Don't Cry, I'm Here
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Don't cry, I'm here.
- Smoker-sensei foi injusto! – Kaya declarou – Eustass-san já tinha saído do jogo!
- Deixe quieto, Kaya. – Bonney pediu – Mesmo sendo assim, nós ganhamos. Ou melhor, nossa amada ruivinha ganhou. – Disse assim que Nami saiu de um dos boxes do vestiário, já vestida e, claro, com o boné de Law.
- Eu apenas sei jogar. – Nami mostrou a língua e foi para a sala, passando pelos corredores ainda vazios, pensando em tudo que estava acontecendo nesses três dias, nem parecia que faziam três dias de tanta coisa que acontecera. Havia pedido um namorado, enfrentado a víbora e ganhado um amigo que estaria sempre com ela – Devo estar ficando louca... – Murmurou para si mesma, suspirando. Até que foi barrada no corredor por ninguém menos que Trafalgar – Law?
- Nami-ya, ficar falando sozinha é um dos melhores jeitos de ter certeza que é louca.
- Eu não sou louca. – Abriu um sorriso travesso – E agora eu tenho um chapéu felpudo e quentinho. Isso sem falar em alguém para fazer meus trabalhos de Química.
- Devo supor que você é ruim nessa matéria?
-... – Traffy deu uma risadinha ao não receber resposta daquela ruiva corada – Não ria de mim, Trafalgar. – Ela rosnou.
- Então rirei com você. – Pegou o pulso dela e a trouxe para um abraço – Mas antes, tenho que te devolver uma coisa.
- Devolver? – A jovem retribuiu o abraço e ergueu a cabeça, confusa. Traffy apenas usou uma das mãos para afastar-lhe um pouco a franja e encostou seus lábios na testa dela com ternura, depositando ali um beijo suave. Então Nami se recordou, havia o beijado no rosto no dia anterior e, com tal pensamento somado ao gesto de carinho inesperado, corou com todas as suas forças.
- Está tentando ficar mais ruiva? – Ele provocou, desfazendo o contato de sua boca com a cabeça dela e observando seu rosto rubro.
- C... Cale a boca, sádico ridículo! – A pobre moça exclamou dando um leve tapa no peito dele. O sinal tocou – Precisamos voltar pra sala, logo isso aqui vai encher de gente.
- Eu sei. – Não pôde resistir, teve que dar outro beijo no topo da cabeça laranja antes de soltá-la – Vamos, Nami-ya?
-... Law? – Law se virou ao ouvir seu nome, sendo surpreendido por lábios macios em sua bochecha. Talvez felizmente, o contato fora feito de um modo tão brusco que Nami acabara beijando o canto da boca dele – Agora estamos quites, já que eu te acertei com a bola. – Ela disse e saiu correndo para a sala de aula, deixando para trás um Traffy perplexo, mas contente.
O0o0o0o Num canto escondido do mesmo corredor o0o0o0O
- B, você tinha razão. – Vivi sussurrou – Nami-san e Trafalgar-san estão gostando um do outro.
- Eu sempre tenho razão. – Bonney retrucou em mesmo tom.
- O que vocês duas estão fazendo? – Kid perguntou surgindo sabe-se lá de onde.
- Eustass, cale a boca! – Jewerly tapou a boca do ruivo com uma das mãos e chegou com o rosto bem perto do dele – Se um daqueles dois descobrir que estamos aqui, nós três seremos mortos!
- Serão? – Uma voz grossa perguntou.
- É claro que sim, idiota! – A rosada travou – Espera, se Kid está aqui e não abriu a boca e Vivi tem voz fina que nem de um poodle chorando...
-EI!
- Então... – Largou a gola de Kid e se virou lentamente para encarar um Law com cara de poucos amigos – Vivi, qual é a etapa do plano que inclui um sádico querendo nos matar?
-... CORRER! – As duas começam a correr que nem loucas para a sala, enquanto Eustass deu um jeito de sumir do mapa assim que viu Traffy.
O0o0o0o Aula de Português o0o0o0O
- Estou surpresa. – Tashigi comentou observando uma das redações, a de Nami – Parece que todos se esforçaram bastante. Ouçam esse poema de uma de nossas alunas:
"Confusão.
Isso resume muito
Tudo que eu sinto
Entrar em meu coração.
.
Eu amei.
Depois, chorei.
Agora, amo novamente.
Mas quem?
Não sei precisamente.
.
Na verdade, nem sei bem
Que sentimento é esse que vem.
Estou confusa, admito,
E se sorrio, é porque minto.
.
