Dois Bicudos

15 Somebody mix my medicine - Parte I


Notas iniciais
Hey hey pessoas!
Me perdoem por demorar tanto! Mas em compensação eu escrevi pra caramba e trouxe um capítulo duplo cheio de surpresinhas hahaha ~eeeê~ o/
Ok, parei de enrolar, espero que gostem e leiam as notas finais!
Ps: Notas finais da Parte II c:

Achar um vaga no estacionamento do colégio tornou-se algo impossível, devido ao grande número de van's de turismo que ocupavam todo o perímetro do local e incontáveis estrangeiros participantes do projeto escolar desse ano, o "Irmão de Intercâmbio". Acho que é uma boa idéia dar a oportunidade de que essas pessoas possam estudar fora de seus países, mas, na realidade, só fiquei tranquilo com esse projeto pois meus pais não contríbuiram. Não gosto da idéia de abrigar uma pessoa desconhecida. Só de pensar em um estranho andando pelos corredores da minha casa, já me sinto desconfortável. Quando finalmente encontrei uma vaga o sinal tocou. Eu teria que atravessar um oceano de pessoas que falam outras línguas. Peguei minha mochila, acionei o alarme do carro e dirigi-me à porta de entrada aos corredores. Foi difícil pedir licença à gente que não entende nem uma palavra do inglês. Ok... Exagerei. Todos entederam, mas alguns demoravam para processar a informação ou me olhavam como se eu fosse um alienígena, sendo que os forasteiros ali, eram eles. Corri para a sala de aula e ao chegar lá suspirei aliviado, já que o professor de física ainda não havia chego. Tomei meu assento e logo depois Greg entrou na sala acompanhado de um rapaz que eu nunca havia visto antes, o seu "Irmão de Intercâmbio". Greg sentou-se no lugar vago ao meu lado, já que é meu parceiro nesta aula, e indicou que o rapaz sentasse com uma garota que eu nunca havia visto, deduzi que era outra aluna de intercâmbio.

– Estou esbanjando sorte -Ironizou — Não acredito que meus pais fizeram isso comigo. Greg jogou os braços na mesa e escondeu o rosto entre eles.

– Eu te odeio.

– Irlanda.

– Desculpem o atraso. Não sei se perceberam mas estava difícil estacionar o carro hoje. Esta quinta-feita já começou terrívelmente mal. Assenti, concordando.

– Adam? Ouvi Greg chamar e virei-me em sua direção.

– Você pirou? É claro que eu não estava secando aquela Woompa-Loompa. Greg riu e eu franzi o cenho. É claro que não. Tornei a copiar o que o professor escrevia tentando ignorar meu parceiro de física.

– Se não vai dizer nada produtivo, cale a boca.

– Por quê... — Por quê...? — Professor — Falei, levantando um dos braços — Posso ir ao banheiro? O professor assentiu e eu saí dali o mais rápido possível. Fui até o banheiro, apoiei as mãos na pia e fitei meu reflexo no espelho.

– Alô? — Adam? Onde você está cara? Eu e Rick estivemos procurando por você desde que saiu da aula de física.

–Já estão no intervalo?!

– Estou na biblioteca. Peguei no sono e perdi a hora de voltar.

– O professor de física não sentiu?

– Você o que?! Vou te matar!

– Ok.

– Por quê sumiu desse jeito,cara? — Perguntou Rick.

– Então... Quer dizer que o Adam já está de olho em uma das intercambistas?

– E quem disse que eu quero voltar para a sua vida? Já superei, Adam.

– Você é um idiota, Adam — Kate começou a berrar e todos os olhares voltaram-se para nós -Eu sou a garota mais gostosa de todo o colégio e você está me esnobando? Qual é o seu problema?

– Fala a verdade Adam... Quem era a garota que você estava secando?

– Qual é, cara? — Pediu.

– Greg, é sério, eu quero saber quem é a garota.

– Não ouça o que o Greg diz.

– Eu simplesmente a odeio! Não é suficiente?

– Vocês são muito complicados.

