Dont Forgive Me

2 Don't Remmember me


Notas iniciais
Decidi de última hora fazer um adicinal aqui |D~ Prometo que é só esse, tá?
Levemente baseada em fatos reais.

- Bom dia, Ruki.

Ele me sorriu, me olhando com olhar curioso o sorriso sincero e aberto que eu lhe oferecia.

- Fazia tempo que não te via sorrindo assim. O que aconteceu? Não me diga que você e o Reita, pela segunda vez...

- Não. – cortei-o, ainda sorrindo. – Não voltamos de novo.

O mais baixo ergueu uma sobrancelha, me analisando com o olhar. Fazia algum tempo que eu não ia pra casa de Ruki, que além de amigo fazia horas extras como meu terapeuta. Sentei-me ao seu lado, e ele prontamente me ofereceu seu colo. Ainda podia me lembrar de uma utra vez em que estivera ali, me lamentando com ele.

- Mas vocês tinham voltado, não é?

- Sim, tínhamos. Mas ele resolveu terminar comigo de novo.

- Ah, isso justifica eu tê-lo visto de longe com uma outra pessoa.

Eu ri, afirmando com a cabeça.

- Parece que ele finalmente achou alguém que se encaixe a ele.

- E você?

- Eu? O que tem eu? – virei-me pra olhá-lo.

- Não está chateado ou triste? Ou mesmo arrependido?

- Sabe que não? Eu estive sim. Arrependido de tê-lo deixado ir embora. Mas sei lá... dessa segunda vez que terminamos a coisa foi bem diferente.

- Diferentes como?

Seus dedos pequenos começaram a mexer nos meus cabelos, num afago carinho e desprovido de sem intenções.

- Sabe que eu sou muito chato pra algumas coisas. Quando voltamos, eu tinha deixado de ocupar o cargo de \"melhor amigo\". Já era um cargo ocupado. Isso até criou uma barreira entre mim e a pessoa, acredita? O melhor amigo dele.

Ele riu, e vi o seu reflexo negando com a cabeça.

- Às vezes eu me pergunto como você consegue ser tão infantil, Uru.

- Desculpe, mas é o meu jeito de ser. Eu acho importante ser o melhor amigo da pessoa com quem eu namoro. E acho que é implicância minha, mas talvez uma das pessoas que contribuiu pro fim do meu namoro com ele foi justamente esse amigo.

- Acho que é pura implicância, Uru. Quem sabe esse amigo possa até ter tido alguma interferência, mas com certeza foi só pra proteger o Reita. Amigos fazem isso, afinal.

- É, quem sabe. Mas isso não faz diferença nenhuma agora. A vida é dele, o amigo é dele. É algo que não diz mais respeito a mim. – virei-me para o teto, cruzando os braços atrás da cabeça. – Ele me apagou por completo da vida dele.

Vi o menor franzindo o cenho.

- Como assim?

- Deixou de falar comigo.

- Oh -, ele sorriu – você faz parte do passado dele agora, não é?

- Exatamente. E ele faz parte do meu. A diferença é que eu vou guardar as boas lembranças daquela época – e olha que não são poucas – numa caixinha junto com a aliança que ele me deu. E guardar isso com carinho. Fez parte da minha história. Acabou, mas ainda assim foi uma parte importante da minha vida.

Ruki sorriu.

- Fico feliz em saber que está decidido a seguir sua vida sem ele.

Dei de ombros.

- Seguimos caminhos diferentes. E ele está feliz, até onde eu sei. Finalmente Reita achou alguém que esse encaixe a ele.

O menor ergueu uma sobrancelha.

- Já conversou com o namorado novo do Reita?

- Não, ainda não. Devo ter conversado com ele há muito tempo atrás, mas nem me lembro direito... conversas curtas, sabe como é. Mas tenho certeza de que é uma ótima pessoa.

- O que te dá essa certeza?

- Instinto.

Ele riu alto, e eu acabei por sorrir.

- É sério! Acho que é sim uma boa pessoa. Merece um voto de confiança.

- Ai, Uru... eu realmente não sei o que fazer com você.

Lhe estirei a língua, fazendo-o rir um pouco mais. Depois e alguns segundos para recobrar o fôlego, o chibi prosseguiu.

- E você? O que pretende fazer daqui em diante?

- Ah, eu não faço a mínima idéia. Talvez faça uma tatuagem. Talvez me mude de cidade. Não quero realmente pensar no amanhã enquanto o hoje não terminar.

Ruki rolou os olhos, sorrindo.

- Esse sim é o velho Uruha que eu conheço. Então... é um adeus definitivo?

- É. Um adeus definitivo.

Sorri com sinceridade para Ruki, que pela primeira vez em muitos anos não parecia preocupado comigo. Era como se eu, dizendo aquilo, estivesse afirmando que tudo estava bem dali em diante, e que as feridas finalmente estavam fechadas e cicatrizadas. Sem mágoas, sem arrependimentos.

~ F i m ~

Notas finais
Yey. Eu e minha mania de chutar o balde o Amo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!