Doki Doki

5 Capítulo 5


Eu não me movi por um bom tempo, a única coisa que conseguia fazer era encará-lo de volta.

O que será que passava na cabeça dele? Aqueles olhos arregalados não diziam nada e não me largavam nunca. Conseguia ver o meu reflexo em suas íris azuladas. Sua respiração estava irregular, como se tivesse acabado de correr uma maratona.

Levantei uma mão em sua direção para tocar em seu braço, porém Rin desviou do toque e se grudou contra a parede.

– Rin. — falei no tom mais suave que conseguia. Ele virou a cara, corando um pouco.

Olhando para o cobertor embaixo de si, sussurrou, amedrontado, meu nome. Não aguentei mais. Corando, me agachei ao lado da cama e o puxei para o meu abraço. Ele estava frio e tenso nos meus braços, mas quanto mais eu dizia palavras acolhedoras em sua orelha, mais ele relaxava em mim. Sentia gotas quentes caindo em meu ombro e fiquei demasiado triste, porque eu causei essas lágrimas.

Entre todas as palavras bonitas e que lhe fariam se sentir melhor, as únicas coisas que conseguia dizer eram : "me desculpa" e "eu te amo". De tempo em tempos, limpava suas lágrimas e em seus lugares deixava delicados beijos.

Só lembro que em algum momento disso tudo, acabamos nos deitando na cama, e quando tive certeza que ele havia apagado, dormi logo em seguida.

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Fui interrompido dos meus sonhos por uma porta batendo.

De primeira, achei que havia sido do dormitório ao lado, mas então me lembrei que qualquer um que morasse no dormitório vizinho provavelmente estaria em aula. Então a opção restante foi que Shima, o qual falta muita aula, teria voltado para o nosso dormitório e encontrado eu e Rin abraçados e dormindo. Ele teria achado totalmente estranho, dado meia volta e batido a porta.

Consegui não me estressar com a ideia de Shima ter nos visto abraçados, iria cuidar disso mais tarde. E o que eu realmente tinha que cuidar era o fato de que fiquei totalmente consciente de estar abraçando Rin, e que seu pescoço estava tão perto da minha cara que conseguia sentir o calor que emitia. Não conseguia me segurar mais. Todas as partes que estavam em contato com sua pele começaram a queimar.

Me aproximei mais dele, beijando-o, mesmo se estivesse dormindo, não ligava mais, só sabia que eu precisava abastecer meu "tanque de Rin". Minhas mãos começaram a se mover em suas costas, mapeando tudo que podiam. Quando comecei a beijar todo seu pescoço, senti ele se mover ao meu lado.

– B-bon? — pergunta ele sonolento e confuso. Seus lábios aparentavam tão macios quando pronunciavam meu nome e a cor rosada deles parecia tão doce que não resisti e os mordi, chupando um pouco. Minhas mãos viajavam pela suas costas firmes e seu abdome bem definido. — Hmm? — respondi, embora um pouco atrasado. Troquei minha atenção de seus lábios para seus olhos, muito mais ardentes do que um segundo atrás.

Ele esticou um braço e o colocou atrás de meu pescoço, me puxando para si. — Bom dia. — falou ele, sorrindo.

Respondi ele com um beijo, que Rin atendeu abrindo mais sua boca. Deslizei minha língua para dentro dela, fazendo os primeiros gemidos de Rin escaparem. Cada gemido que dava fazia meu pênis enrijecer. Movia a minha cintura para frente e para trás procurando por alguma fricção. Cada segundo que passava os gemidos de Rin aumentavam e ficava cada vez mais difícil de não foder ele naquele exato segundo.

Levei uma de minhas mãos para seu pênis semi-ereto e massageei ele por fora da calça. Seus olhos arregalaram e sua boca caiu aberta, sem conseguir fazer sons saírem de dentro dela. Enfiei minha língua dentro de sua boca e a fodi. O quadril de Rin se movimentava em minha mão e de tempo em tempos apertava seu pênis para dar mais prazer.

Algum momento no meio de tudo isso minha paciência estourou e arranquei a minha camisa e a de Rin, logo depois nossas calças ( foi mais difícil pois eram calças e todos sabemos como é difícil tirar uma calça deitado, ainda mais quando se está exitado). Me posicionei em cima de Rin e encarei seu corpo. Cada parte mais delicada e perfeita que a outra. Ombros avermelhados de tanto corar, seu tronco bem definido e pálido, braços compridos e finos... Exitava só de olhar para esse corpo desonestamente sensual. Mas entre todas as partes que poderia dar atenção, decidi dar para a mais diferente.

Peguei sua cintura e o virei de costas com seu traseiro empinado. Hesitei um segundo antes de morder delicadamente a parte inferior de seu rabo (fofo, macio, delicioso rabo) enquanto Rin gemia e grunhia abraçado no meu travesseiro.
–Bon-NNNGH!– Enfiei um dedo em seu anus para prepará-lo. Rin segurava mais forte no lençol cada vez que enfiava o dedo mais fundo. — D-dói....

