou passando as mãos nas costar de Sam. – Aquilo não vai acontecer com você. – Ele a abraçou.

– Vamos embora. – Ela correspondeu ao abraço.

Eles chegaram em casa e Carly estava assistindo TV. Ela não estava nada atraente. Cabelo desarrumado, pijama e com olheiras enormes.

– Oi.

– Oi. Onde foram? – Carly espirrou.

– Conversar com a minha mãe. Você não sabe o que ela disse. – Sam se sentou perto de Carly.

– O que? – Ela espirrou de novo.

– Ela contou uma história de uma garota que era sua amiga. Anggie. Ela engravidou com 17 anos e não resistiu. Os dois morreram, ela e o bebê. – Sam encostou a cabeça no ombro da amiga.

– Isso não vai acontecer com você. Fica calma, tudo vai ficar bem.

Os três ficaram ali mais um tempo e Sam contou a história inteira para Carly. Spencer estava vendo desenhos, Freddie estava no estúdio do iCarly arrumando algumas coisas.

– Gente, gente. Olha o e-mail que eu recebi. – Freddie saiu do elevador e foi até onde Sam, Carly e Spencer estavam.

– O que foi? – Spencer pegou o notebook de Freddie e leu o E-mail. – “Freddie, o jantar foi ótimo, mas já tenho o que queria.” – Ele parou de ler.

– Emily Barney. Nunca pensei que uma garota como ela faria isso com a gente. – Carly falou esfregando um lenço no nariz. – Eu a escolhi, pois ela parecia a mais confiável.

– Você não pode se culpar. Ela nos enganou direitinho. Agora a questão é: o que vai ser do iCarly? – Sam se levantou e ficou andando de um lado para o outro. – Já que todos já sabem que eu to grávida, vou ter que continuar a fazer o iCarly... Quer dizer, pelo menos até uns oito meses. O que acha? – Ela perguntou para a Carly.

– É uma boa ideia. Mas, e quando não puder fazer mais o programa? – A morena também se levantou.

– Vamos suspender por um tempo. Os fãs vão entender. – Freddie interrompeu.

– Ok. Vamos fazer assim então. – Carly espirrou de novo.

– É... Mas primeiro vai tomar algum remédio pra parar de espirrar. – Spencer disse a ela.

Carly saiu e Sam se lembrou de que tinha um consulta no médico no dia seguinte. Ela e Spencer iriam saber o sexo do bebê.

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Sam, Spencer e Carly estavam na sala de espera do consultório do médico que estava cuidando de Sam. Dr. John F. Michaels, que por acaso, foi namorado de Pam Puckett. Os três estavam conversando quando uma mulher chega e fala:

– Samantha Puckett. – A mulher olhou em volta e viu Sam. – É a sua vez.

Ela se levantou e Spencer disse:

– Não quer que eu vá com você?

– Não precisa. Quando eu precisar mando te chamar. – Ela disse. Carly abraçou o irmão.

– Olá, John. – Sam disse a ele com um sorrisinho.

– Olá, Sam. – Ele também sorriu. – Como vai a sua mãe?

– Não sei. Estou morando na casa da minha amiga. A minha mãe não aceitou muito bem essa gravidez.

– Ah, entendo. É... eu vi aqui na internet. É verdade que o pai é... – Ele disse meio sem graça.

– É... Não vamos falar sobre isso.

– Ok. Vamos começar?

– Vamos. – Sam se deitou e ele começou o exame. (Não vou dar detalhes)

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Já se passava vinte e quatro horas que Pam soubera da gravidez da filha. Ela queria não acreditar naquilo. Seria avó e tinha medo disso. Na verdade, ela tinha medo, uma coisa que não dava para explicar.

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Na sala de espera, Carly e Spencer estavam ansiosos para saber se seria menino ou menina.

– Vocês estão acompanhando Samantha? – A mulher perguntou a eles.

– Sim.

– Podem entrar, o médico vai conversar com vocês. – Eles entraram. Sam estava conversando com médico, mas parou quando viu os dois chegarem.

– Prazer em conhecê-los. – Ele estendeu a mão para Carly e depois para Spencer. – Chegaram bem na hora... Vou dizer o sexo do bebê.

– O que é Doutor? – Carly estava eufórica.

– Suspeito de que seja menina, então vamos ter de fazer outro ultrassom quando ela estiver com mais ou menos uns seis meses. – Todos estavam sorrindo.

