Dolce Passione
4 O Traidor
Notas iniciais
Povs Bella...
Eu não acredito que papai fez isso comigo, ela me enganou! Disse que me levaria pra um passeio de barco com um grande amigo, mais não disse quem era seu amigo, porque não desconfiei que ele tramava algo? Claro que ele concorda com o cortejo do conde, mais ele não vê que... Conde cullen é um mulherengo, deus! Ele não se importa com minha felicidade? Parece que não, mais depois do beijo que ele me deu praticamente a força... Sim a força, eu tentei resistir ao cheiro dele, ao toque, de sua voz rouca com sotaque, a arrogância, mais o homem era irresistível e sabia disso, mais lutaria até o fim, por isso lhe dei um soco, mais tive a impressão que nem se quer doeu, pois nem assim ele perdeu a compostura.
Durante as duas horas que duravam o passeio tive que fugir das investidas do conde, e fingir que ele não me afetava, ainda mais quando sorria mostrando seus dentes brancos e perfeitos, ou quando me olhava demoradamente com seus olhos verdes emoldurados por cílios espessos, sim... Ele era um perigo e me perseguia até em sonhos, mais não vou lhe dar chance alguma, não posso fraquejar, pois tudo que ele quer é tirar minha pureza e mostrar sua supremacia de macho, e não vou ser mais uma que passa por sua cama, não mesmo.
E dias depois resolvi ter uma conversa seria com papai, eu já era adulta, morava sozinha e não ia permitir que ele se metesse assim na minha vida, me empurrando um homem com a reputação do conde, que só me queria pra uma noite de prazer em seus lençóis, então no final do expediente entrei em sua sala na empresa e disse:
- Podemos conversar um minuto papai?
Ele me deu um sorriso, indicando a cadeira em sua frente com um gesto e disse:
- Claro que sim querida.
Sentei-me e disse sem humor:
- Quero que pare de ajudar conde Cullen a dar em cima de mim papai, não vai dar certo, esse homem não é pra mim, ele não passa de um libertino.
Ele me olhou com seriedade disse:
- Eu só o estou ajudando a conhecê-la melhor Bella, Edward é um homem de personalidade, honesto, além de uma águia nos negócios, não se compara com os últimos homens que saiu inclusive Jacob e...
Ele me aborreceu ao falar em Jacob, afinal eu fui apaixonada por ele e pensava que íamos nos casar, mais ele preferiu me trair com outra, e isso partiu meu coração, desde de então me afastei dos relacionamentos, e se Jacob que era considerado um bom moço fez o que fez comigo, imagina o que o conde pode fazer, por isso disse com um suspiro de impaciência:
- Ora papai! Não fale em Jacob, por favor, o fato é que não quero me envolver com ninguém agora, e exijo que respeite isso.
Ele deu um meio sorriso e disse:
- Não se aborreça meu anjo, nem todo mundo é o que parece conheço o conde e sei o que digo, não estou pedindo que case com ele, mais quem sabe não podiam ser amigos, o que acha?
Casar? E ele acha que o conde é do tipo que se casa? Até parece! E disse num tom firme:
- Chega papai! Prometa que não vai mais me empurrar pro Conde, prometa que não vai mais se meter em minha, mamãe não faria isso.
Pronto falei me seu ponto fraco, dona Renné se separou dele a alguns anos e foi morar na frança, mais ela sempre foi amorosa comigo sempre me deu espaço, e papai nunca a esqueceu dela e está sozinho até hoje, enquanto mamãe troca de namorado quase todo o ano, agora sei que ele vai me dar razão, então ele disse:
- Está bem, não vou me meter mais, sei que sua mãe não faria isso, mais isso não garante que o Conde vai desistir minha querida.
- Ele vai sim, logo o Conde terá outra conquista e me deixará em paz.
