Dona De Mim
3 Capítulo 3
Eu senti um frio que nunca havia sentido. Era como se todos os meus ossos vibrassem e toda minha pele ficou gelada. Só podia ser medo. Medo de ser humilhada. Medo de ter todas as minhas angústias jogadas na minha cara. Medo de ficar nua perto daquele deus. Eu queria fugir. Correr. Achar um canto escuro onde ninguém pudesse me ver. Se existe uma deusa interior, a minha estava debaixo da cama, enrolada no edredom e com os olhos arregalados de pavor.
Ele abriu a porta do carro e estendeu-me a mão. Devagar, eu ergui o olhar até encontrar o seu. E todo aquele mel fervente dos seus olhos aqueceu-me por dentro. Olhar dentro daquele olhar era como me encontrar.
– Venha, linda. Não fique assustada. Eu não vou fazer nada de ruim contigo.
– Nada de fotos, filmagens ou coisas do tipo? – Sim, eu ainda tentava ser sarcástica. Essa sempre foi minha arma contra o medo.
– Não, minha linda. Nada disso. – Com o sorriso de lado mais lindo que eu já vi, ele me convenceu.
Desci do carro e fomos para o elevador. Sem pensar, ele abraçou-me carinhosamente e beijou o topo da minha cabeça, enquanto acariciava meu braço.
Isso estava mesmo acontecendo? Está perfeito demais. Uma hora ou outra, algo errado vai acontecer. Eu sinto.
Entramos em seu apartamento. Grande, mas não ostensivo demais. Bem decorado, com móveis em linhas muito retas e o preto e madeira escura como cor dominante. Alguns pontos com branco e prata para clarear um pouco o ambiente. Com certeza lindo.
– Quer uma bebida? — Ele disse, indo ao bar.
– O que eu estou fazendo aqui... – Falei mais para mim mesma, balançando a cabeça.
– Isso foi uma pergunta? Uma afirmação? Eu estou um pouco confuso. — Ele perguntou divertido.
– Eu quem estou confusa! Vou ser mais direta então: O que eu estou fazendo aqui? — A raiva começou a remexer dentro de mim. Raiva vinda do medo.
Ele riu um riso despojado e jovem, do tipo que jamais imaginaria que ele fosse capaz. Serviu com copo de whisky para ele e um pouco de vodka cranberry para mim. Entregou-me o copo e puxou-me até o balcão do bar, para as banquetas.
– Você está aqui porque eu quero que esteja. Você é linda e eu quero ficar com você. Eu sei que você também quer isso, não negue. Basta você relaxar. – Ele passava os dedos na maçã do meu rosto e olhava sério e suave ao mesmo tempo, procurando em mim um sinal de fé no que dizia.
Bebi um gole do meu copo e fechei os olhos, sentindo a bebida e esperando que ela me relaxasse.
– Você gosta? Da bebida? — Ele perguntou baixinho.
– Eu amo vodka.
Ele entortou a cabeça e me olhou divertido.
– Você é uma mulher de bebidas fortes: vodka, tequila. Mas isso não me surpreende.
– Ah não? Bom, você sabe o quanto eu posso ser forte e masculina quando eu quero. Acho até que você devia imaginar-me uma lésbica, com vestimentas de homem e cabelo curto.
– Olhe, eu imaginei isso mesmo Bia. – Ele jogou a cabeça para trás e gargalhou. – Acho que foi isso que me encantou em você. Você é tão linda... E feminina.- Ele colocou a mão em minha coxa e apertou, como que confirmando uma novidade.
Eu não resisti. A leoa dentro de mim grunhiu e eriçou os pelos em tesão. Ele é tão lindo, e gostoso, e quente! Dane-se o que quer que ele queira fazer! Eu tenho o direito de aproveitar! Girei o pescoço de olhos fechados, como uma predadora preparando-se para o ataque e quando os abri, eles estavam em chamas. Eu estava em chamas. A reação dele foi deliciosa e imediata. Sua boca entreabriu e sua respiração ficou entrecortada. Devagar, como um felino elegante, coloquei meu copo no bar e esgueirei-me entre suas pernas, ficando em pé e mais alta que ele. Seu olhar era de sexo e curiosidade. Ah, que cabelo lindo. Enfiei meus dedos por sua nuca e puxei devagar. Ele soltou um ruído da garganta que fez minha boceta ficar molhada na hora. Ergui seu rosto para mim e comecei um beijo quente e lento. Ele tem lábios grandes e carnudos, um verdadeiro parque de diversões. Ele agarrou meu traseiro e trouxe meu corpo junto ao seu. Quente. Muito quente. Ele deve ter algum problema. Seus lábios deixaram os meus e desceram, molhados, por todo meu pescoço e clavícula. Suas mãos entraram por baixo da minha pequena saia e divertiram-se no meu traseiro.
Ele levantou, trazendo minhas pernas para a volta da sua cintura e colocando-me de volta ao banco, com as costas apoiadas no bar.