– Ok. – Os três já iam saindo.

– Adeus, até a próxima consulta.

Eles foram para casa, Carly parecia estar mais feliz do que a amiga e o irmão, pois ela queria uma sobrinha. Indo para a casa, Sam viu uma loja de coisas de bebê e ficou encantada e disse que voltaria lá algum dia.

– Vocês já escolheram alguns nomes? – Carly perguntou, enquanto Spencer procurava a chave para abrir o apartamento.

– Ainda não... E aliás o John disse que ainda não tem certeza se é menina. – Spencer finalmente encontrou a chave. Eles entraram e tiveram uma surpresa.

– Gibby! – Gibby gritou da cozinha, sem camisa. Mas ficou confuso quando viu a barriga de Sam. – O que aconteceu?

– Como você entrou aqui? — Spencer falou quando viu Gibby.

– Eu tinha uma chave reserva... Mas essa não é a questão. O que aconteceu com a Sam? – Ele vestiu uma camisa.

– Gibby, precisamos conversar. – Carly foi para perto de Gibby. – EU VOU SER TITIA. – Carly gritou, começou a pular e abraçou Gibby. Spencer e Sam estavam rindo do que Carly acabara de fazer.

Carly explicou toda a situação a Gibby, que ficou contente por Spencer e Sam.

Depois de alguns dias, os cinco amigos foram a loja que Sam gostara e compraram quase um caminhão de roupinhas rosas e roxas, mesmo sem saber se o bebê era realmente menina.

Sam já estava grávida de seis meses. Era o dia de ir ao Doutor John outra vez.

– Sam, anda logo, a gente vai se atrasar. – Spencer gritou quando abrindo a porta.

– Já vou! – Carly estava descendo as escadas e estava com um salto enorme.

– Por que esse salto enorme?

– Por quê? Eu não posso usar salto? – Ela disse.

–Ok. Vamos. – Os três saíram. – Ah, espera aí. Esqueci uma coisa.

Spencer voltou correndo para o apartamento, pegou a metade um sanduíche e saiu.

– Você foi buscar isso? – Carly disse rindo de Spencer. – Ele tava em cima da mesa á dois dias. – Ele arregalou os olhos e logo depois cuspiu o pedaço que tinha posto na boca.

– Que nojo! – Sam e Carly não paravam de rir. – Quem deixou isso lá? – Ele disse, querendo parecer bravo.

– Eu. – Sam levantou uma mão e com a outra estava segunda a barriga. – Você é nojento.

– Ta, ta. Eu sei que sou nojento. Agora vamos. – Ele jogou o resto do sanduíche em uma lata de lixo no corredor e levantou Carly, pois ela estava no chão de tanto rir da idiotice dele.

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Os três chegaram ao consultório e notaram que estava diferente. As paredes foram pintadas de azul-bebê, havia grama em frente. Enfim... Estava bem diferente. Eles entraram e havia só uma pessoa na sala de espera com uma revista tampando-lhe o rosto. Eles não disseram nada.

– Samantha. – A mesma mulher, da outra vez que foram ao doutor John, á chamou. – Pode entrar.

Desta vez, Carly entrou com Sam e Spencer ficou na sala de espera, e para passar o tempo estava jogo no celular. A pessoa que estava com a revista, era Pam. Spencer levou um susto quando viu que o rímel dela estava todo borrado. Ela havia chorado e muito.

– Pam? O que veio fazer aqui? – Ele soltou o celular e se sentou ao lado dela. – Você está bem? – Ele parecia mesmo preocupado.

– Spencer... Eu errei, errei muito. – A voz dela era chorosa. – Sam me odeia. Eu não quero que o meu neto também me odeie. – Ela encostou a cabeça e no ombro de Spencer.

– A Sam não te odeia... E o seu neto, ou neta, não vai te odiar. – Ela pegou nos ombros dela e a olhou nos olhos. – Quando sua filha sair por aquela porta – Ele apontou para a porta. – Você vai dizer a ela o quanto a ama. Não estou pedindo, estou mandando. – Eles sorriram e se abraçaram.

– Ok. Sabe Spencer, nunca pensei que você fosse assim tão... Tão... Adulto. – Ele riu.

– É... Eu acho, aos poucos, estou aprendendo a ser responsável. – Nesse momento Sam e Carly saíram na porta. Spencer e Pam se levantaram. As duas amigas olhavam confusas para eles.

