Dona De Mim
15 Capítulo 15
Notas iniciais
*Semanas Depois*
– Quanto tempo Bia! Estava sentindo sua falta garota.
– Eu também Henrique. Como está tudo em São Paulo?
– Ah, menina... Você sabe que faz falta por lá né. Mas é sobre isso que vim falar hoje contigo neste almoço.
Já havia 04 semanas que eu estava em Americana cuidando da filial, e voltaria na próxima para São Paulo. Cadú não estava muito feliz com a ideia, mas também sabia que não poderia atrapalhar minha carreira já que era culpa dele eu estar um pouco longe. Na verdade, nem é tão longe assim, e nos veríamos a cada quinze dias.
– Minha querida, eu mais do que qualquer pessoa amo o seu trabalho. Tudo que você coloca a mão vira ouro. A nossa filial já está decolando e graças a você, então eu tenho uma proposta. Gostaria que você virasse minha sócia e diretora da regional de Americana, pois a intenção é abrir filiais nas cidades próximas. O que me diz?
Meu Deus. Era muito mais do que sonhei um dia. Eu terei a minha empresa. Serei sócia do patrimônio que ajudei a construir. Meu coração saltitava no peito.
– Henrique, isso é demais! Eu já acho a Panther um pouco minha filha né. Nossa, eu nem sei o que dizer. – Levantei e dei um abraço nele. Era muita gratidão pra ser expressada apenas em palavras. Eu trabalhei durante muito tempo em empresas privadas e nunca vi ninguém ser tão reconhecido. Normalmente quando fazemos a diferença, a maioria dos chefes leva o crédito e dizem que não era mais do que nossa obrigação. Deus trazer Henrique e Armando para minha vida foi um imenso presente. Eu jamais teria chegado aonde cheguei sem eles.
– Eu conheço seu potencial de perto. Espero que agora você entenda que nada nessa vida é por acaso, e se tudo aquilo aconteceu na época foi para que hoje você estivesse aqui. A única coisa que você terá que fazer é ir algumas semanas para São Paulo acertar sua transferência de faculdade, afinal, este é seu terceiro ano já.
– Nossa, eu estava me esquecendo disso. Como já estava programado de semana que vem eu ir, vou manter isso e passar o mês por lá acertando as coisas. Estou tão feliz!
– É, eu conheço mais alguém que ficará muito feliz também.
Era tudo muito bom pra ser verdade. Eu estava com o homem mais lindo do universo, que eu amava e me amava também e estava tornando-me sócia na empresa que amo. Estava tudo muito bom.
Corri para casa, em Sumaré, contar a novidade para minha família que ficou muito feliz.
– Ai filha, ter você por perto definitivamente será maravilhoso! Você me faz tanta falta! — Minha mãe já estava toda sentimental.
– Mãe, você também me faz falta. Agora que ficarei aqui em definitivo, quero conversar algo com vocês.
– Eu já sei. – Disse papai. – Você não vai morar com a gente. – Nossa, ele me conhece muito bem. Somos muito parecidos, o mesmo gênio, segundo minha mãe.
– É isso mesmo.
– Filha! Mas por quê? – Mamãe já fez aquele bico.
– Mãe, eu acostumei a ter meu espaço, minha rotina. Essas semanas aqui com vocês foi como passar férias! Mas eu prometo estar sempre por aqui e até dormir de vez enquanto tá. E quando você estiver brava com papai, pode correr lá pra casa. – Dei uma piscadinha e a abracei.
– Eu imaginei querida. Você é uma mulher independente. E agora está namorando, merece sua privacidade.
– Mana, empresta a casa de vez em quando? – O Júnior já queria aproveitar da situação.
– Ei, garoto, minha casa não será motel!
Todos rimos e a conversa partiu para a brincadeira.
Agora eu só precisava avisar ao meu namorado gostoso e quente. Resolvi mandar mensagem de texto.
*Tenho uma novidade namorado. Acho que vai gostar. Podemos nos ver hoje?
*Novidade? Que novidade? Odeio ficar ansioso! Eu posso te ver sempre. É você quem regula nossos encontros namorada.
*Nervosinho. Te vejo hoje as 20h no seu apê.
*Mas fala logo o que é. Vou morrer aqui sem saber.
*A curiosidade matou o gato, e eu quero meu gato bem vivo hoje a noite, acalme-se!
*Na verdade eu também tenho uma novidade para você namorada. Eu ia fazer isso na sexta, mas como você quer me ver hoje, acho que vou adiantar. Chegue no apê as 19h muito linda e sexy.
*Hum, muitas surpresas para uma quarta-feira. Vou pensar em algo muito quente para vestir hoje... gggrrrrrrrrr
*Você está ronronando pra mim? Por que isso é muito sexy. (tem algo crescendo aqui embaixo)
*Algo crescendo me deixa faminta. Te vejo já já. (tem algo molhadinho aqui em baixo)
*Sem vergonha.
