Dois Irmãos: Conflitos, Amores E Grandes Momentos
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Narr Morgana
Puxa, sinceramente pensei que a Marcelina fosse me contar desse rolo dela com o Jaime. Não vou contar nada pra ninguém ainda.Até porque não vejo motivos pra isso. Saí de lá quando eles começaram a se agarrar, já estava ficando muito meloso. Mas... Tem tanto tempo que não falo do Paulo né? Assim que saí da casa abandonada depois de ter descoberto sobre a Marce e o Jaime, fui pra casa. No meio do caminho começou a chover muito forte. O céu estava mesmo escuro e a chuva nem pra me esperar chegar em casa. Eu gostava de tomar chuva. Um banho de chuva as vezes lava a alma. Cheguei em casa finalmente. Entrei e vi o Paulo na sala que ficou preocupado comigo.
Paulo: Nossa Mog! Você pegou chuva!
Comecei a tossir e a espirrar e ele veio logo trazendo uma toalha pra mim me ajudando a me secar.
Paulo: Vai pegar um resfriado. Vá tomar um banho quente e tirar essa roupa molhada, enquanto eu faço um café quente pra você.
Eu: Obrigada, Paulinho.
Fui tossindo para o banheiro. Tomei um banho quente, um dos melhores de toda a minha vida. Quando saí do banheiro, o Paulo me esperava na cozinha com café quentinho e bolachas. Ainda tinha um bolo de laranja. Sentei-me e comi tudo com café. Estava delicioso o lanche.
Eu: O café ficou muito bom.
Paulo: É claro, fui eu que fiz, ué.
Eu: Seu convencido...
Paulo: Sou mesmo.
Ficamos alguns minutos calados e me aproximei dele dizendo:
---Sabe Paulinho, as vezes penso em como sua família foi legal por me adotar.
Paulo: a gente te considera um membro da família de verdade, Mog. É como se você fosse mesmo minha irmã.
Eu sorri e me aproximei mais ainda dele.
Eu: Mas, Paulo, eu não consigo ser só sua irmã adotiva. Me dá uma chance, por favor...
Paulo: Morgana, eu amo a Alic...
Antes que ele terminasse de falar o nome da Alicia, eu o beijei e ele correspondeu ao meu beijo com vontade, até que se tocou e interrompeu.
Paulo: Para com isso. Você me disse que não ia fazer mais isso.
Morgana: Eu disse, mas não resisti.
Paulo: olha Morgana, se você continuar insistindo, eu vou ter que me afastar de você e começar a te evitar.
Morgana: Não, por favor, não precisa me evitar, não fica longe de mim!
Paulo: Então vamos ser somente amigos. Ok?
Eu: Eu não vou desistir de você. Eu te amo.
Dei um selinho nele e saí.
NARR PAULO
Ai cara mas que droga! Por que a Morgana fica dando em cima de mim toda hora? Eu odeio quando ela tenta me seduzir principalmente porque eu tenho medo de cair em tentação. Eu amo muito a Alicia, ela tem personalidade forte, gosta das coisas que eu gosto, a gente se identifica. A Morgana também gosta das coisas que eu gosto, ela gosta de demonstrar carinho, é sensível, carente, doce e e muito meiga...Nãaaaao que eu estou pensando??? O que será que eu sinto pela Morgana? Acho que estou divido entre ela e a Alicia. E agora? Eu estava bem pensativo sobre isso quando Marcelina chegou em casa. Parecia que tinha visto um passarinho verde de tão feliz que ela estava.
Eu: Onde você estava esse tempo todo?
Marcelina: Na casa abandonada com o Jaime. Demorei porque esperei a chuva passar.
Eu: O que você estava fazendo com o Jaime? Pensei que tinham terminado.
Marcelina: Voltamos!
Eu: O que?? Mas por que?
Marcelina: A gente se ama acima de tudo.
Ela saiu sorrindo e cantando a música “equalize”. Droga!! Eu não queria que eles tivessem voltado, o Jaime sabe coisa de mais sobre o Jorge e isso põe a Marcelina em risco. Eu tenho que proteger minha irmã a todo custo.
O dia se passou rapidinho. Foi um dia meio entediante. Dormi cedo para ir pra escola bem disposto. No dia seguinte cheguei na escola e me sentei ao lado do Jaime. Fui ter uma conversa seria com ele.
EU: Você e a Marcelina tinham terminado e já voltaram de novo.
Jaime: E isso é muito bom, não acha?
Eu: Muito bom por que? Eu já mandei você ficar longe da minha irmã porque se o Jorge descobrir que vocês estão juntos, ele vai se vingar de você e pode se vingar dela também. Afinal, ela terminou com ele pra ficar com você.
Jaime: Ahh Paulo, para com isso vei, eu não vou terminar com a Marce só porque você quer. Além disso, você também já descobriu o segredo do Jorge, agora você também corre perigo porque você é testemunha.
Eu: Acontece que o Jorge não sabe que eu sei que ele é bandido. Se você for meu amigo de verdade, termina com minha irmã. Ou então não fala mais comigo.
Jaime: Eu não preciso da sua amizade seu babaca. Você é um medroso e está com medinho do Jorge a toa. Eu sei muito bem proteger a Marcelina e o Jorge não vai saber sobre a gente.
Ele ficou nervoso comigo e foi embora me deixando sentado no banco da escola. Eu odeio brigar com o Jaime, ele é um cara bacana, um amigo de verdade. Ou pelo menos era...
