Dont Cry
9 Noiticias Inesperadas
Notas iniciais
Só o que me lembrava da noite passada é que havia dormido enquanto Justin cantava para mim. Era tão bom como uma cantiga de ninar e me lembrava às varias vezes que papai cantava para mim, quando eu tinha pesadelos. Acabei tendo um sonho
Eu estava em um lugar conhecido, era a minha antiga casa em Nova York. Meu quarto roxo e verde estava intocável, do mesmo que eu havia deixado quando parti. Vi uma versão minha de apenas 10 anos, vestida com um delicado vestido preto, com luvas e um chapéu, também da mesma cor. Ela aparentava um ar triste e seus olhos estavam do mesmo modo. Ela desceu as escadas e se encontrou com a mãe. Seguiram ate o cemitério, qual esse eu reconhecia muito bem. Varias pessoas estavam junto ao tumulo enquanto esperavam o padre terminar de falar. Assim que ele terminou, a mãe e a filha deram a ultima olhada e jogaram duas rosas vermelhas. A menina queria ficar, mais a mãe a puxou para longe aos berros. Aquilo era duro e eu não suportava mais ver aquilo novamente. Tentei sair daquele pesadelo, mais nada adiantava, então tentei gritar para sair de tudo aquilo.
Escutei alguém me chamando e me balançando de leve. Então percebi que não estava mais no sonho
- Lilly, Lilly – falava Justin, me sacudindo leve, tentando me acordar
Me levantei subitamente e o abracei. Ele afagava meu cabelo, tentando me manter calma.
- Eu estou bem – repeti assim que ele me olhou preocupado
- Foi um pesadelo? – perguntou ele e eu afirmei – Você quer contar sobre isso?
Afirmei com a cabeça e falei – Eu me lembrei do enterro do meu pai e me vi com 10 anos e eu não queria me lembrar disso. Foi uma das piores fases da minha vida. Ainda é difícil falar nisso.
- Eu entendo – disse ele – Mas vai ficar tudo bem, minha litte star
- Little Star? – perguntei para ele, que riu
- Isso. Você é minha pequena estrela – falou ele me dando um beijo no nariz, que me fez rir – Você iluminou a minha vida, você era a ultima estrela que faltava
- Ok – falei rindo mais uma vez – Então se eu sou a sua Little Star, você é meu Little Prince, ou meu pequeno príncipe. Você é carinhoso, amorosa, me compreende e também é o melhor namorado do mundo.
- Obrigada pelos elogios – falou ele rindo
- Então vou preparar o café da manhã – falei me levantando – O que você vai querer?
- O que você quiser – disse ele
Parti rumo a cozinha. Abri a geladeira e peguei as torradas, o presunto e o queijo. Peguei o suco e os ingredientes para preparar uma panqueca. Coloquei todos ele no liquidificador e bati. Peguei uma frigideira e despejei de pouco a pouco, ate terminar todas.
Ele apareceu na sala e pegou um copo de suco. Peguei uma faca para cortar uma fatia de pão, mas acabei cortando meu dedo. Senti todo o ao redor girar e tentei me segurar na bancada. Senti os braços quentes dele me segurarem e me conduzirem ao sofá.
- Terceira gaveta a direta tem um kit de primeiros socorros – falei e ele desapareceu na minha frente. Voltou logo depois com a caixa laranja em mãos. Ele pegou um spray para cortes e passou sobre o corte. Pegou uma gase e colocou por cima – Obrigada
- Você é sensível a sangue, é? – perguntou ele
- Sou – disse sorrindo fraco – Tenho isso desde os cinco anos, quando eu cai no chão andando de bicicleta e detonei com meu joelho. Bom eu vou tomar banho
Levantei-me e rumei ate o banheiro. Entrei no banheiro e liguei o chuveiro. Deixei a água quente cair, enquanto eu pensava na vida. Eu estava apaixonada pelo garoto mais incrível e ele também estava por mim. Mesmo minha mãe estando longe e não sendo presente, eu ainda a amava. Mesmo meu pai ter morrido, eu ainda o amava. E mesmo eu ter sido separada da minha única e melhor amiga, eu ainda a amava. Essa era um dos meus pontos fortes: amar mesmo que não estejam presente.
Sai do banheiro e vesti uma roupa. Voltei para sala e me sentei ao lado dele, que procurava um canal de TV para assistir.
- A E! Não acredito que assiste isso – disse zombando dele
- Às vezes – disse ele – Às vezes gosto de me ver na TV
Rimos juntos, ate a apresentadora falar uma coisa que interessou e me deixou com medo.
- É Beliebers, parece que o coração do pequeno Justin Bieber foi conquistado – disse a mulher da TV – Temos fotos exclusivas de um jantar dele com uma garota – apareceu algumas fotos de ontem, e eu estava de mãos dadas com ele – E confirmamos que é a mesma garota que subiu ao palco e cantou com a cantora Taylor Swift e que o Justin cantou uma musica só para ela – apareceram mais duas fotos minhas no show de sábado
- Sabe eu tenho medo – disse ele olhando para o chão
- Medo de que, meu amor? – disse ele me abraçando e puxando meu rosto, para que eu olhasse para ele
- Eu tenho medo...das reações das pessoas – falei fechado os olhos – Das reações principalmente das suas fãs
- Eii, shh – disse ele me abraçando forte – Não vai acontecer nada, ok. Nada porque eu vou estar aqui para te proteger
- Mas e quando você estiver longe? – perguntei para ele
- Quero que fique com isso – disse ele me integrando o colar dele – Ai quando você sentir minha falta olhe para ele e se lembre de mim
- Obrigada – falei para ele – Você é um anjo, o meu anjo
- E você também é a minha – disse ele me beijando. Depois de alguns segundos nos separamos, buscando ar – Odeio ter que dizer isso, mais eu tenho que ir
- Mais já? – perguntei e ele afirmou tristemente
- Eu te Amo – disse ele me beijando novamente – Mas agora eu tenho que ir mesmo, Lilly
O deixei na porta e ele desapareceu no elevador. Fechei a porta e entrei. Dei um sorriso para mim mesmo, não acreditando em tudo o que havia acontecei. Mas eu deveria acreditar, porque isso é o amor.
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