Dont Call Me
1 O fatídico dia...
Notas iniciais
20 de Agosto. 18 horas. Hospital de Westville.- Allie Stevens
Eu corria sem rumo, não escutava nada a minha volta, nao me importava com nada. Minha atenção estava apenas em chegar ao quarto 307 o mais rapido possivel. Meu coração estava acelerado, sentia pesadas gotas de lagrima se formando em meus olhos. Enfim cheguei ao meu destino. O som agudo dos aparelhos me ensurdeceram, já sabia o que eles queriam me alertar, minhas pernas ficaram fracas, e em um ato súbito cai, as lágrimas que antes permaneciam em meus olhos, agora escorriam por minha face, minha visão estava turva, e a angustia e ódio que havia se formado dentro de mim, saíram como um urro de dor. Um urro destinado à vingança.
Rua William Morgan, 37. 18horas. Westville- Srª. Elizabeth Laurence.
Era um dia normal. Estava nublado, e apenas uma pequena fresta do sol apareceu entre as carregadas nuvens. Me aconcheguei no banco a fim de tentar sentir, o minimo que seja, o calor do mesmo. Fechei os olhos e respirei fundo, senti o ar fresco entrar em meus pulmões, estava em transe. Meus ouvidos apuraram rapidamente ao ouvir o som do telefone, estiquei o meu braço, com certa dificuldade, e peguei o gancho do telefone.
–Pronto. -disse um tanto seca.
–Senhora Elizabeth Laurence Stevens?
–Sim, quem gostaria?
–Aqui é do hospital Wastville, a senhora é mãe da Elena Stevens?
–Sim, algum problema?
–Precisamos que compareça ao hospital.
–Certo, estou a caminho.
Sai de casa apressada, estava preocupada. Elena nunca foi minha filha "preferida", ela sempre foi a mais desregrada, sempre tivemos desavenças, ela nunca concordou comigo, sempre indo contra os meus conceitos de certo e errado. Me culpava até hoje por esse comportamento rebelde, mesmo tendo 35 anos, ela se comporta como uma menina do ginásio. Estava dirigindo no modo automático do meu cérebro, do meu corpo. Estava tão imersa em meus pensamentos que mal percebi que já estava no hospital. Estava nervosa, não só por minha filha poder estar com alguma doença, ou estado grave, mas também por que, hospitais sempre me deixaram nervosa. Os sons dos aparelhos, os cheiros, desde pessoas felizes, até algumas chorando por alguma perda, ou descobrimento de uma doença. Chegando a recepção, me identifiquei e fui em direção ao quarto 307.
...
Notas finais
Beijos.
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