Don't Be Afraid
1 Two Spoons
Notas iniciais
❤ xoxo,
Sand
- É sério? Eva Zambrano se divertindo? Deixe-me adivinhar? Metade do hospital está no seu pé?
- Pois é... – Eva sorriu.
- Eva? – Chris se aproximou.
- Ei. – Respondeu.
- Você veio! – Ele a abraçou. – Que bom não aguentaria nem mais um minuto desse tédio sem você por aqui...
- Mentiroso você! – Ele ainda estava com ela nos braços, nenhum pareceu se importar. Até ela notar alguns olhares... – Chris, pode me soltar agora.
- Tem razão. – Ele a soltou e sorriu sem jeito. – Acho que vou buscar uma bebida.
- Tudo bem.
Dia de folga era uma coisa muito rara para eles, mas alguns novatos estavam assumindo por um tempo e eles podiam se divertir. Então surgiu esse convite para o casamento de uma amiga deles. Chris começou a se aproximar de Eva com um copo de bebida. Ele finalmente tomou coragem para fazer o que queria a muito tempo. Quando estava chegando perto uma explosão vinda da cozinha atingiu ele com tudo.
-Chris! – Eva gritou correndo em sua direção. Tinha sangue no terno cinza dele e o nariz também sangrava. Não olhou onde pisava ou onde se abaixava apenas se jogou de joelhos no chão ao lado dele. – Chris! – Ele gemeu de dor não conseguindo falar. Ela deslizou a mão pelo maxilar dele notando que o mesmo estava deslocado, ele fez um sinal de que não respirava e ela se desesperou. Precisava pensar em algo rápido. Levantou-se correndo até a mesa que estava perto da piscina, pegou duas colheres e dois guardanapos, embrulhou as colheres nele e se abaixou novamente encaixando as colheres por debaixo do maxilar deslocado de Chris. – Chris, preciso que seja forte vou tentar fazer seu maxilar voltar para o lugar, isso irá facilitar para que você respire melhor. – Ele assentiu ainda calado. Com os olhos fechados ela respirou fundo e com muito medo de machucá-lo ela empurrou com força fazendo o maxilar voltar para o lugar. Ele voltou a respirar ofegante.
- Obrigado! Salvou minha vida... – Ela sorriu.
- Alguma dor? – Perguntou ainda com as mãos pousadas em seu peito.
- Duas colheres Eva? Você é uma rainha! – Ela sorriu novamente sem graça observando ele. – Nenhuma dor... Só acho que bati com muita força o maxilar na mesa. – Ele olhou a mesa que estava caído perto.
- Precisamos olhar se tem mais pessoas feridas. Rápido! – Ela se levantou e depois o ajudou a levantar. Alexandra corria desesperada. – Hey! Alex! – Ela olhou desorientada para eles. – Tem mais algum ferido?
- Não tinha nenhum garçom na cozinha, o cozinheiro havia saído para ver qual era o problema com a van e os convidados estavam longe da explosão, mas...
- Mas o quê? – Eva disse assustada.
- D.J estava indo para lá buscar um doce, ele insistiu em comer um antes da cerimônia. Não consigo encontrá-lo! – Daniel Junior era o irmão mais novo de Alex, mas o chamavam de D.J.
- Chris! – Eva gritou. – D.J estava indo para a cozinha na hora da explosão. Apenas ele corria risco.
- Alex! Rose está desesperada atrás de Daniel! Ela está indo até a cozinha, ela está descontrolada. – Eva correu com Chris logo atrás dela.
- Dan! Daniel filho! – Ouviram uma voz desesperada. – Daniel! D.J! – Ela gritava a beira da loucura.
- Rosalie? Precisa se controlar e esperar junto com os outros. O Doutor Deleo irá acompanhar a senhorita até a piscina.
- Por aqui senhorita. – Chris segurou-a pelo braço e a tirou de perto dos destroços da explosão.
- D.J?! – Eva gritou. Ouviu alguns gemidos de dor e correu até o local. Não era D.J que estava ali, era um homem.
- Socorro... – Foi o que conseguiu dizer. Eva se abaixou segurando-o e passando um dos braços dele por seus ombros. Carregou-o para longe de lá até onde todos estavam.
- Ajuda! Alguém!
- James? – Uma moça correu. – O que houve com meu irmão?
- Parece que o menino não era o único a ir para cozinha.
- Tio J! – Ele foi até o rapaz. – Trouxe meu doce?
- Então D.J pediu a James que pegasse o doce para ele? – Rosalie perguntou aliviada. – Oh querido quase me matou de susto! – Abraçou D.J.
- O que houve com o tio James?
- Ele sofreu um acidente. – Eva respondeu. – Mas vai ficar tudo bem. – Olhou esperançosa para Chris.
- Já chamei a equipe. Vão levá-lo para o trauma... Veja pela lado bom, ainda teremos o resto do dia de folga se terminarmos logo. – Eva sorriu colocando o cabelo atrás da orelha, pela movimentação que fizera e pela proximidade do corpo do rapaz seu vestido branco já estava todo sujo de sangue.
