Dois Irmãos: Conflitos, Amores E Grandes Momentos
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Já estavam todos dormindo quando cheguei em casa. Será que alguém vai desconfiar de mim? Isso não sei mas mal consegui dormir ansioso pelo dia seguinte. Acordei e me arrumei para escola. “É HOJE, É HOJE QUE A MARCELINA VAI SE FERRAR”! pensei e sorri. Mal consegui tomar café. Minha mãe levou e Marcelina pra escola. Quando entramos, muita gente que já tinha chegado, estava em volta da parede de fora da sala da diretora olhando a nossa arte. Eu ria por dentro e a Marcelina absmada dizia:
---- Nossa, Paulo! Quem será que fez isso??
E por dentro eu pensei: “Você, sua idiota!”
Espera só até a diretora chegar...A diretora chegou e quando ela viu... ah vocês deviam ter visto a cara dela! Foi ilário.
Diretora: QUEM FEZ ISSO?
Eu, Mário e Koki nos entreolhamos e rimos por dentro. A confusão estava formada e a diretora pensava no que ia fazer. Enquanto todos estavam distraídos, eu e o koki entramos no quarto do Firmino e devolvemos a chave da escola, antes que ele desse falta. Eu também tinha que devolver a chave do armário da Marcelina, e sem ela perceber coloquei na mochila dela. E enquanto isso, a professora Helena já chamava pra formar a fila. Todos já estavam na fila. A gente sempre fazia a fila em frente o local que os armários ficavam. Já estavam todos na fila quando a Marcelina que já tinha achado a chave do seu armário falou:
--- Professora, espera aí, tenho que pegar meu livro de português no armário.
A professora fez que sim com a cabeça e todos aguardavam na fila. Olhei pro Mário e pro Koki, e pensamos: “É agora que ela vai ver as tintas no armário dela!” Ela abriu o armário e prestei bem atenção na cara que ela ia fazer.
Pov Marcelina
Abri meu armário pra pegar meu livro de português e levei um susto: O que aquelas tintas estavam fazendo no meu armário? E agora? A diretora já tinha falado em erevistar as mochilas e os armários dos alunos, armaram pra mim! Suei frio, minhas mãos começaram a tremer e ficaram geladas. Pegei cuidadosamente meu livro de português. E as tintas? O que eu ia fazer com elas? Fiquei paralisada na hora. Meu irmão, o Mário e o Koki me observavam de longe. O que eles estavam olhando? Será que foram eles?
Professora: Marcelina, está tudo bem?
Ela tinha visto meu olhar assustado.
Respondi: Estou bem, professora.
Tranquei meu armário e voltei pra fila. O que eu faço agora? Já na sala não prestei atenção na aula. Peguei a chave do meu armário.
--- Posso ir ao banheiro, professora? --- pedi.
--- Pode ir, Marcelina.
Fui até meu armário. Pensei em pegar as tintas e deixar escondidas atrás da árvore do pátio. Pelo menos não ficaria no meu armário e isso limpava minha situação. Mas quando eu estava indo em direção ao meu armário, a diretora e o Firmino já estavam ali revistando os armários (eles tem as cópias de todos os armários dos alunos). Não ia dar pra eu tirar as tintas do meu armário. O Firmino e a diretora iriam ver. Eu ia ter que assumir a culpa. Droga. Deixei uma lágrima escorrer pelo meu rosto e voltei pra sala. Não pude fazer nada.
Pov Paulo
Eu cutuquei o Mário e disse:
--- O que será que a Marcelina vai dizer quando a descobrirem?
Mário: Ou ela vai negar, ou vai assumir a culpa porque ela é muito bobona.
A Marcelina voltou pra sala e percebi seu olhar triste. Agora é só esperar a bomba expldir.
Pov narradora
A diretora e o Firmino estavam revistando os armários em busca de pistas. O próximo seria o de Marcelina. A diretora pegou a cópia da chave e o abriu. Quando viu as tintas, exclamou surpresa:
---- AHA! Achei o culpado! Firmino, olhe na lista quem é o dono dono do armário número 305.
