Doce vingança

3 Uma certa ligação de almas


Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários, vocês arrasam. Boa leitura!!!!

POV Renesmee

Fiquei sentada em frente à fogueira, tentando entender essa ligação estranha que eu estava tendo com Jacob. Será que eu estava ficando louca? Era como se eu conseguisse sentir a dor dele.

Foi quando ouvi um arbusto se movimentando. Levantei-me imediatamente, entrando em posição de ataque, totalmente alerta. Esperei alguns segundos antes de me aproximar e, quando vi, não consegui acreditar no que meus olhos mostravam.

Era Lucie.

Ela estava completamente suja de terra, nua, o corpo tremendo compulsivamente. Abraçava a si mesma, confusa, perdida.

— Lucie?! — minha voz saiu quase em um sussurro incrédulo.

— Renesmee… onde eu… onde eu estou? — questionou, desnorteada.

— Você está viva? — minha boca se abriu em um grande “O”.

— Sim.

— Mas… como? — perguntei, completamente confusa.

— Eu também não sei… — respondeu. — Onde está o Jake?

Sua voz ficou aflita.

Nesse instante, ouvi um movimento vindo da barraca de Jacob. Ele saiu sonolento, vestindo apenas uma calça de moletom, coçando os olhos.

Fiquei paralisada com aquela visão. Seu peito perfeito, desenhado por músculos firmes e rígidos.

Engoli em seco.

Mas o que é que eu estou pensando?

— Renesmee, está falando com quem… — a voz dele morreu no instante em que a viu.

POV Jacob

Meu coração disparou como se fosse saltar do peito.

Era ela.

Minha gatinha.

Lágrimas solitárias escorreram sem que eu percebesse.

— Lu? — questionei, aproximando-me devagar.

Ela sorriu, e seu rosto ficou molhado pelas lágrimas. Toquei seu rosto, precisava ter certeza de que era real.

— Sim, amor.

Aquela voz tocou fundo em mim, despertando tudo o que estava morto.

Sorri, puxando-a para mim, abraçando-a por longos minutos. Ela escondeu o rosto em meu peito.

— Minha gatinha… — sussurrei.

Afastei-a um pouco para olhar melhor seu rosto.

— Ah, Jake… eu fiquei com tanto medo. Te amo tanto — disse chorosa, alisando meu rosto.

— Está tudo bem. Eu estou aqui — respondi, trazendo-a para perto novamente. — Eu te amo demais.

Meu peito parecia que ia explodir.

Olhei em seus olhos verdes como esmeralda. Não sabia como aquilo era possível, mas ela estava ali, e isso era tudo o que importava.

— Me beija — pediu, fechando os olhos.

Tomei-a em meus braços, completamente alucinado de amor por aquela garota.

Minha gatinha…

Encostei meus lábios nos dela, roçando-os de leve. Ela os entreabriu e eu me perdi naquela boca, invadindo-a com minha língua. Peguei suas mãos e as levei para passearem pelo meu peitoral. Ela estremeceu, e seus dedos desceram até minha calça. Deixei-os ali.

— Por que você tem que ser tão sexy… — murmurou entre meus lábios.

Soltei uma risadinha e a peguei no colo, levando-a até minha barraca.

Seus dedos ganharam vida própria, tirando minha calça. Afastei uma mecha de cabelo do seu rosto para observá-la melhor. Minhas mãos foram até seus seios, apertando-os, enquanto ela terminava de me despir.

Livrei-me da última peça, ficando completamente nu. Ela também estava.

Observei seu corpo: pernas grossas, cintura fina, bumbum arrebitado, seios fartos. Eu havia esquecido o quanto ela era linda.

Segurei sua cintura e a deitei no colchão de ar. Beijei seu pescoço, apalpei seus seios, sentindo-a puxar meus cabelos. Desci a mão por sua barriga até sua intimidade. Ela roçou o corpo no meu, completamente excitada, e eu rosnei contra sua pele.

Suas mãos me puxaram para mais perto. Mantive meus olhos nos dela, recusando-me a fechá-los e transformar tudo em um sonho.

Passei o polegar por sua bochecha. Ela pegou minha mão, beijando-a com carinho, passando a língua pelo meu dedo indicador e chupando-o lentamente, me olhando de forma provocante. Meu corpo reagiu imediatamente.

Inclinei-me para um beijo desesperado. Ela se agarrava a mim como se sua vida dependesse daquilo. Nossas mãos exploravam cada centímetro um do outro.

Abaixei-me, beijando sua intimidade. Ela abriu as pernas, e eu a chupei, passando a língua em seu clitóris, sugando seus lábios. Ela gemeu baixinho.

— Você é muito linda…

Perdi-me em suas curvas, em seu cheiro humano e cítrico. Ela arranhava meu peito, e aquilo só me deixava mais louco.

Penetrei-a, vendo seus olhos se revirarem de prazer e seu corpo inteiro tremer. Gememos juntos enquanto eu a estocava. Ela se contorcia sob mim, e eu me movia com facilidade dentro dela, sentindo cada sensação explodir.

Ela gemeu descompassada e logo gozou. Seus lábios tremiam levemente. Sorri e, em seguida, cheguei ao ápice.

Caí sobre seu corpo, sentindo suas mãos alisarem meus cabelos.

— Eu te amo, minha gatinha… — sussurrei.

