Dona De Mim
19 Capítulo 19
– Desculpe-me meu amor. Eu estava tão nervoso por estar sem você que quando te vi senti uma mistura de alegria e raiva. Descontrolei-me. Eu não sei viver sem você e eu nunca amei ninguém. Sempre fui sozinho. Ver-me tão dependente de você me assusta. Por favor, diga alguma coisa.
Nós estávamos na cama, depois dele ter me dado banho. Olhei seus olhos mel e senti uma facada no coração. Eu não posso ser tudo o que ele quer. Não posso levar a vida que ele quer, mas eu o amo tanto. Eu já perdi demais na minha vida e nunca senti nada parecido com o que sinto por ele. É como se ele fosse meu sol do qual minha vida dependia.
– Meu sol, acho que precisamos conversar. – A dor dentro de mim era um vulcão. Por fora eu tentava controlar, mas por dentro minha alma estava escurecendo novamente depois de anos. Mas agora sou adulta e aprendi com a vida a atuar.
Sentei na cama e ele sentou em minha frente. Eu podia ver o desespero em seus olhos.
– Carlos, isso não irá dar certo. Eu não posso fazer tudo o que você quer. Eu não posso ser tudo o que você gosta. Eu não gosto de apanhar ou ser castigada. Eu gosto de prazer. Você é um Dominante, mas eu não sou uma submissa. Dói demais apanhar do homem que eu amo.
– Bianca, eu preciso que você tenha fé em mim. Que me ajude. Eu estou dilacerado pelo tapa que lhe dei. Eu sou um grande filho da puta! Mas é que você aperta todos os meus botões e me tira do meu centro. Eu perco razão. Logo eu que sempre fui controlado...
– Eu voltarei para São Paulo amanhã. Precisamos de um tempo. Sugiro que ache alguém para descontar sua ira e depois conversamos. Volto definitivamente para cá daqui quinze dias. Aí, então, resolveremos o que fazer.
Ele veio até mim e beijou meu rosto aonde havia batido. Deitou-me na cama e me beijou, mas dessa vez foi devagar e puro. Aquilo preencheu minha alma e esquentou todo meu ser. Eu o amo, e vou perdê-lo. Agarrei seus cabelos e puxei seu corpo mais perto. Queria senti-lo. Uma despedida. O beijo ficou mais urgente e joguei o lençol que estava entre nós para fora da cama. Agarrei sua cintura com as pernas, parei o beijo e olhei fundo em seus olhos.
– Eu amo você Cadú. Você é meu sol, e para sempre será. – Ele fechou os olhos por um minuto e abriu novamente. Cheirou meu cabelo, e suspirou. – Eu amo você Bianca. Você é minha garota e sempre será.
Ele voltou a me beijar e era um beijo cheio de amor e desejo ao mesmo tempo. Ele beijou, chupou, cheirou cada pedaço do meu corpo. Como se eu fosse rara e especial. Nunca me senti tão amada como naquele momento. Ele sentou e me puxou para seu colo. Penetrou-me devagar, sem nunca tirar os olhos dos meus e nos movimentamos juntos, agarrados, nos beijando. Foi divino. Foi mágico. Naquele momento eu fui toda dele e ele foi todo meu.
No dia seguinte acordei e ele estava dormindo ainda, agarrado em mim por pernas e braços. Sua cabeça em meu peito. Senti que aquele era meu lugar. Acariciei seus cabelos caramelos, envolvida por uma onda de paz. Ele acordou e olhou pra mim.
– Minha garota... – Era como se ele visse uma deusa ou um anjo. Com admiração e devoção.
– Meu sol. – Olhando em todo o mel de seus olhos que estavam doces, e embebida pelo seu calor.
Fizemos amor novamente e ele não foi trabalhar. Passou o dia comigo. Não tocamos mais no assunto.
O fim de semana passou e eu voltei para São Paulo. A sensação era de que nunca mais o veria. No fundo do meu coração eu tinha certeza de que ele procuraria uma submissa para satisfazer seus desejos e me esqueceria.
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