Doki Doki
6 Capítulo 6
–Ahn... BON! — a força que Rin fazia segurando o lençol era imensa. A cama embaixo de nos fazia sons toda vez que me movia. — Mais... MAIS!!
– ... Aqui?... hnf — sussurrei em seu ouvido enquanto movia minha cintura para frente ao encontro de sua próstata.
– Sim... ahn SIM!! MAIS FORTE! nghhh! — gemina Rin enquanto ia ao encontro do seu ponto G de novo, com mais força.
Com uma de minhas mãos, agarrei seu pênis e comecei a masturbá-lo.
– Nh, B-bon, assim não... — disse ele, botando uma de suas mãos em seus lábios.
– Porque não? — brinquei com ele. — Eu sei que você gosta...
–... m-mas assim eu vou.... e-eu vou... — parou no meio da frase e olhou bem em meus olhos — Bon, Bon Bon BON, BONNN!
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– BON! — uma coisa pesada e dura bateu em minha cabeça me fazendo sentar na cama.
– RIN! — gritei. Outra coisa e jogada na minha cabeça — AI!
– IDIOTA!!! — alguém se joga em cima de mim e eu bati minha cabeça já super machucada contra a parede. — O RIN NÃO TÁ AQUI!
Foi ai que reconheci a voz e a cor do cabelo de quem falava... — AAAAAAAAAAAAAAH!! SAI DE CIMA DE MIM, IDIOTA! O QUE VOCÊ ACHA QUE TÁ FAZENDO?!
Shima saiu de cima de mim, e com um ato dramático de esfregar a manga de seu blusão nos olhos molhados por lagrimas ((inexistentes)) falou:
– Você sabe o que eu e Koneko temos que passar quase todas as noites?! — conseguia ouvir Koneko falando para Shima: não exagera Shima-kun...
–... Do que você está falando? — me virei para onde achava que Koneko estava no escuro — Ele bateu a cabeça ou algo assim? — falei apontando para Shima.
– Oi, oi.... — falou Shima, irritado — Acho que quem bateu a cabeça aqui foi você Bon... — franzi o cenho.
– Ha? — perguntei confuso.
– VOCÊ FICA GRITANDO O NOME DO RIN TODA A NOITE E HOJE MINHA PACIÊNCIA CHEGOU AO SEU LIMITE!
– Ah... — agora eu entendo porque a primeira coisa que gritei foi Rin. PERA. PERA PERA PERA PERA. O QUÊ?! — AH! — olhei para meu pênis — AAAAAAAAAAAAAAAH! — me joguei de baixo de minhas cobertas e concordei comigo mesmo que só sairia quando voltasse a ter um rosto com cor razoavelmente aceitável.
– Agora eu acho que ele não sai mais dali.. — cochichou Koneko para Shima
–Hmpf! Desde que ele pare com os gemidos de noite eu não me importo- AI! — ouvi o som da mão de Koneko batendo na cabeça (oca) de Shima.
– Não fale assim de seu amigo! — suspirou. — Enfim, estamos quase atrasados para aula, você vem Bon?
A única coisa que sai de minha boca e um grunhido estranho que por um segundo achei que não era meu, mas sim de um demônio morador das profundezas de Gehenna. Percebendo que isso significava um não, os dois saíram do dormitório.
Finalmente. Sozinho. Relaxei todos os musculos de meu corpo. Relaxando na cama, me lembrei repentinamente do meu estado.
– .... Merda...
Pensei nas minhas possibilidades: me levantar, tomar um banho frio, e depois ir para a aula como um estudante normal que se atrasa (veria Rin, o que e um ponto positivo pra essa opção); ficar rolando na cama como um procrastinador, não ir para a aula e dar um jeito na madeira ( o único possível nessa situação; pensar em alguma coisa muito escrota não e possível, prefiro ficar com as coisas bonitas em mente )
Realmente, eu pensei muito bem nas minhas opções, por muito tempo. Um minuto depois já estava com um pênis meio ereto em mão, pensando na merda que estava fazendo.
–------
Sonhos são estranhos. Nao existe uma logica por tras deles. Alguns sonhos nos lembramos, outros deixam só um sentimento diferente, mas a maioria nem sabemos que tivemos. E como dizem: sonhos sao os nossos mais profundos desejos. Eu não vejo o problema de sonhar com Rin toda a noite, mas também gostaria de lembrar de todos os sonhos. E parar de gritar seu nome também seria uma boa.
Shima havia dito que eu chamava o nome de Rin quase todas as noites, pois bem, eu não lembro de ter sonhado nada nos outros dias a não ser hoje.
