Notas iniciais
Boa noite! Bom dia! Boa tarde! Bom capítulo! Boa leitura!

Don't cry, I'm here.

Nami se sentia bem. Havia dado uma lição em Boa e todos ainda estavam comentando quando a última aula, Português com Prof.ª Tashigi, começou. Mas algo a incomodava, e começava com "L". Não, não era Luffy, e sim Law. Por alguns momentos, quando Luffy segurara seu rosto, ela havia se lembrado de Trafalgar, de seu toque quente e reconfortante e seus olhos cinza sempre calmos e dando-lhe a sensação de aconchego. E isso a estava irritando, principalmente pelo fato de, ao se dar conta disso, não desejar negar com toda sua teimosia.

- Passa para B. – Vivi sussurrou, entregando um bilhete. Nami o pegou e deu para a pessoa do seu outro lado, o Eustass.

- Passa pra Bonney, Eustass.

- É bom isso não ser mais uma de suas brincadeiras estúpidas. – Ele resmungou e pegou o papel, passando-o para a rosada em questão – Toma.

- Valeu. – Bonney leu o bilhetinho e várias veias apareceram em sua testa – Loiro maldito...

- Senhorita Jewerly, posso saber o que é isso? – Tashigi indagou.

- Professora, Sanji está me mandando bilhetes e me atrapalhando!

- EU? – Sanji questionou – EU NÃO PRECISO FICAR MANDANDO BILHETINHOS! QUEM FOI?

- Olhando bem... – A ruiva comentou – Essa letra não é do Sanji, e sim do Zoro. – Roronoa ficou quieto, apenas tentando não cair na gargalhada, apesar de estar indignado pela acusação injusta.

- MARIMO DE MERDA!

- PAREM VOCÊS DOIS! – A professora interrompeu, numa tentativa de manter a ordem – Sanji-kun, vá para a diretoria! – Zoro começou a rir que nem louco – E você, Roronoa, vai ir junto! Shanks-san vai adorar vê-los em sua sala. – Os dois saíram – Vamos voltar à aula, sim?

Law achava divertido o modo como Nami mentia. Aquele bilhete não era de Roronoa, tampouco de Sanji, era de Ace. Por algum motivo, Portugas adorava ver o circo pegar fogo, e sempre que podia, tentava irritar a todos, sendo Nerfetari e Nami suas únicas exceções, a primeira por ser apaixonado por ela, e a segunda por já ter feito isso e levado um soco e um chute naquele lugar, ou seja, aprendeu por experiência própria que com a ruiva não se podia brincar.

- Isso foi meio cruel, Portugas-san. – Kaya comenta baixinho.

- Eu não acho, Kaya-chan. Foi hilário até.

O0o0o0o Diretoria o0o0o0O

- Estou decepcionado com vocês. – Shanks dava seu sermão, sendo ignorado completamente – Mal começou o ano e os dois já estão se enfrentando?

- Não foi minha culpa, eu não escrevi aquele bilhete. – Zoro resmungou.

- Nem eu. – Sanji retrucou.

- Que horas são? – O diretor perguntou de repente.

- Faltam... 30 minutos para acabar a aula. – Roronoa respondeu – Por quê?

- Bem... – Pegou uma garrafa de água e um copo – Fiquem aqui mais uns 10 minutos, assim eu poupo tempo e saliva e você poupam o sono. Alguém quer?

- Água? – Sanji indagou, com certo receio. Do diretor Shanks podia se esperar tudo.

-... Bom...

- Isso é sakê. – Zoro resmungou – Posso sentir o cheiro daqui.

- Se não for assim, Tashigi-chan vai me encher o saco, mas ela parece não notar quando o Smoker-san está com dois charutos na boca... – Com certeza, Shanks já havia bebido antes deles chegarem ali. Os dois reviraram os olhos, aquela escola nunca mudaria.