– Sam... – Spencer pegou a mão dela e a levou para perto da mãe. – Sua mãe quer te falar uma coisa.

– Filha... – Pam chorou novamente. – Eu errei. Eu só quero o melhor para você!

– Mãe... – Sam abraçou Pam. – Eu sei que só quer o melhor para mim. Eu te amo! – Lágrimas escorregam dos olhos de Sam, que tentava disfarçar. – Eu tenho medo. Eu preciso de você. – Ela falou. Ainda abraçada à mãe.

Elas se separam do abraço e Pam colocou as mãos no ombro de Sam.

– Não tenha medo. – Pam enxugou as lágrimas da filha. – Nós vamos ficar com você. – Ela olhou para Spencer e Carly. – Eu te amo também.

Spencer estava sorrindo, mas Carly não entendia nada.

– O que aconteceu aqui?

– No caminho te explicamos. – Ele sorriu.

– Ah! Já ia me esquecendo. – Sam falou olhando para Pam e Spencer. – O bebê é menina!

– Oh Meu Deus! – Spencer a abraçou e depois Pam.

Eles foram para a casa de Pam. Sam decidiu ficar lá alguns dias para ficar algum tempo com a mãe.

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No outro lado da cidade, Michelle Falkner, estava em casa. Matadora de aluguel, Assassina cruel, acaba de receber um trabalho.

– Michelle, tenho um trabalho para você. – Um homem moreno, alto e forte joga na mesa uma pasta. Michelle abre, tinha a foto de um homem e uma garota grávida de mãos dadas. – Seu trabalho é simples. – Ele sorriu.

– Quem são eles? – Ela perguntou ainda olhando para a pasta.

– Você terá de esperar o bebê nascer. – Ele continuou fingindo não ouvi-la.

– Quem são eles? – Ela insistiu.

– Spencer Shay e Samantha Puckett. – Ele saiu da sala.

Michelle estava dentro de seu carro, com um notebook no colo, vendo fotos de Spencer e Sam.

– Não pode ser ele. – Ela disse para o homem que estava no banco do carona. O mesmo homem que lhe entregou a pasta. – Eu o conheço.

– Como assim? – Disse ele, enquanto comia um sanduíche.

– Nós... Nós – Ela gaguejava. – Eu estudei com ele. Eu o odiava totalmente.

– Por quê?

– Eu era a gordinha da sala, de aparelho e óculos. E ele era... Ele era... O que implicava com todos, inclusive comigo. – Ela deu um murro no volante do carro.

– Viu? Agora é a sua chance de vingança. E olha...- Ele a olhou dos pés a cabeça — ... Você melhorou muito. – Ele piscou para ela.

– Foi por causa dele que eu decidi mudar. – Ela fechou o notebook e o colocou no banco de trás.

– E fez muito bem. – O homem colocou a mão em sua coxa e apertou. Ele sorriu. Um sorriso malicioso.

– Obrigada. Você também... É... Vamos dizer. Um bom partido. – Ela pegou a mão do homem e a esfregou em seu corpo até chegar em seus seios.

– Nossa. Você é bem safadinha. – Ele sorriu e a beijou.

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– Carly, anda logo. – Spencer gritou. – Temos que chegar logo na casa da Pam. – Ele, Freddie e Gibby estavam no sofá, esperando Carly.

– Já to indo. – Ela desceu. Estava com uma calça jeans e uma blusa preta. Estava simples. Mas Freddie quase babava olhando para ela.

– Você ta linda. – Ele disse chegando perto dela.

– Obrigada. – Eles ficaram se olhando por alguns segundos até Gibby os interromper.

– Opa! Vamos logo, a Sam ta esperando a gente.

– Ta, ta. A gente já vai.

Quando eles estavam na porta do prédio Spencer viu um carro cinza com os vidros pretos, ele achou estranho, mas na comentou nada. Chegando à casa da Pam, Sam estava vendo TV no sofá.

– Oi! – Ela se levantou e foi abraça-los.

– Como está se sentindo? – Spencer perguntou.

– Bem. Muito bem e vocês?

– Bem também. E como vai minha sobrinha? – Carly colocou a mão na barriga de Sam. Eles riram

Eles ficaram conversando até a noite. Sam parecia bem feliz com a mãe, e decidiu ficar mais um tempo com ela. Pelo menos uns dois meses.

