Dog Days Are Over
9 Desejo
Notas iniciais
Sammy here
Depois desse capítulo, a Floritcha vai postar três seguidos, porque eu já escrevi demais -q
Nós resolvemos mudar o tempo pra presente, por exemplo, em vez de "Eu corri", fica "Corro". Desculpa causar essa confusão!
Anyway, enjoy! ^.~
POV's desconhecido
Já estou quase terminando essa poção. Assim que terminar, vou acordar a loirinha aqui.
Ela estremece os olhos. Do canto dos olhos, vejo ela tossir sangue. É, eu bati nela até que ela ficasse inconsciente. Sou super má, eu sei.
- Oh, tudo bem minha queridinha? — digo.
- Vai... Pro... Tártaro... Sua... Filha d'uma... Górgona! — ela está ofegante, também, amarrada desse jeito e toda ferrada, até eu estaria.
- Não... Não sou filha de uma Górgona. Sou filha dos titãs Perses e Astéria. — respondo, um sorrido cínico nos lábios.
- Hecate! — ela exclama. Tosse um pouco de sangue e me fuzila com os olhos.
- Bingo! Sabia que você era esperta o suficiente pra descobrir isso sozinha, filha de Atena, né.
- O que você quer de mim? — pergunta ela. Aish, maldita coruja júnior, já recuperou o fôlego.
- Nada... Te sequestrei à toa, só pra bancar a menina má do pedaço. — reviro os olhos.
- Para de ironizar! Sua... Biscate! — diz ela forçando as correntes, mas logo recua com um gemido de dor. Ah, isso foi demais. Ninguém me chama de biscate, nem a coruja júnior!
- Escuta aqui, irritante-sabe-tudo – digo pousando uma adaga de prata em seu pescoço -, você não está em posse de xingar nem me ofender. Ou você esqueceu que eu sou a imortal aqui? — ela está suando frio, recuo a adaga e ela engole seco. — Bem, vou lhe contar meu plano! A maldita Annie se recuperou do choque emocional de perder o queridinho George para você, daí em dei um trato nela! Deve estar desacordada até agora na ala hospitalar daquele... lugarzinho. Bem, eu me transformei nela, e fiquei lá no Campo dos Morangos, lamentando a vida; Dispensando tudo quanto é ajuda. Até que a estrela do dia chega! E adivinha quem era? — pergunto.
- Oh, eu estou tão honrada que poderia desmaiar de tanta emoção! — agora ela que ironiza. Eu hein, se vai mandar alguém fazer alguma coisa, seja um exemplo, né, querida.
- Exato! É você, benzinho, a Rainha da Cocada Grega! — ela faz uma cara de “Cala a boca” — Bem, daí foi só sequestrar você e pimba! Serviço feito!
- Quem fala pimba hoje em dia? — ela franze a testa.
- Eu! — exclamo e ela revira os olhos. Termino de preparar a poção. Tudo de acordo com os planos. Coloco ela dentro de um bolinho (como os mortais chamam isso? Cupcake, acho) e deixo o outro sem. Com um simples estalar de dedos, faço com que as correntes que a prendem pelas mãos se soltem, mas continuo deixando as cordas que prende os pés e pernas firmes.
- Yay! Liberdade, finalme- OUCH! — mas é uma anta mesmo. Vou falar igual ao DiÂngelo: se ela é filha de Atena, por que fez essa besteira de se jogar? Anta quadrada.
Ela se reergue e volta a mesma posição de antes, massageando os pulsos
- Ok, o que acabou de acontecer fica só entre nós, beleza? — pergunta ela.
- O que, o seu ataque de burrice? — ela bufa e eu rio. — Ok. Aceita um bolinho?
- QUE? VOCÊ ME PRENDE AQUI DO NADA, E DO NADA ME OFERECE UM BOLINHO? — assim que os seus olhos encontram o cupcake nas minha mãos, ela desfaz a careta e acalma a voz. — Ah, tudo bem. — ô criança fácil de enganar, viu.
Ela pega o bolinho e começa à comer. Assim que ela termina, cai dura no chão.
- Own, ela é tão fofa quando fica de boca fechada! Queria que fosse sempre assim. Bem, vamos embora, já está tudo pronto agora. — sorrio cinicamente de novo.
POV's Calipso
É minha culpa. Victorie pode estar morta agora e é tudo culpa minha. Eu sabia que não deveria ter deixado aquele sonho passar reto, devia ter contado para ela e pedido para que ela tomasse cuidado!
- Será que isso tem alguma ligação com o fato da Annie estar desacordada na ala hospitalar? — pergunta Alex. Todos se viram para ela. — Pode ser, né...
- Assim que Annie acordar, será interrogada. — diz Quíron. — Voltem para os seus chalés.
- Mas... E o jantar? — pergunta Rose.
- E os treinos? — choraminga um filho de Ares.
- O jantar será distribuído dentro dos chalés. Sem treino até fazermos uma busca completa pelo Acampamento. — Quíron finaliza com um suspiro. Um “Aaaahhh”, em uníssono é produzido por todos.