O0o0o0o De volta à aula de Português o0o0o0O

Nami estava desenhando no caderno. E, diferente de quando namorava Monkey, não desenhava corações e chapéus de palha, e sim bonés felpudos e olhos profundos com olheiras. Maldito sádico que não a deixava em paz! Mas ela não queria que ele a deixasse. E pensar nisso não a agradava nem um pouco.

- Para amanhã, quero uma redação contando sobre seus sentimentos. – Tashigi pediu – Pode ser qualquer sentimento.

- Pode ser um poema? – Vivi indagou.

- Claro que pode, e ganha ponto extra quem fizer o melhor poema.

Esse era um dos motivos de Law odiar as aulas de Português e Redação: Ter que escrever. Ele não possuía inspiração, paciência e nem jeito para fazer isso. Resumindo: Trafalgar era péssimo escrevendo. Olhou para Nami e uma ideia lhe veio à mente. E por que não?

O0o0o0o Na saída da escola o0o0o0O

- Nami-ya. – Law chamou a ruiva que conversava com as amigas. Nami se despediu delas e foi até ele.

- Law?

- Eu realmente não acredito que vou dizer isso, mas preciso de sua ajuda.

- Em quê?

- O texto que a professora pediu.

- Você não consegue nem fazer um texto? – Nami não pôde resistir, tinha que provoca-lo, porém engoliu essa vontade quando ele estreitou os olhos – Não me olhe como se fosse me matar, isso incomoda. – Virou o rosto e se deparou com Luffy observando a cena, a alguns metros de distância, com raiva óbvia nos olhos.

- Você não devia olhar tanto. – Ela corou e voltou sua atenção à Traffy – Vamos, eu te acompanho até em casa. – Se ofereceu, para depois estender-lhe a mão.

- Desse jeito você vai virar meu guarda-costas. – Pegou a mão dele e começou a puxá-lo – Vamos, eu faço algo pra gente comer.

O0o0o0o Na casa dela o0o0o0O

- Chopper! – Nami exclamou, sentada no tapete da sala, e tentando fazer o cachorro parar de lamber Law.

- Parece que Chopper-ya gostou de mim. – Trafalgar comentou, afastando o animal.

- E então, como posso te ajudar?

- Apenas deixe-me observá-la. – Nami fez uma bela cara de confusão, forçando-o a explicar mais do que queria – É simples, fique parada como se estivesse posando para uma pintura. – A ruiva fez o que lhe fora pedido.

- Mas por quê?

- Simples, vou fazer um texto sobre o sentimento que tenho por você: Irritação.

- Maldito! – E uma almofada voou certeira na cabeça dele – Ei, Bepo não vai sentir sua falta?

- É, tem razão. Acho que vou tirar uma foto sua para me irritar o suficiente.

- Vá pro inferno, Rei dos Sádicos! – Ela levantou junto com ele.

- Também te amo, Irritante-ya. – Law começou a ir em direção à saída, mas é puxado pelo pulso.

- Até. – A ruiva murmurou depositando um beijo na bochecha de Trafalgar e indo se sentar em seu lugar logo depois, muito corada, por sinal.

- Até amanhã, Nami-ya.

O0o0o0o Na casa de Nami, já de noite o0o0o0O

O texto estava péssimo, mas Nami não conseguiu pensar em outra coisa. Por Deus, como estava confusa! Law, Luffy, Luffy, Law... Os dois estavam embaralhando toda sua mente! Ela havia amado Luffy, mas e se o verbo continuasse no passado? Ela estava gostando da companhia de Law, mas será que era só isso? Infernos!

- Chopper, ficou uma bela porcaria, mas eu estou morrendo de sono. – A ruiva deitou no tapete mesmo e encontrou o chapéu de Law – Ou ele esqueceu, ou ele quer reforçar aquelas palavras. – Pegou o chapéu e o abraçou – "Não chore, eu estou aqui.", ele disse. Parece que está mesmo, Chopper. – Disse ao animal que deitara ao seu lado – Boa noite. – Dito isso, os dois moradores da casa caíram no sono.

Notas finais
Reviews?