Notas iniciais
Esse é meu segundo capitulo espero que gostem!

Já depois do almoço fui a aula de arco e flecha sozinha, e avistei Peter e seus amigos, que vamos dizer assim “são gatos”. Depois eu um pouco constrangida, tomei coragem e chamei Peter:

-Peter!

-Oi! Pessoal aquela ali é a Polly -disse ele empolgado com seus amigos gatos- Vamos complementá-la, ela é legal.

Depois de cochichos baixos, meio tímidos, eles vieram em minha direção. Eu dei uma arrumada rápida no meu cabelo e me virei para eles.

-Oi, Polly. Eu sou um dos instrutores de arco e fecha, se precisar de ajuda, é só falar-disse Peter com uma cara fofa.

-Obrigada por me avisar!(eu disse)

Depois de cumprimentar todos os garotos amigos de Peter, eu peguei o ultimo arco e flecha e tentei atirar. Nesse momento eu descobri que era muito ruim nisso, até demais. Eu quase acertei a flecha na cabeça de um sátiro que estava passando lá nesse exato momento, eu o pedi desculpa e ele foi embora numa boa, mas com certeza com medo de mim. Sei lá por que, sou inofensiva.

Depois desse desastre resolvi acabar com meu orgulho próprio e pedia a ajuda de Peter com o a mira, já que ele era filho de Apolo com certeza era muito bom de mira. Quando eu pedi a sua ajuda, na mesma hora ele veio, e eu achei isso muito fofo da parte dele.

-Peter, aqui... É... Pode me ajudar com o arco e flecha, eu não sou muito boa nisso. -disse um pouco envergonhada.

-Sem problemas, eu te ajudo o quanto precisar. – ele falou.

Quando ele falou isso eu iria o retrucar, mas depois pensei bem e deixei quieto, iria precisar da ajuda dele então sempre, pois que aulinha chata essa em.

Depois dessa reflexão, ele, sem que eu o percebesse tocou em meu braço, e eu senti um calafrio percorrendo pelo meu corpo. Isso aconteceu bem mais forte quando ele falou em meu ouvido:

-Você consegue. Eu acredito em você.

Quando ele falou isso eu me senti bem, pois nunca alguém falara isso para mim, nuca alguém acreditava em meu potencial, ele foi o primeiro a dizer isso. Como eu ficava em um orfanato meu pai nunca tivera chance de falar isso para mim, principalmente as irmãs do orfanato, eram arrogantes. Eu também não era santinha lá, eu acho que era a que mais conversava nas aulas, principalmente na de FHC que era formação humana e cristã. Eu achava aquela aula inútil e patética, na verdade eu não queria saber o que ela dizia, e a pior coisa nessa aula era ler uma parte de bíblia, todos tinham que ler até mesmo eu, que com a dislexia era difícil de ler. Eu gaguejava e todos riam, até aquelas gordas e feiosas das irmãs. O que eu quero dizer é que invés de apoiar todo mundo ria e me zuava, por isso aquelas palavras me fizeram arrepiar.

-Polly, está bem?-perguntou Peter

-Estou bem, só tive, vamos dizer assim, um surto de lembranças- disse

-Então vamos continuar-ele falou

-Hum, obrigada pela confiança. -falei baixinho.

Nesse momento estiquei a flecha até o alcance do meu rosto e a soltei levemente. E por incrível que pareça eu acertei bem no meio do alvo. Quando eu vi que acertei pensei, putz como eu conseguira acerta a flecha bem no meio do alvo, será que foram as palavras de confiança de Peter, ou foi minha determinação, acho que foram os dois.

-Eu sabia que você tinha potencial. -disse ele orgulhoso

-Obrigada, mas não conseguiria sem você, foi tudo graças a você. –falei alegre

Ele todo alegre me deu um abraço forte, que nenhum menino me dera antes, fiquei com as bochechas rosadas e também sem ar. Nesse momento eu não sabia o que havia ganhado no acampamento, um amigo ou um amor!

Notas finais
Gostaram, se sim me enviem menagens, se não sinto muito!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.