- Tirem tudo de cima da mesa. – Eva ordenou e logo todos já estavam tirando as coisas de cima da mesa. – Na minha contagem. 1, 2, 3... – Chris e outros homens erguerem James e o colocaram na mesa. – Tem um quite de primeiros socorros aqui? – Perguntou para a multidão.
- Ah! Tem um na... Cozinha... – Alex disse triste.
- Vão até lá e vejam o que sobrou dele. – Não demorou muito para que Chris voltasse com a mala de primeiros socorros intacta. Aquelas coisas eram resistentes. – Pode me dar uma mãozinha? – Pediu a Chris que logo estendeu a tesoura para ela. Rapidamente ela cortou a camisa do homem e percebeu que o único problema com ele era o caco de vidro no seu abdômen.
- Vamos ter que remover...
- E precisa ser rápido! – Respondeu encarando-o. – Ok, vamos lá! – Colocou um par de luvas e começou a remoção que não demorou muito. – Tem alguma anestesia aí dentro? – Perguntou enquanto removia o resto dos cacos. – Preciso também de algo para limpara o ferimento. – Chris tratou da limpeza do local e ao redor.
- Pronto.
- Vou fechar.
- Eles devem estar a caminho.
- Montados em lesmas? Não vão chegar a tempo. Ele vai sangrar e sangrar.
- Pare o sangramento.
- Eu vou fechar! – Disse pegando a agulha. Não demorou mais que 15 minutos para o local estar fechado e higienizado. – Coloque um curativo por cima. – Eva tirou as luvas e as deixou sobre a mesa. Suspirou e seguiu para lavar as mãos. Logo Chris também estava lá para lavar as mãos também.
***
- Fez um ótimo trabalho Pêssego. – Disse quando a situação já estava mais tranquila. A irmã do rapaz não dava um minuto sequer de tranquilidade, ficava perguntando se estava tudo bem com ele.
- Obrigada. – Eva sorriu para Chris.
- Sabe, eu estava pensando se...
- Com licença. – James apareceu sem a camisa por que a mesma fora cortada para fazer o curativo. Foi então que Eva percebeu o quanto ele era atraente. Sorriu e tentou olhar para seu rosto.
- Teve um dia agitado. Conseguiu o doce para seu sobrinho? – Perguntou sorrindo.
- Acho que alguém deu um jeito e deu a ele alguma coisa. – Sorriu encarando as pernas saradas e bronzeadas de Eva. Chris percebeu isso e o fuzilou como se fosse matá-lo depois de tanto esforço para salvá-lo. – Minha nossa! Isso é meu sangue? – Perguntou notando as marcas no vestido dela.
- Creio que sim.
- Me desculpe.
- Tudo bem.
- Estava pensando se não gostaria de sair qualquer dia desses. Sabe, estou super afim de conhecer a médica Cubana extremamente linda e sexy que salvou minha vida com uma agulha e alguns esparadrapos. – Ela sorriu sem graça e quando estava prestes a aceitar Chris se levantou e saiu de perto dos dois.
- Acho que não vai dar... Eu trabalho bastante. Como viu nem no meu tão esperado dia de folga eu consigo ter um momento tranquilo. – Sorriu sem graça.
- Tudo bem... Eu entendi. – Olhou Chris como se ele fosse o único problema entre eles.
- Não tem nada haver com Chris.
- Não! Não precisa se justificar. Mas posso agradecê-la? – Perguntou quando ela se levantou e preparou para ir embora.
- Não se incomode. É só o meu trabalho.
- Eu insisto. – Ele se inclinou e beijou-a encarando diretamente onde Chris estava. Ela encarou-o perplexa e depois se virou para ir. Ele deu um sorriso para Chris que dizia: “Eu fiz eu uma tarde o que você quer fazer a muito tempo!” Eva se aproximou e nem reparou para onde ele olhava.
- Acha que pode me dar uma carona?
- Seu novo amigo não fará o serviço completo? – Perguntou sem pensar.
- O quê? Que besteira Chris! Eu disse não! – Se justificou vendo o rosto dele se iluminar. – Por que ficou tão chateado?
- Por que ele é um idiota que só te usaria uma noite!
- Pelo menos ele tem coragem! – Se virou.
- Eva! Eva espera! – Ele começou a segui-la e a segurou pelo braço. – Não quer a carona? – Ela reprimiu um grito de raiva e fechou os olhos.
- Idiota! – Se virou.
- Eva... Eva! – Como ela não parou ele fez uma coisa inesperada. Puxou-a para perto e a beijou. Todos estavam envolta da piscina e não perceberam nada.
- Você está bem? – Perguntou confusa.
- Sim. Nunca estive melhor. – Ele sorriu. – Agora, terminando aquela conversa. Que tal sexta depois do turno?
- Eu dirijo?
- Sim senhora. – Ela sorriu.
- Fechado.
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