Fiquei muito chateado de ter brigado com o Jaime. Me senti triste. Odeio brigar com meus amigos. Será que eu peguei pesado de mais? Mas não me arrependo. Minha premonição me diz que é mais seguro que Marcelina e Jaime fiquem separados. Eu estava bem pensativo. Pensei também na Morgana. Ela é muito meiga e fofa. Se bem que gosto do jeito selvagem da Alicia. Mas que merda é essa?! Eu estou na duvida entre a Alicia e a Morgana! Fomos todos pra sala de música, o primeiro horário seria com o professor Renê. A Morgana canta muito bem. E a Alicia é uma ótima guitarrista. Minha cabeça começou a doer, não acredito que eu estava divido entre duas garotas. Não consegui ficar em paz comigo mesmo na sala de musica. Enquanto todos cantavam felizes e sorridentes eu me preocupava com a segurança do Jaime e da Marcelina, com minha amizade com o Jaime, com o fato de que agora eu sou uma testemunha de que o Jorge é bandido e com o que eu estava sentindo pela Alicia e pela Morgana. Pensamentos que rodearam a minha cabeça durante toda a aula de musica, me fazendo ficar um pouco preocupado com tudo. A Alicia percebeu que eu não estava bem. Ela chegou perto de mim e colocou sua mão em meu ombro e falou baixinho no meu ouvido:
--- O que você tem, meu amor, por que está triste?
Eu: Estou só preocupado com as coisas.
Alicia: Na hora do recreio você pode se abrir comigo.
Eu: Tudo bem.
O bom da Alicia é que ela é amiga, companheira e está sempre do meu lado nas horas mais difíceis. O Jaime não parava de olhar torto pra mim. E o Jorge não tirava os olhos da Marcelina, aquele ridículo que ainda é bandido nem disfarça que gosta dela. O dia já estava entediante de mais pro meu gosto, eu precisava ficar sozinho pra pensar na vida. Quando todos terminaram de cantar a música da aula, levantei o dedo pra falar com o professor Renê.
Renê: O que você quer, Paulo?
Eu: Estou com um pouco de dor de cabeça. Posso ir para a sala de aula?
Renê: Pode sim. Qualquer coisa pede um remédio pro Firmino, pra dor de cabeça.
Saí da sala de música e fui para a sala de aula. Em fim fiquei sozinho para pensar na vida. Sorte que a professora Helena não estava na sala. Sentei na minha carteira e abaixei a cabeça. Por que não paro de pensar na Morgana e na Alicia ao mesmo tempo?
Narr Morgana
O Paulo estava triste, eu percebi no olhar dele. Eu sabia bem que não era uma dor de cabeça. Ele estava preocupado com alguma coisa e por isso inventou a dor de cabeça pra sair da sala de música. Faltavam apenas cinco minutos para a aula de música acabar e voltarmos todos para a sala de aula. Eu queria ficar as sós com o Paulo e saber por que ele estava triste e preocupado. Então fui até o professor Renê:
---- Professor, eu posso ir ao banheiro?
Renê: --- Agora não, Morgana. Já está quase acabando a aula. Vamos cantar mais uma música.
Eu: Por favor, eu estou muito apertada, professor. E depois é aula de inglês e a professora Glória não deixa a gente sair pra ir ao banheiro.
Renê: Tudo bem, vá. Mas Depois que você for ao banheiro, pode ir direto pra sala de aula, não precisa voltar pra sala de música, porque a aula já está quase acabando mesmo e todos voltarão para a sala logo.
Saí da sala de música mas nem fui ao banheiro. Fui direto para a sala de aula onde encontrei o Paulo. Vi que ele não estava triste como parecia. Talvez só um pouco pensativo.
Eu: Você está bem? Parece pensativo ...
Paulo: Eu pensei sobre a gente. Acho que estou dividido entre você e a Alicia.
Eu: Então eu tenho chances com você?
Paulo: É... talvez. De tanto que você já deu em cima de mim, eu comecei a sentir algo por você.
Eu: Como é bom ouvir isso!
Me aproximei para beijá-lo mas ele desviou de mim e disse:
---- Mas eu quero que você me dê um tempo pra eu descobrir o que realmente eu sinto por você. Tenho que descobrir se gosto de você ou da Alicia.
Eu: Ahh claro. Tem a Alicia no meio.
Paulo: Se eu quiser te dar uma chance, eu vou terminar com a Alicia. Não quero ficar com você pelas costas dela e nem quero magoá-la. Mas se eu preferir ficar com ela, você vai ter que me entender.
Eu: Tudo bem, Paulo. Pense bem sobre o assunto antes de escolher uma de nós.
O sinal tocou. Abraçamo-nos fortemente. Como foi bom ouvir que tenho chances com ele. Quando nos separamos do abraço, olhei fixamente nos olhos dele. Ele ia desviar de novo, mas eu o beijei antes que ele reagisse. Ele não queria o beijo, mas aquele momento era perfeito, e ele era irresistível. Ele tentava interromper o beijo, mas eu não deixava.
Narr Alicia
Como o sinal já havia tocado, saímos da sala de musica e fomos pra sala de aula. No caminho até a classe, obrigatoriamente a gente passava pela janela da sala e do lado de fora, vimos algo pela janela que nos espantou e foi uma decepção para mim: Paulo e Morgana aos beijos.
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