Doki Doki
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Estávamos no meio de uma clareira da floresta, sentados em um tronco de árvore úmido, devido a névoa da noite.
Os outros nos procurando, mas sabia que estavam longe. Sentia o meu rosto corar só de estar ao seu lado. Minha audição aguçada, ouvia meus batimentos cardíacos ficando mais fortes a cada segundo. Rezava para que ele não escutasse, porém os batimentos eram tão altos que seria difícil não escutar.
Nossos olhares se encontravam à medida que me mexia desconfortavelmente ao seu lado. Meus dedos — gelados pelo frio da noite — encostaram por uma fração de segundos em sua mão, quente e macia. Queria encostar mais uma vez para sentir mais de seu calor.
Logo, constrangido, peguei sua mão e fiquei segurando-a. Não tinha como comparar sua mão quente com a minha fria e tremendo de ansiedade.
Levantei meu rosto para ver como reagira com a minha ação, porém sua cara estava virada para o outro lado. Só dava para ver sua orelha direita, porque usava meu prendedor-de-franja que havia emprestado para ele anteriormente. Sua orelha rosada e levemente pontuda ficara vermelha.
A vontade de beijá-lo agora mexeu com minha alma e corpo, tentava reprimir esse desejo, no entanto, ele era forte de mais.
– Rin? — Quando chamei seu nome, e se virou para me encarar, roubei-o um beijo intenso e comprido, de tirar o fôlego. Assim que afastei o meu rosto do dele, a fim de ver sua expressão e respirar, fui atacado por dois braços compridos e finos que se cruzavam nas minhas costas, como se nunca mais quisessem largar.
– Bon. Falou Rin. Abracei-o de volta com o mesmo objetivo e sussurrei em seu ouvido três palavras curtas, mas com um significado imenso: "Eu te amo."
Logo que as pronunciei, ele levantou a cabeça de meu peito e me encarou por um segundo, com um olhar de dor, como se soubesse de algo amais que eu não sabia. Depois disso, voltou a deitar sua cabeça em meu peito. Não queria que ele ouvisse meus batimentos cardíacos, pois nunca tivera ouvido eles tão fortes e acelerados como estavam agora.
Beijei-o na testa. Queria mais do que só um beijo, mas tive que me conter e deixar para a próxima, porque tínhamos que voltar para nossos dormitórios e avisar a todos que estávamos bem.
– Rin, é melhor nós voltarmos, não achas? — Levantei-me, levando comigo sua mão direita, fazendo-o levantar.
– Também acho. — Olhou para mim e sorriu. Sorri de volta, com toda minha vontade, pois esse foi o dia mais feliz da minha vida.
Só que eu ainda não sabia do por que daquele olhar de dor vindo de Rin.
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