Me masturbava com as imagens do meu sonho e minhas lembranças daquele dia. Mordia meu travesseiro para poder abafar os barulhos que saiam de minha boca. Imaginava como seria dentro de Rin: apertado e quente.
Usava as duas mãos para tentar capturar um momento com que mais se parecesse com o interior de Rin. Minha cintura com movimentos próprios.
Sentia o sêmen se acumulando na cabeça de meu pênis. Meus movimentos eram mais bruscos e rápidos e não conseguia mais manter minha voz baixa, mesmo com o travesseiro abafando uma boa parte. A cama rangendo mais e mais até que-
– BON! — ouço a porta do dormitório batendo contra a parede com forca.
– AH!- Paro tudo que estava fazendo e me escondo de baixo das cobertas. Tomara que não pareça suspeito.Merda... eu preciso me livrar dessa ereção o mais rápido possível. Olhei irritado para a pessoa que agora estava na minha frente.
–... RIN?! — Só de olhar para ele meu pênis já latejava. — O-o que você está fazendo aqui?
– Hm? Ah. — ele olhou para outro lado e corou um pouco. — Shima disse que você não estava passando bem, então não consegui não me preocupar....
Esse menino quer me matar ou coisa do gênero?!
–...- não conseguia falar nada. Por outro lado, minha cabeça tinha explodido com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Rin esfregou sua palma na parte de trás de seu pescoço — Enfim, você realmente está com febre, esta muito vermelho. — ele se aproximou e colocou sua mão em minha testa.
– Mnng...! — não consegui segurar o gemido que saiu de minha boca. MERDA MERDA MERDA MERDA. PORQUE ISSO TEVE QUE ACONTECER COMIGO?! É O KARMA POR EU NÃO TER IDO A AULA HOJE POR CAUSA DA PREGUIÇA?!
Mas Rin pareceu não notar e tirou sua mão logo em seguida (muito obrigado), dizendo — Nossa! Você esta pelando!
Do nada, ele começou a tirar suas roupas de inverno uma por uma até ficar só com uma camiseta básica azul.
– O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO?! — gritei antes que pudesse tirar essa ultima peça de roupa.
– Hm? Você deve estar com frio, eu vou me deitar com você para te esquentar: calor humano! — ele falou com tanto orgulho essas palavras que parece que aprendeu o significado delas hoje...
– N-não você não pode! coff coff eu tô doente, você vai pegar minha gripe assim! coff coff!
– Hm.. esqueceu que eu não pego esse tipo de coisa? — falou ele, tirando a camisa (por favor deus, me aceite no céu após minha morte...) e ficando só de cueca. Conseguia ver seu rabo balançando atras dele.
Meu pênis cada vez mais querendo atenção. Me desculpa camarada, mas você vai ter que esperar um pouco... Agarrei na coberta e balançava minha cabeça não querendo deixar Rin tirá-la de mim.
Mas claro, Rin sempre foi o mais forte entre nós . E quando me separou das cobertas o que viu o pegou desprevinido. Viu minha calça a uma certa distância de meu corpo, minha cueca abaixada e meu pênis totalmente ereto e pingando.
Quando a ficha caiu, seu rosto ficou todo vermelho, não, mais que isso, o tom de coloração de sua cara chegou ao roxo. Não acharia estranho se começasse a sair sangue de seu nariz, porque realmente...
–Hmm.. R-rin? — arrisquei falar. Como resultado, Rin largou o ar que estava segurando e ficou encarando meu pênis sem vergonha. O toque de seu olhar me deixava com uma subita necessidade de me tocar. Se for só um pouco... já que estava bem próximo de gozar... um pouquinho não faz mal...
Levei minha mão a minha ereção enquanto fitava Rin sem falhar. Ahhh... sim... Vendo ele rosar com cada movimento que fazia era sem dúvida uma das melhores coisas que esse mundo pôde me oferecer. Minha respiração começou a falhar novamente e meus movimentos mais rápidos. Com minha mão livre, puxei Rin para mais perto de mim e fiz ele se ajoelhar no lado da cama, para que eu ficasse da mesma altura que sua cabeça. Puxei-o para um beijo brusco e corrido. Rin tentou mudar o ritmo do beijo, sendo mais gentil, mas logo desistiu e seguiu meu ritmo. Suas mãos mapeavam minhas costas com ferocidade e meus gemidos iam ficando cada vez mais frequentes.
– Rin..! — falei, quando pausamos o beijo para recuperar nosso ar. — Hmn... AAAH! — sem mais delongas, cheguei ao meu auge e meu sêmen manchou minha camiseta e meu lençol, o que era de menos. Enquanto estava me recuperando, notei que não havia nenhum relevo na cueca de Rin... mas olhando melhor, ela estava molhada... hmmmm... será que...?