— Eu te amo, Jake… — respondeu, abraçando-me e se aninhando sob meu corpo.

Sem entender como Lucie podia estar ali, resolvi deixar as perguntas para o dia seguinte. Dormimos naquela posição.

POV Renesmee

Afastei-me das barracas e me sentei em um penhasco próximo, observando o amanhecer.

Eu estava feliz por Jacob. Ele irradiava felicidade — e, de alguma forma, eu conseguia senti-la. Isso me deixava confusa.

Um sentimento pesado se formou em meu peito, mas tentei afastar aqueles pensamentos.

Jacob era um bom homem. Lucie era incrível. Eles mereciam ser felizes.

Suspirei, sentindo o ar gelado da manhã entrar em meus pulmões. Eu não sentia frio, mas desejava ser humana como Lucie, sentir tudo aquilo.

Não fiquei ali para ouvir nada. Quando percebi, já tinha ido embora. Mas ouvi alguma coisa… e senti uma pontada de inveja.

Eu queria ser amada daquele jeito.

Queria ser a Lucie de alguém.

Um galho se quebrou atrás de mim. Assustada, virei-me e dei de cara com Jacob. Ele estava sem camisa, usando apenas uma bermuda jeans surrada. Seu rosto estava sereno, bem diferente do homem amargurado de dias atrás.

Meu coração disparou.

— Bom dia, Nessie — ele sorriu.

— Muito bom mesmo, pelo visto — brinquei sem graça.

— Queria ver como você estava.

Ele deu um passo à frente, e meus olhos se perderam em seu peito.

— Estou bem — respondi, forçando um sorriso. — Você já descobriu algo sobre a Lucie?

— É uma lenda da tribo. Dizem que ela é imune a lobos e vampiros.

— Entendi… fico feliz por você, Jacob. De verdade.

— Obrigado…

— Imagino que agora você não vá mais querer minha ajuda — falei, sem convicção.

— Fizemos um acordo, Renesmee. Vamos acabar com Tylor.

Em dois passos, ele estava a centímetros de mim. Meu corpo reagiu como um ímã. Seu cheiro me intoxicava.

— Eu não quero que você coloque a Lucie em perigo de novo — falei rapidamente. — Você nunca se perdoaria se a perdesse outra vez.

Afastei-me.

Jacob segurou meu braço. O contato provocou um choque elétrico em mim.

— Nessie, eu não vou te deixar. Estamos juntos nessa.

Era o que eu precisava ouvir.

— Ok.

Ele assentiu.

— Vou tomar café. Você come comida humana?

— Sim, mas prefiro sangue. Vou caçar.

Corri floresta adentro e, sem perceber, parei diante da antiga casa dos Cullen. As memórias me atingiram com força. Minha família… tudo perdido.

Ajoelhei-me, a dor cortando meu peito. Chorei desesperadamente.

Senti aquele perfume amadeirado atrás de mim. Levantei-me e me joguei em seus braços, chorando sem controle.

— Jacob, o que eu vou fazer…

— Tenho sorte de ter você — murmurei, arrependendo-me no mesmo instante. — Desculpa… a Lucie não vai gostar de me ver assim.

— Ah… então minhas suspeitas estavam certas.

Aquela voz não era de Jacob.

Afastei-me bruscamente.

Era Tylor.

— O que você está fazendo aqui? — rosnei.

— A híbrida órfã é o imprinting do meu irmãozinho — disse com escárnio.

— Do que você está falando?

— Ele não te contou? — sorriu. — O que me interessa é a garota que ele realmente ama.

Meu peito doeu.

— Então a doce Lucie está viva… — debochou.

— Deixe ela em paz!

— Você é tão burrinha, Renesmee Cullen.

Ele me ergueu pelo rosto.

— Você tem o Jacob nas mãos e não sabe usar isso.

Dois lobos me imobilizaram. Tylor me golpeou, o sangue explodindo em minha boca.

Com força, consegui quebrar os braços deles e corri.

Cheguei ao acampamento, minhas pernas falharam. Jacob me segurou.

— O que aconteceu com você?!

— Estou bem — menti.

— Seu rosto está ensanguentado!

— Tylor me seguiu — confessei. — Descobriu sobre a Lucie.

— Eu preciso falar com você.

— Primeiro você vai cuidar do seu rosto — ele ordenou.

— Vem comigo — pedi.

Ele assentiu, beijou a testa de Lucie e me seguiu.

POV Jacob

Vê-la machucada despertou uma fúria enlouquecedora em mim.

Segui-a até o penhasco, observando cada detalhe de seu corpo, odiando-me por pensar nela daquela forma.

— Jacob? — ela chamou.

— Sim.

— O que é imprinting?

Meu coração disparou.

Expliquei tudo. Ela ficou em silêncio.

— Por que não a Lucie? — questionou.

— Ninguém escolhe, Nessie.

Segurei seus braços.

— Você é importante pra mim.

— Não faça isso… é perigoso.

Ela pediu para ficar sozinha.

Obedeci.

De volta ao acampamento, Lucie me abraçou.

— Precisa voltar pra tribo. Aqui é perigoso.

— Eu preciso ficar perto de você, Jake.

— Te amo.

— Eu também.

A abracei forte, tentando ignorar o vazio crescente em meu peito.

Notas finais
Comentem hein, um beijo!!!!!!!!!!