Entramos em seu quarto e lembrei-me das algemas que tirou uma vez de seu criado-mudo. Será que ele tinha brinquedos escondidos aqui?
Ele fechou a porta atrás de nós e caminhou até um pequeno bar que havia ali no canto. Pegou uma espécie de controle e remoto e tudo pareceu começar a mudar feito mágica. A iluminação mudou e ficou mais baixa. Uma música surgiu de algum lugar que não sei dizer. Nos quatro cantos da cama, grandes mastros surgiram, transformando-na em dossel. Ele caminhou até um pequeno espaço com uma porta que parecia um armário e retirou um imenso X de madeira com algemas nas extremidades. Pegou também uma corrente e pendurou em ganchos no teto. Tirou o edredom cinza da cama e jogou um imenso lençol vinho de seda. A cena de meu sonho estava sendo montada ali, na minha frente. Ele fazia tudo calmamente, e eu apenas olhava. Minha vontade era de sair correndo dali, mas prometi dar um voto de confiança e eu faria isso.

– Eu comprei algumas coisas novas para você, minha linda. Espero que goste de tudo.

Foi até o criado-mudo e tirou várias coisas que não sei bem o que são.

Caminhou até mim e parou na minha frente.

– Você quer brincar? – Seu olhar estava totalmente transformado em luxúria.

– Quero. – Minha voz saiu rouca. Eu estava perdida.

– Você faz ideia de como está vestida perfeitamente para hoje, minha deusa? – Ele passava os dedos de leve pelo meu corpo por cima da minha roupa. – Você consegue fazer o que eu mandar por essa noite?

– Consigo.

– Então vamos começar. Eu vou me sentar naquela poltrona e você ficará em pé na minha frente. – Ele foi e eu obedeci. Algo dentro de mim estava se contorcendo de desgosto pela obediência.

– Perfeita... Comece a tirar o sobretudo devagar minha gata, olhando nos meus olhos. – Hum, eu podia brincar assim. Já que estou no fogo, vou me queimar. Comecei a tirar bem de leve, desamarrando a fita da cintura e depois botão por botão. Seu olhar era intenso e ele babava a cada movimento. Muito rápido eu percebi que esse jogo era muito parecido com a realidade homem x mulher. Como diria a minha mãe: Eles fingem que mandam e a gente finge que obedece, mas no fim tudo sai do nosso jeito. Ri lembrando-me das palavras.

– Do que está rindo senhorita? Eu por um acaso pedi para rir? – Seu olhar ficou frio e eu não gostei nada, nada. Fechei a cara e virei de costas. Terminei de tirar o sobretudo sem muita sensualidade, irritada com o tom dele.

– Muito bem minha linda, apesar de eu não ter mandado você ficar de costas. – Ele foi até mim e deu um imenso tapa do meu traseiro e eu pulei. – Na próxima vez que fizer algo que eu não pedi, você será castigada. – Meu rosto se fechou e eu senti queimar. Eu não quero nada disso. Mas respirei fundo. Eu prometi um voto de confiança. Vamos lá.
Ele deu a volta em mim e puxou meu queixo para poder ver meu rosto.

– Está tudo bem amor? – Vi preocupação em seu olhar e respondi da melhor maneira possível.

– Sim, está, só assustei um pouco.

Ele deu um beijo em minha testa e se afastou. Tirou a camisa e os sapatos, ficando apenas com uma deliciosa calça social preta que encaixava perfeitamente no seu traseiro. Eu o olhei de cima em baixo, ficando com a boca seca. Gostoso. Ele riu e balançou a cabeça.

– Eu nunca conheci uma mulher tão abusada, sabia?

Ele caminhou de volta até mim e passou as mãos por cada pedaço da minha lingerie.

– Você está divina, apetitosa. Caralho, você é muito gostosa.

Ele começou a desfazer o fecho do meu sutiã e o jogou de lado. Por trás de mim, pegou meus seios, puxando levemente os bicos. Eu joguei a cabeça para trás, apoiando em sua clavícula e gemendo. Ele desceu as mãos até parar na minha cintura.

– Só uma mulher violão como você ficaria linda com uma joia dessas. – Ele brincava com a corrente de strass. – Quero você só com ela e isso aqui. – Sua mão desceu até a cinta-liga.

– Você gostou mesmo disso, não? – Eu disse. Ele deu um tapa na minha boceta e eu pulei, mas foi gostoso pra caralho.