Nenhum dos dois acredita
Quando a frase por mim dita
É: 'Estou bem, pode crer'.
.
Eles leem o meu ser
E tentam me erguer.
Qual devo escolher?
Ah, que confusão está meu viver!"
Todos bateram palmas com entusiasmo e Franky, um esquisito de cabelo azul, fez uma pose muito estranha, atenção a mais nesse muito aqui, por favor, e gritou para Enel e o mundo ouvir:
- SUUUUUUUUUUUUUUUUPEEEEEEEEEEEEEEER!
- Franky-kun, sente-se na sua cadeira. – A professora pediu e o sinal bateu – Bem, até amanhã.
O0o0o0o Pulando todas as outras aulas e indo direto para a saída o0o0o0O
- Nami! – Luffy chamou a ex-namorada.
- O que você quer? – Nami perguntou, se virando para ir embora e sendo segurada pelo pulso por Luffy. O que esses homens tinham com seus pulsos?
- Conversar... Não gosto disso.
- Do quê?
- De você usando o chapéu de Traffy, dele te tocando, de Hammock tentando te humilhar e de você me evitando. – Monkey levou uma mão ao chapéu do outro e o retirou da cabeça laranja, depositando ali seu próprio, o de palha – Nami, eu te amo, já não disse? Por favor, me dê uma chance de explicar, de resolver tudo! – Se aproximou dela e a abraçou – Por favor. – Nami se sentiu bem no abraço dele, mas não somente porque era ele, também porque a recordava de outro garoto. "Nami-ya, eu estou aqui.", Law dissera em sua mente, fazendo-a voltar à razão. Luffy a traíra com Boa e ela não queria perdoá-lo.
- Solte-me, Monkey. – Ordenou, se remexendo.
- Nami...
- Não vou falar de novo, Monkey. Solte-me. – Empurrou-o – EU NÃO QUERO TE VER POR ENQUANTO, MONKEY! APENAS ME DEIXE EM PAZ E FIQUE COM ISSO! – Tirou o chapéu de palha, colocou na cabeça do moreno, pegou de volta o boné de Trafalgar, colocando-o na cabeça, e saiu correndo para casa. Luffy ficou estático, ele a machucara depois de prometer que a protegeria.
- Traffy, faça-a parar de chorar. – Pediu ao homem que estava prestes a tomar a direção da ruiva – Por favor. – Secou as lágrimas.
-... Deixe comigo, Mugiwara-ya. – Foi atrás dela.
O0o0o0o Alguns metros antes da casa de Nami o0o0o0O
Nami corria, corria, corria. Corria e chorava. Olhar para Luffy, senti-lo enlaçar seu corpo e dizer que a amava depois de tê-la traído com sua pior inimiga fizera suas barreiras desmoronarem. Continuou a corrida, até que alguém segurou seu braço, a fazendo parar de modo brusco e bater contra o corpo de alguém com força. Law.
- Nami-ya... – Ela se virou a o abraçou com força, quase derrubando seu novo chapéu.
- Law, ele... Ele me traiu com a cobra e ainda veio me dizer que me amava! – Chorava com desespero – Eu... Eu o odeio!
- Não, Nami-ya, você apenas está com raiva. – Law respondeu, fazendo-a engolir um pouco o choro e olhá-lo – Sei que você não o deia.
- Não... Eu não o odeio. E isso me irrita! Se eu o odiasse seria mais fácil!
- Você não é uma pessoa fácil. – Ele comentou – Vamos, estamos quase chegando à sua casa e eu estou louco para ser recepcionado por Chopper-ya.
- Besta... – Nami murmurou rindo um pouco.
O0o0o0o Na cozinha de Nami o0o0o0O
- Vai ficar tudo bem, Nami-ya. – Law murmurou no ouvido da ruiva – Confie em mim.
- Estou começando a acreditar que não devo confiar nas pessoas, pois elas me machucam. – Nami comentou com a voz embargada.
- Eu não vou te machucar, Nami-ya. Prometo.
- E como eu vou saber que você não vai me deixar?
- Por que eu não vou deixar você ir. Nem ficar sozinha.
- Você é tudo que eu preciso agora, Law. Obrigada por estar aqui comigo.
- Disponha. – Continuaram abraçados, até a moça começar a cantarolar uma música – O Sakê de Binks?
- Eu gosto. Bellemere-san sempre cantava pra mim quando eu começava a chorar.
- Você realmente não quer me ouvir cantar isso.
- Enel, poupe o mundo dessa desgraça. – Ela continuou com a brincadeira.
