Notas iniciais
BÚ!! Feliz Halloween, minna! Sim, eu sei que o Halloween foi ontem, mas eu quase que morro e não consegui terminar essa one antes da meia noite -_- Porém, o que vale é a intenção e a comemoração da noite mais divertida e assustadora do ano! Então, espero que gostem desse meu pequeno texto, fofinho e divertido para nos distrairmos dos sustos de ontem. Aproveitem e boa leitura :-)

Várias lanternas de abóbora estavam espalhadas por todo o Thousand Sunny. Faixas pretas, vermelhas e roxo-escuras enfeitavam o convés. E o fato de estarem no meio da noite e sem qualquer sinal de luz ou vida por perto no oceano só tornava o ambiente mais arrepiante ainda.

E perfeito para uma festa de dia das bruxas!

“É hoje que nosso açúcar acaba.” – Pensou Sanji, olhando orgulhoso para a mesa lotada de doces, todos customizados para o tema da noite. Claro que haviam alguns salgados também, mas esses não eram os principais hoje.

O cozinheiro já vestia sua fantasia: Uma camiseta branca completamente amassada; calças jeans que, assim como sua jaqueta vermelha, estavam desgastadas e até rasgadas em alguns pontos; e seu cabelo estava totalmente bagunçado. Uma perfeita fantasia de R, do filme “Meu Namorado é um Zumbi”.

– Bela mesa, cozinheiro-san.

– Robin-chwaaan!! – Sanji só faltou ter uma hemorragia nasal ao ver a morena.

Mas também, Robin já tinha um corpo para se invejar, usando um vestido preto e justo ao corpo como o da Angelina Jolie em Sr. E Sra. Smith então, não havia como não chamar a atenção. Até mesmo Zoro (o único ali sem fantasia :P) a espiava pelo canto do olho!

– DOCES!! – O berro de Luffy, possivelmente, fora ouvido por todo o navio.

O capitão vestia uma capa preta por cima da camisa vermelho-sangue, seu chapéu pendurado nas costas para não acabar com o visual da fantasia, e suas presas artificiais estavam evidentes em sua boca aberta, que salivava. Bom, não seria de outro jeito, levando em conta que ele corria em direção à mesa de doces. E estava para alcançar o manjar dos deuses, quando:

– Espere aí! – Sanji irrompeu entre Luffy e os doces, fazendo o capitão parar para não atropelá-lo. – Nenhum de vocês vai tocar em nada até a Nami-san chegar!

– Eh? A Nami não tá aqui? – Luffy olhou em volta.

Realmente, no convés já estavam apenas Sanji, Zoro, Franky em sua fantasia de Frankstein, Chopper com seu bigode falso de doutor, Usopp que tinha arrumado um jaleco branco e uma peruca de cientista louco sabe-se lá onde, e Robin.

– Na, Sanji! Mas quando ela chegar, eu vou poder comer? – Perguntou o capitão, olhando para os doces atrás do cozinheiro com os olhos brilhando.

– Claro, mas só quando a Nami-san-

– Então vou atrás dela!! – Luffy nem esperou o loiro terminar, correu para dentro do Sunny, mas precisamente para a ala feminina.

E sem delicadeza nenhuma (como se essa criatura conhecida como Monkey D. Luffy tivesse alguma), escancarou a porta do quarto, berrando:

– NAMI!

– Argh!! – O rosnado veio logo em seguida.

O moreno finalmente reparou no ambiente ao seu redor, dando de cara com a sua navegadora, encarando-o enraivecida, pra falar pouco. Luffy, com seu pouco senso de perigo, poderia até ter se assustado, se não fosse pelo risco preto que saída do olho esquerdo de Nami e lhe atravessava tortamente a testa até parar na franja.

– LUFFY! – Ela respondeu ao berro, porém a sua voz estava banhada em ira. – Olha só o que você fez! Me deu o maior susto e eu borrei a maquiagem!!

– ... Desculpa. – Pediu o moreno, baixinho e fazendo um bico arrependido. Claro que não sabia nada sobre maquiagem, mas se borrá-la era algo tão sério a ponto de deixar Nami brava como se tivessem pego seu dinheiro, então se arrependia.

Nami apenas suspirou, tentando se acalmar, não adiantava tentar ficar brava com ele quando fazia aquele biquinho. Virou-se novamente para o espelho, pegando um paninho molhado para limpar o erro.

– Fala, o que você quer?

– Ah, é! – Luffy pareceu se lembrar. – Você ainda vai demorar muito? O Sanji disse que eu só vou poder comer quando você aparecer na festa.