Passaram-se dois meses, Michelle só observara a vida de Spencer. Ainda não tinha dado o bote. Sam voltou para a casa de Carly e estava morrendo de dor nas costas, ela estava de oito meses e sua barriga estava enorme.

Noite de sábado, Sam sai desesperada do banheiro gritando Carly.

– O que foi Sam? – Carly foi até onde a amiga estava.

– Eu estou sangrando. – Sam estava chorando e Carly notou a calça da amiga estava com sangue.

Carly se desesperou, chamou Spencer e enquanto eles iam para o carro, ela ligou para Pam e falou para ela ir até o hospital para os encontrarem lá.

No carro, Carly estava no banco de trás com Sam, enquanto Spencer dirigia. Quando eles chegaram já tinha uma maca do lado de fora esperando Sam, Pam havia falado com John, pois ele também a estava esperando.

O doutor John a examinou e disse que a placenta estava se deslocando e que isso é risco para a mãe e para o bebê.

– O que vai acontecer? – Sam estava desesperada. Carly e Spencer tentavam acalma-la.

– Teremos de fazer uma cesariana de emergência, antes que o bebê fique sem oxigênio. – Sam olhou para Spencer. Era um olhar suplicante, ela estava com medo.

– Tudo bem Sam, eu vou ficar com você. – Ele a abraçou.

Levaram Sam para o centro cirúrgico e Spencer foi junto. Aplicaram a anestesia e ela não sentia nada do peito para baixo, Spencer ficou do lado dela.

– Promete que vai ficar comigo? – Ela perguntou.

– Prometo. Eu nunca vou te abandonar. – Ele apertou a mão dela com força.

– Você vai sentir uma pressão quando o bebê foi puxado, mas não vai doer. – John a avisou e ela concordou, lágrimas rolavam pelo rosto de Sam.

Passaram-se alguns minutos e Sam ouviu um chorinho. Na mesma hora, as lágrimas viraram sorrisos. Spencer também sorriu.

– Espere um pouco, daqui a pouco você vai pegar ela. Vamos só limpá-la. – Sam assentiu. – Agora vamos dar os pontos.

A enfermeira pôs a bebê nos braços de Spencer, ele chorou, mas eram lágrimas de felicidade. A pequena estava embrulhada em uma manta roxa, que Sam havia comprado alguns dias antes. Spencer a colocou perto do rosto de Sam, ela a viu. A bebê tinha os olhos azuis. Ela era linda.

A enfermeira veio e pegou a menina de volta e disse a Spencer para ele esperar do lado de fora junto com os outros acompanhantes. Ele foi.

– E aí? Deu tudo certo? – Carly estava apavorada.

– Tudo bem, maninha. Deu tudo certo. – Ele abraçou a irmã.

– Eu já chamei o Freddie. – Carly disse.

– Qual vai ser o nome do bebê? – Pam perguntou.

– Ainda não escolhemos. – Ele se sentou junto com as duas.

– O bebê já nasceu. – Michelle foi avisada.

– Ok, Trevor.

– Não fale o meu nome. – Ele estava bravo.

– Trevor, Trevor, Trevor. – Ela brincou.

– Olha, aqui. – Ele pegou no braço de Michelle — Eu não gosto de gracinhas e se alguém, qualquer um, ficar sabendo o meu nome, você morre. Entendeu? – Ele apertou ainda mais o braço dela.

– Ok, estressadinho. Qual é o plano?

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Já era dia De Sam sair do hospital e eles ainda não tinham escolhido o nome do bebê.

– E o nome? – Sam perguntou a Spencer enquanto, aprendia a, amamentar a filha.

– Que tal, dizer vários nomes e o que ela reagir colocamos nela? – Ele sorriu.

– Boa ideia. Você começa.

– É... Mandy. – Nenhuma reação. – Vai você agora.

– Beatrice. – Nada também.

– Anggie. – No exato momento em que Spencer disse esse nome, a pequena se mexeu no colo de Sam.

– Ok, será esse. Anggie (Ângela) Puckett Shay. Nossa filha. – Eles se abraçaram.

Pam e Carly entraram no quarto.

– Oi! – Spencer e Sam disseram.

– Você ta bem? – Pam perguntou a filha.

– Ta tudo bem, sim. Quer segurar ela?

– Claro. – Sam lhe entregou Anggie. – Que nome colocaram nela? – Ela disse balançando a neta.

– Anggie. – Pam olhou para Sam e Spencer e não acreditava no que a filha falou.

– O que? É sério?

