Notas iniciais
Hey, pessoal!!! KCA de 2021 tá fazendo geral surtar. Sou uma delas tendo ataques. Mais um capítulo dessa belezinha fofa. Boa leitura a todos!!!

Dias depois...

Eu me sentia vivo. Sam me fazia querer viver. Ela era cheia de vida, linda. Eu aproveitava cada segundo ao lado dela, sua companhia e tudo que fazíamos juntos significava muito. Era tão bom tê-la em minha vida. A gente saía, nos divertíamos muito, passei quase a minha vida toda sem ter amigos. Depois que a conheci, a minha vida se transformou.

Após sair do trabalho, passei na lanchonete para buscar a Sam. Era a nossa rotina. Voltarmos juntos todos os dias, às vezes andando, às vezes de ônibus. Não importava, eu só não a deixaria voltar sozinha.

Era uma sexta-feira, o tempo fechou. O céu ficou nublado. Vi nuvens densas se formando, em Seattle era normal chover sempre. Em L.A, chuva no verão era raridade, Sam se animou como uma garotinha. Correu para fora da fachada.

A chuva caiu e ela não se importou.

Nossas coisas estavam guardadas na minha mochila, ela tinha isolamento. Nossos celulares e pertences estavam seguros se caso a mochila molhasse.

Sam me chamou enquanto rodopiava na rua, se divertindo com as gotas de água que caíam do céu. Já estava ensopada.

Sem ter capa ou um guarda-chuva, eu fui até ela. Era a primeira vez que saía debaixo da chuva, sentindo as gotículas frias molharem minha roupa, minha pele, o meu corpo todo.

Era como entrar debaixo do chuveiro.

Na verdade, era até mais divertido. Sam riu me vendo todo molhado com o meu topete desfeito.

Aquela gostosa sensação de liberdade se apossou do meu ser.

Era a primeira vez que tomava banho de chuva.

A loirinha segurou minha mão com sua mão pequena e fria, e me puxou enquanto corria. A gente correu atravessando a rua. Corremos por ruas e mais ruas, sem nos importar com mais nada.

Foi quando paramos num bairro próximo ao nosso. Já devíamos estar há uns 10 minutos de casa. Os dois ofegantes e rindo. Passamos por tanta gente que nos lançou olhares.

Dois jovens correndo de mãos dadas em plena chuva. Chuva de verão que devia ser algo especial.

Afastei umas mechas que haviam grudado em seu rosto. Seus olhos estavam naquele tom de azul-cinzento, olhos nublados como o tempo. Olhos lindos, tempestuosos.

Ela me puxou pela nuca e me beijou.

Aquilo foi tão inesperado.

Senti seus lábios macios, molhados e frios contra os meus. Abracei seu corpo, mesmo nervoso e sem saber o que fazer, a deixei me conduzir.

A língua quente tocou a minha. Segurei sua cintura, deixando-a explorar minha boca. Relaxei me permitindo imitar seus movimentos, Sam acariciava minha nuca, ela tremia de leve.

Estávamos com frio. Apertei seu corpo afagando suas costas.

Seu beijo era doce, tinha gosto de balinhas de maçã-verde com cereja. Ela sempre tinha um pacotinho no bolso. Tinha chiclete dentro das balinhas que derretiam na boca.

Ouvimos a buzina que nos fez pular para longe um do outro.

Estávamos no meio da rua, corremos para a calçada, o motorista nos xingou enquanto acelerava a caminhonete espirrando lama para todos os lados.

— Agora não é mais BV. — Me abraçou de lado.

Seguimos caminhando pela calçada.

— Gostou? — Perguntou curiosa.

— Gostei. — Eu me sentia nas nuvens.

— Seu beijo têm gosto de pastilhas de hortelã e creme dental. Pensei que tinha gosto de balinhas de morango. — Riu. — A gente deveria repetir mais vezes. — Desceu a mão para a minha bunda, deu uma apertadinha.

— Ei! — Exclamei surpreso.