P.O.V Babi

Flash Back On Ao ver a placa com seu nome, Emmy veio em minha direção e eu disse:

– Äntligen! Nu får detta. (Finalmente! Agora leve isso.) — Cortou-me. Jogou uma de suas inúmeras malas em meus braços e me olhou de um modo "superior". Indignada, joguei a mala de volta para ela que segurou o objeto de forma desajeitada.

– Garota!

– Você é surda ou não entendeu o que eu disse? Ela se virou em minha direção e disse:

Eu não havia ouvido aquilo. Ela realmente havia dito a palavra "criadagem"? Precisei rir ou arrancaria fio por fio o seu cabelo platinado.

– Você... é uma aluna? — Me olhou de cima a baixo com ar de desprezo.

– Analise bem as suas palavras ao falar comigo, americana — Respondeu rangendo os dentes e apontando seu dedo indicador bem no meu rosto.

– Tente.

– E por quê não? O sinal tocou e eu preferi não respondê-la, pois temia fazer algo que pudesse me pôr em apuros.

– Onde vou deixar as minhas coisas? E como vou carregá-las? Rolei os olhos e fui até uma organizadora do projeto que se encontrava ali. Perguntei o que fazer, a mulher me explicou tudo e me entregou um carrinho para levar as malas de Emmy para o vestiário feminino, onde os pertences das intercambistas estavam sendo guardados. Corremos até os fundos do prédio onde encontrava-se o vestiário e deixamos as coisas de Emmy lá.

– Então faça isso logo ou vou te deixar aqui.

– E quem disse que não?

– Tem alguma regra sobre odiar a minha "Irmã de Intercâmbio"? Emmy rolou os olhos e colocou o tênis no pé direito como se nós tivessemos todo o tempo do mundo. Imaginei que minha face estaria vermelha feito tomate, por conta da raiva que sentia. Logo ela estava de pé prendendo o cabelo em um rabo de cavalo puxado para a esquerda. — Não disse que estávamos atrasadas? — Perguntou e eu não respondi. Saímos do vestiário e corremos para a direção oeste do prédio. Pedi aos céus para chegar a tempo à aula de física, já que eu não estava muito bem nesta matéria. Faltavam apenas dois corredores para chegarmos a classe e então não ouvi mais os passos de Emmy atrás de mim. Virei-me e a vi, simplesmente, parada e olhando para mim de uma forma desafiadora.

– Não quero mais correr, estou cansada. Ri sem emoção.

– Está me machucando! — Grunhiu.

– Me solta, sua louca! Emmy me empurrou, fazendo com que eu a soltasse. Examinou seu braço e onde eu havia segurado ficara vermelho.

– Isso não é nada, agora vamos para a droga da aula de física, merda!

– Caralho! Você está abusando da minha paciência e isso não é bom — Escondi o rosto nas mãos, voltei-me para ela e lancei-lhe um olhar mortal — Vamos. Para. A merda. Da aula. De física. Ouviu? Não entendi a expressão no rosto de Emmy, parecia pensativa. Depois de alguns segundos ela murmurou algo em sueco e me seguiu até o corredor da sala de física. Eu estava com muita raiva daquela garota. Por quê diabos meus pais fizeram isso comigo? Meus passos eram largos e pesados, imaginei que em meu rosto não havia uma expressão muito agradável. Chegamos na sala e eu abri a porta com força. Todos me olharam mas eu não liguei. Apenas andei rapidamente até a mesa onde Julie estava sentada.

– Infelizmente sim. Vou aguentar aquela vaca sueca por seis meses.

– Amor? Eu a odeio por existir. E além do mais ela é uma cópia da Kate Piranha Purch.

– É uma vadia que se acha superior a todos.

– Chega de falar dessas garotas, não quero vomitar a essa hora da manhã.

– Vai se foder, Julie. Minha amiga não parava de rir, eu respirei fundo e peguei meus cadernos. Quando levantei os olhos, a fim de ver o que o professor escrevia no quadro, assustei-me ao encontrar o olhar de Adam e arqueei uma das sobrancelhas, me perguntando o por quê de ele estar olhando para mim. Ele abriu aquele sorriso totalmente cínico e babaca que me fez rolar os olhos e mostrar-lhe meu lindo e educado dedo médio. Não queria me estressar mais e comecei a prestar a atenção no que o professor dizia.