Notas iniciais
Heeeyy guuuiiisss, voltei❤ tomei vergonha na face pra postar o cap que já se encontrava pronto a um século faltando apenas corrigir *-* Enjoy ;*

Eles não puderam me velar, já que não havia um corpo, em memória os bombeiros entregaram restos que disseram ser meus. Os restos foram devidamente colocados no caixão que permaneceria fechado por todo o enterro.
Da cobertura do prédio eu vejo meu enterro ao vivo, só consigo ouvir por que graças aos sentimentos aflorados a cena não acontece apenas a minha frente, mas na minha cabeça também.
"Jemime...Jê, Jêjê...tantos apelidos hein gata" Henry trava com a voz embargada “Tantos momentos, sabe eu poderia vir aqui e lembrar tudo o que fizemos juntos...mas você sabia o quanto eu odiava falar do passado, por isso hoje vamos falar apenas do futuro... O dia do seu casamento com um idiota qualquer por exemplo, sua filha nasceria linda sabia? Também com cabelos de fogo...você colocaria seu nome de Sophia por que iria te aporrinhar até você gostar do nome gata, todos gostaríamos da pequena Sophia assim que a víssemos, ela me chamaria de titio, vê se pode? Jemime, nossos filhos brincariam juntos, lembra da nossa promessa de que nunca iríamos nos separar? Hoje eu entendo, nos não vamos, mas você também não terá um futuro” Ele para por uns segundos respirando fundo "Sabe aquele ditado, só damos valor quando perdemos?"
Sim Henry, eu sei. As lágrimas queimam minha face.
"Pois é, se você estiver aqui...quero dizer que eu já aprendi a dar valor...volta...por favor" Sua dor é tão grande que posso sentir daqui, ela me cega, me tira o ar. Henry começa a chorar compulsivamente até que sua mãe lhe tira do pequeno palanque montado.
Logo então Mica sobe com os olhos vermelhos. Ela fica um bom tempo só olhando para o céu com um papel na mão; inesperadamente a platinada joga o papel no chão e pisa nele até que ele certamente se torna ilegível, então abre um sorriso olhando para o céu... vejo seu sorriso se desmanchar em lágrimas presas.
"Jemime...ela costumava dizer que eu nunca sai daqui por que não queria, que eu não merecia amigos tão fracassados" Ela ri, mas é uma risada nervosa, dolorida. "Bom, você não é fracassada, você e Henry são as pessoas mais maravilhosas que eu conheci, e você tem razão, aonde quer que você esteja Jemime...você tem razão, eu nunca sai daqui por que eu não queria...eu não queria sair, eu estava estudando tanto pra poder continuar aqui, eu não queria abandonar vocês...e eu consegui, eu passei pra fazer medicina em Albert Eisten, eu tinha prometido que nunca deixaria vocês, por que quem ama não abandona, mas foi você com todo seu espírito de liberdade juntamente com Deus quem decidiu sem permissão partir sem ao menos um adeus " O choro a toma. "Por que você foi tão egoísta? Por que me abandonou? Eu só queria a sua presença, sei que a vida estava uma droga mas nos podíamos ter resolvido tudo juntos..." Seu choro me dá uma facada junto com suas palavras. "Eu te amo porra!" Eu posso não só sentir o ódio e a dor em suas palavras como posso ouvir, desde que conheço Jemime nunca a havia visto xingar, nunca a havia visto assim. Nunca mais vou vê-la, nem ela, nem Henry. Eu sou uma bosta de ser humano.
"Você está os protegendo" Anabeth me abraça, eu sinto a dor nela, graças as poucas palavras que Anthony teve coragem de trocar comigo eu posso ter certeza, Anabeth me entende, entende de verdade.
"Vamos sair com o helicóptero em dois minutos" Anthony avisa sem tirar o celular do ouvido, certamente ele estava falando com um dos figurões da CSI.
"Hora do adeus" A loira sussurra e eu assinto prontamente enquanto enxugo as lágrimas com manga do meu suéter. Dou uma última olhada nos meus amigos, os únicos que realmente importam.
