Doki Doki
1 Um sentimento que não sei explicar
Notas iniciais
Ultimamente o Luffy anda muito estranho. Não sei dizer o que anda acontecendo com ele. Estamos navegando há um tempo, eu entendo que ele esteja entendiado, pois ele tem todo aquele espirito aventureiro, mas isso não é motivo pra ficar me olhando.
Hoje estava um dia quente. Franky havia parado o Sunny para aproveitarmos um pouco. Ele colocou a piscina para passarmos o calor.
Por enquanto tudo estava normal. Eu coloquei o meu biquini, e saí do quarto acompanhada de Robin. Coloquei meus óculos de sol e me deitei da espreguiçadeira.
N/A P.O.V
– Não vai entrar na piscina, Nami? — Robin perguntou se deitando na outra ao lado. Ela estava com um rabo de cavalo, deixando apenas alguns fios de cabelo no rosto. — achei que estava com calor.
– Não... Não estou com tanto calor assim. Só coloquei o biquini mesmo porque é muito ruim ficar de roupa no calor. Você sabe como é. Fica grudando na gente o tempo todo.
– Hmm... Sei. — Nami olhou para a amiga. Sabia quando Robin estava sendo sarcástica, e aquele era um dos momentos.
– Êhh? O que está ensinuando, Robin?
– Você sabe que eu sei...
A ruiva corou, desviando o olhar da ruiva.
– Sanji-kun!! — ela chamou pelo cozinheiro. Em menos de dois segundos ele aparece como um furacão de amor.
– HAI, NAMI-SWANN!?!?
– Pode fazer um bolo de laranja pro lanche da tarde? — ela pegou seu suco, dando leves goladas.
– Faço tudo que você quiser, minha deusa!! — Sanji beijou a mãe delicada de sua navegadora, e saiu rodopiando com corações nos olhos até a cozinha.
Para Nami, a conversa que estava tendo com Robin tinha acabado. Mas a morena sabia muito bem que ela tentara mudar de assunto ao chamar o cozinheiro...
A arqueóloga olhou pra lado, e viu que o menino do Chapéu de palha, já não estava na piscina jogando água em Chopper e Usopp. Ele estava ali sentado no balanço, olhando para a mulher de cabelos alaranjados, com uma expressão nada contente.
Bingo.... Tinha algo a mais aí.
Acompanhando-o com os olhos, Robin esperava para ver a reação de seu capitão. Ele se levantou, carregando com sigo sua carne, e seu precioso Chapéu de palha. Foi até a espreguiçadeira da mulher mais nova, e se sentou no chão ao lado dela, apoiando o queixo em sua coxa direita.
– Oe, Nami. — ele chamou.
– Diga, capitain.
– Por que você só chama o Sanji de "-kun"? — Luffy fez um biquinho infantil.
– Hm? — Nami inclinou a cabeça um pouco pro lado, e se sentou direito na espreguiçadeira. — Hee... Por que isso agora, Luffy?
– Me fala vai. — ele insistiu.
– Ahh... — ela suspirou. — é que o Sanji-kun... É diferente de você, do Zoro, Franky, Usopp... E o resto. Ele é mais... cavalheiro, digamos assim. Por isso eu o chamo de Sanji-kun, porque o tratando com afeição, ele irá retribuir.
– Retribuir? Mas como?
– Me tratando do jeito que ele me trata. Como uma verdadeira dama... Não, dama não, como uma verdadeira princesa!
Luffy ficou uns minutos calado, encarando a face da ruiva, que tentava ao máximo não ficar envergonhada.
– Uma princesa tipo a Covardeshi? (Shirahoshi) Ou a Vivi? Ou a Rebecca?
– É. Tipo elas.
– Mas elas são delicadas, e você não é.
Dessa vez Robin não pôde evitar de rir.
– GRRR... QUEM DISSE QUE EU NÃO SOU DELICADA?! — ela dá um chute da cara do outro, e ele vai parar lá do outro lado do Sunny.
– N-N-Nami koai!!! — comentou Chopper, pasmo com a atitude repentina.
*
*
*
*
De noite o calor já havia passado, e agora estava um tempo bem chuvoso. Bem, pelo menos, era melhor uma chuva do que um calor de matar.
Todos já estavam em seus quartos. Menos Nami, era sua vez de ficar vigiando a noite inteira no observatório. Era bom aquela tranquilidade a noite... Nem parecia ser o mesmo Thousand Sunny que era durante o dia.
Aproveitou para ler um livro, normalmente leria um sobre navegação, mas por algum motivo lhe dispertou um desejo de ler um dos romances de Robin.
Se aconchegou no sofá, e com um pacote de salgadinhos do lado, estava perfeito. Dava para passar a noite assim tranquila.
Isso, se seu capitão não estivesse com insônia.
– Luffy, o que faz aqui? Não deveria estar dormindo? — ela perguntou normalmente, enquanto o olhava caminhar até o sofá, e se sentar ao lado dela.
– É... Mas eu não consigo dormir. Fiquei entediado. Aí lembrei que você tava aqui! — ele sorriu. Do nada colocou seu chapéu na cabeça de Nami, e depois olhou para o pacote que estava a sua direita. — wohh salgadinhos! Eu achei que tinha acabado. — ele pegou um e colocou na boca.
– Ei! — Nami se apoiou nas pernas no outro, tentando alcançar o pacote. — Sanji-kun escondeu de vocês justamente porque acabam tudo de uma vez.
A ruiva se sentou de novo, e manteve o pacote de salgadinhos bem longe do outro.
– Nami... — ele se dentou no sofá, apoiando a cabeça no colo dela. Antes dela protestar, ele voltou a falar. — eu não entendo...
Ela ficou sem palavras... Sentia que ele estava estranho mesmo.
– O que você não entende? — Nami começou mexer nos cabelos pretos do outro. Ele pareceu gostar. Quem não gosta de um pouco de carinho?
– Eu não entendo... Eu me sinto estranho quando vejo você conversando com outro homem. Principalmente o Sanji, que fica beijando sua mão.
– Ciúmes...?
– É, acho que é isso aí. Não sei. Quando eu te vejo, minha barriga começa a revirar. Antigamente eu achava que era fome, mas acho que não era isso.
– ....
– Ah claro! E junto com a barriga revirando, meu coração fica batendo...
– Para uma pessoa viver, o coração tem que bater, certo?
– Hm... Eu não tô falando esse tipo. Ele fica batendo bem mais rápido. Como se fizesse...
Ela sorriu corada.
– Doki... Doki?
Ele se levantou, olhando profundamente os orbres chocolate da companheira.
– Hai... Doki doki.
Do nada, ele tascou um beijo atrapalhado em Nami, que ficou sem reação no momento, mas segundos depois foi retribuindo...
Claro, era um beijo todo desajeitado, Luffy não sabia bem se estava fazendo certo, mas estava deixando-se levar pelos instintos.
Logo que se separaram... Sentiu suas bochechas arderem. Isso era muito estranho.
– E sempre sinto vontade de fazer isso. — ele completou, acariciando os cabelos na outra, que ainda estava com seu chapéu.
– Não sou médica, mas acho que posso te diagnosticar como apaixonado. — Nami se aproximou dele, e o abraçou. Era como um sonho... Um de seus sonhos realizado.
– Ah, então acho que te amo Nami, shishishi...
Fim~
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