– Você tem que pedir permissão pra falar meu anjo. – Ele enfiou o dedo em minha calcinha até chegar em minha entrada. – Hum, delícia. Toda molhadinha, sua safada. – Ele corria dois dedos por toda a abertura da minha boceta e eu gemia em seu peito. Ele tirou os dedos bruscamente e eu grunhi em frustração.

– Hum, minha gatinha está ronronando pra mim... – Ele deu a volta e ajoelhou na minha frente. Num movimento rápido e brusco ele rasgou minha calcinha. Depois jogou minha perna esquerda sobre seu ombro e mordeu o lábio maior de minha boceta. Eu agarrei seu cabelo para equilibrar e grunhi mais alto e grotesco, quase selvagem. Ele começou a chupar meu grelo como se fosse uma chupeta, forte, delicioso. Eu comecei a tremer. Não ia aguentar muito tempo equilibrando daquele jeito com tanto prazer. Mas eu não podia falar! O que eu ia fazer? O que faria uma submissa?

– Senhor... – Saiu da minha garganta um pouco chorado. Ele arregalou os olhos pra mim em surpresa e logo se recompôs.

– Sim... – Vi a curiosidade em seus olhos.

– Eu vou cair senhor, por favor. – Ele olhou pra mim com tremenda admiração que derreteu-me por dentro. Levantou e levou-me até a cruz da parede. Algemou meus braços e tornozelos bem abertos.

– Essas algemas não vão te machucar e te darão equilíbrio. Agora, preciso voltar ao meu trabalho. – Seu meio sorriso torto e malandro que eu tanto amo em seu rosto. Ele voltou para minha boceta e a atacou. Eu agarrava as correntes das algemas e gemia de prazer. Ele enfiou dois dedos em mim e circulou atingindo meu ponto de dor. Eu tremi, agarrando mais forte às corretes e abrindo mais as pernas. Eu era só sensações e luxúria. Estar aberta a ele dessa forma era algo extremamente excitante. Olhei para baixo, sentindo tudo dentro de mim começar a contrair. Sem saber por que, eu pedi permissão com o olhar para ele para gozar. Ele fez um leve aceno com a cabeça me liberando e eu me joguei, caindo num precipício de luxúria, gozando e sentindo ele chupar toda a minha entrada, todo meu líquido, todo meu mel. Ele subiu e me soltou do X agilmente, me segurando para não cair.

– Você fica ainda mais gostosa com essa cara de gozada. – Seus olhos estavam num tom mais escuro de mel, como se tivesse uma pequena brasa neles. Ele me levou até a cama.

– Pode acordando que ainda não acabei contigo. Eu quero te foder com essa cinta, essa correntinha e esse salto. Você tá demais hoje, demais. – Sua voz era grave e eu podia notar o tesão nela.

– De quatro, agora. – Com muito esforço, eu fiquei. Ele estava tão mandão. Pegou um par de algemas e prendeu em meus pulsos e na cabeceira da cama, de modo que eu formava um ângulo de 90°. Olhei para o lado e o vi tirar a calça e sua ereção pular. Ele estava enorme e duro. Só de olhar para ele, me acendi de novo. Lambi os lábios sem conseguir tirar os olhos do seu pau.

Ele viu minha expressão e veio perto. – Você quer? – Perguntou apontando para mim. Eu estava tão envolvida pelo momento que com a boca aberta fiz que “sim” só com a cabeça. – Tão pervertida... Eu não mereço tanto. – Ele veio perto de modo que eu alcançasse só a cabeça inchada por cima do braço algemado. Eu passei a língua em volta e depois chupei devagar e com força. Ele massageava o restante do comprimento, olhando para mim e falando palavrões. Quando eu vi que ele estava chegando na borda, olhei para cima encontrando seu olhar e passei os dente naquela cabeça enorme.

– Droga... – Ele tirou rápido de perto de mim e eu sorri, com uma cara atentada.

Ele abaixou o rosto junto com o meu. – Você não presta, e eu te amo. – Ele me deu um imenso beijo. Aquelas três palavras ecoaram dentro do meu peito fazendo meu coração disparar. Ele foi para trás de mim e começou a espalhar meu gozo por toda a fenda da minha bunda. Com um golpe forte ele entrou na minha boceta, me preenchendo — Ah, que delícia... – Foi só o que consegui dizer. Penetrando devagar, ele enfiou o dedão no meu orifício e começou a fazer movimentos circulares.

– Alguém já te pegou por aqui, gata?

– Já. – Saiu sufocado. Eu estava curtindo cada metida dele em mim. Ouvi um "Merda!" sair da sua garganta e acho que rolou um pouquinho de ciúmes. Eu ri sozinha.