Eu amo vocês
Penso de forma tão forte que chego a sentir dor de cabeça. Por uns segundos vejo os dois pararem de chorar e procurarem alguém a sua volta. Eles se abraçam e sorriem, eu também sorrio satisfeita, é essa a ultima lembrança que eu quero que eles tenham minha, uma lembrança doce de amor... essa é a ultima lembrança que eu quero ter deles, uma lembrança de felicidade, doce e mágica felicidade.
"Agora ou nunca" Anabeth sorri com lágrimas nos olhos, pega na minha mão, junto com ela entro no helicóptero, Anthony pilota, é pelo jeito ele tem mais que mil e uma utilidades; e é assim que o helicóptero decola, com meus guardiões e eu; meu novo futuro...um novo eu.
"Você pode escolher seu novo primeiro nove". A loira diz e eu sorrio. Sim eu sei um nome perfeito.
”Sophia, quero ser Sophia”. Sei o quanto minha voz embargada.
Já que não posso ficar com eles, levarei um pedaço deles, assim nunca esquecerei dos melhores, os melhores fracassadamente vencedores que já conheci, os melhores e eternos amigos. Em nome deles, eu serei Sophia, e serei a Sophia mais vencedora que alguém um dia já foi.

(...)

Há quem diga que não existe lugar melhor pra se morar que New York, lá temos tudo, pelo melhor preço exceto moradia. Eu discordo, vendo Miami por fora do carro graças ao teto solar eu posso ter certeza absoluta, Miami é lindo, tem um contraste gracioso entre natureza e cidade grande, quer melhor?
A nossa viagem levou um dia e meio, ficamos em um hotel à noite e sem contar que trocamos de carro diversas vezes; até agora tudo o que vi de CSI se resume a Anthony e Anabeth.
"Chegamos, vou entregar o carro, acho melhor irem entrando logo" Identifico rapidamente a voz monótona de Anthony. Noto o prédio que paramos defronte. Ele é alto, muito alto, tem portas e grandes janelas de vidro, suas paredes são totalmente espelhadas dando um ar futurístico ao local de cair o queixo.
Tecnolog
O nome estampa o topo do prédio em letreiros dourados de arrepiar.
Anabeth desce do carro e eu a acompanho.
"Só falta você me dizer que tem uma passagem secreta pra CSI nesse prédio!" Sussurro próxima da loira que abre um largo sorriso malicioso.
"Tem uma passagem secreta da CSI nesse prédio, achou que iríamos comprar notebooks?" Ela arquei uma sobrancelha de modo desafiador que me faz ri.
Ao entrar no prédio paramos direto na recepção, a passagem para os elevadores é fechada pelo balcão da recepcionista. Ela masca chiclete de frente para um computador, quando vê Anabeth ela abre um sorriso.
"Olá Annie, vejo que tem uma amiguinha" A mulher tem a pele negra e é tão linda que eu fecharia os olhos para não sentir tanta inveja, é claro se não estivesse tão preocupada de boca aberta.
"Sim" A loira ri "Boa sorte com a recepção Mel, sei o quanto ama esses turnos". A mulher do balcão revira os olhos para Anabeth como quem já está mais que acostumada com seu senso de humor.
Vejo que a barra se abrir dando passagem para passarmos, caminhamos direto até o elevador aonde desta vez não tem ninguém para apertar botões por nos, então é Annie quem o aperta. Passam-se pouquíssimos segundos até a porta se abrir e entramos no recinto com cheirinho de lavanda, o elevador também é completamente espelhado, a julgar pelos botões dos quarenta e poucos andares a cima.
"Nos procuramos manter as aparências de uma empresa comum, mas na verdade não é uma empresa comum como você bem sabe querida Jemime" Apos terminar sua frase Annie se vira para os botões do elevador e aperta uma combinação de mais ou menos dez números rapidamente. Uma luz azul pega seus olhos parecendo os escanear, eu praticamente dou um salto pra trás com a visão.
