Dont Cry
17 Revelando o Segredo (Parte I)
Notas iniciais
O sol passava pela janela, uma leve brisa entrou pelo quarto e comecei e acordar lentamente. Procurei por minha mãe, que não estava mais lá. Me levantei, e coloquei minhas sandálias. Desci ate o andar debaixo e a encontrei trabalhando no escritório.
- Trabalhando a essa hora, mãe? – perguntei e ela levantou a cabeça
- Estava revendo umas coisas, assinando uns papeis – ela disse, e se levantou arrumando os papeis sobre a mesa – Vamos tomar café da manhã?
- Claro – falei animada. Estava morta de fome.
Fomos para a cozinha. Enquanto ela fazia panquecas, eu preparava um suco de laranja. Terminamos e ela me deu um prato repleto de panquecas. Peguei mel e cauda de chocolate, para colocar em cima. Depois que terminamos de comer, lavamos tudo. Ouvi meu celular chamar e corri imediatamente para atender.
- Alô – falei assim que atendi
- Lilly, acabei de chegar em Nova York – ele falou bastante animado – Estou no hotel, que fica na frente do Central Park. Você vai vir?
- Claro eu vou. Só que vou demorar. Antes tenho que resolver umas coisas – falei
- OK. Então te vejo mais tarde – ele disse – Eu te Amo
- Eu amo mais – falei. Ele desligou do outro lado
Minha mãe me encarava, com um sorriso maroto no rosto.
- Então filha, esta pronta? – ela perguntou e ela afirmou com a cabeça. Então suba e se arrume, vamos sair daqui a pouco
Confirmei com a cabeça e subi correndo. Entrei no banheiro, tomei um banho rápido. Arrumei meus cabelos em dois coques e coloquei uma tiara de caveiras. Escolhi uma roupa na mala e vesti. Desci e minha já me esperava. Ela estava com um vestido social azul claro, um casaco branco e usava uma sandália de salto. {Roupa da Lilly: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=31352884}
Saímos de casa e fomos para a garagem. Entramos no carro e ela deu a partida. Nova York como sempre estava linda. Era primavera e a cidade estava mais bela que nunca. As arvores brincavam em harmonia, bastante floridas. O céu estava azul e lindo, o sol brilhava intensamente. Paramos em uma floricultura e compramos duas rosas vermelhas.
Entramos no carro e fomos em direção do cemitério. Descemos juntas do carro e demos as mãos. Caminhamos por no mínimo 5 minutos ate acharmos a lapide dele. Depositamos as flores sobre ela. Minha mãe sussurrava palavras baixas, talvez dizendo que ainda o amava ou que o amaria por toda a eternidade. Algumas lagrimas caíram dos olhos dela, que rapidamente as enxugou com a manga do casaco.
- Filha eu tenho que ir agora. Se quiser posso te deixar no hotel – ela disse
- Não mãe, pode ir. Eu pego um taxi, afinal o Central Park nem fica tão longe daqui – falei e ela sorriu fraco
- OK. Te vejo mais tarde. Cuidado – disse ela, me dando um beijo na testa
Ela foi embora, me deixado só. Me sentei na grama, ao lado da lapide dele.
- E ai pai – falei para o nada – Como você esta? Queria tanto que você estivesse aqui. A mamãe esta um pouco triste, ela sente saudades suas. E eu também, mais eu conheci alguém especial, pai. É o Justin, você deveria conhecer ele, é tão fofo e tão carinhoso comigo e me ama de verdade. Ele disse que vai me proteger, ele vai me da atenção e todo o amor. Você deveria estar aqui, para conhecer e aprová-lo – falei para ele, e uma leve brisa passou por mim – Jura? Sabia que gostaria dele. Agora tenho que resolver uma coisa. Obrigada por tudo. Obrigado por ter mandado o Justin pra mim. Eu te amo
Me despedi do meu pai, que eu sabia que estava lá em algum lugar me vendo ser feliz. Caminhei ate a entrada do cemitério, e peguei um taxi ate o hotel onde Justin estava. Sai do taxi e entrei no hotel. Perguntei em que andar ele estava, e o porteiro me mandou subir ate o 13º andar e ir ao quarto 1300. Fiz o que ele disse e parei em frente da porta e bati duas vezes
- Quem é? – perguntou do outro lado
— Sua namorada, Lilly – falei rindo
Ele abriu a porta, com um sorriso enorme no rosto. Ele me puxou pela cintura e colou nossos lábios. O beijo era urgente, que logo se transformou em um calmo. Nos separamos em busca de ar ele me deu um de seus sorrisos perfeitos.
- Entra – falou ele, me puxando delicadamente para dentro, enquanto fechava a porta
- Justin, queria falar em um assunto serio com você – falei
Ele me levou ate a cama e eu sentei no colo dele – Pode falar
- Bom... eu decidi em ir com você nesse programa de TV – falei
- Serio? Você vai mesmo? – ele perguntou e eu afirmei com a cabeça – Lilly, eu te amo muito
Ele me atacou com beijinhos pelo um pescoço, onde pude sentir sua respiração ofegante. Ele deu alguns beijos no meu pescoço, subindo ate chegar no meu ouvido e sussurrou “Você é meu mundo”. Minha respiração falhou ao ouvir ele falar aquilo. Sua boca encontrou a minha, em um beijo quente e apressado. Ele me puxou para a cama, me fazendo deitar nela. Ele ficou sobre mim, me beijando, enquanto suas mãos subiam e desciam entre a minha coxa e a minha cintura. Paramos em busca de ar.