*Gostoso.
*Preciso trabalhar e ir pra casa arrumar tudo! Pare de mandar mensagens.
*Mandão.
Será que tinha como o dia ficar mais perfeito?
Fui para meu banho ficar perfeita para a noite. O que será que ele tinha pra mim? Só de pensar eu realmente estava molhadinha e com os seios duros. Ah, eu não ia aguentar até a noite. Enchi a banheira e deitei na água quente. Meu clitóris estava inchado e a dorzinha deliciosa começava a crescer dentro de mim. Abri bem as pernas e comecei a tocar-me. Meu corpo estava escorregadio e sensível. Como uma simples troca de mensagens conseguia fazer aquilo comigo? Comecei a deslizar as mãos pelo meu corpo e um imenso calor tomou conta de mim. De olhos fechados, todas as nossas noites de muito sexo começaram a vir a minha mente. Comecei a massagear meus seios. Ah, é delicioso... Puxava forte e gostoso os bicos dos meus seios e estremecia com a sensação, lembrando da boca dele ali. Desci a mão direita entre as pernas até o pedaço de carne inchado que implorava atenção. Comecei a fazer movimentos circulares em volta do biquinho do meu clitóris. Ahhhhhhhhhhhhhhhhh.... tão bom. Logo comecei a aumentar a pressão e meu corpo começou a ficar rígido. Desci a mão esquerda e penetrei dois dedos em minha boceta. Hummmmm... Cheguei até meu ponto G e comecei a explorá-lo forte. Tudo tão gostoso. O orgasmo logo começou a se formar. Quanto maior a sensação, mais forte e rápido eu me masturbava. Cenas de Cadú me chupando, metendo forte em mim, me pegando, invadiam minha mente e logo eu vim. Gozando gostoso. Tremendo. Tão bom...
Relaxei na banheira e logo percebi que minha dorzinha não havia passado completamente. Droga. Era o pau dele que eu queria lá, batendo a cabeça bem ali. Levantei e fui me arrumar.
Quando me olhei no espelho, meus olhos brilhavam pós-orgasmo e eu ri. Cuidei de cada pedaço do meu corpo, rosto e cabelos. Decidi colocar um sutiã preto e vermelho que empinava muito meus seios fartos e tinha uma renda linda. A calcinha do conjunto também era muito sexy, toda de renda, com um delicado babadinho nas laterais e fio dental atrás, com um laço vermelho de cetim que ficava lindo no meu traseiro empinado e grande. Coloquei uma corrente linda de strass na minha cintura fina, que caía na altura do umbigo dando um ar de luxo. Coloquei uma cinta-liga preta, com meias pretas que na renda tinham dois pequenos laços vermelhos. Joguei um sobretudo vermelho por cima e fechei na frente, ficando parecido com um vestido. Pra finalizar, meu lindo par de Laboutin preto com o famoso solado vermelho. Nossa, eu estava quente.
Peguei minha amada caminhonete e fui para o prédio dele. Era 18:55h quando subi no elevador. Parei em sua porta e apertei a campainha. Ele veio atender e começou a abrir a porta com um imenso sorriso, mas quando foi olhando para baixo, nas minhas roupas, seu rosto foi mudando. Quando encontrei seu olhar novamente, todo aquele mel estava fervendo e eu sabia muito bem o que queria dizer.
– Olá namorado. – Eu disse com um tom baixo e devagar, olhando em seus olhos.
– Eu ia dizer boa noite, mas acho que será uma noite simplesmente perfeita. – Ele me puxou para dentro, fechando a porta atrás de mim e me jogando contra ela. Pegou-me num beijo ansioso, cheio de tesão e desejo, mas de uma forma que eu não havia sentido antes nele.
Enfiou a mão por baixo da minha perna direita levantando-a. Logo que chegou na coxa, parou e me olhou.
– Você está de brincadeira não é? – Ele puxava minha cinta-liga e seus olhos eram pura luxúria.
– Você ainda não viu tudo, querido...
– Argh. – Ele se afastou de mim e eu ri com sua cara de frustração. – É melhor eu ficar longe de você ou não vamos saber de novidade nenhuma. – Ele passou as mãos pelo rosto como que tentando amenizar seu estado.
Eu ri e fui até o bar. Servi sua dose de uísque e minha vodka cranberry que agora era item fixo no local.
– Vem Cadú, senta aqui no bar comigo. – Ele sentou no banco na minha frente. Eu puxei meu banco e sentei com as pernas no meio das dele. Cruzei-as e abri um pouco o sobretudo ali.
– Pelo amor de Deus Bianca! – Ele jogou as mãos pra cima e depois virou sua dose. Eu caí na gargalhada e ele também.
– Minha gata, conte o que você veio pra contar. Eu não sei quanto tempo eu aguento com minhas mãos longe de você.
