Don't Forget Us
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Sara conseguiu um dia de folga com Russel usando o pretexto de que estava sentindo uma gripe forte chegando. Grissom, por sua vez, bancou o ex-marido preocupado e decidiu levar o trabalho de catalogação dos insetos para casa. Assim, os dois conseguiriam investigar Gerard e a família Legace com calma e privacidade.
Gilbert preparava café e uns lanchinhos, enquanto Sara transformava a sala de casa em um centro de investigações. Papéis, fotos e anotações estavam espalhadas por todos os cantos.
—Obrigada. -ela disse quando Grissom lhe serviu uma generosa xícara de café. -Temos pouco tempo para descobrir o que Gerard está armando, mas temos muitas evidências…
—Basta segui-las. -O homem completou, arrancando um sorriso da morena.
—Temos 7 mortos, sendo Jake Legace, seu assessor e cinco músicos. Na cena do crime encontramos digitais da família e de seu ex sócio, mas todas são justificáveis, uma vez que eles frequentavam a casa. -Sara retomava os acontecimentos sob o olhar atento de Grissom. -Smas, o ex sócio, tem um álibi forte, pois foi gravado perdendo muito dinheiro no cassino Eclipse. Por outro lado, a família toda afirma que estava reunida na casa de campo da família.
O entomologista suspirou e tomou a palavra:
—Do outro lado da situação, temos 35 insetos catalogados. Destes, 34 são de florestas tropicais, sendo uma formiga exclusiva da floresta amazônica, e um único inseto comum, uma Musca domestica, que pode ser local.
—Como podemos fazer a triangulação entre a família, a casa de campo e a cena do crime?
—Os registros telefônicos não nos deram nada. -Ele bebericou seu café.
Sara começou a digitar freneticamente em seu laptop enquanto Grissom falava.
—Você teve uma ideia. -O entomologista se aproximou dela e começou a ler os resultados de suas pesquisas. -Você é brilhante.
Sara sorriu sem desviar o olhar da tela.
—A família tem uma empresa de mineração na América do Sul… Argentina, Colômbia, Brasil, Venezuela. -Sara lia. -Parece que está indo à falência há alguns meses..
Grissom se adiantou para ler algumas anotações e completou:
—Bate com o tempo que ele e Smas pararam com a sociedade.
—Eu não sei, Gil, mas parece que o relacionamento de Legace e Smas é mais profundo do que imaginamos. Muitas ligações recentes, horas no telefone…
Grissom arqueou a sobrancelha.
—Honey, acho que está na hora de você se aprofundar no perfil dos dois. -Ele se levantou com sua xícara de café. -Enquanto isso, vou conversar com os meus insetos.
Ela sorriu ao elogio e assentiu.
Algumas horas depois, Sara se alongou na cadeira. Estava hiperfocada, mas precisava esticar seu corpo. Resolveu fazer um novo café e espiar o trabalho de Grissom.
—Oi… Algum progresso? -Ela perguntou lhe servindo uma xícara.
—Obrigado. Precisava disso. -Ele sorveu um gole da bebida quente e sorriu de olhos fechados. -Eu amo o seu café.
Os dois trocaram um sorriso cúmplice e ele a direcionou a sentar-se no sofá. lado a lado, eles observaram o trabalho de Grissom até o momento.
—Consegui catalogar todos, os locais de origem e estou quase chegando a uma linha do tempo. Com isso, chegaremos a hora da morte. -Ele sorriu satisfeito.
Os dois se entreolharam sorrindo. Tinham feito muito progresso. Ela sorriu de lado e ele fez seu biquinho característico. Sara se perdeu no azul profundo dos olhos de Grissom, enquanto ele tentava manter seu autocontrole. Estavam muito próximos. Ele sentia a respiração dela se tornar ofegante e não conseguiu mais se segurar.
Com delicadeza, passou sua mão por trás da nuca dela, trazendo-a mais para perto. Ela, por outro lado, deixou sua mão livre caminhar pelas costas dele. Os olhos se fecharam ao mesmo tempo em que os lábios se tocaram, movendo-se em uma sincronia perfeita. Sentiam o gosto um do outro, saboreando profundamente o momento.
Após um lindo dia ensolarado de verão, os dois se separaram o suficiente para se olharem mais uma vez. Eles sorriam e os corações batiam no mesmo ritmo, na mesma sintonia. Muito a contragosto, Sara foi quem voltou à razão primeiro.
—Está fazendo um trabalho excelente. -Ela se afastou sem jeito. -Eu vou tomar um banho para ver se desperto. -Se levantou desviando o olhar.
Ela saiu da sala deixando um Grissom anestesiado para trás. Ele palpitava, podia sentir o quanto ela ainda o amava. Podia sentir que ainda tinha esperanças! Sorridente, voltou a focar a atenção em seus insetos.
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