Firmino localizou e teve uma surpresa quando viu na lista o nome de Marcelina como dona do armário 305.
Firmino: Não pode ser... Marcelina Guerra?!
Diretora: Ah tinha que ser, a irmã do Paulo Guerra! Então a danadinha está eprendendo com ele...
Firmino: Mas Dona Diretora, essa menina nunca trouxe problemas pra escola!
Diretora: É Firmino, mas as pessoas mudam né? Ela deve ter sido influenciada pelo irmão dela não é?
Firmino: Mas é uma menina tão boa...
Diretora: Eu vou agora mesmo até o terceiro ano e vou preparar o castigo pra essa menina!
E a diretora foi até a sala do terceiro ano.
Professora: Posso ajudar diretora?
Diretora: Sim professora, vim dizer que descobri o culpado da barbaridade pixada na minha parede.
Professora: Que bom diretora. E quem foi?
Diretora: Marcelina Guerra! Fique de pé por favor!
A menina levantou lentamente e com medo. Todos da classe se assustaram e olharam curiosos para Marcelina. Rolavam alguns comentários no ar.
Bibi: Será que foi a Marcelina?
Daniel: Acho que não Bibi, deve ser algum mal entendido.
Alícia: Gente, silêncio, a diretora está brava.
Diretora: Você confirma que essas tintas estavam no seu armário, mocinha?
Marcelina: si..sim senhora diretora...
Diretora: Me acompanhe então até a diretoria!
A meiga menina deixou uma lágrima rolar pelo rosto. Enquanto as duas foram, os alunos comentaram na sala.
Margarida: Não é possível, será que foi ela?
Laura: Que antirromântico gente!
E todos os alunos começaram a conversar sobre o assunto.
Professora: Silêncio!!
E eles se calaram.
Professora: Fiquem quietos e em silêncio, eu vou até a diretoria conversar com a Marcelina.
Enquanto isso, a diretora conversava com Marcelina na diretoria.
Diretora: Então foi você que pixou minha parede essa tamanha falta de respeito garotinha? Muito bonito!
Marcelina tentou se explicar, mas não teve sucesso. A diretora estava muito brava e não quis escutá-la. A diretora deu uma semana de suspensão pra Marcelina e chamou seus pais na escola.
Pov Roberto
Eu estava em casa lendo meu jornal, quando a diretora Olívia me ligou me chamando para comparecer com a Lilian até a escola Mundial. Perguntei do que se tratava e ela disse que era um problema com a Marcelina.
--- Ela passou mal na escola? – Perguntei preocupado.
Diretora: Não, ela está bem, mas acho melhor conversarmos pessoalmente.
Fiquei preocupado. Minha vida estava dando tudo errado, principalmente na empresa e meus filhos me causando motivo pra ir até a escola...
Cheguei com a Lilian na escola e vi minha filha na sala da diretoria. A diretora nos explicou toda a história e depois falou:
--- Vocês tem que dar um jeito nos filhos de vocês, o Paulo só apronta e hoje foi a Marcelina.
Eu estava surpreso. A Marcelina não faria isso, alguém deve ter armado pra ela. Fomos interrompidos com a professora Helena entrando na diretoria dizendo:
--- Com licença. Eu posso falar em particular com a Marcelina?
A diretora concordou e ela continuou falando comigo e com a Lilian.
Helena
--- Marcelina, me explica o que houve.
Marcelina: Professora, não fui eu, me ajuda! – disse minha aluna chorando e me abraçando. Ela me explicou que as tintas apareceram do nada no armário dela. E que tinha levado uma suspensão.
Eu conversei muito com a Marcelina e a consolei. Entramos de novo na diretoria, e dessa vez, ela teve oportunidade de falar e explicou a seus pais e a diretora que não sabia como as tintas foram parar no seu armário. Seu pai a abraçou.
Roberto: Eu coloco minha mão no fogo pela minha filha.
Lilian: Eu também, diretora.
Diretora: Eu já dei a suspensão pra ela e não vou voltar atrás. Se ela é irmã do Paulo, já é uma explicação pra ter feito isso.
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