– Rin...? Você gozou só com isso? — perguntei. Rin arregalou os olhos assustado e se afastou um pouco.
– N-não! Não teria nem se tu tivesse me tocado... — balbuciou ele, num canto. Eu ri.
– Mentiroso.
– É sério! Quem vai ficar feliz sendo masturbado por um galo? — uau. Isso me tirou do sério.
– O que você disse, idiota?! — puxei ele para perto de mim pelo ombro. — Olha quem fala... mula que esconde o rabo!
– Que merda? O que você quis dizer com isso?
– Me referia a isso! — puxei seu rabo com força.
– Ai! Isso dói idiota! Me larga!
– Só se você retirar o que você disse do meu cabelo!
– Eu não retiro verdades!
– Ahh é?! — puxei sua cauda com mais força.
– AI AI AI AI! ME SOLTA!! — gritava Rin, batendo em minhas costas com a palma da mão, que, não sei se você sabe, é a pior dor que um pode receber nas costas.... Mas isso não me parou.
– RETIRA!
– NUNCA! AI AI AI AI! — sua cara se contorcia de dor... coitado... *sorriso maquiavélico*
– Seu cabeça dura de merda!! Só retira o que você disse... — larguei seu rabo e deixei minha mão cair. Rin se aproximou de mim emburrado e beijou meu nariz. Isso me pegou de surpresa. Quando olhei para ele novamente, ele estava com aquele sorriso idiota dele. E disse:
– Você é um graaande idiota e seu cabelo me lembra uma crista de galo; mas você é meu galo idiota.
Corei. Corei corei corei corei. Corei tanto que tive que esconder minha cara no travesseiro. Rin começou a me cutucar como se eu fosse um cadáver morto. Talvez eu parecesse um mesmo, não estava me mexendo.
– B-bon? — perguntou ele, preocupado.
Virei minha cara (ainda corada) para ele. E nesse momento, me veio como ele é importante pra mim. Sabe aqueles momentos, que do nada te da vontade de sorrir, pensar em todos os momentos bons que você já passou com essa pessoa, e como você quer valorizá-lo para sempre e sempre, porque sem ele você é nada? Então, eu estava num desses momentos, capturando tudo dele. Tudo. Olhei diretamente para seus olhos, que estavam me encarando, confusos.
– ... Eu te amo muito, Rin... — disse, ainda admirando-o. Rin corou, virou o rosto e falou alguma coisa baixinha que não consegui ouvir. Antes que tivesse tempo de perguntar o que havia dito, ele levantou e se fechou no banheiro.
Eu o segui e perguntei o que havida falado. Mesmo já sabendo a resposta, eu queria ouvir ele falando. Quanto mais ele recusava mais eu tentava persuadi-lo com a minha voz fofa ((inexistente)).
– .... Eu disse: sim, eu tinha gozado só com aquilo. — uau. Esse cara sempre consegue me surpreender. Comecei a rir alto, e quando Rin abriu a porta, eu o abracei forte como se nunca mais quisesse o soltar, realmente, não queria mesmo. — Também te amo, Bon...
Abracei ele mais forte, ainda rindo.
Momentos como esses eram os melhores, nunca pensávamos duas vezes antes de fazer qualquer coisa, nada que falávamos podia machucar o outro, nosso amor era 100% puro, e o nome Natasha não significava nada para nós... ainda.
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Rin decidiu fazer um almoço para nós dois, pois mesmo depois de limpar minha cama, a vontade de ir para a aula era nula, e já que todos normalmente levavam dinheiro para almoçar no refeitório, tínhamos o dormitório só para nós. Ajudei ele a cortar alguns legumes e a esquentar alimentos congelados no micro-ondas, pois minhas habilidades culinárias eram poucas; diferente de Rin, meu deus, ele é muito bom (e sexy) cozinhando.
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Depois do almoço, combinamos que era melhor ir para as aulas que faltavam no dia. Emprestei uma das minhas cuecas para ele, já que a dele tinha ido para lavar por motivos "misteriosos". Antes de sairmos do dormitório, Rin segurou minha mão e me deu um selinho. Sorrindo, soltou a minha mão e abriu a porta, saindo primeiro, e eu logo atrás.
Não existe demônio/pessoa que eu ame mais que Rin. Nunca vou sair de seu lado. E nunca vou me cansar de dizer isso pra ele.
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Naquela noite, não lembro de ter sonhado nada, e para completar, Shima acordou de bom humor.
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