Don't Cry, I'm Here
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Don't cry, I'm here
- Vai mesmo ao cinema com eles? Por que não vem para minha casa? Você terá a companhia de uma mulher de verdade, não de uma criança de fraldas. – Boa comentou com maldade, mirando Nami com raiva. Todos ficaram em silêncio absoluto, queriam ver no que daria.
- Boa-ya, eu acho que você devia mudar seu conceito de mulher. – Law comentou com frieza palpável, fazendo Nami sorrir.
- Então você realmente prefere uma criança inútil, feia e tábua como ela? – Hancock apontou para a ruiva, que sentiu várias veias latejando em sua testa. Aquela víbora...
- Boa-ya, você não devia falar assim de Nami-ya. – Traffy já estava se irritando – Ela é mais bela que você.
- O que disse?
- Além de mais inteligente e mais forte. Você é só uma casca vazia, Nami-ya não merece que tal atrocidade seja cometida, afinal, ninguém merece ser comparada com você. – Tirou a mulher de seu caminho e lançou um olhar caloroso para a jovem em questão – Se me dá licença, vou para casa.
- VOCÊ É A CULPADA DE TUDO! – Law nem teve tempo de reagir e Hancock já avançara em Nami e lhe esbofeteara com o braço que ainda estava bom, pois o outro estava cheio de curativos.
- Oh, você realmente não devia ter feito isso... – A ruiva disse sem nenhuma emoção na voz. Isso significava uma coisa, só uma coisa: A víbora estava frita, com molho especial, e também com direito a vinho tinto e batatinha palha de acompanhamento.
- PEGA ELA, NAMI! – Bonney, de um modo bem escandaloso, berrou para todos ouvirem – A VÍBORA VAI É PARA O INFERNO!
- O que você vai fazer, sua oferecida? Puxar meu cabelo? – Boa indagou carregando na ironia.
- Não. – Nami respondeu – Vou te socar até morte. – Dito e feito, a ruiva avançou para a morena e lhe deu um belo e doloroso soco no rosto, fazendo a outra cair no chão e um filete de sangue sair pela sua boca.
Hancock se levantou e revidou, atirando-se para cima da outra garota e fazendo as duas caírem. Porém, a víbora apenas dava tapas e puxões de cabelo em Nami, enquanto essa a socava com toda a força o possível. Oh, aquilo ia ser feio.
- Gente, parem com isso! – Conis pediu – Não podem sentar e conversar?
- CONVERSAR UMA OVA! – Bonney berrou novamente – VAI, NAMI! DÁ UM DE DIREITA! PUXA A PERUCA DA COBRA! CHUTA, CHUTA, CHUTA! FAÇA-A SANGRAR!
- BONNEY-SAN, ELA VAI ACABAR MATANDO BOA-SAN! – Vivi exclamou exasperada.
- QUE MATE! VAI LÁ, LARANJA! – A rosada continuou torcendo.
Trafalgar estava paralisado com a cena. Sabia que a ruivinha era violenta, mas não imaginava que era tanto. Achou melhor separá-las, ou Hancock ia mesmo morrer, e ele não queria que a menina de cabelo laranja arranjasse mais problemas por causa da víbora. Ele se aproximou, junto com Luffy, e segurou Nami, que estava agachada sobre o corpo de Boa e dando porradas (Eu poderia colocar "pancadas", mas ia ficar muito chique. [risos]) consecutivas, enquanto a morena, praticamente nocauteada, foi segurada por Monkey. Enfim, elas foram separadas.
- Nami-ya, você pode acabar matando alguém. – Traffy murmurou no ouvido de sua amiga (Admitam: Vocês acharam que eu ia colocar "sua amada". HA! PEGADINHA DA KURARA! [risos]), segurando-a pela cintura e tentando acalmá-la.
- E é isso mesmo que eu quero fazer! – Ela devolveu com raiva – Sempre mentindo, mesmo quando quase morreu com um tiro.
- EU QUE ESTOU MENTINDO? – Boa gritou, ainda sendo segurada pelos braços por Luffy – VOCÊ NOS TRAIU E NOS DEIXOU!
- ONDE FOI QUE EU TRAÍ VOCÊS? – Nami gritou de volta – EU PRECISEI FAZER AQUILO!
- UMA OVA! VOCÊ É APENAS UMA LADRA MEDÍOCRE! ABANDONOU A MIM, A NOJIKO, A BELLEMERE-SAN E A TODAS AS OUTRAS! – A ruiva congelou, em choque, arregalou os olhos e algumas lágrimas desceram pelas suas faces.
- E... EU FUI OBRIGADA, VÍBORA! VOCÊ SABE MELHOR DO QUE NINGUÉM! – A jovem que estava nos braços de Law voltou sua atenção à Monkey – Luffy... Leve-a para casa, sim? Kuro cuidará do resto.
- Mas... – Ele ia perguntar o porquê, porém foi cortado.
- Apenas faça, por mim.