– É. A gente fez assim: Falaríamos alguns nomes e o que ela reagisse nós escolheríamos. E ela reagiu quando o Spencer disse Anggie. E como você disse que perdeu uma amiga, é legal homenagea-la.

– Eu não acredito nisso. – Pam riu.

– É... Pode acreditar. – Spencer riu também.

Todos foram para casa.

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Todos estavam no apartamento, inclusive Freddie e Gibby. Alguém bate na porta. Spencer vai atender. Era uma mulher branca, magra, cabelo perto que estava na porta.

– Olá. Quem é você? – Ele olhou para ela desconfiado.

– Eu estou morando aqui no prédio agora. Só vim conhecer os vizinhos. – Ela sorriu.

– Ah, Oi. Eu sou o Spencer. Entre. – Ele abriu espaço para ela entrar.

– Pessoal! – Todos olharam para ele. – Essa é a nova vizinha a...

– Michelle. – Ela o interrompeu. – Prazer em conhecer vocês.

– Olá. – Pam apertou a mão de Michelle. – Sou a Pam.

– Muito prazer, Pam. – Ela sorriu.

Nos dias seguintes Michelle virou amiga da turminha “iCarly”. Sam gostou dela de verdade.

– Oi, Spencer. – Spencer estava no quarto, assistindo TV, quando se vira e vê Michelle na porta semi-nua. Ela estava apenas com uma saia e com os seios a mostra.

Ele ficou paralisado.

– Você ficou louca? – Ele disse, finalmente.

– Sim, eu fiquei louca, mas louca por você. – Ela andava em direção à cama, com um dedo na boca. – Sabia que você é muito gostoso? – Ela continuou, enquanto subia na cama, ficando de quatro ao lado dele.

– Você tem que sair daqui. – Ele a empurrou, mas ela nem se mexeu.

–Você não tem escolha. – Ela riu.

– O que?

– Michelle Falkner, 8ª série, gordinha de óculos. Lembra? – Ela se deitou.

– O que? Mas... Mas... – Ele gaguejava.

–É, baby, sou eu. Surpresa! – Ela gargalhou.

– Saia daqui! – Ele gritou.

– Não grite comigo. – Ela gritou mais alto. – Não grite comigo ou sua Anggie sofrerá as consequências. – Ele deu um murro na porta e a maçaneta quebrou.

– Você não pode machuca-la, ela é só um bebê.

– E eu era só uma criança, quando você me machucou. – Ela gritou de novo e lágrimas escorreram pelo seu rosto. – Mas eu superei. – Ela enxugou o rosto e se levantou. – Eu superei mesmo. Olhe para mim agora! – Ele olhou, e definitivamente, ela era muito sexy. — Viu? Agora você não pode gritar comigo. Sua filha esta nas mãos do meu parceiro e basta uma ligação e acabou tudo. Ouviu? – Ele assentiu

Michelle saiu do quarto e foi para sala. Carly, Freddie e Gibby ainda ao haviam chegado. Sam estava dormindo no quarto de Carly. E Trevor já estava com Anggie na casa de Michelle...

– Michelle, essa pirralha não para de chorar. – Ele havia ligado. E Michelle conseguia ouvir o choro de Anggie ao fundo.

– Faça com que ela pare. Não posso sair agora. Te ligo depois. – Ela desligou.

Sam acordou, esfregou os olhos e viu um vulto parado a porta. Então esfregou mais e viu que era Michelle.

– Ah, Oi Michelle, você me assustou. O que veio fazer aqui?

– Só vim ver se você está bem. – Ela sorriu.

– Ah, sim. Estou ótima.

– Ah, que bom. Agora levanta! – Michelle tinha uma arma na saia e a apontou para Sam.

– O que você está fazendo? – Sam levantou as mãos.

– Me vingando. – Michelle gargalhou. – E nem pense em chamar alguém, ou sua filhinha morre.

– O que fez com a Anggie? – Sam começou a chorar desesperadamente. – Onde ela está?

– Por enquanto ela está segura, mas basta alguém fazer alguma coisa errada e eu ligo para o homem que está com ela.

– Ela precisa de leite de duas em duas horas. Leite materno. – Sam gritou.

– Que merda! Me esqueci disso. – Michelle exclamou para si mesma e pegou o celular no bolso.

–Alô. – Trevor atendeu. Michelle colocou no viva-voz para Sam ouvir.

