Dois garotos e seus pecados.
1 Preguiça e Ganancia!
Notas iniciais
Preguiça!
Olhei Eduardo no sofá, jogando, como sempre com os tênis jogados pela sala uma latinha de refrigerante manchando minha mesinha, e os dedos sujos de salgadinho sujando meu controle. Não era de se esperar menos de um garoto de 17 anos que ainda estava na faculdade, meus apenas quatro anos a mais faziam com que brigássemos constantemente. Seus cabelos ruivos, vermelhos tingidos, estavam todos bagunçados.
Entrei na sala com meu avental e meu espanador, dizendo:
--- Levanta a bunda desse sofá só falta eu limpar aqui. --- Ele me olhou e virou me ignorando.--- Eduardo eu vou desligar se você não sair.
Ele me ignorou de novo. Eu larguei as coisas e fui até ele arranquei o controle de suas mas e dei pausa, e ele gritou:
--- Para com isso, Guto, deixa eu jogar.
---eu estou tentando limpar esse apartamento. Já que você é um preguiçoso você devia pelo menos não atrapalhar.--- Eu fiquei irritado --- Você também podia no mínimo achar um emprego pra me ajudar a pagar esse lugar e as nossas coisas.
--- augusto foi você que insistiu pra nos dois morarmos juntos, sem nem ter me comido uma única vez, você também é um preguiçoso , não se dá ao trabalho de resolver essa sua crise interna.
---Que crise interna ?
---do porque você não quer me comer. E o seu escape pra essa crise é sua mania de limpeza, você limpou essa sala ontem a noite.
---Esse não é o nosso assunto aqui, você tem que achar um emprego. Tem que sair desse casa um pouco além de só ir para a escola.
--- Você é um idiota, não sei por que concordei em vir pra cá quando você me pediu, eu te odeio.
Ganancia!
Eu voltei para a sala, ouvi a voz de Augusto:
--- eu estou indo dormir. --- eu não perdi a oportunidade.
---Guto, você não quer?... você sabe.--- guto me olhou da porta do quarto.
---Quer deitar do meu lado. Fica a vontade.
Eu bufei enquanto ele entrava no quarto, não percebi a hora passar. Eram três da manha quando eu parei de jogar. Levantei no sofá e fui em direção do quarto. Bati dedinho na mesinha no corredor, e cai no chão segurando meu pé. Gemi baixo. Fiquei ali até recuperar as forças , então levantei. Fui deitar na cama e notei que Augusto não estava dormindo. Ele olhou para mim, e eu para ele. Deitei em seu peito e comecei a beijar seu pescoço dando leves, dando mordiscadas em sua orelha. Comecei a beijar seu peito dando maior atenção aos seus mamilos. Enquanto ele tinha uma expressão de prazer no rosto. Mas quando eu ia tirar a calça ele me parou.
--- Eu e Você não vamos fazer isso.
---Mas guto...---fui interrompido.
---Mas nada Eduardo.
Eu me levantei da cama. E perguntei:
--- por que ?--- ele me olhou nos olhos.
---por que o que ?
---por que você me chamou pra morar com você?---eu rangi os dentes e tentei não falar mais merda do que o normal.
--- Por que eu queria você perto de mim.
---não, você queria me separar do Nathan--- Nathan era meu melhor amigo ---e eu aceitei como uma garotinha apaixonada devia saber que você não teria coragem pra ir em frente com isso.
Ele tentou revidar. Mas eu o impedi, continuando:
--- E não me assume por que, quer ficar posando de hétero pros seus amiguinhos da faculdade.--- ele se levantou.
---Eduardo para de dizer merda.
---Vai dizer que não é isso?--- eu o provoquei.--- que você não esta preocupado que os seus amigos descubram a verdade sobre, você.
Ele ficou vermelho.
---Saber do que você realmente gosta ia abalar as estruturas das suas amizades. --- eu o provoquei mais, e quanto mais eu provocava mais ele ficava vermelho. Eu o estava deixando com raiva.--- E você ainda me prende a você, e não me dá opções além de sentar naquele sofá e esperar você tomar a inciativa. Se queria um enfeite pro sofá que compra-se almofadas novas.
Respirei e continuei.
--- Você deve querer me dar alguma desculpa como sua moral e ética não te permitirem fazer isso. Pois eu digo que isso é apenas covardia sua. Você tem vergonha do que você é! Você tem vergonha do que nós somos! E eu tenho vergonha do que você se tornou!
Eu gritei, o mais alto que pude. E eu sabia no momento em que gritei o que ganharia como resposta. E foi o que ganhei; nenhuma palavra só um tapa no rosto.
Aposto que no momento haviam ficado as marcas dos dedos dele no meu rosto.
Eu apenas andei até o armário e peguei minha mochila, botei duas cuecas, uma camisa e uma calça, e sai daquele quarto.
Passei na sala e apenas desconectei o controle do console e o enfiei na mochila. E sem dizer uma sequer palavra fui embora. Enquanto Augusto me observava com lagrimas nos olhos e um misto de dor e raiva no peito.
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