– E você gostou? – Ele não ia gostar das minhas respostas, estava indo para um caminho errado.

– Sim.

– Você é muito pior e muito melhor do que eu pensava. – Enfiando dois dedos no meu rabo e chegando no ponto gostoso. Eu gemi alto e empinei mais em direção a ele. Ele deu um tapa no meu traseiro que dessa vez enviou um choque direto para dentro de mim. Ele começou a meter mais forte e aumentar os movimentos dos dedos atrás. Eu comecei a tremer e me apertar em volta do seu pau.

– Vem gostosa, goza no pau do seu homem. – Foi minha perdição. Com um grito do fundo da garganta eu gozei, alto, e ao mesmo tempo ele começou uma sequência de tapas no meu traseiro, mais em baixo, na curvinha da coxa, e isso aumentou mais ainda meu prazer. Como podia? Então eu senti ele também vir e jorrar todo aquele líquido quente dentro de mim. Ele apoiou sobre minhas costas e ficamos assim por um tempo.
Ele levantou e saiu de mim. Depois tirou minhas algemas e eu caí deitada de bruços. Ele foi até meus pés e tirou meus sapatos. Tirou minhas meias e subiu beijando minhas coxas até chegar no meu traseiro. Tirou minha cinta e parou, olhando meu corpo.

– Você tem o traseiro mais gostoso que eu já vi, sabia?

– E você também, mas você já sabia que eu gostava dele. – Eu disse, olhando pra ele por cima do ombro.

Ele beijou minhas costas e me trouxe sentada de costas pra ele em seu colo. Em suas mãos estavam dois pequenos objetos.

– Encoste em mim e relaxe. Sei que está cansadinha, mas ainda não acabamos, gata.
Ele pegou os objetos e colocou nos meus mamilos. Doeu um pouco, mas era suportável. Ele estava sentado feito índio e eu estava entre suas pernas. Ele apoiou minhas mãos em suas coxas, fez um coque com meu cabelo e abriu minhas pernas. Eu fechei os olhos e relaxei em seu peito. A dorzinha nos mamilos estavam começando a ficar gostosa. Ele começou a acariciar meu clitóris com movimentos suaves, enviando leves ondas de prazer por todo meu corpo. Com a outra mão acariciava meu pescoço, braço, parte interna da coxa, bem suave. Eu entrei num pequeno transe sensual. Passou-se algum tempo, eu não sei ao certo quanto. Ele Puxou minhas pernas e me colocou sentada em meus calcanhares. Saiu debaixo de mim e pegou um gel, espalhando por todo seu pau. Depois me ergueu um pouco, espalhando por meu orifício. Era gelado e dava uma sensação boa. Ele então encaixou embaixo de mim, com os joelhos no meio dos meus. Passou o braço pela minha cintura me subindo e desceu devagar penetrando meu orifício. – Ah... – Saiu da minha boca, estava delicioso. Ele me desceu até meu traseiro encontrar sua virilha. — Meu Deus, você é gostosa demais mulher. – Ele soltou meus mamilos e senti uma onda de prazer neles que me deixou arrepiada. Eles ficaram muito sensíveis. Ele subiu as mãos até eles e começou a puxá-los. Era bom demais. Eu apoiei minhas mãos nas suas coxas e comecei a subir e descer no seu pau.

– Puta que pariu! – Sua voz era rouca e ele apertava ainda mais meus seios. Subi minhas mãos para os cabelos e comecei a cavalgar mais forte, gemendo. Estava delicioso demais. Ele soltava gemidos e grunhidos selvagens que me faziam sentir poderosa. Eu montei mais forte e mais rápido e ele pegou meu quadril para ajudar. Chegamos a um ritmo perfeito e pela primeira vez ele estava vindo a borda primeiro. Eu apertei meu orifício em volta do seu pau e ele gozou de novo, grunhindo meu nome e apertando meu quadril a ponto de deixar marcar. Sua queda foi a minha queda e eu gozei gostoso e enquanto gozava, senti ele descer uma mão até minha boceta e penetrar dois dedos aumentando a intensidade do orgasmo.
Nós caímos de lado na cama e ele saiu de mim. Eu deitei de bruços, exausta, mas extasiada. Ele me puxou para perto e deitei em seu peito. Se era aquilo que ele queria, ele teria sempre.

Notas finais
Estão gostando? A primeira parte está chegando ao fim. Que tal recomendarem a fic? Assim, Logo logo sairá a segunda parte da história deles. :D