– Traga a bebê aqui. Ela precisa ser amamentada. – Ela parecia zangada.

– Ela acabou de dormir. Deu um calmante para ela.

– Você ficou louco? – Sam se desesperou. – Ela só tem dez dias. Ela pode morrer.

– Traga ela aqui. – Michelle desligou.

Ainda no quarto, as duas ouviram barulhos na porta. Era Carly.

Sam foi até a sala e Michelle foi atrás com a arma nas costas de Sam.

– Pessoal, primeiramente, fiquem calmos. – Lágrimas escorriam do rosto de Sam.

– O que aconteceu? – Carly ia para o lado da amiga, quando Michelle apontou a arma para ela.

– Nem pense em chamar alguém. – Michelle disse, quando Carly estava com o telefona na mão para chamar a polícia. – Ela atirou no telefone e por alguns centímetros não acerta a mão de Carly.

– Ela pegou a Anggie. – Sam se atreve em falar. – Por favor, não ligue para ninguém ou eles matam a Anggie. Por favor! – Sam se ajoelhou no chão e agora chorava desesperadamente.

– Vocês duas me escutem. – Michelle ficou de frente para as duas e ficou dando voltas em volta delas. – Façam o que eu disser. O meu parceiro chegará logo, trazendo a sua filhinha. – Ela fincou a ponta do revólver nas costas de Sam. – Você vai amamenta-la e depois ele a levará de volta. Ouviu? – Sam acenou com a cabeça.

– Por que estão fazendo isso? – Carly se levantou encarando Michelle.

– Não é da sua conta, agora senta aí. – Carly se sentou perto da escada.

A porta se abriu. Era Trevor com Anggie.

– Anggie. – Sam foi correndo e a pegou no colo. – Minha filha.

A bebê ainda dormia, mas quanto Sam a pegou, ela acordou. Sam e Carly foram para o quarto e Sam a amamentou.

Lá na sala Trevor e Michelle discutiam.

– Você não falou o meu nome, não é? – Ele cruzou os braços.

– Não. Por que você não quer que descubram seu nome? – Ela colocou a arma no cós da saia, quer dizer, mini-saia.

– Eu só não quero. Só isso. Eu quero o dinheiro e vamos sumir dessa cidade. – Ele a beijou.

Spencer passou direto pela sala e foi para onde Sam, Carly e Anggie estavam.

– Ah, Graças a Deus, Ela está bem? – Spencer abraçou Sam, Anggie estava no colo de Carly.

– É... Mas eles a levarão de novo. – Nesse momento Michelle apareceu na porta.

– Vamos, vamos. Entrega ela aqui... – Ela pegou Anggie e foi para a sala.

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– Olhem, aqui. – Michelle estava de frente para o sofá, onde Spencer, Carly e Sam estavam. – Isso é simples, vocês entregam o dinheiro, nós entregamos a garota.

– Você fez isso tudo por dinheiro? – Carly perguntou indignada. – Pegaram um bebê inocente por dinheiro?

– É. – Michelle gargalhou e piscou para Spencer.

Depois de um tempo, Spencer teve uma ideia, mas decidiu não contar para Sam e nem para Carly.

– Michelle, vem aqui. – Ela estava na cozinha, no notebook e ele no sofá, na sala.

– O que foi? – Ela foi até ele.

– Sabe... Você ficou bem bonita. – Ele a puxou e ela se sentou no colo dele. Ele beijou o pescoço dela. – E eu fui um idiota quando não transei com você hoje de manhã.

Michelle ainda estava com arma na saia.

– É... Você sempre foi um idiota. – Ele disse, e depois soltou um gemido. Spencer pegou na nuca de Michelle e a beijou, enquanto tirava sua blusa.

– Vamos para o meu quarto... – Eles se levantaram, Spencer colocou as mãos nas costas dela e foi descendo. Ele viu que a arma ainda estava na saia.

Já no quarto, Ele a jogou na cama, tirou a camiseta. Depois foi passando a mão pela cintura de Michelle. Ela gemeu.

– Você é bom nisso. – Ela sorriu.

– Prática. – Ele piscou para ela, e enquanto ela gemia e sorria, ele pegou a arma. – Agora levanta! – Ele apontou a arma.

– O que? Como você... – Ela passava a mão pela saia.

– Vejo muitos filmes. – Ele a interrompeu.

– Agora devolve minha filha.

– Se você atirar nunca vai saber onde ela está. – Ela riu.