– Hum... então eu vou ter que quebrar o clima. Semana que vem estou indo pra São Paulo.
O rosto dele endureceu.
– Mas por que já? Eu não estava preparado pra isso agora. — Ele fechou os olhos, digerindo a informação.
– Amor, você já sabia que eu ia.
– A esperança é a última que morre...
– E se eu disser que será só por um mês? – Ergui as sobrancelhas, entortei a cabeça e dei um sorrisinho de lado.
Ele olhou pra mim com olhos enormes.
– Como assim? – Eu podia sentir o desespero em sua voz. Tão meu. Meu sol. Levantei do banco e sentei em cima do balcão, na frente dele, de pernas abertas. Sua boca caiu aberta e então ele fechou. Confuso. Tentando entender o que eu ia fazer. Eu o puxei de pé e agarrei o quadril com minhas pernas. Puxei seu rosto bem pertinho do meu e sussurrei no seu ouvido – Eu não vou mais ficar em São Paulo, Baby. Eu vou ficar aqui.
Senti seu corpo todo relaxar e ele soltou um suspiro de alívio e me abraçou tão forte que eu quase não pude respirar. Sentir seu cheio amadeirado era sempre tão bom.
– Você jura? Mas como isso aconteceu? E seu trabalho? Não quero que se sacrifique por mim, minha linda.
– Você está no meio das pernas da mais nova sócia da Panthers e Diretora-Regional de Americana, meu bem!
– Ual, gata! Isso é demais! – Ele me pegou no colo, agarrada em sua cintura pelas pernas e me girou pelo apartamento. Ele estava tão radiante que eu mal podia acreditar que era por mim. Ele é tão lindo. Tão perfeito. E meu!!!
Quando ele parou, e desci para o chão e lembrei:
– Ei, você também tinha uma novidade para mim!
Seu olhar mudou completamente. Ficou um pouco fechado e seus olhos voltaram a ferver o mel deles. Ele lambeu os lábios e parecia um predador faminto. Senti uma dor começar acrescer no meu ventre e um frio na barriga. Ele me puxou pela mão para um abraço. Passando o polegar em minha bochecha e olhando no fundo da minha alma ele começou:
– Minha gata, você já ouviu falar em relação BDSM?
Eu congelei. Já havia lido algo sobre em alguns dos meus romances atuais e era tudo tão gostoso e excitante, mas havia também a parte da dor e isso me assustava muito. Uma coisa é ver algo floreado na literatura, outra coisa era imaginar meu homem me dando uma surra de palmadas. Eu dei um passo para trás e posso jurar que meus olhos estavam arregalados.
– Eu, eu... já li a respeito. Você é sadomasoquista Cadú? – Minha voz saiu baixa.
– Sim, baby, eu sou. Mas não quero que você tenha medo de mim. – Ele me puxou pela mão até o sofá e nos sentou frente a frente. – O que exatamente você sabe sobre o assunto?
– Não muito. Na verdade, está um pouco na moda livros românticos com fundo sexual voltado para a relação BDSM, mas não acho que a literatura trate realmente do que é. – Minhas sobrancelhas estavam juntas, tentando lembrar-me de tudo que eu havia lido.
– Na verdade, minha gata, estes livro foram a melhor coisa que poderiam ter acontecido. Eles mostram que uma relação BDSM não precisa ser extrema e voltada somente para a dor. Existem, sim, pessoas que gostam disso, mas tudo se encaixa de acordo com as preferências.
– E você é qual tipo?
– Eu confesso que sempre gostei de infligir dor, mas eram mulheres quaisquer que gostavam daquilo. Eu não me imagino espancando você. Você é preciosa demais para isso. Eu quero trazer tudo o que eu sei sobre sexo para nossa relação. Eu quero te ver delirar de prazer nas minhas mãos. Quero te ver solta, relaxada.
– Mas e a relação submissa e dominante?
– Isso irá resumir-se só ao sexo e quando nós quisermos. Eu só estou pedindo, Bia, para você relaxar e não se assustar. Só isso. Confia em mim?
Eu não sabia o que dizer. Eu estava uma mistura de medo e luxúria. Meu sonho voltava em minha cabeça, como um aviso, mas meu corpo ignorava tudo isso e eu me sentia molhada e excitada. Eu levantei e caminhei até o bar. Apoiei as mãos e fechei os olhos, tentando organizar a bagunça que estava dentro de mim. Senti seu calor me invadir e percebi que ele vinha em minha direção. Jogou meu cabelo de lado e começou a beijar meu pescoço.
– Venha comigo esta noite. Se algo acontecer que não goste, prometo nunca mais tocar no assunto.
Minha leoa já estava toda acordada. Meu prazer ao seu toque era maior que o medo. Eu virei de frente para ele e ofereci a mão. Seu sorriso espalhou-se pelo seu rosto e ele me puxou até seu quarto.
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