Nós dois caímos na gargalhada.

Naquela noite não ganhei um resfriado, só ganhei um bronca por chegar completamente encharcado. Minha mãe meio que pirou.

[...]

1 semana depois...

— Para onde vamos hoje? Só não quero ir ao boliche, cansei de derrotar você. — Sentou no meu colo.

Era uma tarde de sábado, estávamos no meu quarto. Sam anotava algo na agenda que lhei dei de presente, ela a usava como um diário, estava tão concentrada.

— Você escolhe, campeã. — Ela sempre me vencia.

Ela fechou a agenda e olhou para mim. Veio para o meu lado.

— Melhor a gente ficar em casa, que tal um cineminha caseiro? — Beijou meu queixo.

— Pode ser. — Abracei sua cintura.

— Com pipoca amanteigada com pedacinhos de bacon. — Beijou meu rosto.

— Boa ideia. — Afaguei suas costas.

— Com nós dois abraçadinhos no sofá... — Minha mãe estava de plantão. — Uma daquelas comédias bestas. A gente vai comer e rir bastante. — Segurou meu queixo e pressionou nossos lábios.

Sua língua invadiu minha boca.

Estávamos saindo e ficando desde aquela noite. Logan até parou de ir na lanchonete quando percebeu o clima rolando entre a gente. Ele estava interessado nela.

Sam estava comigo.

Segurei sua cintura com firmeza, joguei as costas para trás, Sam se ajeitou por cima de mim. Chupei sua língua. Uma coisa gostosa que aprendi com ela.

Desci a mão para sua coxa esquerda, ela chupou minha língua e movimentou os quadris, o atrito me fez gemer. Ela fez de novo com nossos corpos encaixados.

Apalpei sua bunda por cima da sua calça de moletom. Ela tombou a cabeça para o lado, pendendo o pescoço, aspirei seu cheiro, seu aroma natural misturado ao seu perfume suave. Beijei seu pescoço.

— Ahh... — Gemeu roçando o corpo no meu.

Subi as mãos para os seus quadris.

Ela fez aquele movimento de novo e saiu de cima de mim, olhamos para o volume evidente na minha bermuda.

— Melhor cuidar disso. — Mordeu o lábio, o rosto corado.

Não era a primeira vez que acontecia.

[...]

P.O.V Da Sam

Nos acomodamos na sala, com refrigerante, pipoca e barrinhas de chocolate. Freddie procurou um filme para a gente na TV à cabo, coloquei a bacia de pipoca sobre minhas coxas, ele achou um filme de comédia e começamos a assistir. Entre risadas, punhados de pipoca e goles de refrigerante, o moreno levantou de repente dizendo que ia ao banheiro.

Fiquei ali assistindo enquanto o esperava. Não sei quantos minutos se passaram, só sei que foram o bastante à ponto de me deixar preocupada com sua demora. Levantei e fui atrás dele, tinha banheiro no quarto do Nerd, entrei no quarto e escutei aquele som familiar que eu ouvia em casa sempre que minha mãe ou Clayton vomitavam durante suas ressacas.

— Freddie? — O chamei batendo na porta.

Sua voz saiu abafada e rouca, ele deu descarga. Logo ouvi o barulho da torneira, o som do jato de água soando. A porta foi aberta para o meu alívio, o que não durou muito tempo porque passou quando vi o rosto dele.

Freddie estava nitidamente nauseado.

— É melhor você ir para a casa, alguma coisa me fez mal, não tô muito bem. — Ele realmente não parecia nada bem.

Eu não queria ir porque estava preocupada, eu quis ficar para passar a noite com ele. Freddie não deixou. Só o que me restou foi ir pra casa, fiquei um pouco chateada. Aquela noite não dormi bem pensando nele.

No dia seguinte, ele não foi trabalhar. Não vi ele na loja de assistência, ele também não apareceu para me buscar no trabalho. Não atendeu minhas ligações e nem respondeu minhas mensagens.