- Sem aaahhh's, suas pestes. Voltem agora. — resmunga o Sr. D.
Volto para o chalé. Só então penso: alguém precisa ficar cuidando da Annie na ala hospitalar.
- Quíron! — chamo o centauro. Ele se vira e me olha com ternura e preocupação ao mesmo tempo. — Posso ficar cuidando da Annie na ala hospitalar?
- Não sei se é o certo...
- Por favor! Ela não pode ficar machucada e desprotegida nessa situação. Vai ser pior pra ela. Se o que a Alex disse é verdade, ela é a que corre mais risco aqui.
- Ahn... Ah, tudo bem! Mas fique bem armada. Não quero você com problemas. Você já aparenta ter demais. Posso ver nos seus olhos, é como se tivesse um batalha dentro de você.
- Ultimamente estou assim mesmo. Obrigada por me deixar. — digo, sinceramente.
Me direciono ao quarto onde ela está descansando. Bato na porta. Ouço um “Entre.”, muito fraco.
- Oi Amanda. — ela murmura assim que me vê. — Pegou o turno?
- Mais ou menos... Eu me ofereci. — digo.
- Quanta bondade. — ela resmunga.
- Tem uma coisa que você precisa saber. — minha voz é apreensiva.
- O que?
- Victoire foi sequestrada. — murmuro.
- Fala mais alto!
- Victoire foi sequestrada. — digo.
A notícia parece a atingir como um baque.
- Foi ela... Só pode ter sido ela... — Annie murmura desesperada.
- Quem?
- Uma mulher de cabelos cacheados e olhos roxos... Sem pupila. Foi ela que me deixou assim.
Seguro a espada com força. Já vi alguém com essa aparência, só não me lembro quem. Olho para Annie preocupada, seus olhos estão arregalados e repletos de medo.
- Annie – digo me aproximando –, você se lembra do nome dessa pessoa?
- Ela não falou.
Suspiro pesadamente. Isso nos leva de volta à estaca zero. Ouço algumas batidas na porta e murmuro um simples “Entre”. Edward aparece ofegando com Rose do seu lado.
- O chalé de Hecate enlouqueceu! Eles começaram à atacar a gente do nada, conseguimos expulsar eles, mas ainda sim estão por aí soltos! — ofega Edward.
- Todo o Acampamento está em alerta, aqueles filhos da mãe vão pagar caro! — Rose contorceu a cara.
Ótimo. Era só o que me faltava. Filhos de Hecate doidos atacando todo mundo. Victoire sequestrada por uma doida. Espera aí... Cabelos cacheados negros... Olhos roxos... Os filhos de Hecate... É isso! Foi ela que sequestrou a Victoire!
- Eu preciso... Falar com o Quíron e com o Sr. D. — balbucio. Todos olham para mim.
- Amanda... — Rose começa.
- Não, eu tenho que ir. Por favor, não tentem me impedir.
Saio correndo até ver um homem tomando Diet Coke e um centauro pensativo.
- Com licença. — me pronuncio.
Os dois se viram para mim e coro. Não é sempre que tenho atenção voltada para mim.
- Diga?
- Bem... Annie disse que foi atacada por uma mulher de cabelos cacheados e pretos e olhos roxos, sem pupila. — o sr. D cospe a Diet Coke e Quíron arregala os olhos.
- Não... não pode ser ela... Não... — Quíron murmura.
- Se a menina disse... Tem que ser ela.
- Desculpem me intrometer mas... É a Hecate, não é? — pergunto.
- Ela mesma. Agora resta saber o porquê dela fazer isso. — resmunga o sr. D.
Arrisco formular um plano.
- Talvez... Ela esteja interessada em achar a Calipso e pegar a recompensa. — arrisco.
Os dois me olham com uma cara de espanto, prolongando um silêncio. Quíron o quebra:
- Só tem essa explicação. E o pior de tudo: ela está controlando os filhos com magia.
- Esses pestinhas dão sempre trabalho. — resmunga o sr. D.
- Muito obrigado, Amanda. — diz Quíron.
Me despedi e fui até a sala onde Annie estava repousada, mas só encontrei Edward. Senti meu coração acelerar e o meu rosto esquentar. O que diabos é isso?
- Licença... — murmuro entrando. Ela me encara com os olhos verdes lindos e sorri de canto. Sério, o que está acontecendo comigo? — Cadê a Annie?
- Foi transferida para outra ala. — depois disso, um silêncio constrangedor tomou conta da sala. Afim de quebrar o gelo, falei:
- Sabia que o Logan e a Rose estão ficando?
- Sim... Isso me lembra da época em que eu gostava da Annie...
- Você...
- Mas agora só tem uma pessoa que eu amo. — ele aproxima o rosto do meu até que eu consiga sentir a sua respiração. Meu coração acelera muito mais e eu sinto meu rosto queimar. — Você. — ele quebra a distancia entre nós selando os meus lábios. Inicialmente, é um beijo calmo, mas depois, ele intensifica o contanto, pedindo passagem, e eu cedo.
Fogos de artificio. É como se tivessem milhares explodindo dentro de mim agora.
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