Notas iniciais
FÉEEEEEEEEERIASSSSSSS

Aleluia gente, to livre! Agora vou poder postar seeeeempre, um capítulo por dia!

UHUUUUUUUUUUUU

Enfim hahah, tentei caprichar nesse, espero que gostem :3333

Até lá embaixo!

Eu pensei em resistir. Realmente pensei. Mas Clarisse estava extremamente ferida e eu ainda não sabia ao certo o que podia fazer com uma espada. E eles eram cinco. Uma desvantagem relativamente grande, se mencionarmos o fato de que não sabíamos extamente quem — ou o que — eles eram e que teríamos que proteger Clarisse enquanto lutassemos. É triste dizer, mas foi melhor nos rendermos.

O projeto mal feito de “gang” não se incomodou em nos amordaçar, ou coisa do tipo. Talvez pensassem que eram muito bons, e nós muito ruins, para que conseguissemos qualquer coisa. Então, de cara amarrada, deixei que me conduzissem pelas ruas mais sombrias e vazias da cidade, durante uns dez minutos, mais ou menos.

Finalmente paramos em frente a um prédio detonado. Olhei para a construção fraca e sem pintura e depois olhei para os cinco adolescentes arrumadinhos. Aquilo não parecia, nem de longe, o tipo de lugar onde aqueles cinco gostariam de se encontrar.

Sem que ninguém dissesse ou fizesse nada, o portão da frente do prédio se abriu e nós entramos. O local estava realmente abandonado, fedia e estava terrivelmente sujo. Decidi assumir o papel de Clarisse (já que ela estava debilitada) e me pronunciei:

– Seria muita “insolência” minha, perguntar o que estamos fazendo nesse ninho de ratos? Ou quem são vocês e o que querem? – perguntei sarcasticamente.

A garota oriental, Tris, cerrou os olhos, me fitando com desgosto.

– Aqui não é um ninho de ratos. – respondeu ela simplesmente.

– Ah. – respondi. – Vocês tem problemas.

Os outros quatro se entreolharam, visivelmente irritados, mas nada disseram. Estavamos parados no meio do saguão. Um dos meninos do grupo chamou o elevador.

– Vocês só podem estar brincando. – Caio não aguentou ficar quieto. – Acham mesmo que vamos subir nesse troço? Olhe o estado desse lugar! O elevador deve estar pior ainda. Sem chances. Sabem o que eu acho? Vamos todos desembainhar as espadas e resolver isso de uma vez. A situação já está ficando ridícula.

– Não queremos matar vocês. – disse o garoto do elevador, debochadamente. – Se quisessemos, bastava que tivessemos deixado vocês naquele beco.

– Nós não precisávamos de vocês. – respondeu Caio entre dentes.

– Aham. – respondeu Tris e apontando para Clarisse, que agora se escorava em mim e em Caio. – Nós vimos como não precisavam. E o elevador é seguro. Nós o usamos todos os dias e ainda estamos vivos, ok? Parem de reclamar e agradeçam pelo que fizemos por vocês.

Trinquei os dentes e me segurei para não voar no pescoço dela. Agradecer?! A raiva subiu pelo meu corpo, como se corresse em minhas veias. Nós não tínhamos nada o que agradecer. E teriamos nos virado muito bem sozinhos.

– Ei – Caio sussurrou. – Shh... se acalme.

Olhei para ele com o cenho franzido. Mas, por mais incrivel que possa parecer, eu tentei me acalmar. Não ia deixar que um grupinho de adolescentes arrogantes e metidos aos heróis me irritassem.

O elevador era surpreendemente grande. Como aqueles de carga. Nós oito entramos e pelo o que pareceu a eternidade, subimos.

Com um “tlin” a porta se abriu, revelando um lugar totalmente diferente do restante do prédio. O andar em que tínhamos parado – o último, provavelmente. – era simplesmente lindo. Sofás vermelhos estavam espalhados ao redor de um tapete bem felpudo e marrom, na mesinha de centro, um jogo de chá completo e bonitinho estava delicadamente colocado. As paredes haviam sido decoradas também, com quadros, pequenas esculturas e coisas que eu nem imaginava o que era. Ao fundo, havia uma grade lareira que mandava calor para cada canto da sala. Mas mais do que toda a elegância e equilibrio do local, ali, eu me sentia segura e aconchegada. Eu não entendi muito bem o porque, mas assim que coloquei meus pés naquela sala e senti a atmosfera, eu me senti extremamente bem. Olhei para Caio e Clarisse, os dois pareciam estar sentindo as mesmas coisas.

