Donos de min

15 Realmente um segredo


Parei na porta do quarto dos meus pais sempre temi e entrar ali sempre fiquei com medo do que havia naquele cubículo fechado a mais de anos, na verdade nem sei quanto tempo com exatidão coloquei a mão na maçaneta, a adrenalina quando senti cobre em meus dedos subindo por minhas veias chegando para meu cérebro me fazendo arfar de comoção um turbilhão de sentimentos floraram em min, tinha de ser forte e abrir logo a droga daquela porta infernal girei a maçaneta de nada adiantou tentei mais duas ou três vezes.

_Tá trancada droga!

Pensei alto, mas por quê? Estava trancada eu não tinha a chave e também não me lembrava de ter trancado não queria ir até Fabian e pedir para destrancar com certeza essa porta estava fechada com interesse desci as escadas me apressando antes que algum dos garotos chegasse peguei uma faca no faqueiro sem analisar qual voltei para as escadas quase caindo apoie a mão no chão me contorcendo para chegar no quarto novamente, enfiei a faca na fechadura quebrando, mais abrindo o cheiro de mofo me fez tossir entrei no quarto corri para abrir a janela com uma cortina gasta branca depois que o cheiro sumiu me virei para observar o quarto era consideravelmente espaçoso o guarda-roupa de madeira rústica a cama de casal da mesma madeira a colcha de renda guipir branca, um criado mudo combinando com o resto me sentei na cama reparando cada detalhe era um típico quarto de casal conto de fadas, quanto eles deviam ser feliz, abri guarda roupa vendo alguns ternos roupas formais vestidos simples e elegantes da minha mãe comecei a vasculhar procurando alguma coisa que me lembrasse deles alguma carta, foto, fita de vídeo qualquer coisa não havia nada no armário sai sem fechar as portas abri a primeira gaveta do criado mudo tinha um porta joias de porcelana branco com as iniciais C.D em uma perfeita caligrafia preto itálico alguns detalhes negro pensei sobre as iniciais por um momento me perguntei a min mesma qual era o nome da minha mãe que tipo de filha era eu que não sabia o nome dos pais deixei cair algumas lágrimas no porta joias o apertando contra o meu peito abri olhando todas as joias colares de perolas, ouro branco, pedras preciosas ela era uma mulher elegante primorosa que orgulho comecei a imaginar os rostos deles coloquei de volta no lugar havia outras coisas velas, sapatinhos de bebe coisas antigas na segunda gaveta tinha um caderno flocado preto em cima dele uma foto peguei a imagem era eu ainda criança acompanhada por uma criatura mais alta e esguia com os mesmos cabelos enormes e negros parecidas porém os olhos não eram nada iguais o olhar dilacerante tinha a cor do céu noturno tão escuro quanto os meus como sempre puxando para um tom avermelhado flashes percorreram minha memória Rosália na campina também tinha olhar negro.

“Doll _Gritou enfurecido entrando na minha frente.

_Doll ainda a chama assim sinceramente Fabian ela cresceu _ Gargalhou.

_Cala boca Rosália _ Sai de trás dele admirando a figura negra.

_Você é minha irmã? _Perguntei inocente.

_Não se lembra mesmo de min não é? Parece que aquela velha fez mesmo um bom serviço _ Ironizou.

_Do que está falan...

_De nada _ Interrompeu _Sai daqui antes que te mate.

_Duvido você ainda me ama _ Gozou.

_Sinto muito sua irmãzinha tem melhor atributos do que você _ Ele me puxou para de baixo do braço me abraçando ficaria com vergonha mais estava pensando em outras coisas se não essa.

_Que seja _ Deu de ombros _ Mais vai ter de contar uma hora ou outra.

_Vai embora Rosália _Ordenou o alfa.

_Querida venha cá para me te contar como nossos pais morreram e o porquê desses lindos olhos carmins _ Isso chamou minha atenção e são essas palavra que guardei, ele se transformou em lobo chegando a poucos centímetros dela mostrando os dentes _ Senti sua falta _ Disse se despedindo”

Então realmente existe um segredo cerrei os dentes com raiva quase amaçando a foto a raiva fluía do meu corpo atiçando um novo lado meu, escutei batidas e gritos da porta desci as escadas correndo abri os quatro irmãos estavam ali puxei Fabian pela blusa quase a rasgando e empurrei a porta na cara dos outros três bati com a foto em seu peito.

_Sabia que algum dia bisbilhotaria naquele quarto, vimos à janela aberta _ Se delatou fazendo a ira crescer mais minha pupila dilatou e era impossível conter o ataque de tremedeira.

_Porque não me lembro dos meus pais? Algum deles tinha os olhos da cor dos meus? Porque a casa de Corinne pegou fogo? Porque tinham lobisomens aqui? Porque não posso treinar de verdade com meus poderes? Porque estão sempre me vigiando.

Fiquei em silêncio esperando a resposta para tantas perguntas e o que recebi de resultado foi um beijo sua língua invadiu minha boca a umedecendo senti meu coração acelerando minha pulsação por toda parte, batendo em meu peito e reverberando em minha pele seus braços se juntaram em torno de mim e me apertaram possessivamente a troca de saliva era animalesca bruta cheia de desejo depois de tanto me debater consegue me soltar daquela corrente uma lágrima de raiva brotou estalei meus cinco dedos no rosto dele.

POV Fabian.

Só havia uma maneira de sair daquela situação a puxei para perto e colei meus lábios nos dela no inicio ela me rejeitou mais depois que enfiei os dedos em seus cabelos para que ficasse imóvel Doll retribuiu, acariciando e atacando sua língua com a minha o beijo era intenso e luxurioso um beijo que conseguiu desviar sua atenção devo ser honesto mesmo que a situação emposse medidas tais como essa eu me aproveitei realmente queria beija-la sempre quis ter aquela pequena ninfa em meus braços se passou alguns minutos que estávamos entrelaçados ela começou a se debater violentamente conseguindo fugir uma lágrima escorreu pelo seu rosto me deixando assustado e de péssima consciência e tudo piorou quando ela me deu um tapa na cara.