– Bom, eu já teria acabado se alguém não tivesse me feito borrar o último detalhe da maquiagem.

– Hum... então você não vai demorar? – Era tudo que ele queria saber.

– Só mais um minuto, até limpar e fazer certo. – Ela respondia sem muito interesse, mais concentrada em ver se o rabisco havia sumido.

– Entendi... – Luffy falou simplesmente, recostando-se na parede, perto da porta. Era melhor ficar ali esperando um minuto com Nami, do que voltar para o convés e ser torturado pela visão dos doces.

Sem ter o que fazer, o capitão deixou seus olhos vagarem pelo quarto (que constatou ser bem mais arrumado que o quarto dos garotos), até que seu olhar pousou em Nami. E finalmente reparou melhor nela.

O vestido laranja tomara-que-caia, que ia até a cintura, combinava perfeitamente com os cabelos presos em rabo-de-cavalo da navegadora. Usava também meias-calças, listradas de branco e verde, e um par de salto-alto vermelho. Mas o que mais chamo a atenção de Luffy, foi o desenho que viu na parte da frente do vestido, pelo reflexo do espelho: Parecia a cara risonha que ele e os outros desenharam nas abóboras.

– Oe, Nami. – Ele a chamou, recebendo um ”Hm” em resposta, indicando que podia continuar. – Você está fantasiada de que?

A navegadora largou o pano úmido, virando-se para o capitão.

– Ué, não é óbvio? — Indicou o próprio vestido. – De abóbora.

– Mas pensei que você gostasse de laranjas. – Luffy se desencostou da parede, começando a andar até Nami.

– Eu não gosto, eu amo laranjas. – Ela respondeu cruzando os braços, sem se acanhar com a aproximação do moreno, que logo parou na sua frente.

– Mas então por que se vestiu de abóbora e não de laranja?

– Porque abóboras têm mais a ver com o Halloween. – Revirou os olhos. Aquilo era óbvio.

– Mas até o seu cheiro mudou. – O tom de Luffy ficou sério de repente.

Se apenas esse fato pegou Nami de surpresa, imaginem quando o moreno repentinamente pegou uma mexa de seu cabelo e levou-a ao nariz, dando uma forte fungada.

– O que pensa que está fazendo?! – A ruiva gritou, tentando convencer a si mesma de que o rubor em suas bochechar era devido à raiva, e não à aproximação e atitude repentina do capitão.

– Você está cheirando à abóbora agora. — Luffy soltou a mexa de cabelo, dando dois passos pra trás e fitando Nami nos olhos. – Por quê? Eu gosto do cheiro de laranja, tem mais haver com você.

Nami ainda encarou o moreno por uns segundos, meio aturdida, antes de se recuperar e responder:

– É só o perfume que eu comprei há uns dias, na última ilha que paramos. – Se explicou, sentindo que deveria fazer algo para despreocupar seu capitão. Aquela face séria num dia de festa não era normal. – Eu já sabia a minha fantasia e queria entrar bem no personagem. Até comprei um gloss para os meus lábios ficarem com gosto de abóbora.

Agora a expressão de Luffy ficou confusa e seu olhar voltou-se diretamente para os lábios da navegadora. Ela estava com gosto de abóbora? Como isso é possível?! E como ela podia saber?!

– Bem... agora pode me dar licença para eu acabar de me aprontar? – Nami pediu, visto que ele ainda estava muito próximo dela. – Se bem me lembro, era você que estava com pressa de-!

Ela não conseguiu completar. E não foi apenas pela surpresa de Luffy puxando-a pelos ombros para mais perto dele. Não, esse fato teria quase passado despercebido se o moreno não aproveitasse essa aproximação para lhe beijar!

Os olhos de Nami simplesmente se arregalaram e seu corpo congelou, ela sentia os lábios do capitão fazendo uma pressão forte e desleixada contra os seus, um beijo totalmente inexperiente. Apenas quando a boca de Luffy repentinamente se abriu e a língua dele começou a passar por seus lábios que ela se deixou levar, fechando os olhos e pronta para abrir a boca e corresponder ao beijo.

E foi bem nessa hora que Luffy a afastou. Simplesmente a afastou. Lambendo os próprios lábios com uma expressão pensativa.

– O... O que... – Por incrível que pareça, Nami foi a primeira a se pronunciar. Ela ainda estava aturdida, sua expressão não podia ser decifrada (era uma mescla de raiva com vergonha), mas o rubor em seu rosto era indisfarçável.