– Um ninho de ratos, não? – zombou Tris ao reparar em nossas expressões suspresas. Revirei os olhos. Garota irritante.

– Sejam bem vindos. – só então pude reparar em uma miúda figura sentada na maior (e provavelmente mais confortável) poltrona. Ela era uma garota de uns doze anos, pequena demais para aquela poltrona. Ela tinha uma expressão confortadora nos olhos.

– Quem é...? – comecei a perguntar, mas Tris logo me interrompeu.

– Senhora, nós os achamos no beco. Estavam sendo espancados pelos gêmeos. – disse a garota.

– Ei! Nós não estávamos sendo esp-

– Shhh. – replicou a garota.

– Tris. – disse a menina na poltrona. – Já lhe disse para ser mais gentil. Um ano e não aprendeu nada?

– Desculpe. É involuntário. – murmurou a oriental, cabisbaixa.

– Acho que sabem que eu sou. – disse a menina da poltrona, com um sorriso cálido, após gargalhar do comentário de Tris.

– Hã... sabemos? – Caio sempre sincero. Essa franqueza toda ainda vai ferrar com a nossa vida...

– Eu sou Héstia, meus queridos. E essa é uma das minhas muitas casas. Fiquem à vontade.

Clarisse grunhiu. Só então me lembrei de seu estado.

– Oh. Coloquem-na em uma das poltronas. – disse Héstia. – Deixem que descanse um pouco. Rômulo, vá busca néctar e ambrosia, por favor.

Enquanto o tal Rômulo ia buscar o que lhe havia sido pedido, carregamos Clarisse até a poltrona mais próxima.

– Sentem-se vocês dois também. – disse Héstia. Obedecemos. Não sei ao certo porque, mas algo naquela garota – que eu já começava a achar que não era apenas uma garota... – me passava segurança.

– Espero que Tris tenha sido bem gentil com vocês. – comentou ela com um sorrisinho.

– Pff. Ah sim, muito gentil. – disse Caio ironicamente, fazendo com que Héstia contraísse as sobrancelhas e lançasse um olhar enigmático para Tris, que nem se preocupou em se defender ou algo do tipo.

– Não liguem para ela. No fundo ela é um amor. – Héstia tornou a se pronunciar, sorrindo. – Mas, vamos direto ao assunto... vocês encontraram a primeira esfera, certo?

A conversa mudou de rumo tão drasticamente, que eu demorei para processar o que me havia sido perguntado. Por sorte, Caio mais uma vez, expressou o que eu também estava pensando:

– Hã... me desculpe mas, nós ainda não estamos entendendo muito bem... – começou ele. – Sabe, o que estamos fazendo aqui, o que quer de nós, quem são aqueles caras ali de azul... E mais uma vez, me desculpe, caso eu esteja sendo inconveniente.

– Bem... – fez Héstia. – Se é assim, vamos começar do começo. Primeiro, sou Héstia, deusa dos lares, ou do fogo. Conhecem minha história?

– Sim. – respondi. Por alguma razão, mamãe sempre deu uma ênfase especial em Héstia, quando me contava aquele monte de histórias na hora de dormir. Ela sempre dizia que uma deusa humilde o bastante para deixar o Olimpo, apenas para manter a paz, deveria ser muito bem lembrada. Eu só não esperava que a tal deusa se parecesse com uma garotinha...

– E indo direto ao ponto, quero ajudar vocês. – continuou ela. – Soube que vocês viriam para cá atrás da primeira esfera e mandei Tris e Rômulo ficarem de olho...

– Você quer nos ajudar? – Caio pareceu muito, muito surpreso. – Uau...

Eu ri de sua incredulidade.

– É... – continuou a deusa. – Sei que são tempos dificeis. Mas em situações como essa, toda a ajuda deve ser bem vinda, não é?

– Claro, claro. – murmurou Caio desconcertado.

– Ham, senhora...? – não sabia muito como chamar a deusa dos laços familiares que aparentava ter doze anos, então soou meio inseguro.

– Sim?

– Acho que já perguntei isso a alguém antes... mas, o Olimpo não está, tipo, fechado? E você não é a primeira deusa com quem falo desde que... entrei nessa vida...

