Don't Cry, I'm Here
12 Capítulo 12 - Extra
Notas iniciais
Don't cry, I'm here. (Extra: O Trabalho de Ace)
Vivi não conseguia acreditar em seus olhos. Desde pequena, sempre sonhara em encontrar seus amigos no circo, mas infelizmente nunca os tivera quando criança. Agora ela estava lá, com Kaya, Conis, Usopp e Sanji, conversando rindo e esperando o espetáculo de certo moreno cheio de sardas.
- REEESPEITÁVEL PÚBLICO! – Um velho vestido de pirata e com um grande bigode, conhecido ali como Barba Branca, exclamou com seu vozeirão – Trago aqui e agora, um de nossos melhores palhaços! Entre, entre, Flamejante. – Um palhaço de cabelo negro entrou, vestindo apenas uma calça amarela com suspensórios e um sapato azul enorme que fazia barulho, e observou a plateia, seu olhar parando por alguns longos segundos na menina de cabelos azuis na primeira fileira, que percebeu na hora quem era, apesar de toda a maquiagem.
- Ei, velhote! Como tá a grana? – Ace perguntou.
- O que quer dizer? – Barba Branca indagou de volta.
- Oras, de tanto condicionador que você usa no bigode, ache que já estávamos no fundo da foça. – E todos riram – Mas é verdade. Uma vez, eu estava precisando ir ao banheiro e não encontrei nenhum outro a não ser o dele. E, rapaz, lá havia prateleiras e prateleiras de produtos de cabelo. E tudo da melhor marca. – Muito riram – Não, sério, quando eu finalmente me aliviei, resolvi dar a volta no trailer só para ver se era maios por dentro e menor por fora. Nunca se sabe, não é?
- Ha, há, muito engraçado, Flamejante. – O senhor disse com ironia – Faça o seu trabalho.
- Você é quem manda, chefinho. – Portugas lançou um sorriso travesso para o "chefe" – Ah, desculpa, eu estava falando com o velhote, não com você, Super Bigode-san.
- Vá para o inferno. – Saiu do palco.
- Nossa, quanto amor! – O palhaço exclamou – Depois o louco sou eu. – Revirou os olhos como se estivesse indignado – Só eu acho que o bigode algum dia vai ter vida própria? – Nova onda de risadas – Acho que já tem, até.
- Portugas-san é incrível! – Vivi exclamou com os olhos brilhando de entusiasmo.
- Eu não falei? – Kaya questionou.
- Então, vamos ver... O que eu vou falar para esse bando de sem noção? Não que eu possa fala algo, né? – Mais risadas – Ah, sim, vocês sabem quando encontram alguém que nunca viram, porém acham que sim? Tipo, vocês nunca viram essa pessoa, nunca mesmo, mas mesmo assim tem aquela vontade de chegar e perguntar "Eu te conheço?". Ele já teve isso. – Apontou para um loiro de óculos que estava ali.
- Não, nunca.
- Seus olhos dizem o contrário. Enfim, sabe essa curiosidade que dá? – Pausa dramática – Nunca tive isso. Não sei por quê. Acho que minha preguiça é tanto que preciso começar a acordar na sexta à noite para chegar à escola no horário na segunda. Isso, é claro, se meu avô não resolver me acordar. Sabe por quê? – Perguntou para uma menininha de seis anos e se aproximou, fazendo caretas engraçadas de desgosto por causa no sapato barulhento.
- Por que, tio? – A menininha disse com sua voz fininha de criança.
- Porque ele me deixa mais inconsciente do que quando eu estou dormindo. Afinal, que acorda o neto com dois socos na cara? Enfim, quando minha mãe chega com aquele jeitinho adocicado de propósito e diz "O Vovô está vindo.", eu já estou longe. Pernas para que as quero. Corro tanto, que uma vez acabei atropelando uma "princesinha fofa". – As crianças sorriram e Nefertari corou. Ela era a tal "princesinha fofa" que fora atropelada por ele e salva por Nami.
E assim se seguiu o espetáculo. Ace brincava, fazia piadas, divertia a todos e, disso ninguém duvidava, também se divertia. Ele sorria como uma criança pequena cujos sonhos mais loucos são apenas o começo de uma gostosa brincadeira chamada vida. E Vivi soube, naquele momento, que voltaria àquele circo mais vezes, apenas para vê-lo sorrir e fazer os outros sonharem. O espetáculo foi assim até o final, coroado por gargalhadas dadas com gosto e vindas de todos os cantos, até mesmo doa bastidores. Porém a que Portugas mais queria ouvir em seus shows finalmente estava lá. Nunca diria a ninguém, mas fizera questão de ver a moça de cabelos azuis sorrir pelas suas palhaçadas. Oh, ele amava a risada dela.
- Obrigado a todos vocês! – Fez uma mesura – Principalmente pela princesinha, finalmente posso ouvir sua risada. – Sorriu de um jeito travesso.
- E quem é sua princesinha? – Sanji exclamou.
- Ela não é minha, porém se quiser ser, estou aqui! – Todos mais uma vez riram, achando que fora uma piada, entretanto a jovem da primeira fileira entendeu e corou muito – E só contarei quem é quando ela realmente quiser aparecer. Até, pessoal! – Saiu do palco.
O0o0o0o No camarim de Ace o0o0o0O
- Quer ajuda, Portugas-san? – Vivi indagou para Ace, apontando para toda a maquiagem no rosto dele.
- Ah, obrigado, eu não levo muito jeito com maquiagens. – Ace se surpreendera quando abriu a porta do quarto, achando que quem batia era mais uma fã louca, e se deparou com Nefertari – Por favor. – Mostrou-lhe uma caixa com papéis, do lado, alguns panos e uma bacia com água.
- Portugas-san, você foi incrível. – Ela comentou, começando a trabalhar. Nefertari preferia muito mais aquele rosto cheio de sardas – Por que não continua no circo?
- Não sei... Eu gosto de fazer as pessoas felizes. – E começou a contar sobre sua infância, a primeira vez em que entrara num circo e todo o resto. E assim os dois passaram a conversar.
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