Notas iniciais
Oii, como estão? Finalmentea fanfic sairá de Hiatus, nós voltamos, e sentimos muito por toda a demora... Torcemos para que vcs gostem! Boa leitura!!!

Todos se reuniram em uma mesa, Jorge cruzava os braços e batia o pé num ritmo inquietante, Chloe mexia em seu cabelo e eu apenas queria socar algo até quebrar cada dedo de minha mão, isso foi tudo que aconteceu durante a espera do nosso “vizinho”, nenhuma palavra sequer foi dita, todos apenas se encaravam em silêncio até o momento que a porta abriu.

Jack estava com uma roupa com estampa florida e um shorts verde-água, uma combinação meio estranha, mas tentei não julgar já que eu tinha sorte de ter o que vestir. O sorriso em seu rosto era envolto de malícia em um nível extremamente elevado, por algum motivo eu sabia disso, talvez pelo fato de que ele encarava a Chloe fixamente enquanto ria.

O garoto sentou-se na mesa de maneira relaxada e acertou minha canela propositalmente, tentei disfarçar a vontade de enfiar minha mão na cara dele e somente consegui devido ao fato que o “paizão” Jorge ter feito o mesmo quando levantou.

Passamos várias horas conversando, eu não entendi como mas por algum motivo o Jack falava de uma maneira que me fazia baixar a guarda, ele era muito parecido comigo, na verdade eu estava até assustado do tão igual nós somos: Ambos escutamos as mesmas músicas, assistimos os mesmos desenhos quando criança e até tiramos as mesmas médias em física.

Quando anoiteceu ouvimos o pai dele chamando na porta, Jack se despediu e saiu apressadamente enquanto saltitava feliz, olhei para Jorge e Chloe e o clima estranho voltou, ele parecia normal em tudo menos na maneira de agir.

— Pelo que ele contou, aqui não parece ter nenhum perigo – disse o Jorge – ele não mencionou uma vez sequer sobre os maníacos, os mortos e até mesmo sobre a falta de pessoas, e agora eu percebi, nós andamos muito e não vimos nenhum perigo sequer no caminho para cá...

— Ele tem razão — falei — não tivemos em nenhum conflito desde a escola, por mim quero que continue assim, mas como já dizia o velho ditado, quando a esmola é demais o santo desconfia.

Os dois acenaram a cabeça e bocejaram, olhei para um relógio que havia na parede e já era 23 horas, todos se despediram em seguiram para um quarto, Jorge preferiu ficar de vigia na sala, mas nós decidimos que trancar a porta era mais que o suficiente, hoje os três dormiriam.

Acordei grogue, minha visão estava turva e minha cabeça girava, olhei ao meu redor e percebi que não estava em meu quarto, um vulto avançava lentamente em minha direção, lembro-me vagamente dele ter me agarrado pelos braços e me arrastado, meu corpo estava fraco e eu não conseguia reagir, minha visão escureceu e eu dormi, droga corpo!

Quando finalmente eu recobrei os sentidos, minhas mãos estavam amarradas em algo acima de mim, meus pés não encostavam no chão e eu fiz a burrice de olhar para baixo, estava a no mínimo uns 10 metros do chão, havia uma horda de zumbis abaixo de mim mas nenhum parece ter me notado, foi o que eu queria dizer mas claramente eles estavam mais entretidos com o que parece ser um humano, na minha frente estava Jorge também pendurado, mas ao contrário de mim ele não havia recobrado os sentidos. Demorou cerca de 20 minutos até que os zumbis acabassem sua refeição e se espalhassem, comecei a conta-los para passar o tempo e ter uma noção da merda que eu estava, deu cerca de uns quinze, sinceramente dá para matar se eu tivesse armas, mas não consegui ver nada de útil lá de cima, e também não vi nada que estava atrás de mim.

Após entediantes quatro horas e muitos sons estranhos vindo de meu estômago, Jorge acordou. Ele mal teve tempo para acordar quando ouvimos uma voz familiar saindo de um sistema de som:

— Bem vindos ao meu mundo amigos! – um som de palmas tocou – Esta noite vocês passaram pelo meu teste! Caso consigam matar todos os trinta inimigos vocês poderão passar para o próximo nível até chegarem na sua recompensa – a corda girou até eu conseguir enxergar um telão enorme, nele havia uma gravação da Chloe amarrada numa cadeira de dentista, no quarto havia várias ferramentas e marcas de sangue espalhadas, a gravação foi cortada e o rosto de Jack tornou-se o foco – Você tem apenas duas horas antes que eu comece a me divertir com sua namoradinha Thomas, parece que até nosso gosto por mulheres era igual – a risada histérica dele finalizou o discurso e a corda nos desceu até uma altura que podíamos cair sem nos machucar, então a corda foi cortada de alguma maneira, minha faca estava no chão e o taco do Jorge do lado, meu peito ardia de ódio, um zumbi se aproximava, sua pele estava muito pior do que eu lembrava dos outros que já matei, acertei a lâmina em sua garganta e ela deslizou pelo pescoço inteiro facilmente, na verdade a cabeça até mesmo foi arrancada, sua carne havia apodrecido extremamente, mas o cheiro foi tão horrendo que eu vomitei, o que caralhos eram esses zumbis? Como ficaram tão podres em tão pouco tempo? Minha mente voltou no foco de salvar a Chloe, era um campo em grande ao meu redor, um estádio para falar a verdade, havia zumbis nas arquibancadas e no campo, nós estávamos no centro de tudo aquilo, havia 29 zumbis, Jack não mentira sobre isso, o que era estranho, parecia até que ele nos deu uma chance de ganharmos.