– Assim como Zeus não é bom em cumprir regras, não é bom em fiscalizar as que cria. É claro que ninguém pode deixar que ele saiba, pois não seria nada... legal. Mas, nós deuses estamos acostumados a fazer tudo “por debaixo dos panos”.

– Entendo. – disse. – E... – olhei para os adolescentes que ainda nos encaravam e prestavam atenção em nossa conversa. Héstia deve ter sentido meu desconforto e rapidamente entendeu minha pergunta.

– Quer saber quem são eles, certo? – perguntou ela e eu acenei com a cabeça. – São meus... aprendizes? E não, eles não são semideuses. São mortais. Veja, quando vi o que Rachel Dare era capaz de fazer como uma mortal que vê através da névoa, cheguei a conclusão que seria extremamente sensato receber jovens mortais com essa qualidade. Tris foi a primeira a me encontrar. – completou ela de forma afetuosa.

Caio e eu ficamos em silêncio. Bem, eu não tinha completa noção da história de Rachel, tanto que só a vi algumas vezes pelo Acampamento (e em uma delas, ela soltou fumaça verde), então não soube o que responder.

– E essa é a ajuda que tenho a lhes oferecer. – ela voltou a falar.

– Oi? – perguntei sei entender.

– A primeira esfera foi fácil de ser encontrada. Mas como fará para achar uma bolinha roxa na Casa Branca? Creio que seria muito dificil. Mas, com a ajuda de Tris, por exemplo, tenho plena certeza de que seria quase fácil.

Mordi o lábio. Calma Lyss, ela é uma deusa. Uma deusa. Você não deve desrespeitar uma deusa.

– Hmm, creio que nós conseguimos encontra-la sozin- estava tentando ser o mais educada possivel, mas mesmo assim, Tris me cortou.

– Não conseguem não. E não pense que fico assim tão feliz em ter que ajudar vocês.

– Tris! – repreendeu Héstia. – Agora, vocês todos precisam de descanço. Tris, vá preparar suas coisas, pois vocês partem de manhã. Ah, Rômulo! Que bom que chegou. Vá tratar de Clarisse. E quanto a vocês dois – a deusa apontou para mim e Caio. – Vão descansar.

Uma das garotas de Héstia nos trouxe cobertores. A sala foi ficando vazia – para onde foram, não sei. – e de repente só restava Clarisse em sua poltrona, eu e Caio. Nos dirigimos aos sofás, que ficavam no lado oposto da sala. Me estiquei no sofá menor, de dois lugares, para que Caio pudesse ficar com o maior – afinal, ele é mais alto e mais forte do que eu.

– Ei – começou ele. – O que você está fazendo?

– Como assim?

– Pode ficar com o sofá maior.

– Obrigada, mas eu estou bem aqui... – se eu dissesse que queria que ele ficasse mais confortável, ele nunca iria aceitar. Em três dias, conheci Caio bem demais. – E além do mais – continuei. – Esse sofá é tão grande que caberia nós dois. Não preciso de um maior ainda. – e era verdade. O sofá “menor”, valia por dois sofás de três lugares.

– Então okay. – pensei que Caio tinha se rendido e iria para o outro sofá. Mas aí, ele veio em minha direção e se deitou ao meu lado.

– O que você está fazendo?! – perguntei perplexa.

– Você mesma disse que cabe nós dois aqui. Não vamos desperdiçar espaço. – disse ele zombeteiramente.

Tenho certeza de que eu parecia uma perfeita idiota, olhando para ele daquele jeito perplexo. Porém, por alguma razão, eu queria que ele ficasse bem ali onde estava.

– Fazer o que. – respondi.

– Shhh. Eu sei que você me quer aqui. – ele disse sorrindo de lado, fechando os olhos. – Boa noite, Lyss.

Suspirei, enquanto analizava seu rosto.

– Boa noite, Caio. – eu disse muito tempo depois, quando ele já estava dormindo. Tentei me virar para o lado oposto para poder dormir. Mas não consegui. Então, adormeci olhando para ele.

Notas finais
E ai? Tá bom?
O que vocês acharam do rumo que a história tomou, com a Tris e tal?
Calyssa shippers, estamos de volta! haha
Gente, a opinião de vocês é a MAIS importante e sem vocês, essa história não vale nada. Então, me digam o que acharam!

Até o próximo cap. gente, que se Deus quiser sai ainda amanhã! heuehueh beeeeeeeeeeeeeijos