Dont Give Up
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Terminei de ler a carta e a reli mais outras duas vezes, com o rosto coberto de lágriamas. Por incrível que pareca eu estava escutando aquela música...
— Está tudo bem? — o garoto que estava sentado ao meu lado perguntou e eu apenas balancei a cabeça positivamente.
Escotei a cabeça na poltrona e lia ela mais uma vez. Eu não conseguia acreditar, eu sentia tanta falta dele e agora eu estava abandonando-o para sempre. Ainda me lembraca do dia em aquele cantorzinho metido veio conversar comigo. Era meio que um desafio, eu finalmente tinha achado um jogador à altura do meu jogo e era isso que eu gostava. Eu não sabia o que pensar dele, na mesma hora que ele era a coisa mais fofa do mundo ele se mostrava ridículo. Até o dia que ele me pediu em namoro e tudo mudou, acima de tudo eramos amigos. E como eu sentia falta dele, daqueles olhinhos verdes olhando para mim, daquela voz rouca, dos cabelos enrrolados e ligeiramente bagunçados e daquelas covinhas. Sentia falta dos braços dele envoltos na minha cintura, me segurando forte e até dos seus lábios nos meus.
Eu chorava ainda mais só de lembrar de todos os momentos que passamos junto e... que merda de playlist mais triste, nem escolher música eu sei.
Em meio aos meus devaneios acabei adormecendo e quando acordei já estava quase no Rio. Como eu consegui dormir tanto?
Peguei minhas coisas e já estava em puro êxtase, iria finalmente ver todas as pessoas que eu havia deixado no Brasil. E foi só ver minha mãe chorando, meu pai, meu irmão, minha cunhada Luiza, a Val e a Bia que meu sorriso apareceu.
— Ahhhhh que saudade! — falei correndo para abraçar meu pai e minha mãe juntos.
Quando voltei para casa tinha feito a maior festa de recepção para mim, enquanto a coisa que eu mais queria era deitar na minha cama e só levantar quando eu pudesse voltar atras daquela decisão. Entretando eu continuei ali sentada, conversando e aturando perguntas sobre meu namorado, ou melhor ex-namorado. Eu não tinha pensado que teria que aguentar toda essa perguntação sobre ele. Eu mal conseguia escutar o nome dele eu vou conseguir falar o que aconteceu?
Quando todo mundo foi embora, entrei para o meu quarto, pegeui o computador, liguei a TV e fiquei deitada debaixo das cobertas.
— Querida? — minha mãe falou entrando no quarto — A Luiza vai dormir aqui, pode pegar um pijama para ela?
— Claro, pega lá. — falei sem tirar os olhos do computador. Desde que eu tinha ido para Londres que eu não entrava no meu twitter e as fãs haviam descorberto que eu era a "namorada do Styles", me seguiram ou deixaram milhares de mensagens do tipo:
"Larga o meu Hazza", ou então:
"Adoro vocês juntos" ou "Orgulho do Brasil!!!"
Aquilo me fez rir, fã é um bicho louco mesmo...
— E o Harry, filha? — ela falou enquanto sentava na beirada da minha cama.
— Não temos mais nada ué, eu estou aqui...
— E você queria isso?
— Não queria ter que deixa-lo, mas...
Ficamos por alguns segundos em um silencio constrangedor até que por fim ela falou:
— Boa noite, eu amo você! — me deu um beijo de boa noite e saiu do quarto, me deixando apenas com os meus pensamentos sobre aquele garoto.
Precisava falar com ele tudo que eu sentia e pedir desculpas por todo mal que eu causei a ele.
"Sabe Harry, eu sei que talvez você nunca entenda e nem mesmo sei se o que eu fiz foi a coisa mais certa a se fazer, a atitude mais correta a se tomar ma seu não conseguiria vê-lo triste e simplismente largar você no aeroporto. Então apenas pensando em nós, acreditando que quanto menos tempo passasemos juntos mais fácil seria para nós dois. Eu não admiro a atitude que eu tive, apenas pensei que seria melhor.
Todos os dias parece que deixei uma parte de mim aí, não aguento acordar e não te ver ali do meu lado me olhando com esse olhinhos verdes e o sorriso mais lindo que já vi. Harry eu sinto tanta falta do seu abraço e de como você segurava a minha mão. Às vezes eu até penso "e se?", "e se eu tivesse continuado aí?", "e se eu ainda tivesse você para mim?", "e se tudo fosse diferente?", mas não podemos viver de suposições e sim daquilos que seu coração pede, daquilo que você mais almeja. Queria um abraço seu, um beijo e poder te chamar de meu. Mas eu nem sei se isso eu posso, não sei o que você anda fazendo e não com quem anda saindo.
Eu me lembro o dia que você chegou cheio de marra para conversar comigo e eu tive vontade de te matar, mas tudo mudou. A cada dia que passava você me conquistava mais e me fazia tornar ainda mais sua. Uma das coisas que eu nunca quis era depender de alguem para ser feliz e agora eu me vejo aqui deitada implorando por você...
Harry, desculpa... eu queria muito estar aí do seu lado mas agora meio que isso é impossível...
Você nunca conseguiu dormir sem levar um copo de chá para a cama, talvez esse seje o motivo que você faz você falar durante a noite. E toda essa conversa eram os segredos que eu guardo comigo, mesmo não fazendo nenhum sentido para mim.
Eu amo todos os seus detalhes e talvez um dia você consiga se amar metade do que eu te amo.
Com carinho,
Brigitte."
Peguei a carta decidia em colocar no correio no dia seguinte e foi o que eu fiz. Acordei cedo na quarta e fui direto para o correio do Leblon e depois passei no shopping para caminhar um pouco, apenas com o fone de ouvido e os meus pensamentos. Sabe aquele arrependimento? Mas agora não dava para voltar. Comprei um livro e sentei em um café que eu sempre gostei.
— Ahhhh a namorada do Harry! — um grupo de garotas passaram gritando. "Elas mal sabem pensei."
— Você pode tirar uma foto com a gente?
— Errr... mas eu não sou nada!
— É claro que é! Você fez a gente acreditar que temos chances com aquelas pessoas que sempre sonhamos e que nos fazer sorrir e muitas vezes passar por todos os momentos ruins. — a menorzinha falou. Cara, sem explicação!
— Claro... — e tiramos a foto.
Voltei para casa, almocei e fui para o meu quarto. Desde de que cheguei ele estava sendo o meu maior refugio, onde eu podia ficar apenas com os meus pensamentos
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