Ele tomou um gole de sua bebida e eu estava procurando o pessoal na pista de dança, ele me encarava o que me fazia ficar vermelha.

–Tem como parar de me olhar? Já ta me incomodando! -falei seria

–Não está..-sorriu cínico- Ele se aproximou mais um pouco e eu me afastei -..Calma, não vou te atacar. -continuou

–Tenho que ir, xauzinho Kaio.. -fiquei em pé de costas pra ele e sentir sua mão em meu braço me virando ele já estava de pé também.. -Me solta!

–Não, até você ir dançar comigo -disse se aproximando do meu corpo

–Que jeito mais legal que você tem de chamar uma mulher pra dançar, ta de parabéns hein -sorri debochada e ele me olhava com o sorrisinho de lado

–È um dos meus charmes! -respondeu me soltando -tomei o copo todo da minha bebida de uma vez só e dei sinal para irmos dançar

Ele puxou meu corpo para perto do dele, me fazendo arrepiar, o dj estava tocando um sertanejo universitário, ele me conduziu a todo o momento, eu estava convicta de que tava dançando com o pior tipo de cafajeste do mundo, aquele que chega do nada solta uma cantada barata e vai embora depois arrancando pneus. Nossos rostos estavam muito próximos, ele estava me falando sobre sua vida. Empresario, ele tinha diversas floriculturas na cidade. E o principal, Solteiro.

–Já falei a minha vida toda para uma desconhecida bêbada -rimos

–Não tenho muito o que falar, e não eu não tô bêbada.. -disse desprendendo nossos corpos -.. Sou estudante de medicina e ponto. -dei enfase em "ponto".

Ele sorriu por inteiro, e eu pude ver o mundo naquele sorriso. O álcool já estava fazendo efeito em mim, resolvi ir atras da Juliana. Me soltei dele, dei uma desculpa enrolada e sair o mais rápido que pude, sentir seu olhar me procurando entre as pessoas, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela, que depois de cinco minutos me ligou.

Ligacão ON

–ALÔ LIAAA! TU TA AONDE? TE PROCUREI POR TODOS OS CANTOS -gritou ela do outro lado

–Fala baixo louca, tava na bancada dos drinks.. -respondi olhando por todos os lados para ver se via ela -..Você ta com alguém é?

–Tô, tô com o Rafael -falou baixinho e pude perceber que eles estavam se pegando

–Certo! Tô indo pra casa, você vai agora ? -perguntei mesmo sabendo da resposta

–SERIO?.. -gritou mais uma vez -.. Não, vou ficar com ele essa noite, ele me leva pra sua casa amanha de manha ta bom?.

LIGAÇAO OFF

Antes de responder a ligação caiu, o sinal estava fraco. Então deixei uma mensagem para ela ver depois, mandado tomar cuidado e se prevenindo. Me despedi de uns amigos, e fui em direção a saída. Liguei para um táxi e fiquei esperando na porta de entrada , já era três da manha. Me sentei para tirar os saltos, e antes de me levantar alguém se posicionou ao meu lado. Pelo o perfume, era Kaio.

–Esperando por mim cinderela? -disse me dando a mão me ajudando a levantar

–Por que você é tão convencido hein?.. -disse me apoiando nele e ficando de pé -..e não estou esperando por vc, sinto desponta-lo -sorrir provocando

–Vem, te dou uma carona.. — disse pegando na minha mão, e eu o rejeitei -..È só uma carona, prometo -disse serio

–Agradeço, mais eu já chamei um táxi. -sorrir tímida

–A essa hora? Você? Sozinha? Não, vem eu te levo em casa. -insistiu ele

Olhei pra um lado e para o outro e resolvi aceitar sua carona, enquanto ele pegava o carro, liguei para a central de taxista cancelando.

Kaio para bem na minha frente, abre a porta do carona e eu entro, encolho minhas pernas, e desço mais a saia, realmente eu não devia ter usado ela.

–Agradeceria se você parasse de olhar para as minhas pernas -disse pondo o cinto

–Vou tentar!

Ensinei a ele onde era o meu apartamento, depois fomos o caminho todo em silencio, vez ou outra sentia seu olhar sobre mim. Demoramos 10 minutos até ele parar de frente ao meu apartamento, tiro o cinto de segurança e percebo que a porta tá travada.

–Abre por favor... -olho incrédula para ele que rir -Ta esperando o que? -ele continua sorrindo

Ele se tira o cinto dele, e chega mais perto, tento abrir a porta e nada. Ele me olha com a cara mais cínica do mundo, e se aproxima cada vez mais perto até que Sinto seus lábios tocando os meus, e ainda sem reagir ele me envolve para mais perto, começo a dar sinais, e o beijo fica mais intenso, sem pensar duas vezes coloco minhas mãos sobre ele, e o nosso ritmo ia se encaixando cada vez mais. Ele para o beijo e eu continuo de olhos fechados. Abrir os olhos e ele estava me olhando sorrindo, me sentir corar.

–Tem como abrir a porta -disse falha, enquanto ele mexia em meus cabelos

–Como posso te ver de novo? -falou me encarando

–Bom, você já sabe onde moro.. -sorrir -..Agora abre a porta

Ele me deu um selinho e abriu a porta. Desci nas pressas, dei um xau e segui, e de longe ele observava eu me distanciando.

Cheguei em casa, e me joguei no sofá, ainda sem acreditar no que tinha acontecido. E apaguei por lá.

–