Dois Semi-deuses e um espirito de cavalo
2 Capítulo 2
Renan acorda tonto em uma maca, sua visão esta turva e embaçada porem aos poucos ele vai à recobrando de volta, ele olha para os lados e percebe que está sozinho em um quarto de enfermaria, mas ainda não consegue identificar bem oque há naquele quarto, aos poucos seus sentidos vão retornando e Renan consegue sentar-se na maca.
Ele olha para si mesmo e vê que esta vestido com roupas de paciente: uma bata hospitalar, uma toca em seu cabelo e meias em seus pés. Ele passa a olhar ao seu redor, vê que ao lado de sua maca esta uma pequena estante, que em cima dela há alguns remédios, luvas e uma pequena vasilha com água morna, Renan olha ao seu redor e vê que aquela era a única maca na sala e que a sala havia duas entradas/saídas, uma somente para visitas e outra somente para médicos e enfermeiros.
Renan tenta se levantar sozinho, porem seus sentidos ainda não estão completamente de volta, ele se esforça para se levantar, mas percebe que não ira conseguir ficar de pé sem o auxilio de muletas ou coisas do gênero, então com dificuldade ele se apoia na parede e começa a caminhar em passos lentos na direção da porta de entrada/saída de visitantes, a cada passo que Renan dava seu corpo formigava e sua visão ficava mais embaçada e turva.
Renan começou a pensar que aquele caminho não tinha mais fim, mas tudo isso era porque seus passos ficavam cada vez mais lento, porem ele não desistiu continuou caminhando mesmo com todo seu corpo formigando, assim que ele chega perto da porta uma voz, vinda da outra porta, ecoa pelo quarto e chega até os ouvidos de Renan
─ Onde pensa que vai peixinho fora d'água? ─ a voz ecou melódica por todo o quarto.
Virando-se com dificuldade, Renan se depara com oque ele imaginava que fosse o médico, um homem com 1,83 de altura, usava sapatos pretos, jaleco, calça, luvas, mascara e toca branca, um óculos com lentes redondas que refletiam as luzes florescentes do quarto, ele estava com sua mão esquerda em um dos bolsos do jaleco e a outra estava segurando uma seringa com um liquido transparente dentro.
O médico começou a caminhar na direção de Renan e ao contrario de Alone, aquele homem trazia consigo a paz, aquela paz em que só se obtêm nas férias, a sensação de estar livre dos problemas,de estar relaxado em uma praia sentindo o sol das 16:30. O homem para em baixo de uma das lampadas florescentes do quarto a uns 20 metros de distância de Renan.
De cabeça baixa, o médico olhava o líquido dentro da seringa, Renan queria virar-se de volta para porta, porem seu corpo estava paralisado, o silêncio toma conta do quarto durante alguns segundos, então o médico levanta a cabeça e novamente os óculos refletem as luzes das lampadas e isso ofusca um pouco a visão de Renan.
─ Você ainda tem muita névoa dentro de si ─ disse o médico tirando os óculos ─ você ainda não recebeu alta, agora relaxe e sonhe.
Aquela voz melódica fez com que o corpo de Renan relaxasse, as tonturas aos pouco estava voltando e aos poucos Renan perdia os sentidos, então ao cair Renan conseguiu ver os olhos do médico, eram olhos completamente dourados, não havia pupilas havia somente o dourado.
Em sonho, Renan estava a margem de um rio observando dois homens, um estava em pé usando sapatos, calça, sobretudo, cartola preta e uma bengala na mão direita, o outro estava ajoelhado e com a cabeça baixa a sua frente, com uma camisa laranja , jeans preto ambos ensanguentados e um all-star, havia diversos cortes em seu corpo, o sangue escorria e pingava por eles.
O homem de cartola olhava o outro que estava ajoelhado a sua frente, com uma expressão de decepção, com rancor em seu olhar, durante alguns segundos somente a correnteza do riu era ouvida.
─ A culpa é sua, você despertou esse sentimento nele! ─ rosnou o homem de cartola.
─ Eu já lhe disse... ─ falou com dificuldade o homem ajoelhado.
─ Ira mesmo continuar com isso?─falou em tom irônico, o homem de cartola
─ Em guarda!─ respondeu o outro
Um feixe de energia começa a formar um círculo em volta do homem ajoelhado, então de sua mão direita uma luz começa a tomar uma forma de cabo de espada e acima uma lâmina negra surge. Então ele se levanta com dificuldade, leva o antebraço esquerdo para as costas e com a espada no outro punho ele aponta para o homem de cartola.
─ EM GUARDA!
Então uma grande luz toma conta do lugar e a cena muda, agora Renan está sentado de baixo de um pinheiro, em um vasto campo gramado no alto de uma colina. Renan olha para os lados mas não há nada a não ser mais grama, então ele olha para baixo da colina e vê dois adolescentes correndo colina abaixo, uma garota de cabelos loiros e um garoto de cabelos pretos, pelo entusiasmo deles eles deviam estar apostando uma corrida.
Renan olha para os galhos do pinheiro e vê que em um deles há um velocino de ouro, Renan pensa em tentar alcança-lo, mas no momento em que ele estica seu braço, uma quente baforada atinge seu pescoço, Renan vira seu pescoço lentamente e vê que em sua esquerda há um enorme dragão. Renan fecha os olhos e grita, quando torna a abrir os olhos novamente, Renan está na sua cama, no seu quarto, no andar 3.
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