Seja bem-vinda de volta agente Catwayner
As palavras com voz de robô saem de algum lugar do elevador que não consigo identificar qual, contudo quando dou por mim, nos números do elevador que apontavam que ele apenas subia aparecem números claramente subterrâneos.
Permaneço um tanto surpresa, a loira aperta algum botão subterrâneo que não me dou conta, como num vôo o elevador desce tão rapidamente que sinto minhas pernas falharem, me seguro em Annie que neste momento ri tanto quanto se é possível.
Quando finalmente o elevador para eu tenho quase certeza que vou vomitar todas as minhas tripas, porém Annie me segura e me arrasta para fora.
"Na segunda vez você nem sente" Sua voz é reconfortante "Olha, respira pelo nariz e solta pela boca". Ela faz a respiração e eu a imito até que a ânsia de vomito passa "Melhor?"
"Se você chama estar melhor de sentir duas tripas na garganta, sim estou melhor" Falo sarcasticamente.
"Ótimo, agora veja bem, temos ordens claras e duras a respeito da sua identidade, vamos encontrar com a rainha dos disfarces e criar sua nova identidade, mas até para ela você já é Sophia okay? Não queremos nenhuma informação vazada novamente" Eu concordo com a cabeça. "Ótimo querida Sophia".
Passamos por vários corredores e inúmeras pessoas que cumprimentam Anabeth. Se me soltassem nesse segundo para encontrar a saída eu já estaria mais que perdida.
Coisas sobre a central da CSI
Ela é enorme
Os agentes são lindos
Ela é rica
Muito rica
Annie apóia sua mão em mais um leitor dos vários que ela já colocou e novamente a porta faz uma barulho de destrancada se abrindo sozinha em seguida.
Logo um som da música de um piano ecoa lindamente pelo local, é tocado com tanta maestria que sinto vontade de guardar a música dentro de uma caixa e leva-la sempre comigo.
A sala é lotada de roupas, computadores, mesas, cadeiras, espelhos, tapetes, cabines, uma espécie de salão, loja de roupas e sala de computação juntos.
"Agende Wolf?" Anabeth chama.
O som de piano se apaga, no meio das roupas vejo uma espécie da passagem secreta se abrir podendo assim saber da onde era tocado o piano, dentro da passagem tem apenas um cômodo com piano, nele uma garota está sentada com os dedos ainda sob as teclas.
"Catwayner, já estava a sua espera... e de sua amiga" A mulher abre um sorriso gentil.
Mais uma agente bonitona pelo jeito. Desta vez não é tão alta quanto as outras, ela tem a pele tão branquinha e cabelos tão negros que poderia ser chamada facilmente de branca de neve, os traços de sua face são tão doces quanto seu sorriso delicado, seu cabelo não é comprido, vem até pouco depois da orelha em caimento de ondas. Ela caminha em nossa direção e da um abraço caloroso em Annie.
"Como foi sua ultima missão?" Pergunta a mulher.
"Com um brinde" Annie aponta pra mim com um sorriso de canto de lábios. "Essa é Sophia, temos ordens de não revelar sua identidade, Sophia essa é Frida Wolfe".
"Prazer" Tento parecer simpática ao esticar as mãos para um aperto, entretanto Frida ignora completamente o gesto me juntando para próximo de seu corpo em um abraço aconchegante.
"Sendo assim, você é o talento que precisa de uma nova identidade, seu caso deve ser raro para não ter sido mandada para o centro de treinamentos" Sua voz é meiga, mas suas palavras me dão um banho de água fria.
"Realmente Frida, Sophia é um caso bastante peculiar". Annie diz divertida
"Sendo assim, merece uma identidade bem caprichada" Frida pisca para mim. "Por acaso você fala russo Sophia?".

Notas finais
E aiii gostaram? Então estou aceitando uma ficha para um mestre em armas(homem) quem quiser pode chamar por MP ou deixar a ficha aqui por mensagem, o modelo de ficha deve estar no cap dois se não me engano ❤ Enfimmmm Me dêem oi vaaai *---*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.