Dominadores de Feras
2 O nascimento do filho morto (cap.2)
Notas iniciais
Ethan fitava tudo que acontecia de um modo muito curioso e espantado pelas cenas de dor e desespero proporcionadas pelos pais. Rapidamente a parteira estava na casa dos La Mar'c, para ajudar no parto, enquanto Robert junto com Ethan, estavam na sala apreensivos, quando em dado momento se ouve um choro por toda casa que logo foi contido, era seu segundo filho.
Robert correu para o andar de cima e encontrou Annie desmaiada.
– O que houve é menino ou menina? – perguntou o afoito Robert.
Marrie com um olhar triste enrolava algo em um pano e disse:
– Era um menino, o cordão umbilical o enforcou no nascimento, e ele não resistiu, estou levando-o para a sagrada queima.
Sagrada queima era feita sempre que um bebê na cidade morria durante um parto, acreditavam que somente assim o bebê poderia ir descansar em um lugar tranquilo.
A conversa continuava:
– Ela vai sobreviver? – disse Robert com um ar amedrontado. Pois sabia que apesar de não se importar muito com as pessoas, Annie era a única que sempre cozinhava e fazia as tarefas mais pesadas da casa.
– Sim, apenas está descansando, deixe-me ir agora tenho muito a fazer – falou com uma certa preocupação.
Ethan continuava a olhar pela fresta da porta e sentia um ódio tremendo por seu irmão, mesmo o próprio estando morto e enrolado em panos velhos, enquanto Robert falava com Marrie.
– Leve logo esse menino daqui, não quero que Ethan veja isso que está acontecendo, faça tudo como manda a tradição e o coloque na fogueira sagrada.” – disse Robert colocando as mãos na testa e com um olhar cheio de lágrimas, porém contido.
– Certamente Sr. Robert, já tiro ele daqui e começo o ritual” – Comentou Marrie e com um ar de receio e uma pitada de medo Marrie foi saindo da casa, quando começou a descer as escadas. Ethan já se encontrava no andar de baixo, ela o olhou com um olhar de medo, como se tivesse acabado de fazer algo errado. Ethan olhava para ela e para o bebê com uma cara de raiva, repúdio e ódio que ele mesmo nunca havia sentido. Quando bateu a porta dos La Mar'c, Marrie, pareceu resmungar algo consigo mesma, e continuava e continuava a caminhar, até que se distanciou da casa e tirou a mão da frente do rosto da criança, sua mão tampava exatamente sua boca com se não quisesse deixar alguém falar, no mesmo instante que tirou a mão da boca do bebêele soltou um urro de choro, por todo aquele frio, desconforto e medo que sentira pois algo naquela casa o afetava muito mesmo sendo um recém-nascido (...)
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