Donas de Casa Desesperadas
10 Suspeita
Notas iniciais
Martha e Carmen estão andando pelos restos da casa queimada.
Carmen: Eu perdi tudo! Tudo destruido!
Martha começa a remexer nas cinzas.
Carmen: Eu sou uma sem-teto!
Martha: Claro que não, Carmen! Que tipo de cristã eu seria se deixasse uma amiga na rua? Você vai morar comigo até sua casa ficar pronta.
Carmen: Oh, muito obrigada, Martha.
Martha sorri, e vê uma tigela de medidas queimada.
Martha: Não estamos na sala? No que restou dela?
Carmen: Sim, porque?
Martha: O que sua tigela de medidas faz aqui?
Ela mostra os restos da tigela a Carmen, que olha com desinteresse.
Carmen: Não é minha.
Martha: Mas o que esta tigela estava fazendo aqui, então?
Carmen: Eu sei lá. Vem, me ajuda a ver se sobrou algo inteiro.
Martha olha para a tigela, pensativa.
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Mônica está lavando a louça, e Julia está fazendo a lição. Ela repara que a mãe observa o vizinho Cebola pela janela, e faz um gesto negativo com a cabeça.
Julia: \"Querido diário, Cebola nem sabe que eu existo.\"
Mônica: Quieta, moça.
Julia: Mãe, se você quer sair com ele, você vai ter que convidá-lo.
Mônica: Eu não quero...
Julia: A-ham, senta lá, Cláudia...
Mônica olha feio para a filha, que se levanta e começa a pegar coisas para fazer um bolo.
Julia: Não to achando nossa tigela de medidas. Cê sabe onde tá?
Mônica larga a louça assustada, e se lembra de como deixou a tigela cair na casa da Carmen quando a incendiou por acidente.
Mônica: Err... Deve estar por ai. Continue procurando.
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A noite, Denise esta na cama. Carlos se deita ao lado dela. Ele a beija, mas ela não faz nada, e continua a fingir que está dormindo.
Carlos: Eu sei que você tá acordada.
Denise: E eu sei que você é um cretino.
Carlos: O jantar com o Tanaka demorou um pouco. Desculpe.
Denise: Sabe, Carlos, quando eu casei com você, eu não pretendia ficar jantando sozinha durante seis dias por semana. Você sabe o quão entediada eu estou? Hoje por pouco eu não comecei a limpar a casa.
Carlos: Não fique assim, eu trouxe um presente.
Denise: Não, não, não, não, não! Você não vai me comprar desta vez!
Carlos: É um bom presente.
Ele entrega uma caixa aberta para ela, com um colar dentro.
Denise: Isso é ouro branco?
Carlos: Sim. Coloca ele, quero você usando enquanto fazemos amor.
Denise: Eu não to no clima, mas podemos conversar.
Carlos ri, e Denise o encara.
Carlos: Quando um homem compra jóias caras para a esposa, ele quer várias coisas. Só para você saber, conversar não é uma destas coisas.
A expressão de Denise muda para chocada, e ela atira a caixa em Carlos, depois volta para a posição que estava.
Carlos: Ei, foi uma brincadeira!
Denise: É, ta bom.
Carlos: O que há de errado com você? Eu não posso consertar se você não me dizer.
Denise: Eu não me excito mais, Carlos!
Carlos: E o que você quer que eu faça?
Denise: Sei lá! Me surpreenda, tire meu fôlego, seja do jeito que você era...
Carlos: Ok... Ok!
Denise não acredita nas palavras do marido, sabendo que teria de ver acontecer para crer.
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Magali está no carro com seus três filhos, que estão pulando no banco de trás.
Magali: Garotos, por favor, eu imploro, sentem! Droga, sentem logo! Eu não vou...
Ela ouve uma sirene atrás dela.
Magali: Merd..
Ela para o carro, e um policial se aproxima da janela.
Policial: Você sabe porque eu te parei?
Magali: Eu tenho uma teoria.
Policial: Seus filhos estavam pulando no carro, deveriam estar sentados e de cinto.
Magali: Eu sei, mas eu grito, choro, nada funciona...
Ele entrega a multa para ela.
Policial: Controle eles. Afinal, é seu dever.
Ele da as costas, e Magali sente sua cabeça esquentar.
Mary Alice: O policial Fernando nunca esteve em uma situação de perigo. Também, ele nunca havia dito a uma mulher como cuidar de seus filhos.
Magali sai do carro, batendo a porta.
Magali: Você está dizendo que eu sou uma má mãe?
Policial: Senhora, volte para o carro.
Magali começa a se aproximar do policial lentamente.
Magali: Eu não tenho ajuda, meu marido está sempre viajando...
Policial: Senhora, terei de pedir que se afaste!
Magali: Minha babá esta em reabilitação...
Policial: Senhora...
Magali: E você fica ai, me julgando?
Policial: Ok, eu não vou te dar a multa! Só vou te deixar com um aviso.
Magali: Eu aceito suas desculpas.
Ela sorri e volta ao carro.
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