Papai balançou a cabeça de um lado pra outro com descrença, dois dias depois tive que fazer uma pequena viagem ao Canadá, como diretora da empresa de marketing tinha um encontro de negócios com o empresário Laurence duroy, se ele aceitasse ser nosso cliente fecharíamos um grande negócio, mais ele não apareceu no jantar que marcamos saí no restaurante depois das dez frustrada, me perguntando por que ele não foi ao nosso encontro, decidi ficar num hotel e voltar pra casa só no dia seguinte.
No caminho recebi uma ligação do assistente dele dizendo que ele preferiu fechar com os “Cullens titã”, maldito conde! Ele fez de propósito sabia o quanto esse contrato era importante e chegou antes, mais ele me paga! Isso não vai ficar assim, aposto que levou pro lado pessoal só porque não quero nada com ele, mais quando eu o encontrar... Ele... Que ódio! Assim que entrei no hotel no qual nem reparei o nome fui direto a recepção, estava com tanta raiva e tão nervosa, que não encontrava meu cartão na bolsa, quando por fim encontrei o dei a recepcionista que sorria de forma automática e disse:
- Uma suíte, por favor.
Ela me olhou e disse com certo pesar:
- Sinto muito senhorita, mais estamos lotados.
Então disse com o cenho franzido:
- Talvez possa me indicar outro hotel.
Ela franziu os lábios com desanimo e disse:
- Bom... Os hotéis dessa parte da cidade também estão lotados... Sinto muito.
Dei um suspiro cansado, já era tarde, onde ia ficar? Já pretendia sair e buscar outra solução, quando uma figura alta se postou ao meu lado, meu corpo enrijeceu ao sentir o perfume inebriante e a presença máscula, me virei pra o encarar e confirmar o que já sabia, sim... Era o conde Cullen ele vestia um terno cinza e seu olhar arrepiou os pêlos de minha nuca, ela abriu um largo sorriso e disse:
- É sempre um prazer vê-la Bella mia, então vai se hospedar no meu hotel?
Perguntei sem acreditar:
- Seu hotel?
Eu devia ter olhado o nome antes de entrar porque se tivesse olhado com certeza passaria direto, olhei a placa na parede com os dizeres “hotel Mansen” e a recepcionista falou:
- Na verdade não temos mais vagas senhor Conde, e nem nos hotéis aqui perto, foi o que disse a senhorita.
Ela falou de forma derretida e meu estômago quase embrulhou.
- Tem certeza Heidi?
- Sim senhor.
E pensei que se ela se derretesse mais um pouco viraria manteiga, em seguida Edward se dirigiu a mim e disse:
- Mais minha suíte sempre fica vaga, pois é apenas por meu uso, e pretendo passar a noite aqui também, será um prazer dividi-la com você principessa, se quiser, é claro.
Ele me lançou um olhar tão quente que me senti nua, engoli em seco, mais logo lembrei que ele havia roubado meu cliente e disse:
- Não obrigado, não divido nada com traidores.
Em seguida me retirei pegando meu cartão e minha pequena mala que trazia comigo e fui até a saída, não cheguei a andar muito, Edward segurou em meus braços me virando pra ele e disse:
- Como assim traidor?
E o acusei:
- Traidor sim, pensa que não sei que roubou meu cliente, o senhor Laurence Duroy.
- Não fiz isso, venha comigo e deixe que me explique.
Estávamos muito perto e essa proximidade me perturbou, ainda sim disse:
- Não vou a lugar nenhum com você.
- Por favor Bella mia, me deixe explicar.
Eu temia ficar a sós com ele, ainda sim queria uma explicação e perguntei:
- Pra onde vamos?
- Pra minha suíte.
Estreitei o olhar e disse:
- o que?
- Calma Bella mia, só vamos conversar, se depois quiser ir não vou me opor.
Não sei se ele merecia um voto de confiança, mais no fim acabei concordando e disse:
- Está bem.
CONTINUA...
Notas finais
PRA QUEM LÊ O PRINCIPE OCULTO, AINDA NÃO TENHO PREVISÃO DE POSTAGEM.
MAIS O CAUBOY VOLTA EM BREVE!
ROBEIJOS!
COMENTEM!
THAU!
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