Cheguei em casa cansada e irritada, o Benson havia me ignorado o dia todo. Após o jantar decidi ir visitar ele, queria conversar um pouco, saber se seu mal-estar havia piorado. Já estava começando a ficar aflita.

— Freddie está descansando, querida. Ele acordou gripado. — Sua mãe me avisou quando apareci batendo na porta, pedindo para vê-lo.

— Ele vomitou ontem. Os rapazes da assistência falaram que Freddie ligou avisando que não ia trabalhar hoje. Eu só queria vê-lo rapidinho, só preciso de 5 minutos. — Olhei para ela suplicante.

— Não será possível, sinto muito. — Lamentou.

Ela me olhou com uma tristeza profunda, eu logo entendi que ele não queria me ver. Voltei pra casa arrasada. Não entendia o porquê dele insistir em ignorar.

5 dias depois...

Freddie estava bem, tinha retornado ao trabalho. Quêm ignorava suas ligacões e mensagens era eu. Ele até foi me procurar em casa, pedi para minha mãe dizer que eu não estava. Depois de mais um dia de expediente na lanchonete, me deparei com ele me esperando no cantinho de sempre.

Freddie sorriu para mim. Fechei a cara.

— Sam. — Me olhou triste.

— Não devia ter se incomodado, sei voltar sozinha. Vou de ônibus. — Passei por ele.

Ele se apressou, me alcançando.

— Loira, fala comigo. — Pediu.

— Falar o quê, Benson? O quê? Me diz. Você passa mal e me manda ir embora. Depois não aparece no trabalho. Daí descubro que você pegou gripe, fui na tua casa e você não quis me ver. Não me atendeu quando liguei. Ignorou minhas mensagens. Acho que não te fiz nada para me tratar assim. — Aquilo me magoou.

— Sinto muito, Sam. Me desculpa, por favor. — Implorou.

— Preciso de um tempo, Freddie. — Eu disse antes de lhe dar as costas.

[...]

3 dias depois...

P.O.V Do Freddie

Passei mal naquela noite, minha mãe entrou em desespero quando soube. Fui parar no hospital no dia seguinte, era só mais uma queda de imunidade, eu tinha baixa resistência por conta do CMD. Não precisei ficar internado, apenas tomei soro e tive que faltar ao trabalho. Precisei de uns dias em pleno repouso em casa. O Dr. Talles aumentou minha dosagem de medicação. Efeitos colaterais eram ruins, tonturas e naúseas. Sam não podia me ver naquele estado.

Por isso a ignorei, só queria poupá-la de tudo. Ela me ligou, me mandou mensagens e foi na minha casa, eu simplesmente não dei retorno. Quando pude voltar ao trabalho, após o meu expediante na assistência, fui buscá-la. Sam estava chateada e com razão.

Não quis voltar pra casa comigo, pegou o ônibus e eu fiquei muito triste. Ela precisava de um tempo. Passamos mais uns dias sem nos falar.

Era uma tarde de domingo, Sam apareceu em casa com duas bicicletas, uma cesta de piquenique e toda sorridente. Queria fazer as pazes.

Eu abracei ela e a beijei ali mesmo no jardim. Minha mãe sabia sobre nós.

Fomos passear aproveitando a tarde maravilhosa que fazia. Paramos no parque central para fazermos o piquenique.

Sam havia preparado sanduíches de geléia, bolinhos de chocolate e mini-tortas de morango. Ela era boa na cozinha, deveria ser confeiteira. Também tinha suco numa garrafa térmica, frutas em cubinhos e água em duas garrafinhas.

Ficamos ali sobre a sombra de uma das árvores, com o ventinho gostoso batendo em nós. Lanchamos, rimos, apontamos para as nuvens dando formas engraçadas para todas elas. Passeamos pelo parque, corremos um atrás do outro.

Com a Sam, eu fazia tudo aquilo que não pude quando criança. Como brincar, andar de bicicleta, me arriscar sobre um skate. Sam me ensinou a andar de bicicleta antes das férias dela.

[...]