- NÃO PRECISO DE SUA PENA, GATA LADRA! – Hancock berrou, esperneou e tentou se soltar.
- Vamos, Hammock, eu te levo até sua casa. – Luffy disse e começou a guia-la para a casa da morena.
- Law... Tire-me daqui. – Nami murmurou sem forças.
- Seu desejo é uma ordem, Nami-ya. – Traffy murmurou em resposta, pegou a mão dela e começou a correr numa direção que ela desconhecia. Todos na escola estavam boquiabertos.
- MALDITO TRAFALGAR! – Jewelry exclamou de repente, quebrando o silêncio – EU QUERIA VER A VÍBORA APANHAR!
O0o0o0o Algum tempo depois, numa sorveteria qualquer o0o0o0O
- Sente-se melhor? – Law perguntou para a jovem sentada ao seu lado, tomando um sorvete bem grande.
- Muito. Obrigada. – Nami sorriu para ele como uma criança travessa.
- Nami-ya, sei que não deve querer falar disso, e não quero te forçar a nada, mas você e Boa-ya são amigas ou não?
- Éramos irmãs, crescemos no mesmo orfanato. Vivíamos brigando e um dia eu tive que partir, porém não sou boa com despedidas, então não contei para as pessoas à minha volta. Afinal, eu estava crente de que voltaria dentro de um ano ou dois, mas estava muito enganada. – A ruiva disse com tom monótono, no entanto não ficou muito tempo assim, pois Trafalgar segurou seu queixo e virou seu rosto para si – Law?
- Nami-ya, você parece uma criança tomando sorvete. – Ele comentou divertido, passando o polegar no canto da boca dela para retirar o resto de doce que ali ficara e provando, se divertindo internamente pela vermelhidão das bochechas delicadas.
- I... Idiota... – Ela murmurou e focou os olhos em qualquer lugar, menos nas íris cinza dele.
- Eu também te adoro, Nami-ya. – Ele ergueu uma sobrancelha e sorriu de modo cínico – Já que quem está pagando o sorvete... – Soltou a face dela, pegou a pequena colher e provou o sorvete – Bom.
- Eu te devo muita coisa, Law.
- Considere aceita qualquer forma de pagamento que não me cause dor, constrangimento ou outro tipo de mal que só uma mente maligna como a sua pode pensar.
- Ei! Eu não sou assim tão má!
- Prove. – Nami calou-se, estava pensando, porém após alguns segundos voltou a falar.
- Qualquer forma de pagamento? – Ele confirmou com um pouco de receio, daquela ruiva podia se esperar tudo e mais um pouco — Então o que sugere? Quer que eu comece te pagando um sorvete?
- Não, seria muito fácil. Mas... – Law pegou outra colher de sorvete e colocou a pequenina porção na boca dela, para logo depois retirar o objeto e colocar seus lábios no lugar. Novamente, eles se beijaram de modo quente e, por que não dizer, apaixonado. Infelizmente, o ar acabou e eles tiveram que se separar.
- Eu disse que só vou parar quando você olhar em meus olhos e disser que não quer mais. – Law declarou antes que ela pudesse dizer alguma coisa.
- Eu não pedi para parar. – Nami comentou e se encostou a ele, fazendo sua cabeça repousar em seu ombro – Você está me ajudando demais. Realmente, Law, nunca pensou em ser psicólogo ou algo do tipo?
- Não e não importa quanto dinheiro eu ganhe. Nami-ya, acho que é justo eu te contar algo do meu traumatizante passado.
- Continue, Law-ya.
- Eu também cresci em um orfanato e junto com o Eustass.
- Isso é o que eu chamo de traumatizante. – Riram e conversaram banalidades por algum tempo, como um verdadeiro casal de namorados.
O0o0o0o Vamos ver o idiota borrachudo! o0o0o0O
- Eu não estou entendendo mais nada. – Luffy disse para o nada. Estava fazendo o caminho de volta para sua casa depois de deixar Hancock sobre os cuidados de Kuro – Nami gosta do Traffy? Hammock e Nami tem um passado juntas? – Alguns minutos de silêncio – Minha cabeça dói e estou com fome... Será que Makino vai fazer... – Não pôde terminar a fala, pois alguém esbarrou nele.
- Ai, desculpa, você está bem? – A menina, que tinha cabelo esverdeado e olhos verdes e usava uma camiseta rosa e amarela e um short jeans, pediu falando bem rápido – Eu não queria, sinto muito!
- Não, tudo bem. – Monkey olhou bem para ela, até que era uma garota bonita – Nunca te vi por aqui.
- Ah, eu acabei de chegar de viagem, mas me perdi as minhas amigas. Desculpe esbarrar em você.
- Não foi nada. Eu sou Monkey D. Luffy, o homem que se tornará dono da Games&Games!
- O REI DOS GAMES? SUUUUUGEEE! – Ela exclamou com admiração.
- Isso! E você, quem é?
- Eu? Eu sou...
- Finalmente te achei, Caimey. – Uma moça de cabelo negro disse surgindo do nada.
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