Don't Cry, I'm Here
21 Capítulo 21 - Extra
Notas iniciais
DESCULPEM A DEMORA!
Don't cry, I'm here — Extra
Princesinha
Vivi estava um pouco perdida. Havia se distraído com um pássaro amarelo numa das árvores do parque e acabara se separando de Nami, que estava justamente lhe mostrando a cidade. Continuou andando com cautela, mas nem toda a cautela do mundo a previniria daquilo.
– CUIDADO! — Ace exclamou assim que viu a menina de cabelo azul. Infelizmente, não conseguiu usar os freios a tempo e o impacto foi inevitável. Os dois foram pro chão, a garota sendo abraçada pelo moreno para não sofrer a queda, e a bicicleta foi para o outro lado.
– Ai... — Nefertari choramingou, abriu os olhos e percebeu a situação que se encontrava — Ah, meu Deus! — Levantou-se — Desculpa, te machuquei?
– Acho que essa pergunta é minha. — Portgas disse e sorriu levemente, se pondo de pé — Tudo bem? Ferida?
– Eu estou bem, obrigada.
– Desculpa. Acabei te atropelando.
– Tudo bem, eu é que estava distraída. — O moreno pegou a bicicleta e puxou assunto.
– Então... O que uma princesinha fofa como você faz aqui?
– P... Princesinha fofa?
– É, você parece uma princesinha muito fofa.
– Eu estou um pouco perdida... — Suspirou — Não tenho muito senso de direção, sabe?
– Um amigo meu consegue se perder em linha reta. — Ele comentou casualmente.
– Nossa, e eu achando minha situação ruim. E você, senhor palhaço galante?
– Olha, palhaço posso até ser, mas galante... Há controvérsias. Eu estou fugindo de meu avô.
– Por quê?
– Ele quase me matou uma vez. — Ante o olhar assustado dela, ele se explicou — Nós vivemos brigando. Ele é um chato.
– Você tem sorte de ter um avô.
– Você não tem?
– Não. Ele morreu há muito tempo, num acidente de carro. O carro que ele e minha mãe estavam capotou, ele morreu e ela está em coma. – Vivi abaixou a cabeça com a lembrança.
– Sinto muito... – Ace ficou em silêncio por alguns minutos, até ter uma ideia – Então... Será que esse humilde bobo-da-corte pode oferecer uma carona para a senhorita, princesa? – Celular da moça começou a tocar.
– Alô? – Alguns segundos de silêncio – Okay, estou indo... Não, eu arrumei um guia. Nami-san...
– Só um minuto. – Portgas tirou o aparelho de suas mãos e pôs no ouvido – Nami-chan, sua amiga está em boas mãos. Onde você está?
– Então era você, Ace? Por que não a leva para dar uma volta? Preciso resolver um assunto...
– Você está me empurrando sua responsabilidade.
– Está reclamando?
– Claro que não. Até, Nami-chan. – Desligou o aparelho, o devolveu e sorriu – Sua amiga me disse que tinha que resolver um assunto... Posso então te pagar um sorvete.
– Conhece Nami-san?
– São poucos os que não conhecem. Aliás, falando em conhecer, eu sou Portgas D. Ace.
– Eu sou Nefertari Vivi.
– Filha do governador? Eu tinha razão em te chamar de princesa. E aí, topa um sorvete?
– Não tenho dinheiro...
– Eu pago.
–... Então... O que estamos fazendo aqui ainda?
– É uma boa pergunta. – Subiu na bicicleta e estendeu-lhe a mão – Princesa.
– Portgas-san...
– Só Ace.
– Ace-san... Obrigada. – Sorriu, aceitou a ajuda e subiu na garupa, agarrando o jovem com sardas (Mrs. Portgas deve estar com a colher de pau erguida, só se preparando para o bote [risos]).
Ace pedalava de vagar, mostrando as casas e prédios, contando histórias engraçadas, cada uma mais louca que a outra, e fazendo de tudo para a menina de cabelo azul sorrir. Essa, por sua vez, estava até vermelha de tanto rir quando finalmente chegaram a soverteria. E assim eles passaram a tarde, sorrindo, conversando, brincando. E, sem nem notarem, se apaixonando.
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