— Não repara na bagunça. — Me puxou para dentro do quarto.

Estive naquele cômodo pouquíssimas vezes.

Era menor que o meu, com uma cama simples e um travesseiro murcho. As paredes com a cor cinza desbotada. Estavam rabiscadas, tinha pôsteres de bandas, colagem de fotos com a melhor amiga.

Era tudo muito simples. Nada daquilo me importava. Era o seu cantinho particular e íntimo, sua pequena zona de bagunça e conforto. O que tornava tudo mais adorável. Sam me empurrou sobre a cama que parecia pequena demais, nos beijamos como costumávamos fazer no meu quarto.

Entre beijos demorados, carícias e beijos ousados no pescoço. Ela sentou sobre meu abdômen, puxou a barra da regata roxinha, a tirou devagar.

A vi de sutiã pela primeira vez. Meu coração acelerou.

Desabotoou o shortinho enquanto erguia o corpo e saia de cima de mim. Ficou apenas de peças íntimas. Ela tinha um corpo lindo, cheio de curvas.

— Sua vez. — Sorriu travessa.

Sentei na cama, retirei a camisa e a bermuda antes que minha timidez me travasse. Sam olhou para minha cueca boxer, se aproximou me deitando na cama e voltamos para mais uma série de beijos e amassos.

Ela tirou o sutiã, sua respiração estava descompassada, o rosto muito rosado. Meu olhos repousaram sobre seus seios. Eram cheios, bem redondinhos e com os pontinhos rosados... Bicos. Mamilos. Seja lá o termo certo.

Aulas de Anatomia Humana me deixavam constrangido.

Sua pele branquinha tinha sinais por todo o canto. Eu não conseguia encontrar nenhum defeito nela.

Ela foi descendo a calcinha, olhando para baixo envergonhada. Ficou nua pela primeira vez na minha frente.

— Agora tira... — Ergueu o rosto e me encarou.

Mordeu o lábio inferior, mexendo o corpo inquieta. Estava nervosa.

Levantei e me despi da última peça que me cobria. Ficamos ali de pé.

Sua risada ecoou pelo quarto após alguns segundos.

— Nossa... — Tapou a boca.

— O que foi? — Eu era tão estranho pelado?

— Você sabe... Eu... Você sabe. — Sim, eu sabia.

Me aproximei encurtando nossa distância.

— Você é linda. — Segurei seu rosto.

Linda como um anjo.

— Devo te elogiar também? — Sorriu travessa.

Sorri e a beijei. Pausamos o beijo e fomos para a cama. Nossos corpos nos conduziram, se encaixaram. Nos tornamos um só.

Sam cravou as unhas em meus ombros quando entrei nela. Gemeu alto me apertando. Parecia menor ainda embaixo de mim. Delicada. Macia. Seu aperto molhado me envolveu.

Seguimos nossos instintos.

Saí de cima dela quando terminamos, me retirei devagar e com cuidado. Ela deixou escapar um gemidinho, olhei para o meu membro molhado, vi vestígio de sangue na ponta.

Sam fechou as pernas, sentou na cama sem conseguir disfarçar uma careta. Estava dolorida. Eu sabia.

Fui ao banheiro, quando retornei ela esticava uma colcha limpa sobre o colchão fino. A colcha e o lençol usados estavam no chão embolados.

Ela estava enrolada numa toalha vermelha.

— Tudo bem? — Perguntei.

— Tudo sim. Não se preocupe. — Juntou tudo. — Vou só colocar na máquina de lavar. Já volto. — Passou por mim, sorriu e saiu do quarto.

Aquela foi a nossa primeira vez. E foi muito especial.

Tomamos banho juntos, ficamos um pouco assistindo na sala e depois eu fui pra casa. Eu me sentia radiante. Gravei aquele momento com ela em seu quarto na mente e no coração.

Tínhamos uma conexão especial.

Notas finais
O que estão achando da Fic??? Estão curtindo??? Gostaram da primeira vez Seddie??? Até o próximo. Bjs