Dogmas De Um Pedófilo
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Dogmas de um pedófilo
Por: Eenah
Crianças, simples crianças. Tão puras e tão inocentes; tão alegres e tão envolventes. Somente crianças.
No dia do grande espetáculo, tudo o que vejo são crianças, simples crianças. Todas em sua doçura, esperando o início do grande show. Uma chuva de aplausos é ouvida quando entra o primeiro ato, aplausos cheios de vida, aplausos cheios de energia, aplausos inocentes... Aplausos de crianças.
Meus olhos se encantam com aqueles pequenos seres. Meus olhos explodem em excitação, revelando todos os meus desejos insanos através deles, desejos insanos por crianças.
Crianças, simples crianças. Ouve-se em todo o recinto as suas risadas, elas acham graça das minhas palhaçadas e travessuras, gargalhadas inocentes. Gargalhadas de crianças, e que me deixam louco!
Terminado o espetáculo, ando ao derredor daquela criança, aquela que tinha o mais puro dos brilhos, o mais lindo dos sorrisos, a mais pura das inocências... Uma linda menina. Talvez ela tenha entrado naquele beco escuro para provocar-me, quem sabe. Ofereço o meu nariz vermelho a ela, que aceita sem cerimônia e de bom grado.
(Mesmo que o mundo gire ao contrário, ainda serão crianças.)
Passo a mão pelo delicado ombro do pequeno anjo e puxo para baixo a alça do seu vestido de bolinhas, sorrindo para ela durante este feito.
(Mesmo que o mundo seja destruído, ainda serão crianças.)
Ouço seus gritos cada vez mais intensos, como quem não aguenta tamanha dor. A linda menininha estava agora tão entregue a mim... Ah, isso é muito bom! Não sente este prazer, minha doce menininha? Não sente o prazer dos nossos corpos colados um ao outro, minha doce menininha? Não sente o prazer de sentir-me dentro de você, minha doce menininha?
Uma chama queima em meu peito com um ardor tão forte quanto o fogo. A linda menininha estava tentando resistir ao prazer que eu lhe proporcionava, em vão.
– Ah, meu delicado anjo! Não sabes o quanto me encantei por ti no momento em que a vi naquela plateia, aguardando o tão ovacionado palhaço, me aguardando. Enamorei-me de ti por conta de teu sorriso, por conta de teu rostinho de anjo. Por você ser uma criança. Olhei somente para ti naquele recinto e senti-me honrado com a presença da mais bela das damas. Fiquei extasiado com tamanha doçura e inocência! – Falava enquanto fazia as minhas investidas naquele pequeno anjo – Quero amar-te como amo agora, quero beijar-te como beijo agora, quero-te como quero agora! Olhe somente para mim, minha doce menininha!
(Mesmo que percam a razão da existência, ainda serão crianças)
Doces lágrimas açucaradas descem pelo rosto do meu anjo, será a emoção tão forte assim? Ah, meu amor, irei enxugar as suas lágrimas, não te preocupes.
(Sinta-me dentro de você por completo, meu doce anjo caído!)
Depois do show especial com o palhaço, a doce menininha chora na calçada, facilmente confundível com a visão de um anjo que caiu do céu e veio tentar os homens da Terra. Ah, meu doce tesouro, um dia nos encontraremos novamente para brincarmos juntos outra vez. Não se preocupe, essa dor que sentes vai passar, prometo.
(Até outro momento, meu pequeno anjo!)
E por mais que eu tente evitá-las, crianças sempre serão crianças, tão faceiras, tão ternas, tão puras.
Crianças, simples crianças. Tão puras e tão inocentes; tão alegres e tão envolventes. Somente crianças.
Fale com o autor