- Assim vou ficar ofendido. – Apertou mais o corpo feminino contra o seu e aspirou o cheiro de laranjas que emanava daquele cabelo sedoso, agora sem nada para atrapalhar.
O0o0o0o Já na sala, depois de minutos de lágrimas o0o0o0O
- Vai me obrigar a assistir "Sr. e Sra. Smith" de novo? – Law perguntou para a ruiva sentada ao seu lado vendo alguns CDs.
- Não, seu chato. Vamos assistir "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", do Tim Burton.
- Não é um pouco sangrento?
- Até que é, mas eu imagino que quem está sendo decapitada é a Hancock e a turma dela.
- Depois eu sou o sádico.
- Você é o Rei dos Sádicos. – Afirmou convicta e colocou o filme – Law...
- Shhhhhhhh – Colocou um dos dedos nos lábios dela – Esqueça tudo que aconteceu com Mugiwara-ya hoje.
- Você quem manda. – O DVD começou a rodar e, como da outra vez, Nami se apoiou nele, mas dessa vez sua cabeça foi parar no peito bem feito.
- Você é bem folgada, Nami-ya. – Ele comentou, enlaçando a cintura dela.
- Sou mesmo, e daí? Ainda bem que amanhã é sábado, quero ir ao Sabaody Park.
- De diversões, é? E quem vai com você.
- Bonney, Vivi, Kaya, Conis, Zoro, Sanji, Ace, Kid, Usopp, Luffy, eu e você.
- Não sei de nada.
- Ah, Law, vai com a gente, por favor! – Fez manha – Eu te dou um beijo na bochecha! – Law fez que não com um dos dedos – Dois! – Traffy fingiu pensar – Quatro... E eu te devolvo o chapéu!
- A que horas é o encontro com todos mesmo?
- Seu malandro! – Mostrou a língua e se emburrou, virando para o outro lado – Só porque eu gosto do seu boné.
- A culpa foi sua. – Trafalgar começou a fazer cócegas nela.
- Okay... Okay... A culpa... F... Foi minha! – Nami se contorcia e gargalhava, e, numa tentativa vã de se livrar, se virou para o homem, fazendo-o cair sobre si e os dois irem para o chão. Ela parou de rir e o olhou, não sem antes ficar corada pela situação: Traffy estava por cima dela, se apoiando nos dois braços, enquanto a dona da casa estava com as duas mãos apoiadas no peitoral dele, para mantê-lo lá.
- Nami-ya, você vai acabar ficando como o Eustass de tão ruiva.
- Não me compare com aquele tomate ambulante.
- Com toda a certeza, eu não vou. – Levou uma das mãos à franja de Nami, arrumando-a e criando mais um motivo para a jovem ficar vermelha – Afinal, aquele okama* (*Travesti. Lembram-se daquele cara com a Kama Kama no Mi?) não se compara a você em vários aspectos.
- Law... – Law saiu de cima dela, se levantou e a ajudou-a.
- Estamos perdendo o filme. – Comentou ele, sentando no sofá, a trazendo para seu lado e passando um braço pelos ombros femininos.
O0o0o0o Casa de Boa o0o0o0O
- Hancock, por que você faz tanta questão em estragar a vida dela? – Kuro perguntou à Hancock.
- Porque ela me abandonou quando havia prometido que ficaria sempre comigo.
- E por que ela te abandonou?
- Eu quis continuar sob as ordens de Arlong.
- Quem é Arlong?
- A pessoa que assassinou os pais verdadeiros dela. E também Bellemere-san, a dona do nosso orfanato.
- Sim, mas por que ela foi embora?
- Porque Arlong ameaçou a todos. Ela nos salvou indo embora de Skypea.
- Mas ela disse que vivia lá até dois anos atrás.
- É mentira. Ela passou seis anos longe, voltou por um ano e foi embora novamente.
- Sim, mas por que vocês brigaram? Por que você a odeia?
- Por que eu queria ser forte como ela, mas também queria ter todos aqueles que me odiaram e desprezaram aos meus pés.
- Boa garota. Vou fazer você voltar ao normal. – Estalou os dedos livrando a irmã da hipnose e saiu de seu quarto, porém parou ao ouvir uma última fala dela:
- Eu não a odeio, meu irmão. Eu a amo como uma mãe, apesar de ser mais velha que ela. Eu amo minha irmã de roubos Nami. – E calou-se, provavelmente caindo no sono do esquecimento.
- Eu preciso descobrir mais. Boa Hancock, você é uma caixinha de Pandora, você e essa tal de Nami.
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