– Você é tão quente... – Eu pude sentir o ar sair da sua boca no meu peito e isso fez meus mamilos endurecerem e meus seios incharem, sensíveis, esperando pelo toque. E este não demorou. – Sem sutiã. Ousada... Eu gosto. – Ele olhava pra mim como quem fosse devorar-me aos poucos. Ele segurou um dos seios numa concha macia, passando o dedão por cima do mamilo sensível, fazendo-me estremecer de leve. Ele tirou minha blusa e observou-me. Um frio tomou minha barriga. Eu não gosto de ser observada.
– Tantas curvas numa mulher só é injustiça. – Ele falou isso como uma constatação séria. Acho que devo ter fechado a cara, pois ele abaixou e beijou-me. – Você age como se eu estivesse louco. Você não tem mesmo noção do que é, não é?
Eu baixei o rosto e desviei o olhar. Antes que eu pudesse protestar, ele atacou meu seio. Chupando com força. Mordendo. Eu assustei. Era... dolorido... e muito gostoso. Podia isso? – Você é tão sensível... uma delícia. – Começou a descer e mordiscar minha barriga abaixo do umbigo, mandando choques direto para o eu ponto G que começou a arder de desejo.
Ele desceu mais e começou a tirar minha calcinha. Olhando meus olhos. Seu rosto tinha tanto desejo que por um minuto não tiver vergonha dele me observar. – Tão linda até aqui. – Disse isso abrindo minhas pernas e encarando minha boceta. Acho que nunca vivi um momento tão erótico quanto esse. Com o dedão, começou a friccionar meu clitóris, fazendo movimentos circulares. Eu agarrei a barra da saia e ficou difícil respirar. Ele olhava pra mim, gostando do que via. Quanto mais excitada eu ficava, mais obstinado ele ficava. Enfiou dois dedos dentro de mim devagar, pressionando a parede superior da minha boceta até achar meu ponto G e pressionar mais forte. Eu arqueei para traz e gemi arrastado, forte, derretendo. Ele começou a mover os dedos lá dentro, massageando o ponto, e ao mesmo tempo atacou meu clitóris com a língua, duro, implacável, delicioso. Eu me soltei. Rebolei, gemi, agarrei seu cabelo e pedi mais. Então, uma onda imensa de calor começou a tomar meu corpo. Eu podia sentir meu rosto em chamas e minha pele avermelhar. Eu comecei a tremer. Ele percebeu e intensificou todos nos movimentos.
– Ahhh... Cadú... eu...
– Vem minha gata. Goza pra mim.
Não demorou muito e eu gozei. Tremendo. Amolecendo. E ele foi provocando e levando meu orgasmo até o pico.
Ele levantou e segurou-me. Acariciando meu rosto. – Você fica ainda mais linda assim, com o rosto vermelho.
Ah, qual é! Não estraga meu momento com idiotice!
Ele viu minha expressão e riu.
– Vem, vamos para o quarto.
Eu quis abaixar e pegar minha blusa para me cobrir, mas minha fraqueza foi mais forte, e fui em seus braços até seu quarto. Ao lado da cama, ele me virou de frente para ele e desabotoou minha saia, que caiu ao redor dos meus pés.
– Deite...
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrr, mandão ordinário. Se ele acha que vou transar com ele, está enganado! Eu vou é dormir. Deitei, mas virei de bruços, enfiando-me debaixo dos lençóis.
– Tão brava... – Ele disse e riu, como se fosse uma piada só dele.
Eu devo ter cochilado. Fui acordando com um orgasmo se formando. Como assim? Abri os olhos e ainda estava de bruços. Sentia dedos mexendo em partes que achei que estavam satisfeitas. Oh Deus. Olhei por cima do ombro e o vi entre minhas pernas, nu. Gente, como pode? Um corpo perfeito. Forte na medida certa. Ah, aquelas coxas. Eu sabia que eram enormes e lindas.
Ele deitou em minhas costas, apoiado pelo cotovelo e entrou em mim. Forte. Preenchendo. Segurando seu pau para que a cabeça pegasse exatamente onde devia. Oh, isso era demais. Era demais. Eu comecei a tremer e ele grunhiu como um gato selvagem e começou as estocadas fortes. Aquilo era o céu. Eu fechei os olhos, deitei a cabeça e aproveitei todos os sentidos. Seu calor me inundando. Seu cheiro amadeirado. Os sons másculos e eróticos que saiam de sua garganta. Suas mãos, agora agarradas nas minhas. Seu membro delicioso, encaixando perfeito, como se tivesse sido feito para mim.
Gozamos juntos. Tremendo. Chamando por nossos nomes. Ele ficou alguns segundos sobre mim até recuperar as forças. Caiu ao meu lado, jogando a camisinha no chão. Eu olhei para ele, um deus.
Eu estava tão cansada. Tão fraca. Não demorou muito, e eu adormeci.
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