Notas iniciais
Esse extra tem relação com o primeiro capítulo extra. Aconselho que, caso alguém não o tenha lido, leia ele antes. É o 12, se não me engano. XD

DESCULPEM A DEMORA!

Don't cry, I'm here — Extra

Princesinha

Vivi estava um pouco perdida. Havia se distraído com um pássaro amarelo numa das árvores do parque e acabara se separando de Nami, que estava justamente lhe mostrando a cidade. Continuou andando com cautela, mas nem toda a cautela do mundo a previniria daquilo.

– CUIDADO! — Ace exclamou assim que viu a menina de cabelo azul. Infelizmente, não conseguiu usar os freios a tempo e o impacto foi inevitável. Os dois foram pro chão, a garota sendo abraçada pelo moreno para não sofrer a queda, e a bicicleta foi para o outro lado.

– Ai... — Nefertari choramingou, abriu os olhos e percebeu a situação que se encontrava — Ah, meu Deus! — Levantou-se — Desculpa, te machuquei?

– Acho que essa pergunta é minha. — Portgas disse e sorriu levemente, se pondo de pé — Tudo bem? Ferida?

– Eu estou bem, obrigada.

– Desculpa. Acabei te atropelando.

– Tudo bem, eu é que estava distraída. — O moreno pegou a bicicleta e puxou assunto.

– Então... O que uma princesinha fofa como você faz aqui?

– P... Princesinha fofa?

– É, você parece uma princesinha muito fofa.

– Eu estou um pouco perdida... — Suspirou — Não tenho muito senso de direção, sabe?

– Um amigo meu consegue se perder em linha reta. — Ele comentou casualmente.

– Nossa, e eu achando minha situação ruim. E você, senhor palhaço galante?

– Olha, palhaço posso até ser, mas galante... Há controvérsias. Eu estou fugindo de meu avô.

– Por quê?

– Ele quase me matou uma vez. — Ante o olhar assustado dela, ele se explicou — Nós vivemos brigando. Ele é um chato.

– Você tem sorte de ter um avô.

– Você não tem?

– Não. Ele morreu há muito tempo, num acidente de carro. O carro que ele e minha mãe estavam capotou, ele morreu e ela está em coma. – Vivi abaixou a cabeça com a lembrança.

– Sinto muito... – Ace ficou em silêncio por alguns minutos, até ter uma ideia – Então... Será que esse humilde bobo-da-corte pode oferecer uma carona para a senhorita, princesa? – Celular da moça começou a tocar.

– Alô? – Alguns segundos de silêncio – Okay, estou indo... Não, eu arrumei um guia. Nami-san...

– Só um minuto. – Portgas tirou o aparelho de suas mãos e pôs no ouvido – Nami-chan, sua amiga está em boas mãos. Onde você está?

– Então era você, Ace? Por que não a leva para dar uma volta? Preciso resolver um assunto...

– Você está me empurrando sua responsabilidade.

– Está reclamando?

– Claro que não. Até, Nami-chan. – Desligou o aparelho, o devolveu e sorriu – Sua amiga me disse que tinha que resolver um assunto... Posso então te pagar um sorvete.

– Conhece Nami-san?

– São poucos os que não conhecem. Aliás, falando em conhecer, eu sou Portgas D. Ace.

– Eu sou Nefertari Vivi.

– Filha do governador? Eu tinha razão em te chamar de princesa. E aí, topa um sorvete?

– Não tenho dinheiro...

– Eu pago.

–... Então... O que estamos fazendo aqui ainda?

– É uma boa pergunta. – Subiu na bicicleta e estendeu-lhe a mão – Princesa.

– Portgas-san...

– Só Ace.

– Ace-san... Obrigada. – Sorriu, aceitou a ajuda e subiu na garupa, agarrando o jovem com sardas (Mrs. Portgas deve estar com a colher de pau erguida, só se preparando para o bote [risos]).

Ace pedalava de vagar, mostrando as casas e prédios, contando histórias engraçadas, cada uma mais louca que a outra, e fazendo de tudo para a menina de cabelo azul sorrir. Essa, por sua vez, estava até vermelha de tanto rir quando finalmente chegaram a soverteria. E assim eles passaram a tarde, sorrindo, conversando, brincando. E, sem nem notarem, se apaixonando.

Notas finais
Reviews?