Parei. Dói? Ele disse que dói? Tirei o dedo de seu anus no mesmo momento. Terei que procurar por uma solução para isso mais tarde... Machucar Rin é a última coisa que desejo, então decidi virá-lo novamente e focar totalmente em seu pênis. Esfreguei o meu contra o seu para experimentar e Rin gemeu alto. Merda... Beijava-o com uma paixão feroz, nossas línguas se entrelaçando, deixava chupões em seu pescoço enquando esfregávamos simuntaneamente nossos pênis. Ondas de prazer passavam pelo meu corpo a cada encontro divino. Deixei sair uns gemidos ao lado da orelha de Rin, que levou sua mão trêmula para esfregar nossos pênis juntos.

–Rin... — estava repetindo seu nome como uma das mantras.

– B-bon.... eu v-vou-AH AAHHH NNGH– seus gritos e gemidos ficavam mais altos e frequentes. - g-ggozAAHR...! — um líquido espesso saiu de seu pênis sujando nossos abdomes. Mesmo no meio do orgasmo sua mão não parava de esfregar nossos pênis. Fodia sua mão cada vez mais forte e rápido até que gozei também.

Caí em sima de Rin, respirando com dificuldade por ter acabado de sair de alta. Seus braços se entrelaçando em meu pescoço, e assim, apaguei.

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Acordei com cheiro de comida sendo preparada na nossa mini cozinha.

Abri meus olhos para ver Rin cozinhando algo bem apetitoso que fez minha barriga roncar (ainda mais porque não comia direito desde ontem à noite). Me levantei da cama com dificuldade e sem me importar em botar uma roupa fui para nossa mini cozinha silenciosamente. Tapei seus olhos com meus dedos e dei um beijo em seu pescoço. Rin começou a reclamar sobre não conseguir enxergar nada mas eu sussurrei em sua orelha "shii, não abra os olhos até ouvir a porta do banheiro se fechar" dei mais um beijo em sua orelha e fui para o banheiro e fechei a porta atrás de mim. Sorri de felicidade, pois aquele instante era um que gostaria de levar para o resto da eternidade. Estávamos felizes. Eu o amava. Ele me amava.

Entrei no banho e a única coisa que podia pensar era na comida que iria dividir com o meu amado assim que saísse.

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– Então.... vocês estão namorando?

Quase me engasguei com a Coca que estava tomando.

– S-shima! — falou Koneko.

– O que foi? Eu tenho direito de saber! Eles estavam se comendo quando entrei no quarto! — Isso era uma mentira, mas não falei nada. Em vez disso, me virei para Rin que estava olhando para seu pé sem falar nada, só corando. Desculpa Rin.... havia esquecido de contar para ele que Shima tinha nos visto dormindo juntos.

– Algum problema com isso Shima? — perguntei, pegando a mão de Rin e entrelaçando os nossos dedos.

– Hã... Não, só é estranho. Ai!– Koneko deu um tapa na cabeça de Shima. "O que foi Koneko?" sussurrou ele.

– Parabéns para vocês. — disse Koneko, sorrindo ignorando Shima. Olhei para Rin, que agora me encarava, e sorri, com toda a felicidade do mundo.

Como não tínhamos mais aula por hoje, me despedi de Shima e Koneko e fui com Rin para a clareira, onde tudo começou. Nos sentamos no mesmo tronco velho e a muito tempo morto, com o vento frio batendo em nossos rostos.

– Por que... — falei. Rin, curioso, olhou para mim. — Por que não me contou antes que era filho de Satan? — olhei para o céu cinza em cima de nossas cabeças. Rin subitamente endureceu ao meu lado. Ficamos em silêncio por um tempo e quando abri a boca para dizer que não importava, Rin começou:

– Porque eu não gosto desta parte de mim. Sempre quando alguma coisa envolvia isso– apontou para sua espada. — desgraça era o único resultado. Eu... eu não queria que nós acabássemos... — ele admitiu, fitando algumas árvores a nossa frente. — E, desde que eu ouvi que você odeia Satan, fiquei com medo que me odiasse também. Por isso não disse nada...

– Rin... — passei um braço pela suas costas. — uma coisa que descobri esses dias que passamos juntos, foi que não importa o que você, amor de minha vida, seja, mesmo que parente das chamas azuis, sempre irei te amar. — dei um beijo em sua bochecha, esquentando por dentro pelo toque. — Eu te amo, meu demônio.

– Bon... — Rin me encarou com os olhos pesados de lágrimas e um sorriso estampado na cara. — Eu te amo, Bon.

– Eu sei. — sorri, trazendo ele para mais perto de mim. Nunca, na minha vida, havia sentido o que eu sinto por Rin, é algo inexplicável, cheio de complexidades. Mas é isso que faz o amor ser belo.