Prosseguimos matando os zumbis até a escadaria para os vestiários, demoramos quase meia hora pois a cada zumbi que eu matava era uma luta contra o estômago, mas quando finalmente chegamos não havia nada em nosso caminho, corremos até os vestiários e estavam vazios, continuamos andando até chegarmos na saída, uma pá barrava a maçaneta tiramos ela e abrimos, fechamos a porta assim que vimos uma horda de umas centenas de zumbi do outro lado, encaixamos a pá e voltamos para o estádio, observamos tudo ao nosso redor, no canto do estádio havia uma porta que definitivamente não era para estar ali, fomos correndo até lá, apenas cinco zumbis nos atrapalharam pois já havíamos matado a maioria que estava no campo em si.

Jorge arrombou a porta na base do chute, eu entrei em seguida apenas para ver um corpo feminino totalmente ensanguentado numa cadeira, cai de joelhos e simplesmente “quebrei”, Jorge não moveu um músculo, ele apenas encarou por alguns minutos e disse:

— Desde quando a Chloe tem o cabelo ruivo?

Voltei a mim mesmo na hora, saltei do chão até a cadeira e examinei o corpo, na verdade eu tentei porque assim que me aproximei ela se levantou e me agarrou, uma faca foi posta em minha garganta e em questão de segundos eu virei um refém, Jorge estava mais perplexo que eu, a garota disse com uma voz rouca:

— Seu amigo vai ser estripado igual um bagre se você não largar a arma e responder minhas perguntas grandalhão

Jorge deu de ombros e jogo o taco no chão, ele saiu de frente da porta e apoiou-se na parede, estava tão relaxado que eu até fiquei com medo dele estar pensando em me sacrificar ou algo do tipo, mas ele apenas disse:

— Você parece ter passado por maus bocados então realmente não quero te ferir, vamos resolver isso pacificamente conversando?

Talvez nós poderíamos termos nos conhecidos se o Jack não decidisse aparecer no telão novamente:

— TIC TAC seus desgraçados, é suuuuuuuper chato esperar sem fazer nada – ele riu igual uma hiena, sério, um humano não deveria ser capaz de rir de maneira tão estranha assim – caso estejam perdidos, eu posso afirmar para vocês: estou bem debaixo do nariz de vocês...

Mais uma vez a tela se desligou, o chão tremeu violentamente na sala e fomos forçados a correr enquanto ela desabava, sentados e recuperando o fôlego, cometi mais uma vez a idiotice de olhar para baixo, havia no mínimo mil zumbis esperando dentro da cerca do estádio, havia mais nas estradas ao redor e provavelmente no resto do bairro, todos emitindo gemidos e uivos enquanto me encaravam. Jorge me puxou e aponto para o centro do estádio, parte do chão afundou e consegui ver um quadrado que não saiu do lugar, embaixo dos nossos narizes é? Parece que o que quer que tenha feito o chão tremer nos fez um grande favor, descemos até o campo, que desabou quando ocorreu mais um terremoto, dos destroços consegui ver nosso “amigo” saindo extremamente revoltado gritando:

— O QUE VOCÊS FIZERAM COM MEU MUNDO SEUS IMBECIS! EU MANDO AQUI, EU QUE DECIDO QUANDO ALGO QUEBRA, EU MANDO NESSA PORRA, EU, EU, E SOMENTE EU!

A garota fez um gesto fingindo vomitar, Jorge estralou os dedos pronto para bater em adolescente arrogante, eu por outro lado, estava rindo, pois convenientemente, estava pisando em um revólver de um corpo que estava ali, peguei ele e havia apenas três balas, Jack viu minha mão e correu para sala, todos corremos até lá, a garota entrou na sala e com o impulso já acertou o garoto com um soco, ele estava tentando pegar um cutelo que tinha ali, Jorge entrou logo em seguida para proteger a Chloe, eu cheguei caminhando lentamente, Jack tentou me atacar, acertei um tiro em sua coxa, assim que ele caiu atirei novamente, desta vez na outra coxa, gritando pragas contra mim e gemendo de dor ele se arrastou até o canto da sala, havia uma última bala no tambor, mas não consegui atirar, os zumbis estavam começando a vir por causa dos tiros, Jorge socou o Jack na cara uma vez e pegou nossa amiga no colo, a garota ensanguentada pegou o cutelo e arrancou a mão esquerda do rapaz, levantou se e foi embora com o Jorge, que fez o gesto para mim finaliza-lo

Sinceramente, eu não consegui, quando os dois saíram da sala eu apontei a .38 para a cabeça do nosso “vizinho”, o dedo simplesmente não se moveu, o que eu estava fazendo? Ele era humano, mesmo sendo extremamente insano ele ainda tinha minha idade, não estou agindo iguais os maníacos, na verdade, eu matei maníacos também, na hora eu não pensei, mas se eles são maus por matarem sobreviventes, o que nós somos matando eles e o Jack?

Ouvi os gemidos dos zumbis ficando mais altos e meu coração acelerou, Jack chorava e implorava para eu mata-lo, no fim eu não consegui, mas antes de sair joguei a arma no colo dele, mal me virei e ele atirou, sem hesitar um segundo. Comecei a correr sem olhar para trás, juntei me aos meus colegas e procuramos uma saída, vimos uma escada nas arquibancadas e íamos correr até lá.

Um estrondo ecoou no estádio e mais um tremor, dessa vez uma parte inteira do estádio desabou, abrindo então para o mundo exterior o campo, as aberrações começaram a se atropelar enquanto invadiam o campo, um mar de mortos inteiro avançando como um tsunami, e nós ali, bem no caminho deles.

Comentário sincero: nós estamos muito, mas muito, fudidos.

Notas finais
Deixe seu comentário caso queira nos dizer algo, nós vemos no próximo capítulo, até logo! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.