– Por que não me disse que era doce de abóbora? – Luffy perguntou primeiramente, simplesmente, repentinamente. Ainda segurando a navegadora pelos ombros e voltando a mirar os orbes castanhos.

– Doce...? – Nami realmente estava mal, nem conseguia formular uma frase direito! Como aquele idiota conseguira abalá-la tanto?

– Você me disse que tinha comprado alguma coisa com gosto de abóbora, mas os seus lábios estavam doces. Parecia até o doce que o Sanji fez com abóbora. – Ele falava sem parar ou perceber a reação chocada de sua navegadora, até de repente encará-la de modo desconfiado, crispando os olhos. – Nami, você por acaso comeu o doce de abóbora do Sanji antes de mim?

.... Passaram-se um segundo, dois segundos, três segundos... Até que:

–IDIOTA!!

Foi tudo o que Nami berrou, mandando, com um soco atrás do outro, o capitão para fora do seu quarto. Quando finalmente o fez atravessar a porta, a ruiva fechou a mesma na cara de Luffy, deslizando por essa até sentar no chão. E soltar um suspiro para o nada.

O que fora aquilo? O que ele tinha feito? O que ela havia feito? E como, diabos, fazia para seu rosto parar de queimar?!

– Estupido Luffy. – Praguejou esse e mais mil insultos, contra aquele maldito idiota de sorriso incrível.

Nami ficou ali por uns dois minutos, remoendo as lembranças dos últimos acontecimentos, até que essas se tornaram suportáveis o suficiente para que levantasse. Ela estava abalada pelo ocorrido? Sim, mas nem a pauladas de sal grosso iria admitir! Nunca que ela, a Gata Ladra Nami, ficaria abalada pelo feito de um homem, principalmente um dos feitos idiotas de seu capitão!

Tomando um fôlego, Nami olhou-se no espelho mais uma vez. Deu-se um sorriso encorajador, ajeitou melhor seu rabo de cavalo e, finalmente, terminou de passar seu lápis de olho. Agora sim estava pronta para a festa.

Saiu do quarto e logo viu-se no convés, onde seus amigos já comemoravam, cada um a seu modo. Apenas dois destoavam do clima festivo: Sanji e Luffy. O cozinheiro corria atrás do capitão, parecendo fulo da vida, e os três galos na cabeça do moreno indicavam que ele já conseguira acertá-lo.

– Ehm... Minna? – Ela se pronunciou, chamando a atenção de todos. E poupando Luffy de mais um golpe do loiro, que assim que a viu, correu em sua direção.

– Nami-swaaaan!! Me diga o que esse idiota fez com você, me diga o modo como ele te desonrou, que eu juro que irei puni-lo

Nami olhou para Luffy, por cima do ombro de Sanji, analisando mentalmente como ele merecia que ela contasse tudo e muito mais para o cozinheiro. Mas não o fez. Não só porque seria uma humilhação para ela própria também, mas porque Luffy, enquanto esfregava os galos na cabeça, fazia um biquinho de criança quando está com um dodói. E como já comentamos antes, a navegadora não resistia àquele biquinho.

– Oh, minha deusa, está em um choque tão grande que nem consegue falar. – Sanji era melodramático como sempre. – Não se preocupe, tenho algo aqui que vai te animar. – Com um sorriso, ele mostrou um prato com um doce laranja, moldado na forma de coração. – Para a minha aboborazinha, um doce de abóbora feito com todo o meu amor.

Nami, porém, continuou sem dizer nada, agora encarando o doce à sua frente. Sanji teve alguma intenção de provoca-la com aquilo? Não, muito pelo contrário, a intenção dele era animá-la e faze-la se sentir melhor.

Mas é aí que mora o problema: As piores catástrofes do mundo foram criadas a partir das melhores intenções.

PLOFT!

– Ué, pensei que ela gostasse de abóboras. – O cozinheiro estava sem intender nada, apenas sentindo o doce que Nami jogara em seu rosto escorrendo por ele todo.

Nami foi batendo os pés até onde Zoro estava, sacando uma garrafa de saquê do estoque do espadachim e tomando uma boa goelada. Só queria esquecer essa noite.

Porém, tinha uma coisa que ela iria se lembrar. Uma promessa que Nami fez para si mesma naquele momento: Se algum dia, por algum distúrbio no universo, laranjas deixassem de serem seu fruto preferido, as abóboras não estaria na lista de segundas opções!

Muito menos os doces de abóbora!!

Notas finais
Deixem seus doces reviews, ou irei encontra-los farei travessuras com vocês! Não aceitem beijos de vampiros e obrigada por lerem ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!