Orfanato Corleone. Roma, Itália 22:30

O sinos do toque de recolher, soavam pelas paredes do orfanato mesmo com sequer uma alma presente, o som metálico dos sinos era horripilante até mesmo para adultos, ele sempre tocava as 22:30 porem as crianças e a maioria dos funcionários já estavam em suas respectivas camas às 22:15, para evitarem ouvir o som dos sinos. O orfanato erá um prédio, formado por 13 andares cada qual com 13 quartos 13 banheiros e 13 acessos. Geralmente os andares não interagiam entre si, somente nas atividades físicas e na hora das refeições.

E mesmo com muito espaço, poucas crianças habitavam aquele orfanato, não era qualquer um que podia entrar ali, tinha que ser levado. Em alguns andares, o numero de crianças era pouco, quase nada e esse é o caso do andar 3, onde residi somente uma criança, seu nome é Renan Xavier Solo, um garoto com apenas 10 anos e com olhos intensamente verdes, cabelos negros e estatura de 1,65cm , um pouco alto para sua idade. Foi encontrado em frente ao orfanato ainda bebê, envolto a uma poça de água salgada com um cordão em seu pescoço que pendia um tridente como pingente.

Desde de quando foi encontrado, Renan viveu praticamente sozinho no Andar 3, não que ele seja uma pessoa anti — social, mas por que os garotos de outros andares o olhavam com outros olhos, com desprezo, com medo, isso o fazia se sentir excluído, porem, o pingente de tridente que ele guardava consigo dês de quando se entendia por gente, se aquecia nos momentos em que a solidão o apertava, mas isso mudaria nesta noite...

Exatos trinta minutos após o toque de recolher, Renan estava sentado em sua cama, abraçado com seus joelhos, olhando para a chuva que atingia com violência sua janela, seus olhos refletiam perfeitamente as gotas da chuva.

─Ora, deveria ao menos chover água salgada uma vez na vida ─ Refletiu Renan em voz alta.

Então, trovões e raios começavam a iluminar o céu, proporcionando inúmeros clarões. Renan levanta de sua cama e se aproxima da janela, quando ruídos estranhos, vindo de todos os quatro cantos do quarto, começavam a deixar o garoto assustado, ruídos como se algo estivesse derrubando tudo, como se algo estivesse caindo e a medida que os ruídos aumentavam, os trovões se tornavam mais e mais frenéticos, eis que uma luz branca começou a piscar pelas frestas da única porta do quarto.

Renan se vira e começa a andar em direção a porta.

─Ei... Ei... Quem está ai ? Não se pode andar pelos corredores a esta hora...─ Renan se aproxima ainda mais da porta, com os calcanhares cobertos pela calça de seu pijama azul, ele caminhava com passos leves.

Eis que alguma coisa extremamente forte, bate em sua porta e a medida em que ele andava os trovões, a luz e os ruídos ficavam mais intensos. Quando Renan chega a maçaneta e estende sua mão para alcançá-la, no exato momento em que Renan bota a mão na maçaneta outra pancada atingi a porta que faz Renan ser lançado e cair sentado centímetros atrás.

Assim que ele abriu os olhos, tudo com exceção da chuva havia parado, os ruídos, os trovões e a luz q piscava, o medo começou a consumir seu corpo, seus braços começaram a tremer e sua respiração a acelerar, então o último trovão soou no céu, fazendo todo o quarto iluminar-sede um branco cegante, Renan fechou os olhos rapidamente e quando tornou a abri-los novamente a chuva também havia cessado, o silêncio tomou conta o quarto durante alguns minutos até que Renan se levanta e volta a olhar para porta durante alguns segundos, ele se vira e vai em direção a janela novamente.

A calma voltou a pairar pelo quarto, até que Renan vira-se e se depara com um grande circulo em sua parede, um circulo luminoso que parecia deformar a parede do seu quarto, de um jeito que à deixava pastosa.

─Mas que diabos está acontecendo nesse orfanato?─ Perguntou Renan se aproximando do circulo.

Quando uma grande explosão acontece e onde havia o circulo, só restava fumaça e abaixo da fumaça havia um homem caindo no chão tossindo, com vestes de mafioso e um anel brilhante no dedo anelar direito.

─Maldito cavalo fantasma, malditos espíritos, maldita alquimia! ─ falou o homem tossindo.

─Quem é você?─ perguntou Renan.

─ Alone Schmitz, onde estou?─ falou Alone ainda tossindo.

─ Orfanato Corleone, Roma, Itália─ respondeu Renan.

Alone para de tossir, se levanta, limpa a poeira em sua roupa e suspira.

─ Esse Maldito acampamento novamente, NÃO.

─ Isto não é um acampamento senhor , isto é um orfanato ─ falou Renan com voz tremula

─ AH , agora você vem me dizer que isto a que , não é o Acampamento Meio-sangue ? ─ perguntou Alone

─ Sim, isto é um orfanato, tenho absoluta certeza! Agora senhor por favor se retire do meu quarto, se não chamarei o senhor Quiron ─ Disse Renan assustado

─ Pelos deuses , estão escondendo até isso ─ pensou Alone em voz alta ─ Tudo bem garotinho, pode chamar o senhor Quiron ─ disse Alone aproximando-se de Renan.

O garoto não pensou duas vezes, seus olhos encheram-se de lagrimas vendo aquele homem envolto de sombras se aproximando, então um grito surge.

─ SENHOOOOOOR QUIIIIROOOOOOON─ ao acabar o grito Renan foi ao chão desmaiado.