Dessa vez eu virei e fiquei em cima dele. Voltamos a nos beijar. Minha mão subia e descia pelo tórax dele e a outra nos cabelos dele, aprofundando nosso beijo. Pude sentir as mãos dele me puxando pela cintura, para mais perto. As mãos dele saíram da minha cintura, indo para o meu casaco e entrando na minha blusa. Instantaneamente ele parou de me beijar. Levantei minha cabeça, encarando-o um pouco confusa.
- Me... Me desculpa – olhou-me ele, pedindo desculpas
- Sem problemas Just – falei e ele riu – Talvez não estejamos preparados, não agora
- Okay – ele falou — Então você quer ir ao shopping? Só não vamos passar o dia todo aqui
- Então vamos – falei animada – Mas você não vai ser atacado pó um milhão das suas fãs se sair? Cadê o Kenny?
- Acho que não precisamos do Kenny. Vamos usar óculos escuros e eu uso uma touca pra cobrir meu cabelo. Assim eu fico irreconhecível. Podemos escapar um pouco dessa rotina – ele falou
- Ok. Mas só se depois formos ao Central Park – falei e ele riu, me dando um selinho
Ele se levantou e pegou dois óculos e uma touca dentro da mala dele. Ele colocou os dois e me deu um dos óculos. Fui para frente do espelho para ver como estava e ele apareceu atrás de mim.
- Estamos parecendo dois espiões – falei e ele riu
- Vamos – ele falou, me dando a mão
Descemos e entramos o carro dele. Ele deu a partida no carro e saímos pelas ruas de Nova York. Minutos depois chegamos ao shopping. Andamos vendo as vitrinas, de mãos dadas. Ate agora não tínhamos sido pegos. Paramos e compramos dois sorvetes. Justin parou em uma loja, me obrigando a comprar alguma coisa. Primeiro foi em uma joalheria antiga, onde ele encontrou um medalhão bastante antigo, que estava escrito a frase “vous serez toujours mine”. No final eu cedi e ele comprou. Por ultimo entrei em uma loja de sapatos e bolsas, e resolvi entrar.
- Acho que vou ver alguma bota – falei procurando pela loja
- Bom, acho que podemos tirar os óculos, afinal só tem duas pessoas na loja – ele falou, tirando o dele e eu tirei os meus
Duas garotas que estavam na loja começaram a cochichar. As duas me lançavam olhares ameaçadores, e eu fiquei um pouco constrangida. Depois de alguns minutos achei uma bota militar perfeita. Decidi comprá-la e Justin fez questão de pagar novamente e eu tive que aceitar, totalmente derrotada. Assim que íamos saindo da loja, as duas garotas se pronunciaram.
- Justin – elas duas falaram juntas
- Ola – ele falou, sendo simpático
- Então Justin, somos muito fãs de você – disseram as duas
- Legal – ele disse rindo
- Bom, queríamos saber o nome dela – falou um delas, com um tom de sacarmos
- Lilly, Lilly Amber – ele falou, me olhando
- Nome perfeito. Bom, Lilly queríamos te dar algo – falou as duas
Uma delas deu um passo para frente, e eu pude ver o ódio nos olhos dela. Seu braço foi para trás e voltou, acertando em cheio a minha boca. O impacto foi grande, que eu acabei caindo no chão. Justin avançou sobre a garota, que ficou assustada.
- Não Justin – falei fraco e ele se virou, me encarando – Não vai valer à pena, por favor
Ele esqueceu as garotas, e se ajoelhou ao meu lado. Ele colocou a mão na minha boca, analisando. Minha boa doía e sangrava um pouco. Ele me ajudou a se levantar, me sentando em uma cadeira.
- Meu Desculpe senhor – falou uma das vendedoras, bastante aflita – Mil desculpas. Isso não deveria ter acontecido, mil perdões
- Sem problemas – Justin falou, sorrindo – Só queria pedir, que se vocês pudessem, arrumassem uma bolsa de gelo
- Claro – falou a mulher – Vou pegar
Ela desapareceu, nós deixando a sós
- Ta muito feio? – perguntei triste
- Não muito. Ta sangrando um pouco, então acho melhor você tampar o nariz – ele disse e eu obedeci – Esta doendo muito amor?
- Um pouco. Espero que passe – falei
A vendedora voltou, trazendo a bolsa de gelo e entregou ao Justin. Ele colocou sobre o meu machucado, fazendo-o arder. Minutos depois saímos da loja. Alguns paparazzi estavam lá fora, e Justin me ajudou a cobrir o ferimento. Entramos no carro dele, e voltamos a andar pelas ruas de Nova York.
- Então, você quer que eu te deixe em casa? – ele perguntou
- Não, claro que não – falei – Não vamos destruir essa tarde só por causa desse machucado de nada
- Okay – ele falou, sorrindo de lado – Vamos para o Central Park?
- Claro – disse mais animada – Faz tanto tempo que eu não vou lá
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