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Carly também tinha um plano. Pois ela estava com Trevor e Anggie na casa de Michelle. Carly não fazia ideia de onde Sam estava.

Carly viu que a casa não era muito alta. Então, pegou vários lençóis e foi amarrando um ao outro, e jogou pela janela. Ela conseguiu descer com Anggie no colo. Seu plano era chamar a polícia, mas Spencer e Sam ainda não estavam salvos. Ela foi andando pela rua, até que não aguentou mais e se sentou na calçada. Anggie não parava de chorar. Ela tentou segurar a vontade de chorar, mas não conseguiu.

– O que aconteceu menina? O bebê está bem? – Um homem parou e perguntou.

Carly então lhe contou a história e ele disse que era da polícia e estava de folga aquele dia e decidiu ajudá-la. Ela seguiu o homem até o carro dele e foram para o apartamento dela e de Spencer.

Ela abriu a porta e ouviu alguma coisa no quarto de Spencer. Eles fora até lá. E viram Michelle só de Sutiã e saia no chão e Spencer com uma arma no chão apontando para ela.

–Spencer! – Carly gritou. – O que você está fazendo?

Ele não disse nada, apenas caiu sobre a cama e jogou a arma no chão.

– Michelle Falkner você está presa, por sequestro. – O policial disse tirando um par de algemas do bolso. Carly estava tentando fazer Anggie parar de chorar.

Michelle estava chorando, mas era um choro silencioso como ela tivesse se arrependida do que fez.

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Na casa de Pam estavam Freddie, Gibby e Sam. Eles se esconderam lá. Então Carly chegou com Anggie no colo.

– Sam! – Carly sorriu e abraçou a amiga, enquanto Anggie dormia tranquilamente em seu colo.

– QUE? – Spencer parecia confuso. – Como Sam veio parar aqui?

– Quando Sam e eu estávamos no quarto com Anggie tivemos uma ideia. – Carly entregou Anggie para Spencer. – Então eu fui com aquele homem para a casa dela e Sam fugiu enquanto a Michelle e você estavam no apartamento. – Carly se sentou no sofá junto com os outros. – Então eu coloquei um comprimido no café do parceiro da Michelle e esperei ele dormir e como a janela não era tão alta, eu peguei vários lençóis, os amarrei e joguei pela janela. Eu consegui descer com Anggie no colo e um policial me encontrou na rua. Eu contei o que estava acontecendo e ele me ajudou.

– É... Nossa ideia deu certo. – Sam abraçou Carly outra vez. – E minha Anggie está salva. – Sam beijou a filha, que estava no colo do pai.

– Mas e o tal homem, parceiro dela. O que aconteceu? – Pam perguntou.

– O policial que me ajudou chamou uma viatura e eles estão a caminho da casa da Michelle. – Carly respondeu.

Naquela noite todos foram para o apartamento dos Shay, comemorar. E no meio da festa Spencer sobe em cima da mesa e diz:

– Sam, você não sabe o tamanho do meu amor por você e pela nossa filha. Eu as amo tanto. Nunca imaginei amar alguém assim. – Ele sai de cima da mesa e se ajoelha de frente para Sam. – Samantha Puckett, você aceita de casar comigo? – Ele mostra o anel de diamantes.

Lágrimas desciam pelo rosto de Sam. Lágrimas de felicidade.

– Aceito, aceito, aceito. Eu te amo, Spencer. – Ela o abraça e o beija.

Todos batem palmas, até Freddie interromper.

– Galera. – Todos olharam para Freddie. – Eu preciso dizer uma coisa também. – Ele vai para perto de Carly. – Carly, eu sempre te amei. O que eu sinto por você em muito grande. Muito mesmo e então, aproveitando essa festa, eu quero te dizer: Você aceita ser minha namorada? – Ele pega na mão dela.

– Freddie... Eu também sempre te amei e fui uma idiota em esconder isso. E claro que eu aceito. – Eles se beijam. E as palmas começam novamente.

O casamento aconteceu dois meses depois e o casal Spencer e Sam passou a lua- de – mel em Veneza. E, claro, levaram a pequena Anggie. Carly e Freddie estavam noivos. Pam estava namorando o policial que os ajudou. Gibby arrumou uma namorada na internet e estava namorando a distância. Michelle e Trevor receberam a pena de vinte anos na cadeia. Emily Barney... ah essa, ninguém sabe aonde foi parar.

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